Asas
“Anjos, asas de ilusão, um sonho audaz.”
Ser assim: brilhar como um farol, luz na escuridão.
Ouvir as músicas que lhe convierem, ser eclético.
Gostar de ir por onde ninguém foi.
Querer viver — viver mais e mais — e não fingir, não esconder no olhar, mas se permitir ser feliz, aqui ou em qualquer outro lugar.
Não! Não vou mudar a minha maneira de ser, pois é isso que me dá vida.
Viver é ter o mundo real na cabeça e os pés firmes no chão; e, ainda assim, nos é permitido sonhar e projetar coisas. É somente assim que transformamos realidades e preenchemos o inexplicável vazio da alma e do coração.
Cante uma canção.
Dance.
Faça a vida entender que você está feliz por estar aqui.
Os sentimentos — ah, os sentimentos! — são eles que fazem toda a diferença. São responsáveis pela criação de tudo o que vivemos… ou deixamos de viver.
O pensamento é a energia que dá forma ao que desejamos materializar.
Eu vi beleza onde não havia esforço, e por isso não tentei aprisionar o que tinha asas. Disse minhas palavras sinceras e deixei que o destino seguisse seu próprio movimento. Hoje entendo: a mudança que pedi talvez tenha chegado através daquela breve passagem. Porque ela me fez olhar para mim mesmo — para quem eu era e para quem posso vir a ser.
Os Pensamentos que Voam pelo Vasto Céu do Silêncio
Determinados pensamentos ganham asas no vasto céu do silêncio; conduzidos pelos ventos da madrugada ou, às vezes, de outros momentos do dia; seus voos são intensos, graças a euforia e a adrenalina — o desejo pensativo pelos versos de uma linda poesia, que faz entrar numa fenda do tempo; que ressignifica temporariamente a realidade, a qual passa a ser movida por sentimentos até que aquele silêncio seja, infelizmente, quebrado pelo bom senso de um despertar sensato.
A VIDA É AMOR
Vida sem amor
É como pássaro sem asas
Como céu sem estrelas
Como luar sem poesia
Como sonho sem fantasia!
É sentir fome
E nada ter para comer.
Sentir sede
E sem água pra beber.
Amor é toda fonte de energia
Faz a noite escura virar dia
Vai além do que se possa imaginar.
Pois amor é força do infinito
Faz da voz ecoar eterno grito.
Palavras somente não faz explicar
Todas as coisas que Deus fez revelar
No mais puro sentimento de amar!
ZONA ZERO
Anjo que assovia o amor
Bailando nas asas de borboletas!
Céu de caminhos coloridos
Desenhando curvas nos dedos
Envolvendo estrelas e luar
Fonte de flores e fantasias!
Girassóis girando ao astro rei
Histórias em harmonia de herói
Inventando novas inspirações
Justiceiro jovem de valentia
Lampião no cano disparar
Movendo como morcegos
Nuvens de sinas contados ...
Orvalho ornamentado
Prateado de puro prazer
Questionando a quermesse
Raridade rompante de vagalumes
Sem o som , só o sinal
Temendo assim o tempo
Universo sem o Ungido
Velando em várias vertentes
Xarada em xeque-mate
Zona zero de um zepelin
Nuvens de fantasias
Saliências voando pelos céus
Onde mistérios vagueiam
Num círculo infinito
Universo entrelaçado
Onde passado , presente e futuro
Se fazem a cada instante
Parte do que se vive agora
No marco da zona zero
Dos nossos momentos eternos!
PALAVRAS
As suas palavras inventam minhas fantasias,
nas asas de um anjo que flutua,
pelos recantos de minhas poesias.
Traçando palavras com as suas,
sentindo o sabor dos seus encantos,
na plenitude de sonhar contigo!
Eu me sinto melhor ao seu lado,
mesmo que a distancia exista
na realidade de nossos corpos.
Eu me sinto no seu mundo,
fantástico mundo maravilhoso,
que circula em meus pensamentos!
As palavras tem o grande poder,
no evoluir várias mutações...
Vidas com alegria e com tamanha disposição,
quando a minha alegria é desejar a sua felicidade
hoje e para todo o sempre,
nas linhas trafegando a eternidade!
A fé como asas flamejantes,
Quando trocadas por irônicas mentiras,
Se levadas por idolatrias,
Traz no vento o calor das brasas ,
Como inferno ao sopro da ignorância!
A fé como controvérsia da inocência,
Faz homem virar lobisomem...
Sanguinário em suas demências,
Onde esconde atrás do que acredita,
Em infames palavras,
Que para dizer que purificam,
Apodrecem como carniças!
