As Pessoas Sao como Ondas

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A mulher das tatuagens


ela entrou no bar
como quem já conhecia
todos os tipos de despedida.


pele clara,
tatuagens espalhadas pelo corpo
como pequenas revoltas
que ela decidiu não explicar.


bebia devagar
e olhava para o nada
com a tranquilidade de quem
já tinha aprendido
que algumas pessoas
só ficam enquanto é conveniente.


havia flores no braço,
um pássaro perto do ombro,
algumas palavras que eu não consegui ler.


talvez fossem nomes.
talvez fossem erros.


ela sorriu uma vez
e foi o suficiente
para fazer o bar parecer menos miserável.


eu pensei em dizer alguma coisa bonita,
mas coisas bonitas
quase sempre soam ridículas
quando você está diante
de alguém que já sofreu o bastante.


então fiquei quieto.


ela acendeu um cigarro,
olhou pela janela
e disse:


— algumas marcas a gente escolhe.


não perguntei pelas outras.


naquela noite
ela foi embora sozinha,
levando consigo
aquela coleção de desenhos,
silêncios e pequenas cicatrizes
que faziam dela
mais humana que qualquer santo.


e eu fiquei ali,


bebendo o resto do meu copo,


pensando que talvez
a beleza nunca tenha sido
sobre aquilo que uma mulher
carrega na pele,


mas sobre tudo aquilo
que ela conseguiu sobreviver
sem precisar contar.

Quando começaste a gostar de mim, eu também já tinha aprendido a dizer não exatamente como um dia me disseste. O teu “não” ensinou-me a não querer duas vezes a mesma pessoa!

A arte é a única coisa que atravessa séculos e marca pra sempre como um carimbo, a alma de quem sabe a ler.

"algo está errado comigo. desde que me lembro, eu sempre me senti vazia, incompleta. como se algo em mim estivesse faltando. esse sentimento vazio dominou minha vida. eu nunca fui capaz de sentir mais nada. meu mundo sempre foi frio, escuro e silencioso."

"Apenas seja você mesmo. Não deixe que ninguém te diga quem você deve ser ou como deve agir"
– Lee Felix Yongbok

"Tem uma versão de mim que existia antes de tudo ficar assim. Eu lembro dela como se fosse outra pessoa que eu conheci há muito tempo. Ela sorria com mais facilidade. Era como se qualquer momento simples já fosse o suficiente."
– Luiza Barbosa

Encantar procede-se como uma resistência
Conotar uma subjetividade é uma resistência
Morena, cor de castanha
Bela para tal façanha

Me saio, me faço
Persistência no compasso
Deito em teu retrato

Morena, me ganha
Te desejo em lado
Me diga, me olhe
Eu a amo reconhecendo o seu acorde

Me acorde, me deixe
A vida lírica ama essa suavidade
Que chega
Que rouba

Que inicia L
Que completa A
Dedico para te ganhar

Um amor bonito
Que persiste e me cura
Mais que uma mulher
É meu lutar com fé

Assim como o sol continua a brilhar mesmo quando nuvens escuras tentam escondê-lo, Deus permanece presente mesmo em meio ao caos da vida.

Vida passageira

⁠A vida é como uma viagem
Com rumo cheio de possibilidades.
Da mesma forma que existe muitas vias
Na vida, várias escolhas
Seja sábio ao escolher pois nem todo caminho vai te levar a onde planeja.

Assim como a lua, a mulher é bela e cheia de fases.


Já o homem é como o Sol, é estável, não demonstrando nada, e guardando tudo pra si.

A vida e como dois ônibus, cada um tem um destino diferente, seja sábio nas suas escolhas e inteligente nas decisões.


E sempre lembre-se você é responsável pelas consequências!

Olhos de jabuticaba, um olhar sereno.


Olhos negros, redondos e brilhantes,
Como jabuticabas colhidas no pé,
Guardam mistérios de instantes,
E uma doçura que a gente até crê.
É um olhar que descansa a alma,
Sereno como um fim de tarde,
Traz o silêncio, traz a calma,
Sem que nenhuma pressa alarde.
Nessas esferas de puro cetim,
O mundo parece encontrar seu lugar,
Um brilho profundo, que não tem fim,
E faz a gente querer apenas olhar.⁠

Deus é

Quem é Deus? Estou longe de indentifica-lo! Como posso eu com uma mente finita, definir Deus? Eu não posso compreender aquele que é a origem de tudo o que existe. A minha origem é Deus. O mesmo Deus, que criou as muitas galáxias, me criou a mim. O universo não existia, nada existia. No princípio era Deus, de eternidade a eternidade.

