As Pessoas Sao como Ondas

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A meta gigante não é para ser alcançada. É para mudar a escala do que você enxerga como difícil.

⁠Somos apenas como uma fagulha ,hoje estamos aqui ,amanhã podemos não estar mais ,então viva intensamente, prudentemente,e com sabedoria,deixe para aqueles te amam um legado que dê orgulho,e mesmo que a maioria te esqueça,sempre haverá alguém que vai lembrar de você .

⁠Enfim dezembro, e pra quem ficou o ano inteiro sem um "como você está?" Não precisa se esforçar e iniciar socialização ,enviando mensagens natalinas vazias.

Lembre-se o verdadeiro Espírito Natalino é amor verdadeiro, não hipocrisia.

Viva o verdadeiro Espírito Natalino, não viva hipocrisia.

FIGURAS CINZAS

Quando a ausência ganha a cor da memória.

Talvez a vida seja como um álbum.

Nascemos com algumas páginas praticamente vazias. Não sabemos quantas existirão, quantas pessoas passarão por elas ou quais histórias serão escritas ao longo do caminho.

Então começamos a preencher.

Primeiro aparecem aqueles que já estavam conosco antes mesmo de compreendermos o significado da palavra família. Pai, mãe, irmãos, avós. Depois chegam os tios, primos, professores, colegas, amigos, amores, filhos, vizinhos e tantas outras pessoas que, de alguma maneira, encontram um espaço em nossas páginas.

Cada uma delas é uma figurinha.

E, enquanto está conosco, é colorida.

Algumas ocupam páginas inteiras. Outras aparecem discretamente em algum canto da nossa história. Há aquelas que permanecem durante décadas e aquelas que passam rapidamente, mas deixam uma marca que não desaparece.

Há figurinhas que trazem alegria.

Outras carregam ensinamentos.

Algumas nos fazem rir.

Outras nos fazem chorar.

Existem aquelas que nos abraçam e aquelas que nos ferem.

Algumas nos amam.

Outras nos decepcionam.

E há aquelas que simplesmente passam por nós sem perceber que, por algum motivo, deixaram uma pequena parte de si em nossa história.

É assim que o álbum vai crescendo.

Página após página.

Ano após ano.

Até que descobrimos uma coisa que ninguém nos ensina verdadeiramente a compreender:

o álbum também muda de cor.

Um dia, uma das figuras coloridas se torna cinza.

Não porque perdeu sua importância.

Não porque deixou de ser amada.

Não porque sua história deixou de ter valor.

Ela se torna cinza porque sua presença terminou e sua memória começou.

É o momento em que alguém parte.

Um avô.

Uma avó.

Um pai.

Uma mãe.

Um irmão.

Um amigo.

Um amor.

Alguém que, talvez, acreditássemos que estaria sempre ali.

E então descobrimos que algumas pessoas não desaparecem exatamente.

Elas apenas mudam de lugar.

Saem do espaço onde podíamos encontrá-las e passam a ocupar outro lugar, muito mais silencioso: a memória.

É por isso que algumas figuras ficam cinzas.

Não são figuras apagadas.

São figuras encerradas.

A história chegou ao seu ponto final.

E talvez seja justamente isso que torne a perda tão dolorosa.

Porque a morte não leva apenas uma pessoa.

Ela leva também a possibilidade de escrever novos capítulos com ela.

Não haverá mais aquela conversa.

Aquela ligação.

Aquele abraço.

Aquela discussão.

Aquela risada.

Aquele conselho.

Aquela presença aparentemente comum que, depois da partida, descobrimos ser extraordinária.

É então que sentimos saudade.

E a saudade talvez seja uma das formas mais silenciosas de amor.

Porque sentimos falta justamente daquilo que teve importância.

Ninguém sente saudade daquilo que nunca significou nada.

A dor da ausência é, de certa forma, a prova de que houve presença.

Talvez por isso devêssemos olhar para nossas figuras cinzas com um pouco mais de ternura.

Elas não representam somente aquilo que perdemos.

Representam também aquilo que tivemos.

Um dia aquela pessoa esteve ali.

