Arte
A literatura,
tal como outra qualquer
expressão de arte,
ostenta como iluminado
propósito corrigir
distâncias...
Nos aproximar!
A arte
conserva esse poder de nos
lançar para dentro de nós,onde
os mais genuínos eférteis princípiosda existência, sempre marcantes, espontâneos,
acontecem!
Não é ofício da arte
nem mesmo da filosofia
estabelecer verdades - mas
fomentar argumentos que abram
portas e caminhos para uma
Verdade Maior que caberá
a cada um buscar
e viver!
.. a arte
é aquele extraordinário
fundamento sempre atulhado
de questões e incertezas que
nos incomodam - e, muitas vezes,
o único que nos permite, ao menos,
imaginar alguns indícios
de verdade e sentido ao
que na realidade
somos!
... creio
não ser mais tão difícil
perceber o quanto temos
trocado a 'arte de viver' - seus
fartos princípios e possibilidades -
por implicâncias e malefícios
que não respeitam
limites!
... a arte
é aquele ente abstrato
capaz de entrever e discernir
sobre verdades fundamentadas
em elementos e ambiências que os
seres comuns inda presos às
vicissitudes desse mundo
são incapazes de
alcançar!
... a arte de viver
é uma ação irrestrita; sobremodo
participativa, em que ocasionalmente,
na condição deemissores, externamos
e partilhamos o que já alcançamos;
outras vezes, como receptores
de questões evalores que nos
faltam, orientam, nos
aperfeiçoam!
... por vezes,
a arte de viver manifesta-se
como predição de um risco - outras vezes,
como invulgar devoção transmutada num
inestimável sacrifício - e ambos, riscos
e sacrifícios, alternando-se como
tributos e atributos enriquecendo
nossas cotas de
virtudes!
... a arte,
felizmente, nunca soube
ocultar a Verdade; algo que
certamente configuraria um
debochado desprezo por quem
a concebeu como um primordial
caminho - um luminoso anteparo
aos nossos espíritos - e não
como um fim em si
mesma!
... penso
não ser mais tão difícil
perceber o quanto temos trocado
a 'arte de viver' - suas nobres
sutilezas;tão distintoslegados -
por umpunhado de descortesias,
abusos - refutando seus
vastosbenefícios
eporquês!
Cancela tudo
Eu conheço gente muda
Que diz coisas melhores
A melhor arte que existe
É aquela que me faz
Sentir em Marte
e mesmo assim
Sentir-me em paz
E sem vontade de voltar
e se voltasse
Eu pediria a Deus
Que me fizesse vagalume
e que a minha bioluminescência
Atraísse um amor ciumento
na medida exata
Pois amor sem ciúme é crime
e ciúme demais incrimina
bom mesmo seria
viver de uma maneira criminosa
e ter como comparsa
um amor amigo
e nessa cumplicidade
viver a vida
cometendo crimes sem castigo
Seríamos algozes de nós mesmos
felizes simplesmente
por estar juntos um do outro
e que todos os demais
se esquecessem da gente.
Nada além disso
Só isso
Nada além de arte
Pequenos pedaços de vida
Pequena vida
dividida em partes
Em constante movimento
No mesmo momento em que algo chega
Algo também parte
Mas partindo, deixa sempre algo de si
Aquilo que passa, se não deixa marcas
Não tem graça
E nenhuma utilidade
E eu não quero
Não pretendo e não procuro
Nada além disso
é so isso
Não vivo e nem quero jamais
Viver, se não existir
Algo que me faça sentir
Que existe sim, um compromisso
Leve e breve
Porém profundo e duradoro
como a morte
Que por sorte ainda não veio
Enquanto isso
Vamos todos vivendo
Rindo, amando e fazendo poesia
Se chove hoje
Não me esqueço
Que ainda ontem
Ardia um lindo Sol
Esta lembrança
Me provoca, então
Forte alegria
Lindas e simplíssimas palavras
dançam ao redor do coração
Que apesar de tudo
Ainda é de criança
Apesar de já não ter o mesmo viço
E é isso que me faz feliz
Nada além disso
Apenas isso
Minha fome
É uma arte
Que faz parte
da minha natureza humana
Minha fome
Me consome
Mas
Mesmo estando um trapo
Eu sempre retiro
O fiapo que tem na banana
Mas eu sei
Que tem gente que come
Há momentos
Em que a fome
é de conhecimento
Mas tem coisas
Que depois que a gente sabe
a gente pensa
Que era melhor não ter sabido
Tem hora
Que é fome de afeto
A palavra correta
Falada no ouvido
Fome de descanso
Fome de viver
Num mundo mais manso
Fome de abraço
Assim que passar
O cansaço
Tem dias
Quase todo dia
Que sinto fome de poesia
daquelas que consomem
Com toda tristeza
E me nutrem de beleza
Depois disso tudo
Me sento à mesa
repleto de fome
Não dá pra fugir
À minha mais primária natureza
de homem
Hoje
Eu escrevo pra falar em brumas
Algumas ocultam, sem muito enlevo, a arte da vida
E as trazem de volta
A dizer de coisas que nos fogem
Que se vão na distração dos tempos...tempos correm
Até que um dia os ponteiros parem
e ponham um espelho à nossa frente
Pra que, enfim, a gente se encare
E sem que haja mais tempo, nem mesmo para uma prece
Comece a fazer um inventário
Acerca da própria existência
Nas quatro folhas do trevo da rude vida
Uma delas foi a coragem, talvez a sua falta
Outra o caminho, a miragem que ilude
Mais uma outra, o carinho ausente
A exibir os seus dentes, seus cortes
A folha derradeira, foram as escolhas
O tempo revela que a vida não atende a pedidos
Nenhuma delas foi sorte.
Edson Ricardo Paiva.
A Arte de Viver.
Estrelas
No Céu da noite
Um fino véu azul
Ornamentando a luz do dia
A ultravioleta decanta em clorofila
Meus pés, sempre no chão
É que me dão
A firmeza de um voar
Sem rumo e nem medo
Inexplorado Universo invisível
Cintilando ao alcance dos dedos
Sem dar chance de ser percebido
Pelos cegos e surdos sentidos que vejo
Sentindo-se
Sabedores de tudo
Cumprindo o que estava escrito
Ases de paus, nos baralhos do mundo
Arcaicos retalhos de vida
A sua visão em mosaico faz lembrar
A lente suja e desfocada
Dum caleidoscópio de brinquedo
E eu me sinto sozinho no mundo
Enquanto a mente flutua em segredo
Meu olhar alcança a Lua
Sua luz refletida no chão
Eu vejo um pouco...bem pouco
Do muito que todo mundo pensa ver
...e não vê
Nem sequer imagina que existe
Atarefado e atarantado mundo,
Não pode dedicar-lhe
Sequer um ínfimo instante
O chão sob meus pés,
Muito acima do olhar
Firmamento infinito
Bonito é o momento
E eu o levo comigo
No abrigo do peito
Consciente e acordado
Pro fato que existo
Entre um Céu e uma Terra
A arte da vida ensinou
Em silêncio, a fazer parte
do conjunto das coisas
Que excedem, ultrapassam e existem
Aquilo tudo que em nenhum dia
Nem sequer sonhou em sonhar
As coisas que supõe saber
A vossa vã filosofia.
Edson Ricardo Paiva.
Ser Designer é dominar a arte de criar algo que existe apenas na mente de alguém que ainda nem sabe o que deseja.
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