As Pessoas Sao como Ondas
Por trás do sorriso
Há noites em que o espelho pesa,
e cada reflexo parece julgar,
como se houvesse algo errado
na pessoa que estou a tentar amar.
Escondo os olhos cansados,
disfarço o medo de não ser suficiente,
e visto um sorriso bonito
para enganar toda a gente.
Digo “estou bem” baixinho,
mesmo quando tudo dói,
porque aprendi a esconder as lágrimas
antes que alguém pergunte o que foi.
E há noites tão compridas,
em que o silêncio sabe o meu nome,
em que o peito fica apertado
e a tristeza simplesmente não some.
Choro onde ninguém me encontra,
abraço a almofada sem dizer nada,
e no dia seguinte volto ao mundo
com a minha dor bem disfarçada.
Talvez ninguém veja as batalhas
que travo dentro de mim,
nem quantas vezes me pergunto
se algum dia vou gostar de quem sou assim.
Mas talvez eu esteja a aprender
que não preciso ser perfeita para ser bonita,
que o meu valor não mora no espelho
nem depende daquilo que alguém acredita.
E talvez, um dia, o sorriso que eu mostrar
não seja apenas uma máscara no rosto,
mas seja realmente meu —
sem medo, sem culpa, sem desgosto.
Porque por trás de toda esta insegurança,
ainda existe alguém a florescer:
uma pessoa que passou por noites difíceis
e, mesmo cansada, continua a escolher viver.
Como peixes correm na água
palavras correm num poema
pensamento acima
ocorrem versos livres na rede
correm pra cena
A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser
Letras desequietam palavras atraindo o olhar para algo...
Encontrada como em borboletas
cores, pouso, delicadeza e muito mais
Palavras são pétalas de uma frase
na natureza da linguagem
Letras me inquietam; palavras me atrai
tirando uma pétala da palavra poema
põem inquieta
como é as borboletas — o olhar vai
de frase em frase...
Somando beleza a leitura
palavras dão calor à paisagem
Letras são raios de quem sente
encontrada em três letras
sol inquieta
Em três pétalas tem poesia
a arte de contemplar
Leonardo Mesquita
O homem é um ser que cria.
E a alegria com o movimento do objeto de seu pensamento como palavras
inventadas para leva-lo ao sempre presente ainda não dado aos olhar como a poesia que mora no encontro de palavras que convida para a frase que diz uma imagem presente no que se sente — na estadia da frase que empolga, a mente se acomoda no luxo de pensar uma frase nova, palavras compram a atenção e pagam com imaginação seus interessados que encontram a alegria sempre presente
na casa do imaginário...
Leonardo Mesquita
O poeta consegue colocar peixes na correnteza de uma frase. Ler é fazer como os peixes fazem, com as guelras
o peixe retira o oxigênio da água; com a leitura o homem tira o significado das palavras...
Caranguejo corre de lada
como a rima corre rápido
num verso animado
já com bom traquejo...
no ouvido o isso afora do mar
vem o caranguejo fraseando
de lá pra cá
de cá pra lá
e some...
aparecendo pra pensar
olhos marrento
fora do texto
de lá pra cá
de cá pra lá
lá no mar
Leonardo Mesquita
Colha uma palavra
prove o pensamento
poesia é como fruta
ao lê mastiga-se ao
ouvir tem-se o cheiro
ao vê o pensamento
no pomar colha do
texto, pause o olhar
a fruta madura
isso é poesia
hummm hummm
nhoc nhoc nhoc
Leonardo Mesquita
O poeta solta palavras no poema
como peixes no aquário e em límpidas letras essas tem o oxigênio do imaginário ocasionando a troca pragmática pela quebra de tensão
( que com jeito ) ( como ) um olhar poético bole nas palavras ( assim ) em um texto poroso
permeando de poesia a mente
que acende a luz do vocabulário...
e solto nesses versos o ah ah
que quebra quem sabe pensar...
Leonardo Mesquita
O poeeee-ta procura o veeeer-so
como seeee procuuuu-ra
uma ciiiigaaaa-rra especíííífiiii-ca
no ferviiii-do do alariiii-do da
criiii-aaaa-tiiii-viiii-daaaa-deeee e pronto!
Então vamos falar de esperança, não como algo distante, mas como um pequeno fogo que cabe dentro da palma da mão.
Vou te dizer algo com toda sinceridade do mundo:
A esperança não chega fazendo festa.
Ela chega como um fio de luz, quase tímido.
Ela se esconde dentro do que ainda dói.
E, mesmo assim, ela insiste.
E você tem isso.
Mesmo triste, mesmo sentindo falta, mesmo carregando essa solidão de filha única…
você pediu esperança.
Isso já é esperança.
Ela aparece quando você pensa:
“Talvez amanhã seja um pouquinho mais leve.”
“Talvez eu consiga sorrir de verdade.”
“Talvez eu consiga honrar meus pais vivendo o que eles queriam pra mim.”
“Talvez este Natal não cure, mas aqueça.”
A esperança é feita de talvez.
Mas um talvez é suficiente pra manter o coração vivo.
