Às Vezes
“Quebrar paradigmas não é apenas um ato de coragem; muitas vezes é o mínimo de dignidade de quem se recusa a viver uma vida limitada pelas certezas dos outros.”
Tentar mudar o que não pode ser mudado só gera sofrimento. Muitas vezes a saída é aceitar o inaceitável!😥
Me reinvento quantas vezes for necessário porque viver é esse equilibrar-se e desequilibrar-se sem fim
"A culpa da infelicidade sempre esteve nas minhas mãos.
Tentei várias vezes me entregar por paixão,
mas do outro lado sempre negaram meu coração..."
NÓS NO MUNDO
Às vezes a gente sente que o mundo é pequeno demais, que cabe no coração. No outro dia, o mundo já é tão vasto que a gente se sente perdido na sua imensidão.
Então, não é o tamanho do mundo a medida das coisas, mas como a gente se posiciona diante dele.
"Amadureci. Hoje entendo que às vezes se discrimina, oprime e invalida com os gestos, com as palavras e atitudes. Acabamos sendo cruéis sem perceber.
Enigma do Amor
Às vezes, nas minhas incertezas
Nego-me por achar ignorante
Falar de algo tão relevante:
Falar de amor.
Diante de tantas coisas que dizem:
Nas histórias que contam...
Enrubesce-me a face.
Nas venturas de outros,
Parece só tem proezas e belezas,
Nos lábios dos que pabulam as suas histórias de amor.
Os amantes dizem que abrasa o coração.
Os sábios, que é uma armadilha para a alma.
Os homens aventureiros falam encontrar em qualquer lugar..
E as mulheres dizem que pode acabar.
Uma mãe amorosa diz: faz o coração arder.
Um pai defensor, confessa que na vida é um pesar;
Os avós apaixonados, dizem com os nascer dos netos:
O amor se multiplica...
Um tio encantado, tenta esclarecer o que sente, não explica.
Os Jovens confundem com a paixão.
Os aventureiros se perdem no prazer...
Os maduros, dizem ser a maior perda da vida,
Os fracos e insanos nos seus engodos
fazem encerrar no caixão
as suas história de amor.
Recuso-me a falar sobre o amor.
Às vezes, pensar e escrever sobre o amor,
Traz-me remorso:
Nunca se está satisfeito...
Não existe ninguém que ame perfeito.
A tragédia, frustração e decepção,
Parecem sempre acompanhar aquele que decidi amar.
Penso, desisto e sem querer recomeço.
É que se busca sempre, ainda que se esquive:
Alguém a quem se possa amar.
- MEDO DO MEDO
Todos os dias eu sigo um caminho.
Por trieiros novos e as vezes por calçadas velhas;
Enquanto ando percebo portas fechadas...
E janelas abertas... Sinto o cheiro do medo.
Vejo pessoas que me espiam...
Pessoas que olham para a rua
E parece que se escondem de tudo...
Outras vezes, parece que buscam inspiração para a vida.
Eu passo devagar, tento adivinhar o que sentem...
São prisioneiras de seus próprios medos?
Ou os seus medos são só do mundo?
Janelas que se abrem e fecham todos os dias;
Por trieiros novos e calçadas velhas.
Ando logo que o dia começa...
Também tenho meus medos;
Não é o medo do mundo.
Sinto o medo de me tornar prisioneiro dos meus medos.
A maneira de falar pode mudar tudo para o bem ou para o mal, muitas vezes não é o que se fala, é como se fala.
Muitas vezes, um cego enxerga melhor que aquele com perfeita visão! Há visão na cegueira e cegueira na visão! É questão de visão!
Desisti incontáveis vezes,
até que a esperança ressurgisse,
dando forças para me levantar
diante das quedas que a vida me dava.
E, a cada vez, eu me sentia mais forte.
Cada luta travada
deixou marcas que carrego como prêmios.
Cada cicatriz
é um sinal
das vezes em que venci a mim mesmo
todos os dias.
Diversas vezes, sem mais nem menos,
Desisti de tentar,
Parei no tempo.
O arrependimento chegou.
Devia ter dado um passo,
Mas o medo do desconhecido
Fez-me ficar na zona de conforto.
Perdi dias valiosos da vida.
O atraso não se recupera,
Pois já ficou no passado.
Às vezes só é possível atravessar o deserto dos nossos martírios ao aposentar os pés como mola de travessia, e usar os joelhos como tabernáculo e oratório da morada do Eterno.
Sei que muitas vezes pereço ao tentar iluminar a escuridão, mas o que me consola é que sou guiado pelo brilho das estrelas.
A religião pode ser mais perigosa que a política: a mão que segura o terço às vezes abençoa a que ergue a espada.
