Areia
TEU NOME NA AREIA
Eu escrevi o teu nome
Na areia do mar
Mas foi tão facinho
Da onda apagar
Oh, onda bendita
Que apenas levou
Levou o teu nome
Mas não me lavou
Escrevi o teu nome
Na areia do mar
Mas foi tão facinho
Da onda apagar
Oh onda maldita
Que vem pelo chão
Apaga-o na areia
E não no meu coração.
O sol esquenta a terra, a areia, e o mar, e se encarrega de iluminar o dia, esquentar nossos corpos, e nos fortalecer a cada dia, como é bom acordar, ver o Sol, e saber que ele vai embora no fim da tarde, mas que já já torna a aparecer, vamos esquentar nossos corações com mais amor, e fraternidade, hora de olhar para o lado, e perceber que algo está sendo dito, e não estamos escutando, Deus fez todos nós pararmos para olhar ao lado, mas cegos inúteis continuam sem ver, estacionados todos esquecemos que um simples olá, como está? está bem? Precisamos ouvir sem que ninguém fale nada, porque não é preciso palavras, para entendermos que é hora de olhar para natureza, para coisas simples, deixarmos a luxúria de lado, e encontrarmos aquilo que não estávamos procurando.
E lá se vai pela areia do deserto, minha alma vazia...
Procurando cicatrizar as feridas, causadas pelas ilusões.
Ela precisa descansar.
Descalçar os pés e caminhar na areia da praia.
Ela precisar se arrumar.
Organizar os pensamentos e sentimentos que tiram o sono.
Ela precisa transbordar.
Esvaziar o suficiente para se encher do que que faz bem.
Ela precisa amar.
Apreciar cada detalhe de sua própria história.
Areia branca da praia, lua ardente marfim," fala pra mim"?
Tuas ondas escondem tudo, o segredo do amor, dos apaixonados, dos enclausurados, os seus risos, sua dor.
Oh lua prateada de cor, é vc que nos encantou...
Quando um grão de areia é motivo suficiente para alguém, não adianta você vir com um caminhão de argumentos, nada vai se resolver!
Saudade de olhar para o mar, de caminhar na areia, de sentir o vento no rosto enquanto penso em tudo e nada ao mesmo tempo e de me bronzear com aquele sol lindo que aparece vez ou outra.. Hummm, eu quero sol na minha folga.. rsrsrs
Areia e Vento
Alguns Quilômetros
Caminhei...
Então tirei
As sandálias
E senti os
Pés refrescarem
Na água salgada
Do mar...
O sol que nasce após a noite fria.
O mar que beija num instante a areia.
A brisa que as flores acaricia.
A lua bela mesmo sem ser cheia.
Preciosidades nem sempre são valorizadas.
Tudo acontece silenciosamente.
Joias estão diante de nós sem serem observadas, se escondem e sua formosura não se faz aparente.
Um dia, outro dia, todo dia.
E assim, despretensiomente,
nem sempre se percebe a magia.
Um dia encontra-se a luz.
De repente o sol, o mar, a brisa, a lua,
tudo se faz belo, tudo nos seduz.
Compromissos, preocupações, correria,
tudo ofusca o olhar, prejudica a visão
e, num piscar de olhos perde-se a razão
e encontra-se sentido no despertar de uma paixão.
“Nossas vidas são como os grãos de areia que são levados pelo vento de acordo com a sua direção;
Quando ondulados,nossa caminhada torna-se mais difícil ou seja,como nossa vida às vezes, somos atropelados por diversas situações;
Quando umedecidos pelas ondas do mar,esses mesmos grãos tornam-se mais nivelados possibilitando-nos retornar à nossa caminhada com uma maior tranquilidade;
À revelia da nossa vontade,os bons e os maus momentos sempre estarão presentes em nossa vida,resta-nos então fazer destes grãos de areia uma coleção de conchinhas e em cada uma delas preencher com um desejo benéfico como : anseios de felicidade,de paz,prosperidade enfim,de melhores dias, fazendo de nossa existência e daqueles que conosco caminham,um passeio de pleno contentamento.”
