Areia
" A realidade "
" A realidade, na verdade é um trapo de mil cores
Onde uns veem heroísmos e louvores
Outros só veem tormentos por estrear
Politicas de carácacá e cães pardos a passear
Muita aranha e pouca teia
Esbanjar de cimento e muita areia
E governos sem governar
Tudo faz parte desta ilusão
De que o mundo vai melhorar
Não melhora ...só piora !
Mas a gente corre contra a mão
Com desejo de se matar ...
Mas que digam a essa gente
Que cisma em se enganar
O mundo está ausente
Na ausência que lhe querem dar
Cobrem tudo com a "verdade"
De uma verdade por decifrar
A realidade, na verdade é um trapo de mil cores
Uns veem jardins e flores
Outros imersos em suas dores
Nem têm tempo de as chorar."
"Dizem -me certas "sensibilidades "que faço comentários deselegantes.Se calhar até será verdade, mas certas elegâncias que eu vejo, deixam muito a desejar. Sempre tive uma mente muito rápida, e há coisas que me fazem falar rapidamente, sem me importar com a elegância das avestruzes.Dessas que vivem com a cabeça enterrada na areia ou pior, dessas ditas que gostam de nos atirar com areia prós olhos.
Nem tão longe, nem tão perto. A vida prega peças pra você ficar esperto, no momento certo, com algo concreto, porque castelos de areia voam com vento...Isso é certo!!
A resistência do homem está em seu caráter, por isso Jesus cita o caso de ouvir e praticar, ele está falando de caráter firmado na rocha ou na areia.
O coração
Teima em exumar
Lembranças que o cérebro
Insiste em enterrar
E nessa brincadeira
Fico só a observar
Esse tanto de areia
E apenas uma pá
O homem sem temor a Deus é como um grão de areia; mas, se teme ao Senhor ele é como uma rocha inabalável.
Antes de cair na areia movediça dos sistemas financeiros complicados e atraentes o interessado deve pensar, parare agir com caultela, pondo um pé de cada vez para ver se vão puxar o tapete dos vacilões.
Areia movediça ainda existe no solo brasileiro: muitos caminham iludidos com os dois pés em escolhas erradas.
Sereias, belas e doceis sereias, cantam melodias de amor para mim mas nunca não vem nas areias, me convidam sempre para dentro do mar. Conjugar o verbo amar, já sabendo que o amor é o maior dos oceanos.
O medo sacode o coração, faz o mar recuar, saudade bate como vento forte. É a maré subindo, me molhando feito areia sem saída, me debruço sobre a boia, não sei nadar, mas não me afogo. Aprendi que em correnteza forte não se nada contra, apenas deixe que te leve. Há tantas praias para se conhecer quando o mar se acalmar. Não deixe que a água gelada te assuste, no final a areia é branquinha e a vista inesquecível.
"Construí minha casa na areia, desde então deixei de existir. Fui ludibriado pela beleza do mar. Quis tornar o transitório permanente, ter o imponderável todo dia a minha frente. Não cogitei que o mar não aceitasse concorrentes.
Notei que o mar na areia apagou meu passo. E qualquer rabisco ou rastro que faço, num toque das águas desfaço.
O desenho só durou até ser tocado. O castelo se desfez quando foi alcançado. Meu pedido de socorro foi encoberto ao ser encharcado. E nada que não existiu pode ser contado.
No mar é onde hoje jaz o meu legado.
O mar não perdoa ninguém."
Deserto
Eis que estou a labutar, neste meu existir,
onde vou eu parar, se não me sinto triunfar?
Luto em vão neste deserto seco, de queimar.
Mal ando, na areia, que me quer destruir.
Ventos uivantes me estão a desviar, da minha rota,
e me querem fazer cair, no deserto à minha volta.
Para eu não chegar às fontes das águas puras,
que estão além daquelas longe avistadas dunas.
Estou cansado de tanto andar, eis que vou já parar.
Vou ficar por estas bandas, a descansar, até retomar,
meu vasto caminho da luta, da minha existência.
Mas já vejo ao longe um sinal de palmeiras verdes,
alma minha continua a tua peregrinação, até terdes,
a tua porção de água, tem aida muita insistência!
Nem sempre sou água que se infiltra, contorna, transborda e flui. As vezes sou areia, que apenas preenche, deposita e sossega.
Alguém sente aqui e olhe a lua comigo,
ela parece estar nos encarando,
está brilhando como a luz do meu quarto,
me deixa com a vista embaçada.
Lágrimas escorrem do meu rosto,
não sei se é da claridade ardente de sua luz ou dos sentimentos que me envolvem,
eu quero gritar mas já estou rouco.
Estou sentado nesta areia fria,
meus pés estão descalços,
talvez eu deva correr como o trem que passa ao meu lado,
não, eu não aguento mais correr.
A resiliência pode nos dar uma base de vida, com a qual podemos construir de forma mais sólidas, os nossos edifícios, para quando chegarem as tempestades da vida, eles não se desfaçam como castelos de areia.
Castelo de areia
levantado grão sobre grão.
Liga dada na suada euforia
sem lidar com a imensidão.
A eminência da onda,
sopra tudo.
O som do estrondo,
sobre todos.
As mãos sempre oleosas
nem tremem, nem temem
a explosão que vem
do grande vão.
Na minha simples vivência,
aprendi com tempestades de areia,
que me lançaram no deserto,
mas foi ali que absorvi sabedoria.