Um dia houve convivência.

Houve histórias.

Houve abraços.

Houve conflitos.

Houve perdão.

Houve amor.

Houve vida.

E talvez essa seja a primeira grande lição das figuras cinzas:

não devemos permitir que a tristeza pelo fim apague a beleza do que existiu.

O ponto final não torna inútil a história.

Uma história não perde seu valor porque terminou.

Pelo contrário.

É justamente porque sabemos que ela terminaria algum dia que cada capítulo deveria ter sido vivido com maior intensidade.

A criança que brincou com o avô talvez não soubesse que um dia sentiria falta daquela voz.

O filho que achava cansativo ouvir os conselhos dos pais talvez um dia daria qualquer coisa para escutá-los novamente.

O amigo que sempre esteve por perto talvez só tenha revelado seu verdadeiro valor depois de partir.

A vida possui essa estranha capacidade de nos ensinar o valor das coisas muitas vezes depois que elas deixam de estar disponíveis.

Por isso, talvez devêssemos olhar mais para as figuras coloridas enquanto ainda estão coloridas.

Abraçar enquanto podemos.

Dizer “eu te amo” enquanto a pessoa pode ouvir.

Pedir perdão enquanto ainda existe tempo.

Perdoar enquanto ainda existe oportunidade.

Visitar enquanto a porta ainda pode ser aberta.

Ligar enquanto ainda existe alguém do outro lado da linha.

Porque não sabemos em qual página a cor vai mudar.

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Com o passar dos anos, nosso álbum fica cheio.

E, inevitavelmente, algumas figuras coloridas começam a ficar cinzas.

Isso pode nos assustar.

Quando somos jovens, pensamos que viver é acrescentar pessoas.

Mais tarde descobrimos que viver também é aprender a conviver com as ausências.

Talvez amadurecer seja exatamente isso.

No começo, queremos preencher páginas.

Depois aprendemos a preservar páginas.

E, finalmente, compreendemos que algumas das páginas mais importantes de nossa existência são justamente aquelas que guardam pessoas que já não podemos abraçar.

O álbum da vida não é composto apenas pelas pessoas que permaneceram.

Ele também é formado por aqueles que partiram.

Somos, de certa maneira, uma coleção de pessoas.

Carregamos expressões que aprendemos com nossos pais.

Gestos dos nossos avós.

Conselhos de professores.

Histórias de amigos.

Manias de irmãos.

Lembranças de antigos amores.

Feridas deixadas por algumas pessoas.

Perdões oferecidos por outras.

Somos também aquilo que recebemos daqueles que passaram por nossa vida.

Talvez sejamos um pouco de cada pessoa que realmente nos tocou.

E, nesse sentido, as figuras cinzas continuam participando do álbum.

Elas já não podem acrescentar novos capítulos à própria história, mas continuam influenciando a nossa.

O avô que partiu pode continuar ensinando através de uma frase que repetimos.

A mãe pode continuar presente em um gesto que aprendemos.

O pai pode continuar vivendo em uma maneira de trabalhar, cuidar ou enfrentar dificuldades.

O amigo pode continuar provocando um sorriso quando lembramos de determinada história.

A pessoa que amamos pode continuar existindo na forma como aprendemos a amar.

É assim que a memória desafia a ausência.

Ela não devolve fisicamente quem partiu.

Mas impede que tudo aquilo que aquela pessoa representou desapareça completamente.

Enquanto alguém se lembrar, alguma parte daquela história continua existindo.

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Talvez seja por isso que o cinza não deva ser entendido apenas como a cor da tristeza.

O cinza também pode ser a cor da permanência.

É a cor de uma presença que deixou de ser física, mas não deixou de ser significativa.

É a cor da memória.

E memória não é o contrário da vida.

É uma das maneiras pelas quais a vida continua dentro de nós.

Existe, então, uma esperança escondida nas figuras cinzas.

A esperança de que aquilo que foi verdadeiro não seja completamente perdido.

A esperança de que o amor não termine simplesmente porque o abraço terminou.

