Asas
“Anjos, asas de ilusão, um sonho audaz.”
Ser assim: brilhar como um farol, luz na escuridão.
Ouvir as músicas que lhe convierem, ser eclético.
Gostar de ir por onde ninguém foi.
Querer viver — viver mais e mais — e não fingir, não esconder no olhar, mas se permitir ser feliz, aqui ou em qualquer outro lugar.
Não! Não vou mudar a minha maneira de ser, pois é isso que me dá vida.
Viver é ter o mundo real na cabeça e os pés firmes no chão; e, ainda assim, nos é permitido sonhar e projetar coisas. É somente assim que transformamos realidades e preenchemos o inexplicável vazio da alma e do coração.
Cante uma canção.
Dance.
Faça a vida entender que você está feliz por estar aqui.
Os sentimentos — ah, os sentimentos! — são eles que fazem toda a diferença. São responsáveis pela criação de tudo o que vivemos… ou deixamos de viver.
O pensamento é a energia que dá forma ao que desejamos materializar.
Eu vi beleza onde não havia esforço, e por isso não tentei aprisionar o que tinha asas. Disse minhas palavras sinceras e deixei que o destino seguisse seu próprio movimento. Hoje entendo: a mudança que pedi talvez tenha chegado através daquela breve passagem. Porque ela me fez olhar para mim mesmo — para quem eu era e para quem posso vir a ser.
Não tinha asas, mas era anjo, só podia ser. Cambaleava meio estrambelhado de uma ponta do meu coração a outra e iluminava minh'alma. Quando ele me tocava eu disparava luz própria. Era como ter constantemente alguém a me dizer o quanto eu significava. O quanto eu era importante...
Quando as asas
da liberdade chegarem,
voarei por esse imenso
céu azul,
porém, não sem rumo...
saberei onde pousar
e sempre voltarei
para o meu porto seguro,
pois, ser livre também
é saber retornar.
"Ignorância foi achar que pássaros, só porque tem asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de deus durante o percurso.
A liberdade não tem nada a ver com invencibilidade."
Na política, esquerda e direita representam não polos opostos, mas sim duas asas do mesmo pássaro, carregando-o na mesma direção limitada. Ambas surgem do mesmo corpo, com ideais que às vezes divergem em aparência, mas convergem na manutenção do sistema que as sustenta. Não importa qual asa alce voo mais alto ou mais baixo, o pássaro permanece preso ao seu voo circular, incapaz de alcançar altitudes verdadeiramente renovadoras. Assim, a luta entre esquerda e direita torna-se, na prática, um movimento estéril, uma dança mecânica onde se troca o cenário e as palavras, mas o desenho permanece inalterado. O voo do pássaro político é árido, desprovido de novas paisagens, onde o horizonte é uma mera repetição do passado, indivisível das mesmas estruturas que alimentam seu existir.
Asas do Mesmo Pássaro
Esquerda e direita: asas do mesmo pássaro voraz, que voa alto sobre o rebanho adormecido. Elas batem em uníssono, fingindo oposição, enquanto o bico ceifa as liberdades que prometem defender. Os acéfalos, massa de manobra cega, agitam bandeiras opostas como se batalhassem por destinos distintos, mas servem ao mesmo voo predatório, manipulados por narrativas que os mantêm no chão, pisoteando uns aos outros em nome de ídolos vazios. Enquanto isso, desperta quem vê a gaiola: o multilateralismo, essa teia de tratados e cúpulas que escraviza nações soberanas a elites invisíveis. Esses visionários, que ousam questionar o consenso globalizado, são tachados de antidemocráticos, marginais, conspiracionistas. Silenciados por algoritmos, censurados em púlpitos digitais, exilados do debate público. O pássaro, incomodado, bica
os que ameaçam revelar suas penas sujas de ouro e poder. Mas o voo cessa quando as asas se rebelam contra o corpo e o rebanho, enfim, ergue os olhos para o céu.
Uma busca frenética,
Incansável.
Asas que batem sem destino
No vazio do espaço.
Em sonhos, lutas acordado.
Trajeto alado
Ao novo amanhecer.
(Rumas a quê?)
As vezes é bom dar asas ao pensamento e ir lá na infância e voltar vendo o filme de coisas que aconteceram contigo em alguns casos voce vai ri, em outros você vai gelar...
Sonho de Voar
Carrego asas no pensamento
mesmo preso, sigo o vento
no peito, um céu a chamar
ninguém pode me impedir de sonhar
SEM PODER FUGIR
Quem me dera asas como as das pombas…
já dissera Davi…
Escaparia para o deserto…
a fugir da tempestade…
para bem longe daqui…
Tristeza e dor…
que nos afligem a alma…
nos tirando a calma…
sem poder fugir…
Quem me dera a capacidade…
de arrancar o sofrer da pessoa amada…
Provaria, sem palavras…
que meu mundo sem seu mundo…
não é nada…
Tristeza e dor…
que nos afligem a alma…
nos tirando a calma…
sem poder fugir…
Na incapacidade da minha vida…
esta dor tão doída…
entrego ao Redentor…
Já sem asas e em pranto…
me escondo no recôndito…
junto aos pés do Salvador…
Tristeza e dor…
que nos afligem a alma…
nos tirando a calma…
sem poder fugir…
sem poder fugir…
sem poder fugir…
No canto do espelho quebrado, um peixe com asas azuis engole o som de uma música velha que vem do fundo d'água. Pingos de prata escorrem pelas teclas de um piano invisível, fiapos que não se encostam, mas cochicham coisas no escuro. Por que o relógio amolece nas mãos de outro relógio parado? Uma abelha de vidro voa entre nuvens de algodão doces, levando pó de lembranças que nunca existiram. O vento leva folhas de jornal velhas, letras misturadas como cartas num baralho sem jogo.
Às vezes, não importa quão forte algo pequeno bata sua asas, se o vento soprar na direção errada, tudo volta a ser exatamente como antes.
(Lady Whistledown)
