Areia
e por falar em sereias muito prazer
sou uma sereia na areia
tentando não afundar
ela é movediça e me puxa para dentro de mim
eu me encontrei e desencontrei
por várias vezes na vida
não sabia quem era, até esclarecer
a minha identidade secreta
nado em meus pensamentos
afogo nos meus sentimentos
e na lágrima que rola
e desfila em minha face
faz isso com muita graça
e ainda ri da desgraça que me abate
busco alegria na imensidão do mar
busco o amor que não sei aonde está
deve estar guardado
bem no fundo do coracao
que por muitas vezes não quero encontrar
remexer em feridas e sofrimento desnecessários
busco estar perto das amizades sinceras
e selamos um beijo pra comemorar
eternizar o afeto que nem de longe há de acabar
a vida é um sopro, um suspiro
e um amor para se encontrar!!!
eu sou feita
de tempestade de areia
de maresia e euforia
de felicidade e força de vontade
de alegria e tristeza
de ondas e certezas
de escuridão e brilho do lua
de saudades do outro mundo
de asas dos pássaros e anjos
de fases boas e ruins
de possibilidades e medos
de finais e vitórias
de recomeços e histórias
de sinais de cansaço
de tropeços e ideais
de ancestrais e gerações
de adereços e adornos
de portais para outros planos
de anéis e vínculos
de fiéis desencontros
do pó das estrelas
da energia do amor!!!
por debaixo desta areia
ficará meu sangue
e o suor de uma vida inteira
por debaixo desta areia
ficará o meu corpo
que usei nesta encarnação
por debaixo desta areia
ficará minh'alma e por cima
um castelo efêmero construirão
por debaixo desta areia
cessará meu rastro de
sofrimento e tristeza
por cima desta areia
restará a coroa de flores
da rainha da natureza
do amor e da proeza
que eu fazia enquanto desfilava
e velas, e choro, e lágrimas
memórias vivas e a lembrança
que deixei, quando por aqui passei
e por cima do meu sangue
despejarão um caminhão de areia
pra estancar a minha perda de vida
enquanto eu sangrava pelas feridas
abertas, que ela me fazia o favor de deixar
e o meu sangue se misturava com a areia
tingindo-a da cor da minha vida
eu vivia correndo e sorrindo de alegria
agora vivo em meu castelo
dos sonhos no céu estrelado
iluminando a areia suja de sangue coagulado
por causa do meu amor despejado
antes de partir pro lado de lá!!!
A uns trezentos ou quatrocentos metros da Pirâmide me inclinei,
peguei um punhado de areia,
deixei-o cair silenciosamente um pouco mais longe e disse em voz baixa:
Estou modificando o Saara.
O fato era mínimo, mas essas palavras pouco engenhosas eram exatas
e pensei que havia sido necessária toda minha vida para que eu pudesse dizê-las.
A memória daquele momento é uma das mais significativas de minha estada no Egito.
Amar mar
Cada onda batendo na areia
É um convite para o mergulho
da sereia
Mar, lar, não ouse duvidar
O mar não recusa lágrimas
Sal com sal cura vendaval
Ao pisar na areia
se encontra lua cheia
Ela é cheia de sonhos
Algumas dúvidas
Uma coragem absurda
Ela é um oceano...
Não espere
pouco
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 29/10/2021 às 15:30 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Copacabana posto quatro.
Barraca aberta e colorida.
Sol ardente
Mar calmo
areia quente
ondas mansas
corpo dourado.
Cabelo Solto e molhado
Menina do morro
Menina do Mar
Menina do Rio
Menina
Vi paredes transparentes, um chão que cedia; no fim, tudo era deserto, os grãos de areia eram meus melhores amigos, o meu Deus: minha atmosfera. enfrentei minha fera, às vezes ela se liberta e me deixa preso na cela. O mau aluno virou um bom professor; eram vivências de uma vida que transformavam um sofredor. A vida é fácil pra quem? Se morremos a cada dia, seja o dinheiro que for; no fim, somos carcaça, o que move é o espírito, consciência ou inconsciência, planejamento ou coincidências - é tudo questão de fé, imaginação, ou ciência. É difícil permanecer no espaço. Procurei nos outros aquilo que move meu ser, olhares são desejos que nos motivam a viver. Agitei minhas correntes, a liberdade é um sonho. O paraíso é um bônus, o inferno é um ônus.
sinestesia
Não neva onde há de nem cair areia, não apedreja onde não há de ter também pedras, não se faz frio onde tampouco há ardor
Cabe ser seu só, que leva um pouco de mim e dois poucos do que julgara ser amor
Que nem os infantes hão de pensar que por fechar os olhos, a luz de fora também se apaga
Que por tanto se ler rótulos de validade, há do homem apodrecer com a idade
Que nem os asnos hão de crer na forma que passa mas não fica, da estação que tarda e falha, fala e também não diz, que contradições também são formas de dor e que se pudessem falar conosco diriam "amo a vós e por isso quero bem meu próprio"
Por que há de você pensar que por um só adeus esquecerei eu mil e tantas poucas saudações?
Por que há de você ver e crer que por tanto erro foi uma falha por mil e outras tantas canções?
Canções suas
Fora irascível tantas outras, devaneios da nossa própria loucura.
Vou escrever na areia para que todo mundo leia
vou marcar nosso amor nas estrelas para que todo mundo veja
farei com que perceba, se precisar eu faço cantos e toco em todos cantos, nosso amor não será mais um dos contos de paixão, vai ser oque estiver por vir do coração nessa prosa rimada ponho as letras em prol á minha amada, pois com ela eu não quero mais nada e só dela preciso, só daquele sorriso, daquele riso, sim, só preciso daquilo.
Mesmo as estrelas, que parecem tão numerosas, são como areia, são como poeira – ou menos que poeira – na enormidade do espaço.
Nota: Trecho de um texto escrito à mão do início da década de 1950, quando ainda estudava na Universidade de Chicago.
...MaisÉ manhã e eu caminho sobre a areia e sob o sol
Vendo a maré-cheia, pensando no canto do rouxinol
Lembrei da pergunta, que jurei nunca esquecer
"Como pode falar do amor, se nunca o pôde viver?"
Um tanto consternado, assumo sem temor
Nunca fui apaixonado, mas sei coisa ou duas sobre o amor
Sei que vem na primavera, com a ascenção das flores
Corre, brinca, se diverte, e se esvai em muitas dores
Afinal, se o amor fosse bom não haveria sofrimento
A amar prefiro a vodka, que me dá entendimento
Pela praia vou andando, passeando e bebendo sem demora
E vejo que o amor é como o mar, chega, molha, e vai-se embora
A lua já subiu, e eu continuo a andar sem pressa
O amor é como a criança atrevida, teima, corre e tropeça
Mas, afinal, eu não sinto o amor para que dele possa falar
Não sei mais o que digo, sinto muito meu amigo, já estou bêbado demais para acabar
Algumas coisas eu não sei, como, por exemplo: quantas estrelas há no céu, quantos grãos de areia existem na praia ou qual a distância até o infinito; mas isto não me preocupa, porque o que realmente importa é que eu lhe amo e você me ama também, e isto eu sei!
Pedro Marcos
O melhor calmante natural que existe: pés na areia, a brisa da praia e os olhos na imensidão do mar!
Antes de proferir pense: pois palavras ditas, pedras atiradas e ondas quebradas na areia não tem mais volta.
