Arte
A arte quando compartilhada tem no prazer do encontro, o principal elemento de estimulo individual ou coletivo.
A arte se renova pela necessidade, frente a saída de cena de alguns de seus ícones, por razões diversas. Por isso, naturalmente a arte não morre, e fortalece sua existência.
Escolhi a arte para investir na minha loucura, acredito que ela pode fazer diferença no mundo caótico
Eu creio que escrever é o que nos mantém jovens. Qualquer arte mantém as pessoas como novas, porque nunca se reformam.
Mãos que transformam fios em linhas,
linhas em percurso,
percurso em arte,
arte em expressão.
Expressão em vida!
Nascer do dia
Levantei, aspirei
A arte de ser
Comtemplando
Em êxtase
Respirei o ar
Diario intenso
De Apreciar a graça
De viver mais um dia.
A pessoa que tem o hábito da arte, que se entrosa bem com a arte e é contaminada por ela não se sente isolada em lugar nenhum do mundo.
A arte não é sua.
Se a vontade não lhe manifesta em favorecer a fonte, então não copie como se fosse.
Plágio é roubo; roubo é crime.
“É a arte de dominar a si próprio, esperar disciplinadamente, na certeza de que tudo tem seu tempo.”
Desculpem me os tubarões mas a robotização do comércio imediatista de só comprar e vender arte, e estabelecer lucros não é mercado de arte e muito longe de qualquer conceito universal acadêmico de ser cultura.
Conceitualmente, hoje a arte é efêmera mas a cultura da arte é gigantesca e completa. Pois é deste conceito cultural da arte que advirá ainda múltiplos desdobramentos e linguagens.O tempo é aceleradamente tecnológico e não há a menor possibilidade de qualquer expressão artística permanecer circunscrita nos limites e nas formas dos arcaicos templos do belo. A contemporaneidade da arte é livre e cada vez mais publica. Uma metalinguagem entre o artista e o espectador, que se trans- posicionará em intrépido admirador.
No fim, tudo é poesia. Sol-te, fica. Parte, arte. Sala abandonada não está vazia. Liberdade não faz descarte. Toda morte faz algo viver. Toda força abraça o doer. Nada nunca realmente se vai. Só voa quem ninho não trai. Dar a volta por cima é saber voltar aos entornos. As cinzas explicam madeiras ou madeiras explicam as cinzas? Todo estudo merece retornos. Trânsito ou árvore? Razão ou emoção? Murchar ou brotar? Pra quê divisão? Na lateral, um ajuda o outro a florescer. Depender é também ser independente. No comercial, esqueceram de dizer. Crescer é também não seguir em frente. Entre ter tanto e ter (n)ão, só depende de viver sentindo. Olha por outra angulação? Tem mais um olho em estar r(indo).
(Vanessa Brunt)