Adolescente não é colorido como infância.
É fase de sombra, dúvida, identidade em construção.
E sua arte captou isso com delicadeza — não ficou pesada, ficou reflexiva.
Oceanos da Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro
Ela não precisa de capa,
sua coragem já faz voar.
Como um girassol diante do sol,
toda mulher nasceu para brilhar. 🌻✨
Toda mulher é uma heroína,
mesmo sem capa para voar.
Como um girassol, segue a luz
e nunca deixa de brilhar. 🌻✨
O Amor como Alicerce da Educação
O amor na educação transcende o mero sentimento; ele se manifesta como uma atitude consciente de cuidado, respeito e compromisso com o desenvolvimento integral do aluno. No ecossistema escolar, relações fundamentadas na empatia e no acolhimento são o combustível que impulsiona o verdadeiro processo de aprendizagem.
Quando o estudante se sente valorizado em sua individualidade, sua motivação floresce. Ambientes afetivamente seguros não apenas ensinam conteúdos, mas fortalecem o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, preparando o indivíduo para a vida.
“O vínculo positivo entre educador e estudante é o fator que mais contribui para o aumento da autoconfiança e do interesse genuíno pelos estudos.”
1.1 A Importância do Afeto no Aprendizado
1.2 O amor no ambiente educacional traduz-se em gestos práticos:
Atenção Individualizada: Respeitar o tempo e as necessidades específicas de cada aluno.
Validação Emocional: Reconhecer os sentimentos do estudante para que ele se sinta seguro para aprender com os erros.
Linguagem de Incentivo: Utilizar palavras que fortaleçam a autoestima e a coragem.
Ambiente de Pertencimento: Criar um espaço onde todos sintam que sua presença é essencial.
1.3 A Empatia como Ferramenta de Transformação
1.4 A empatia é a habilidade mestre da prática educativa. Ao se colocar no lugar do aluno, o educador cria uma conexão de confiança onde as dificuldades podem ser expressas sem medo.
“A natureza fez a criança para ser amada e ajudada, não para ser instruída apenas.”
Jean-Jacques Rousseau
Quando a literatura infantil também precisa ser olhada com carinho
Como professora, muitas vezes vejo doações de livros e materiais chegando às escolas. E toda doação que amplia o acesso à leitura merece ser valorizada.
Mas também me pego pensando: será que todo livro oferecido às crianças realmente contribui para sua formação?
Nem sempre uma história traz uma experiência significativa. Às vezes, encontramos contos que repetem os mesmos valores, as mesmas fórmulas e as mesmas mensagens, enquanto tantas outras possibilidades de infância continuam esperando para serem contadas.
E é aí que penso nos professores e autores que estão diariamente observando as crianças, ouvindo suas perguntas, percebendo suas dificuldades, seus medos, suas descobertas e suas diferentes formas de aprender.
Há muita gente produzindo literatura infantil com cuidado, pesquisa, sensibilidade e experiência pedagógica — mas que ainda encontra dificuldade para ser vista, publicada e reconhecida.
Talvez o que falte não seja talento.
Talvez faltem oportunidades, caminhos acessíveis, espaços de escuta e, algumas vezes, aquela pessoa que ajuda a abrir a primeira porta.
Também precisamos conversar, com serenidade, sobre o mercado editorial. Publicar um livro pode ser um sonho, mas nem sempre é um caminho simples para quem está começando. Existem modelos de publicação, custos e contratos que podem tornar o autor dependente de estruturas nas quais seu trabalho recebe pouco retorno.
Palavras
Palavras que confortam
Palavras que incendeiam
Palavras de esperança
Palavras como promessas vazias
Palavras sussurradas na penumbra
Palavras que gritam uma verdade única
Palavras que absolvem e condenam
Palavras que apontam o réu
Palavras do tribunal da intolerância
Palavras que julgam sem amar
Palavras de Deus
Palavras dos homens
Abrir um verso entre as infinitas possibilidades...
é como cortar uma fruta ou abri-la com a mão
então, já com letras na boca saborear palavras narrando
um verso gostoso
entre outros maduro maduro que colho na ocasião...
o léxico da verso o ano todo, as margens da possibilidade com suas raízes profundas tem sempre contexto,
só cabe encontrar o jeito
de derrubar palavras sempre amadurecendo a imaginação...
Leonardo Mesquita
William Contraponto: a poesia como exercício de pensamento
Há poetas que escrevem para descrever o mundo. Outros escrevem para fugir dele. William Contraponto parece escolher um terceiro caminho: escrever para interrogar o mundo.
Sob esse pseudônimo, a poesia assume uma dimensão que ultrapassa a expressão individual. O poema deixa de ser apenas um lugar de sentimentos e passa a funcionar como espaço de reflexão sobre a existência, a liberdade, a sociedade, o poder, as crenças e as escolhas humanas.
É nesse ponto que se encontra uma das características mais marcantes de sua produção: a aproximação entre poesia e pensamento.
O poeta que questiona
William Contraponto não parece interessado em oferecer respostas definitivas. Sua escrita parte frequentemente da dúvida. Em vez de estabelecer certezas, procura colocar o leitor diante delas.