Deus era mais que uma pessoa! Mas um único Deus, que é amor, perfeito, omnipresente, omnipotente, omnisciente.Ele criou, como e porque transbordava em amor. Por isso criou. O reflexo do amor de Deus, fez com que, o que não tinha existência, viesse a ser. O "Eu sou", criou todo o ser, totalmente distinto deste, que é a origem de tudo. Eu não existia a não ser no coração de Deus. Então comecei a existir, para amar, o que em amor me formou!

É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.

O Sentimento Sem Nome


É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Talvez não tenham conseguido dar um nome a esse sentimento porque ele não cabe em letras. É uma experiência que desafia a lógica do ego. Em um mundo que nos ensina a competir, a olhar para o lado para medir o nosso próprio sucesso, sentir o coração vibrar pelo troféu que está nas mãos de outra pessoa é um ato de rebeldia silenciosa.
É quando a pele arrepia ao ver um amigo realizar um sonho que não é o seu. É quando o sucesso de alguém que amamos não nos faz sentir "atrás", mas sim impulsionados. É a consciência de que a luz do próximo não apaga a nossa; pelo contrário, ela ilumina o ambiente onde todos estamos.
Pode chamar de Mudita, de Confelicidade ou de Compersão. Mas, na falta de uma palavra que todos conheçam, a gente chama de amor em estado de gratuidade.
Porque, no fim das contas, quem consegue se alegrar com a vitória do outro já venceu a maior de todas as batalhas: a contra o próprio ego. É um sentimento que não precisa de batismo, pois quem o sente já conhece a sua tradução mais fiel: paz.

​"Como posso encontrar palavras para lhes dizer obrigado por me permitirem servi-los?"

Quando você falha, você se pune. Como se pune, perde a motivação.

Um dia alguém vai te enxergar com uma clareza tão profunda, que você vai se perguntar como conseguiu sobreviver tanto tempo sendo mal interpretado.


Alguém vai olhar além das suas defesas, além das versões que criaram sobre você, além das dores que te fizeram diminuir a própria luz para caber no conforto dos outros. E nesse dia, você vai ouvir sobre si coisas que nunca teve coragem de acreditar.


Vai doer.
Porque às vezes a cura dói mais do que a ferida.


Dói perceber que você passou anos aceitando migalhas emocionais quando carregava um universo inteiro dentro de si. Dói descobrir que não era difícil de amar — apenas estava cercado de pessoas incapazes de enxergar profundidade. Dói entender que muitas das culpas que você carregou nunca foram suas.


Mas junto da dor vem o grito.


O grito da liberdade.
O grito de quem finalmente se reconhece.
O grito de quem passa a existir sem pedir desculpas por ser intenso, sensível, verdadeiro e raro.


Porque existem palavras que não entram pelos ouvidos — elas atravessam a alma.
E quando alguém te revela a beleza que você passou a vida escondendo de si mesmo, algo dentro de você desperta violentamente.


Você percebe que nunca foi pequeno.
Só passou tempo demais tentando sobreviver em lugares que diminuíam tudo o que Deus colocou dentro de você.


E depois disso… você nunca mais consegue voltar a se enxergar da mesma forma.

Você fala como se eu fosse a pessoa que passa por aí compartilhando suas dores com todo mundo. Como se eu fosse alguém que para para ouvir histórias e depois as leva adiante. E talvez, se em algum momento eu realmente parei para ouvir alguém, eu nem tenha percebido. Se isso te machucou, me perdoa.


Às vezes eu me pergunto se existe algo de errado em mim. Talvez eu seja mais difícil de entender do que imagino. Talvez eu carregue coisas que nem eu mesmo consegui nomear ainda. Há dias em que me sinto um estranho para mim mesmo, como alguém que ainda não se encontrou por completo.


Ninguém imagina o que vivi. E, sinceramente, nem quero que imaginem. Não desejo a ninguém o peso de certas memórias, a dor de algumas palavras que ouvi, a sensação de algumas ausências que senti ou as cenas que fui obrigado a testemunhar. Existem marcas que não aparecem na pele, mas acompanham cada passo que damos.


Mesmo assim, eu continuo acreditando que um dia tudo fará sentido. Talvez não da forma que esperamos, talvez não no tempo que desejamos, mas fará.


E quando esse dia chegar, quem entendeu e quem não entendeu, quem ficou e quem partiu, quem julgou e quem acolheu, todos estarão ligados por algo maior. Como os dois lados de um laço em um calçado: diferentes, mas necessários para formar um único nó perfeito.


Obrigado por existir.


Em meio a tantas coisas que não consigo explicar, essa é uma das poucas certezas que tenho.


Eu só quero ser um homem bom para mim mesmo, ser um homem exemplar e servir de alguma forma todas as pessoas que eu encontrar pelo caminho até eu chegar lá!


Amo-te.

No final das contas, o seu maior superpoder é a presença. Dizer algo como: "Cara, eu não sei o que te dizer, mas eu tô aqui com você pro que der e vier".