Às Vezes
As vezes faz muito sentido, nada ter sentido, ir pelo anti horário, do presente ao passado, de Z a A, ver um trem andar de ré, saber que a mosca tem radar e avisará que em sua sopa vai sentar etc....porque a vida e a morte, quantas vezes, são mal entendidas, tão sem sentido. Deveríamos ser sempre crianças. Nunca mesmo ter crescido!
As vezes, em algumas noites,
um silêncio só meu,
chega impassível, doce e até singelo,
então pensativa e um tanto ausente
como lua nova, envolta em sombras
fujo das auroras solenes,
deslizando,
escondida dentro de mim
As vezes canso de tudo,quero parar,
mas aos solavancos ainda vou,
porém vem a vontade deestacionar,
virar uma estátua, que ao tempo se entregou
As vezes há a necessidade
de parar a mágica euforia,
das letras em descompasso,
na presente e constante melodia
Apenas guardar as palavras,
como em um ninho secreto,
acarinhando o coração,
ali dentro, o amor discreto
Porque ele é verdadeiro,
calmo, alegre e profundo,
não precisa ser posto ao vento
para ser espargido ao mundo
180
Quantas vezes a rosa vai se calar? quantas vezes mais o cravo ira brigar?
O meu medo é se nessas brigas será que o cravo vai se conter?
O meu medo é um dia saber que essa rosa não vá sobrevive, o cravo saíra imune? a rosa ferida?
Nessa história não é brincadeira, mas sim algo que devemos levar a serio por que a rosa talvez não possa sobreviver para contar a história
Lembre que não é cantiga de ninar, mas sim o manual da vida que vem nos ensinar 180 é só disca e sigilo você terá!
Não Correspondido
Às vezes me pego pensando sobre você
Mais do que queria, na verdade
Porque o meu ideal seria não pensar nunca
Penso em como você me fez bem
Sem sequer falar comigo
Vai, talvez nós tenhamos nos falado uma ou duas vezes...
Mas isso ainda me incomoda um pouco
Sabe, às vezes me culpo pela falta de interação
Podíamos ser amigos
Mas eu era tímido e você sequer me enxergava
Não faz tanto tempo
E você ainda não faz ideia do quanto me afetou
Mesmo que só te observasse de soslaio
Quando rodeava a área que você estava em busca de razões pra interagir e nunca achava
Isso você não notou
Nós não nos vimos desde então
Nossos turnos não permitem...
E durante tudo isso
Você sequer olhou pra mim
Às vezes chorei por isso
Na verdade, só passar por você me fazia sentir vontade de chorar
Porque sabia que o tempo te levaria
Como o vento leva a poeira consigo
Te amava muito mesmo
E ao mesmo tempo
Não conseguia expressar
Sentir falta de algo que nunca aconteceu
É um defeito meu
Que me faz tão mal.
"As vezes, é preciso potencializar o texto. Através do discernimento contextual. Há ensinamentos que são vozes, repletas de significados e sentidos atuais".
§
"PI: Antropologia e sociologia da religião".
"Morri muitas vezes,
em muitos lugares
na busca por multidisciplinaridade
interlocução em diversos ambientes
só encontrei significados
em Cristo".
Acredito que é essa a essência da política: você não vai chafurdar junto aos porcos, mas, às vezes é preciso escolher o mal menos ruim, porque só compramos o que se tem no mercado e não o que realmente queremos comprar.
Os invejáveis projetos muitas vezes nascem pequeninos, no entanto, se agigantam na existência de união entre seus idealizadores, e sucumbem na presença vaidosa dos quais...
NO VÃO DO SILÊNCIO...
(Nicola Vital)
Às vezes, me sinto tão perdido!
Como se perdido fosse o existir.
No reluzir do sol,
Fecho os olhos e não me encontro
Meu infinito sou eu...
A noite e seus fantasmas
Me convém!
No vão do silêncio noturno
Escuto o ladrar dos cães
A guardar as mansões
Perdidas de medos...
Quão seus guardas sem bravura
Bradam de pavor do existir
Que lhes restam.
Às vezes, eu penso que quero,
Repasso...
Bem mais, muito mais, que demais
No passado...
Nos bancos da sala de aulas.
Na igreja, ou no carro,
Se macho ou fêmea,
Se branco, negro ou mulato.
De posse, ou sem sorte.
Se mora no gueto, na praça
Ou resort.
Está em cartaz!
No fardo dos imparciais
Sob o crivo do “coitado”
Que fere, não mede,
O quinhão dos iguais.
"A MAIOR AUTORIDADE EM EDUCAÇÃO PARA COM OS MENORES, SÃO SEUS PRÓPRIOS PAIS, MUITAS VEZES RELAPSOS. AS AUTORIDADES SECUNDÁRIAS, APENAS FISCALIZAM"
SEM MEDO DE SER FELIZ:
Medo, medo, medo
meeeeedo...
eu tenho medo de ter medo!
às vezes fecho os olhos para a realidade.
fecho sim, por medo de ver o medo
que sonda os "indivíduos" em uma sociedade
subjetivada pelo medo.
porque o medo, essa premissa...
é uma configuração social de relação de poder
imposta a seus atores sociais.
portanto, o medo é sim!
ferramenta de controle social
e tenho medo, medo, medo
meeeeeedo...
Nicola Vital
O MITO DO NATAL:
Nesta noite de natal
Eu saí por três vezes às ruas...
O que eu queria!?
Era apenas encontrar o precursor desta noite.
E em todas as casas que percorrí
As portas estavam fechadas, havia sim, um clima de festa
O som que se ouvia era festivo.
Mesas fartas, músicas comerciais, deleites e comemorações.
Em um ímpeto de curiosidade
Fixei meu olhar às frestas daquelas portas
E em nenhuma delas vislumbrei o aniversariante.
Sai um pouco desolado.
Me recolhí e fiquei a me perguntar.
Por que tanta euforia se todo dia é dia de natal?
E todos os dias ele nasce em todo o universo.
Mais tarde o sol ainda não chagara, e o som da música já se fazia mais fraco.
Pela quarta vez eu deixava o sono ainda não dormido
E o encontrei!
O Arauto. Cansado, malcheiroso e não parecia ter nascido naquele dia!
Todos já entorpecidos em sua própria festa não o reconheceram.
E fecharam-lhe as portas.
Ao romper da aurora, caia a ribalta, as portas se abriam para um novo dia.
Não era mais natal... E ele ali inerte ao solo onde descansava invisível aos olhos de seus anfitriões.
Sem cheiro, sem alento, sem recordações!
Não era mais natal, não era mais natal.