A esperança de que uma história possa continuar produzindo frutos mesmo depois de seu último capítulo.

Talvez a morte encerre uma existência, mas não consiga apagar todas as consequências de uma vida.

Uma pessoa pode partir e ainda permanecer na maneira como alguém pensa, educa, ama, trabalha, perdoa ou enfrenta o mundo.

Nesse sentido, algumas pessoas continuam vivendo através daqueles que deixaram para trás.

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Imagine, então, alguém chegando ao final da própria vida e abrindo seu álbum.

Haverá muitas figuras coloridas.

Mas haverá também muitas figuras cinzas.

Algumas provocarão lágrimas.

Outras trarão risos.

Algumas despertarão arrependimento.

Outras, gratidão.

Talvez algumas páginas sejam difíceis de olhar.

Talvez existam pessoas que gostaríamos de encontrar novamente.

Talvez existam outras das quais gostaríamos de nos despedir melhor.

Mas todas elas terão alguma coisa em comum:

fizeram parte da história.

E talvez, naquele momento, seja possível compreender algo que levamos uma vida inteira para aprender.

O objetivo nunca foi manter todas as figuras coloridas.

Isso seria impossível.

O objetivo era viver.

Amar.

Conhecer.

Errar.

Perdoar.

Aprender.

Construir histórias.

Preencher páginas.

E, quando algumas figuras inevitavelmente mudassem de cor, ter memória suficiente para olhar para elas e dizer:

“Eu tive você na minha vida.”

Talvez essa seja uma das maiores formas de gratidão que podemos oferecer aos que partiram.

Não apenas chorar porque eles se foram.

Mas agradecer porque um dia estiveram conosco.

Porque, quando transformamos a lembrança em gratidão, a ausência começa a dividir espaço com a esperança.

E então percebemos algo ainda mais bonito.

O álbum não terminou.

Ainda existem páginas vazias.

Ainda existem pessoas que não conhecemos.

Amizades que ainda não começaram.

Abraços que ainda não demos.

Lugares onde ainda não estivemos.

Amores que ainda podem chegar.

Histórias que ainda não foram escritas.

E, principalmente, ainda podemos ser a figurinha colorida na vida de alguém.

Talvez seja essa a grande responsabilidade de estar vivo.

Enquanto nossas páginas ainda estão sendo preenchidas, precisamos cuidar da cor que deixamos nas páginas dos outros.

Porque um dia, para alguém, também seremos memória.

E quando esse dia chegar, talvez não sejamos lembrados pelo tamanho da nossa casa, pelo dinheiro que acumulamos, pelos cargos que ocupamos ou pelas coisas que possuímos.

Talvez sejamos lembrados por uma conversa.

Por um abraço.

Por uma ajuda.

Por uma palavra.

Por uma presença.

Por um momento em que fizemos alguém sentir que não estava sozinho.

No fim, talvez seja isso que realmente permaneça.

As coisas passam.

As pessoas partem.

As páginas viram.

As cores mudam.

Mas algumas histórias continuam.

E talvez a vida seja exatamente isso:

um álbum que começa vazio, se enche de cores e, lentamente, vai adquirindo tons de cinza.

Não devemos temer o cinza.

Porque o cinza nos lembra que houve cor.

E se ainda dói olhar para determinada figura, talvez seja porque aquela pessoa ainda possui um lugar dentro de nós.

Por isso, quando sentir saudade, não pense apenas na ausência.

Volte à página.

Olhe a figura.

Lembre da voz.

Lembre do sorriso.

Lembre da história.

E agradeça.

Porque nem todos têm a sorte de possuir uma memória que ainda dói.

Às vezes, a dor da saudade é simplesmente o coração dizendo:

“Isso foi importante.”

E talvez seja essa a esperança escondida nas figuras cinzas.

Algumas pessoas deixam de estar ao nosso lado, mas nunca deixam de fazer parte de quem somos.

O álbum continua aberto.

Ainda há páginas.

Ainda há cores.

Ainda há vida.

Preencha-as.