Essa postura aproxima sua obra de uma tradição filosófica existencialista. A existência não aparece como algo previamente explicado, mas como uma condição que precisa ser enfrentada. O indivíduo está diante do tempo, da responsabilidade, da liberdade e da própria consciência.
A poesia, nesse contexto, transforma-se em instrumento de investigação.
Não é necessário que o poema apresente uma tese filosófica formal. Basta que provoque uma pergunta.
E talvez seja justamente aí que esteja a força do chamado poeta-reflexivo: aquele que não separa completamente pensar e sentir.
Entre o indivíduo e a sociedade
Outra dimensão importante da obra de William Contraponto é sua preocupação social.
Sua poesia não observa o indivíduo como se ele estivesse isolado do mundo. Ao contrário, questiona as estruturas que condicionam sua existência: instituições, ideologias, desigualdades, dogmas, relações de poder e comportamentos coletivos.
Por isso, sua produção pode adquirir um caráter político sem necessariamente transformar o poema em discurso partidário.
A política aparece em sentido mais amplo: como reflexão sobre a maneira pela qual os seres humanos organizam a vida coletiva.
O poeta questiona quem manda, quem obedece, quem determina as regras e, sobretudo, por que tantas pessoas aceitam determinadas regras como se fossem naturais.
A recusa do dogma
Um dos elementos recorrentes associados ao pensamento de Contraponto é a desconfiança diante das certezas absolutas.
Essa postura alcança tanto a religião quanto a política, a moral e as convenções sociais.
Não se trata simplesmente de negar uma crença para substituí-la por outra. A questão é mais profunda: por que acreditar sem questionar?
O pensamento contrapontista parece nascer justamente dessa tensão.
De um lado, a necessidade humana de encontrar explicações. De outro, a consciência de que nossas explicações podem ser incompletas.
O poeta permanece nesse intervalo.
Não porque lhe falte uma resposta, mas porque considera a pergunta suficientemente importante para não ser encerrada prematuramente.
A linguagem como ferramenta de liberdade
Em sua produção, a linguagem não funciona apenas como decoração.
A palavra possui uma função crítica.
Escrever é organizar pensamentos, revelar conflitos e tornar visíveis determinadas contradições da experiência humana. Nesse sentido, a poesia pode ser compreendida como uma forma de liberdade intelectual.
O poeta não precisa dizer ao leitor o que pensar. Pode simplesmente criar as condições para que o leitor pense.
Essa talvez seja uma das características mais interessantes de William Contraponto: sua poesia não depende necessariamente de uma interpretação única. O leitor pode concordar, discordar, questionar ou até rejeitar aquilo que encontrou no poema.
E isso faz parte do próprio projeto.
Uma poesia que exige concordância deixa de ser plenamente questionadora.
Entre Camus, Sartre e a canção
A obra de William Contraponto dialoga com referências distintas. Há nela uma preocupação existencial que pode lembrar autores como Albert Camus e Jean-Paul Sartre, ao mesmo tempo em que a dimensão musical da palavra aproxima sua escrita da tradição de compositores e poetas que fizeram da canção uma forma de comentário social.
Essa combinação produz uma característica própria.
O poema pode começar como reflexão individual e terminar como observação sobre a sociedade. Pode partir de uma inquietação íntima e alcançar uma questão política. Pode falar da existência e, algumas linhas depois, questionar uma instituição.
O particular e o coletivo se encontram.
Uma poesia fora do conforto
Talvez o nome "Contraponto" seja particularmente adequado para essa proposta.
Contraponto significa coexistência de linhas diferentes. Na música, vozes distintas podem caminhar simultaneamente sem se tornarem uma única voz.
Na literatura de William Contraponto, algo semelhante acontece.
Razão e emoção.
Indivíduo e sociedade.
Liberdade e responsabilidade.
Esperança e desencanto.
Certeza e dúvida.
O poeta parece interessado justamente nessas tensões.
Não procura necessariamente eliminá-las.
Procura colocá-las lado a lado.
Mais do que versos
Por isso, reduzir William Contraponto à definição de "poeta" talvez seja insuficiente, embora seja a palavra central de sua produção.
Sua obra se movimenta entre poesia, reflexão filosófica, crítica social e pensamento político.
O verso torna-se uma forma de ensaio.
O ensaio aproxima-se da poesia.
E ambos procuram responder à mesma inquietação: o que significa existir conscientemente em um mundo que frequentemente tenta pensar por nós?
Essa pergunta ajuda a compreender sua produção.
William Contraponto não escreve apenas sobre aquilo que sente. Escreve também sobre aquilo que pensa — e, sobretudo, sobre aquilo que ainda não conseguiu resolver.
Talvez seja justamente essa a essência de sua poesia.
Não entregar certezas.
Não oferecer uma doutrina.
Não construir um sistema fechado.
Mas manter acesa a possibilidade de pensar.
Porque, para William Contraponto, o poema não termina necessariamente quando termina o último verso.
Ele termina quando o leitor deixa de pensar.
nenommarques@gmail.com
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