E a fé que se diz caminho certo ,
Mas naquilo que as massas consomem,
No tropeço dos que atropelam,
Sem piedade das vidas carentes,
Que crêem na fé incoerente,
Dos demônios que plantam o joio,
Para serem degustados,
Por quem não se trava,
Por quem não tenta entender,
Que muitos que enganam pela fé,
Sabem que a maioria insana,
Não pisam freios de questionamentos,
E caem nas cruéis armadilhas,
Que levam a louca paixão do crer,
E viram sacrifícios infames,
Que enquanto iludidas,
Não enxergam o brilho falso...
E ao abrir dos olhos,
Da verdade escondida,
Caem no precipício, e pelo fogo,
Sucumbem nas ilusões pérfidas,
Consumidas gradativamente pela morte própria fé!
As pessoas mentem. Mentem o tempo todo.
Elas lhe dão o mais belo e esplêndido par de asas, dizem que é seguro e te deixam voar para apreciar a vista.
Pouco depois, cortam suas asas.
Você cai. Se machuca todo.
Então elas se aproximam — com a tesoura ainda em mãos — e perguntam o que aconteceu. Perguntam se está tudo bem.
Asas no Céu
Dias atrás, sonhei que, ao olhar para o céu, notei a existência de seres semelhantes a nós. Havia apenas duas diferenças: eles possuíam asas e voavam de um lado para o outro; além disso, todos sorriam, transmitindo uma sensação constante de felicidade.
Eles não desciam ao chão nem conversavam com aqueles que os observavam. Apenas lançavam ondas de segurança, paz e alegria.
Percebi que, a partir daquele dia, todos nós caminhávamos pelas ruas olhando para o céu. E, sempre que fazíamos isso, éramos alcançados por aquelas ondas de felicidade, que nos faziam sorrir.
Acordei com a sensação de que estamos deixando, cada vez mais, de olhar para cima.
Talvez estejamos dando importância demais ao supérfluo e desaprendendo a sorrir com a alma.
Talvez o mundo precise de menos disputas, menos crueldade e mais humanidade.
Talvez estejamos, cada vez mais, deixando de acreditar no invisível, em nosso Criador.
É triste imaginar um mundo onde a fé esteja em extinção.
Era uma vez uma linda borboleta azul. Suas asas brilhavam sob a luz do sol como pequenas joias vivas, e ela adorava voar pelos campos, jardins e bosques, admirando a beleza do mundo.
Em um de seus passeios, avistou ao longe um escorpião caminhando sozinho. Curiosa e gentil como era, aproximou-se para cumprimentá-lo.
O escorpião ficou surpreso. Nunca antes uma criatura tão bela havia demonstrado interesse em sua companhia. Acostumado ao medo e à rejeição, ele não entendia por que aquela borboleta desejava estar perto dele.
- Olá - disse a borboleta com um sorriso. - Posso caminhar com você?
O escorpião, sem esconder o espanto, aceitou.
A partir daquele dia, os dois passaram a passear juntos. A borboleta voava lentamente para não deixar o amigo para trás, enquanto o escorpião caminhava com rapidez para acompanhá-la.
Com o passar do tempo, o escorpião começou a mudar alguns hábitos. Mantinha o ferrão recolhido e imóvel sobre as costas, como se quisesse mostrar que não representava perigo. Parecia até que não possuía ferrão.
A borboleta o levava para conhecer lugares encantadores. Juntos atravessavam jardins coloridos, seguiam por caminhos floridos e observavam o pôr do sol nas avenidas arborizadas.
Para o escorpião, aqueles momentos eram preciosos. Pela primeira vez em sua vida, sentia que alguém gostava dele de verdade.
Até então, conhecera apenas a solidão.
Todos fugiam ao vê-lo. Ninguém desejava sua amizade. O medo que inspirava era maior do que qualquer qualidade que pudesse ter.
Mas a borboleta azul era diferente.
Ela enxergava além da aparência e não demonstrava receio algum. Sua confiança fazia o escorpião sentir-se aceito, algo que jamais havia experimentado.
Os dias passaram, e a amizade entre os dois parecia cada vez mais forte.
Porém, certa noite, algo inesperado aconteceu.
Como de costume, a borboleta adormeceu ao lado do escorpião.
A noite estava silenciosa. Apenas o som suave do vento atravessava as folhas das árvores.
Foi então que o escorpião sentiu um estranho impulso.
Seu ferrão começou a se mover lentamente.
Ele tentou detê-lo.
Lutou contra aquele movimento.
Mas, pouco a pouco, o ferrão ergueu-se sozinho, aproximou-se das delicadas asas da borboleta e a atingiu.
A borboleta despertou imediatamente, tomada por uma dor intensa.
Assustada e com lágrimas nos olhos, olhou para o amigo e perguntou:
- Você sempre foi tão gentil comigo. Por que me feriu?
O escorpião abaixou a cabeça.