Chega ser engraçado como tudo está, acabando, na lama, e se alguém me dissesse naquele tempo que estaríamos assim eu iria caçoar, e estranho ver a vida mudar ver a rotina não ser da mesma forma, e estranho te olhar​ e apenas dizer um olá aguado, foi tão rápido a forma que eu me acostumei contigo eu sei que vai demora pra desacostumar mas eu sei que eu vou, o problema é que desapegar dói e eu não quero sofrer não outra vez por que eu sei exatamente como é, existirá lembranças que no começo irar me fazer chorar como crianca mas depois vão me fazer sorrir ou não irá significa nada, eu queria rasgar as páginas que vivi contigo mas isso iria apenas apagar quem eu sou quem eu fui,vamar é chato quando não é retribuído é algo tolo é torturante, mas eu não posso dizer que fui enganada estaria sendo injusta contigo, pois foi o mas que tu me avisas-te eu que causei isso em mim eu que ceguei e quis acreditar que algum dia iríamos ser a base um do outro, eu não sou forte eu nunca fui eu nunca soube lhe dá com o fato de deixar quem eu amo seguir em frente mas isso uma hora ou outra acontece é aconteceu com nós dois

Seus olhos verdes não mentiam. Ela dizia a verdade ao afirmar que me amava. Quase como um catedrático, tive de declinar. Amar é, por vezes, decepcionar-se.

"Quando se deparar com alguém que está na 'correria', não diga: 'Não sei como fulano ou fulana aguenta'. Diga: 'Que Deus dê força, ânimo, sabedoria e muita fé para continuar'."

Como paraditas estudam hospedeiro.
Sabotam a mesma fé, o pedido nao chega e você se desespera.
Nãoconte, não fale.
Boca fechada não entra mosquito.


Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


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Pegues o que tens
E troque pelo que tanto quer
O mundo sempre foi cruel
Mas justo
Como quem te coragem de sacrificar.

A música, assim como o livro, é uma das poucas artes que nos levam a qualquer lugar do mundo, causando-nos sentimentos profundos. Traz sensações ruins e boas, enquanto conhecemos lugares e pessoas. Faz aflorar a emoção, dependendo da situação em que nos encontramos. Independentemente do momento, amamos. O dia da música foi ontem, mas só para lembrar que, seja apenas no áudio ou na tela, no instrumental ou à capela, para nossa alegria, todo dia é dia dela.

Todos indivíduos tem os seus limites, como as estradas da Vida.

O tempo é veloz, cada vez mais. Cada segundo longe de você é um desperdício. É como me jogar de um precipício. Quero ter você comigo, ser muito mais que um amigo. Trazer você pra perto de mim, não dá pra ser feliz assim. Cabelos lindos, boca vermelha, pele suave que incendeia. Atitude e certeza, sua maior beleza.

ao ter como certeza absoluta do universo... que todos os sistemas desde o átomo até os multiversos a análise e conclusão de bilhões de observações de que: todos sistemas se repetem... por que eu tentaria inventar um sistema diferente que não repetisse nada? E amiga, se temos com isso o conhecimento mais intrigante do universo que aconteceu com a experiência quântica das duas fendas... olha a maior disrupção da história agora: Se sabemos de forma absoluta que todos sistemas se repetem de tanto observamos os sistemas, ao conhecer a forma de comportamento da particula ao não ser observada, e ao ser observada ela é mais um sistema que se repete... por que não seria verdadeiro que se todos os sistemas se repetem com base em nossas medições, por que eles não se repetem em agirem unicamente como ondas, quando não estamos os medindo e os observando. Não é real que ao ser observado a onde se particulariza? e se considera-se certeza absoluta que todos sistemas se repetem, por que eles não se comportariam como onda quando não estamos os observando? não seria o livre-árbitreo factal?

O passado tem um sabor diferente, é como beber um bom vinho e soltar um belo sorriso, sem proporções matemáticas.