Feche os olhos,
Pense nisto:
Nossa vida se cruzou por um átimo
Seu nome na areia a água do mar apagou
Seu perfume rapidamente no ar se evaporou
Suas palavras um clique deletou
Seu beijo minha boca nunca tocou
O nosso amor nunca se concretizou
Sua imagem à minha mente voltar se recusou...
Abra os olhos....
Diga-me quem pode impedir isso?
Senhor, assim como a ostra que produz uma pérola a partir de um grão de areia que a fere e a faz sofrer; que Tu me concedas sabedoria, graça e força para transformar cada grão de areia da minha existência em uma bela pérola para Teu louvor.
Eu seria grande, mas o que sei, sei mais que um grão de areia, sou apenas, que acha o que pensa, mas será os pássaros não sabem porque constroem os seus ninhos e os outros que consideramos animais sabem menos que nós, cães que não abandonam aqueles que amavam nem no cemitério esperando o retorno, ou será que já estão vendo o que nunca veremos.
Sou o grão de areia que não incomodou a ostra: por este motivo a ostra não gerou uma pérola. (Donizete de Castilho, 18.10.2013)
"se eu podesse escrever na agua como escrevo na areia, escreveria o seu nome no sangue da minha veia"
Grãos de Areia (Marita Ventura)
Coração apertado
Respiração presa. Tudo é melancolia. Tudo está desmoronado. Um castelo que se desfaz. Lentamente. Vagarosamente. Visivelmente. Cada grão de areia delicadamente ali depositado que se esvai, unindo-se e perdendo-se, entre as outras tantas centenas de milhões espalhados.
Este é o ciclo. Primeiro o sonho, onde tudo começa, o desejo, a construção imagética do castelo ansiado. Depois o encontro, a definição, a certeza das partes, do começo, já estabelecido, do meio, que está por vir, e por vezes, do fim tão difícil.
Então a construção de fato, que dá forma, o “mãos à obra”, o carinho, o cuidado, a surpresa, a admiração, a confiança, o desafio, a excitação e a busca.
Depois o inusitado, um monte que se desmancha, não por completo, apenas um pedaço que se perde, mas que traz a dor, a decepção, o medo. Traz também a “volta por cima”, o esforço, a perseverança, uma nova tentativa. E o monte se refaz. Ou melhor, é refeito, reformado, consertado. Um pouco mais frágil, essa pequena parte fica necessitando de mais atenção, de maiores cuidados, está vulnerável a uma nova queda.
E o castelo não pára, é sempre lapidado cada vez mais. Pequenas falhas que vão sendo corrigidas. Outras que são aceitas. Nunca está pronto. E as correções são cada vez mais numerosas. Quase sempre recorrentes.
Até que outra parte se desintegra. Desmorona. A muralha tão imprescindível, tão necessária, protetora da fortaleza, ela, a última que poderia um dia desfalecer, se rompe, se entrega. É inevitável. A sensação é triste, penosa, dolorida. A perda do construído que leva junto o amor, o respeito e a esperança.
E os montes de grãos que a formavam voltam a ser nada, a nada representar, a nada significar, a nada dizer, porque já não é mais. Volta a não ser. Sua imagem está desacreditada, deformada. Já fora por muitas vezes reorganizado, rediscutido, reconstruído. Mas seus alicerces continuavam frouxos, não se sustentava.
Agora nada mais serve. Deixou o castelo sem forças, condenado a desilusão, a descrença, a frieza. O fim tão repudiado, repelido, ele, que era tão difícil de ser aceito, mas que já vinha dando sinais de sua presença, certamente chegou mais cedo do que um dia, se é que pensamos nele, pudéssemos imaginar.
O sonho tão belo, eterno e terno fora, mais uma vez, ao chão.
Fundar-se no secularismo
é erguer castelos na areia
motivos e razões frágeis,
de almas perdidas,
em busca de um sentido
que lhes escapa.
O presente nada mais é do que uma mão cheia de areia e virada para baixo. Ao afrouxa-la aos poucos, as horas e os segundos vão caindo, se esvaindo. E, ao final, o que resta grudado na pele, são memórias.