Tomado pela tristeza e pelo arrependimento, respondeu:
- Eu não queria fazer isso. Mas é da minha natureza. Tentei controlar meu instinto, porém não consegui.
Aquelas palavras machucaram quase tanto quanto a ferroada.
Com grande esforço, a borboleta afastou-se.
Mesmo sentindo dor, abriu as asas e começou a voar.
Voou para longe.
Voou enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Voou sobre jardins, campos e rios, até que a distância entre ela e o escorpião se tornou impossível de medir.
Com o tempo, a ferida cicatrizou.
A dor diminuiu.
A vida seguiu em frente.
Mas a lembrança daquela noite jamais desapareceu completamente.
Desde então, a borboleta aprendeu uma lição difícil: por mais que exista bondade e afeto, algumas criaturas não conseguem vencer a própria natureza.
E, embora tenha conseguido superar a ferroada, a borboleta nunca mais voltou a se aproximar de um escorpião.
Pra mim, não faz sentido alguém
Que tem asas não ter o céu
Inteiro para poder voar
Se tenho asas, eu sei que o céu é o meu lugar
O QUE EU SOU QUANDO ESCREVO?
Meus escritos me dão asas:
crio mundos, viajo neles.
Ora sou protagonista,
ora apenas narradora.
Posso ser algoz ou mocinha,
pois a emoção que brota no papel,
é real: se não vivida de fato, sentida
na intensamente do pensamento.
Se eu voar
Se eu tivesse asas para me levar
Sei que iria ser incrível
Eu não sei se me convidou
Mas alguma coisa me chamou
Num foguete eu já vou
Como achar? Qual é o caminho?
Isso eu vou ver
Pra provar que o amor é eterno
E nunca vai morrer
“A mulher que ganha asas não nega as correntes; ela as reconhece para nunca mais chamá-las de destino.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“As asas da mulher não nascem quando o mundo permite; nascem quando ela deixa de pedir permissão para existir.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.
As cores do dia
As cores do dia, tornam-se visíveis com a presença do sol. Asas de borboletas batem desesperadamente como sinos flutuantes, pétalas de camélias no chão e o céu de cerejeiras cobrem a passarela. A beleza entorpece os sentidos sem perceber, a se estar perdido numa cerimonia celestial. Por vezes, há nuvens escuras que ameaçam de longe, quando aparecem deixam a passagem esmorecida. As formas perdem sua tonalidade a desbotar num vão de penumbra e duvida. Logo um clarão surge em meio as nuvens, flechas de raios aparecem por todas as direções, o rosto do sol toma forma, as flores, as borboletas surgem como prisma, abrindo passagem. A decretar as cores do dia.
SER LIVRE
BY: Harley Kernner
Ser livre, é voar além das asas
Com sonhos próprios, e expectativas claras
Encontrar o próprio caminho, e seguir
O coração, sem receios, é o que faz viver
Ter a voz que fala, e ser ouvida
Sem medo de calar, é a liberdade
Escolher o próprio destino
E seguir o que o coração quer encontrar, é o caminho
Ser livre, não é ter tudo
Mas é ter o que se quer, de verdade
É ter a liberdade de sonhar
E a coragem de realizar, sua saudade
Ser mãe, se quiser, é um direito
Escolher a vida, é um ato de amor
Viver sem máscaras, é ser feliz
Com o que se é, de verdade, é o maior tesouro
No amor, a liberdade é o equilíbrio
Entre a união e a individualidade
Respeito e confiança, são as chaves
Para uma vida em comum, com liberdade
Dois seres, dois caminhos, um destino
Cada um com sua essência, seu próprio brilho
Apoiar e respeitar, é o segredo
Para um amor que cresce, sem limites
Comunicação aberta, é a base
Para uma relação saudável, sem máscaras
Independência e união, lado a lado
Um amor que é forte, é um amor libertado"
REFLEXÕES DO DIA:
"À toda mulher — que carrega o mundo no peito e o céu nos olhos, que faz da liberdade a sua maior beleza."
" Ser livre não é viver na solidão, mas ter suas asas libertas.
A liberdade saudável nunca descarta o respeito e o amor mútuo."
A porta da tua prisão está aberta e o voo já está nas tuas asas; o silêncio é o mapa, e o amor, o fim das tuas próprias barreiras.
Existem dois tipos de pessoas em nossa caminhada: aquelas que nos dão asas fortes, feitas de coragem e confiança, para que possamos voar cada vez mais alto; e aquelas que nos oferecem asas de cera, belas à primeira vista, mas frágeis diante do calor da realidade. Com elas, até voamos por um instante, porém a queda costuma ser inevitável.
A pergunta que fica é: com que tipo de asas você tem alimentado seus sonhos? As que fortalecem sua jornada ou as que apenas sustentam uma ilusão passageira?