As palavras têm um peso invisível. Algumas chegam como abraços em dias frios, curando feridas que nem sabíamos que sangravam, outras caem como lâminas, cortando os laços mais profundos em segundos. Hoje, o silêncio foi o veredito e o golpe final. Morri um pouco ou talvez por inteiro no instante em que percebi que o que restou não foi o eco de um passado bonito, mas o vazio de um presente insustentável. Tudo o que um dia meus olhos viram em você, todo o brilho, a certeza e a poesia que encontrei no seu olhar, desbotou de repente. É devastador assistir ao fim de um mundo que a gente jurou que seria eterno. Ver a pessoa que era o abrigo transformar-se, diante de nós, na tempestade que nos destrói. Hoje, meus olhos já não reconhece o que amava. E o que dói mais não é a dor da ausência, mas a constatação dolorosa de que a beleza que eu via em você... era, no fim das contas, apenas um reflexo do amor que eu carregava sozinho.
_Enzo Ruchell_

⁠Eu acredito que estava doente, ou talvez ainda esteja assimilando a forma como conduzo a minha vida durante esses seis meses em que estou me tratando. Acabei vivendo coisas que não me convém dizer com tanta firmeza, como estar doente mentalmente. Às vezes, reconhecer isso é o seu maior autodiagnóstico, e talvez seja uma coisa muito boa para poder refletir. Por exemplo, eu vejo passarinhos voando para além daquilo que eles parecem limitados a fazer, e eu sou igual a eles: para desviar das rotas dos ventos, acabei escrevendo livros, colocando imaginações onde talvez não devessem ser colocadas e me aprofundando em coisas que um passarinho jamais poderia mudar em seu trajeto. Ou seja, talvez eu não seja um passarinho. Ou talvez uma loucura maior seja apenas a sua própria lucidez gritando mais alto. Mas por que a gente grita mais alto se pode simplesmente dar um passo adiante e pensar? Eu imagino que o mundo seria muito colorido, como um arco-íris. Parei para pensar e ressaltar aqui: nem o arco-íris é tão bonito quanto a minha mente. Eu acho o arco-íris colorido demais, enquanto eu ainda vivo em preto e branco. Não consigo me desligar daquilo que sou, do mundo em que estou, para enxergar apenas o mundo que as pessoas veem. Um passarinho, às vezes, você vê como um animal silvestre; às vezes, vê um pombo; às vezes, qualquer outra espécie. Mas eu sou um tipo raro. Sou um tipo raro que ainda não sei descrever. Já parei para pensar que um passarinho pode ser desleal com a própria vida e que, se formos como um passarinho que descobriu a razão de voar e mudar sua rota para além dos limites geográficos e daquilo que lhe foi concedido durante a vida, talvez sejamos iguais a um passarinho preso em uma gaiola, presos dentro da nossa própria cabeça, em um lugar onde ninguém mais consegue entrar e, ao mesmo tempo, onde só nós conseguimos sair e entrar. Meu diagnóstico é o CID 411, mas, mesmo assim, será que vou estar bem? Só me resta saber se um dia estarei. Se um dia eu, como o passarinho que afirmo ser agora, voarei para bem longe, bem, bem longe mesmo, para que um dia eu não precise mais estar preso nessa gaiola. Talvez, por eu ter o sobrenome Silva, eu fosse como esses passarinhos silvestres que tentam prender, mas que continuam sendo tão silvestres, tão grandes em sua forma, tão bonitos e devastadores em sua inteligência e capacidade. Mas não estou falando mais de passarinhos. Passarinhos são apenas uma metáfora que estou usando para tentar desiludir as pessoas que pensam que estão doentes ou imaginam estar, embora eu esteja, de fato, passando por isso. Quero que elas acreditem que um passarinho, mesmo preso dentro da própria consciência, consegue fazer-se voar para bem longe. É uma coisa muito boa imaginar que você está livre. Você é um passarinho e quer viver livre, não em uma gaiola, não em um cativeiro, não em coisas que não lhe agradam. Por exemplo, você pode ser uma historinha contada pelos outros ou por si próprio, mentindo para si mesmo. Mas, convenhamos: somos passarinhos e precisamos sentir que essa metamorfose, ou essa história de estarmos doentes, não nos define por completo. Estamos doentes? Talvez estejamos. Estamos totalmente doentes? Talvez. Mas isso não limita quem somos, nem resume a nossa existência a um diagnóstico ou a qualquer outra coisa. Eu posso ter o CID 411, mas, ao mesmo tempo, existe uma pessoa dentro de mim e uma vida que eu carrego. E essa pessoa não é um passarinho, não é o CID 411, não é coisa nenhuma disso. É a pureza de viver apaixonadamente pela vida e por aquilo que ela nos dá em troca, enquanto tentamos vivê-la de uma forma tão boa, tão dócil e tão maravilhosa que só conseguimos descrevê-la em uma única coisa: amar a si mesmo acima de tudo, afirmar-se acima de tudo e permitir-se voar além de um passarinho comum, além de qualquer limite que pareça ter sido colocado diante de nós. Mas, acima de tudo, permanecer firme onde você estiver e onde quiser estar daqui para frente. Não viemos em vão para a Terra. Talvez todos tenhamos um propósito, e resta a nós procurá-lo. Então eu digo a mim mesmo: estou procurando o meu propósito. E, ao mesmo tempo, desejo que as pessoas que um dia lerem meus livros e todas as minhas obras encontrem o próprio propósito. Não sei qual é a sua idade ou em que momento da vida você esteja, mas escute bem: o maior propósito que existe não é apenas viver a vida. É fazer da própria vida uma verdadeira luxúria de existência. E a maior luxúria é vivê-la intensamente: cultivar plantas, cuidar de roseiras, construir um jardim, observar coisas lindas crescendo diante dos seus olhos. Não digo isso porque meu pai é jardineiro ou trabalha com ambientação ou algo do tipo. Digo porque já convivo com pessoas que possuem uma ligação profunda com a vida selvagem e com essas vidas silenciosas das plantas, como meu pai e minha avó, que faleceu em 2012. E quero dizer uma coisa: cultivem a vida de vocês ao máximo que lhes for permitido. Não quero que vocês olhem para este texto, para tudo o que escrevi e para tudo aquilo que carrego na minha própria descrição e entendam apenas aquilo que é permitido por Deus e pelo mundo. Talvez a maior confusão seja justamente aquilo que almejamos. Como expliquei em tudo isso, seja você mesmo com aquilo que tem hoje. Desde cultivar uma planta até apreciar um passarinho, ou até mesmo tornar-se, simbolicamente, um passarinho que deseja voar. Mas saiba: talvez não existam limites; existem apenas pessoas que querem viver além daquilo que os próprios olhos conseguem enxergar. E, ao mesmo tempo, elas podem viver isso se permitirem a si mesmas. Então é isso: permita-se viver aquilo que você tem até aqui. Tudo o que você tiver até aqui na sua vida, cultive como uma planta. Cultive até aquilo que você estiver oferecendo. Pode ser um brownie de chocolate, um bolo vendido no semáforo, um cafezinho no semáforo... não sei o que você vai fazer, mas cultive. Seja um passarinho, seja alguém selvagem, seja quem você é. Se você tiver o sobrenome Silva, carregue-o; se não tiver, faça o seu próprio caminho. Mas, acima de tudo, saiba que você é livre para decidir o rumo da sua vida. Só não faça desse rumo uma razão para derrubar a vida de outras pessoas. E, acima de tudo, persista. Vá estudar. Faça um concurso público, caso queira e esteja pensando nisso. Construa alguma coisa. Recomece quantas vezes forem necessárias. Mas seja, acima de tudo, o verdadeiro cultivador da sua própria história. Até breve, com amor e carinho. Jefferson Marconis Lima Silva (Jeff Marconis — Marconismo)

Quero cair na tua pele,
como o outono cai das árvores: sem pressa, sem avisar, sem regresso.

O nosso amor é como um sorvete em dia de sol: doce, refrescante e impossível de resistir.

Cada beijo que você deixa no meu rosto é como um carimbo de amor,
lembrando-me, a todo
instante, da sorte que tenho em te ter.

Que eu seja como o girassol: encontre força na luz, beleza nos recomeços e coragem para florescer e seguir todos os dias.