Aprende que ser Flexivel

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Em um mundo de tetos de vidro e mãos cheias de pedras, ser autêntica é uma arte.


Nem todo mundo vai compreender sua essência, suas escolhas ou a forma como você enxerga a vida. Algumas pessoas se incomodam quando você não se curva, quando não aceita menos do que merece e, principalmente, quando continua sendo você mesma apesar das tentativas de te colocar em uma caixa.


Os tetos de vidro existem para fazer você acreditar que não pode ir além. As pedras aparecem quando você decide provar que pode.


Mas eu aprendi que não preciso quebrar ninguém para crescer, nem diminuir minha luz para que os outros se sintam confortáveis. Carrego meus princípios, meus valores e a consciência tranquila de quem sabe quais são suas intenções.


Ser autêntica não significa ser perfeita. Significa não abandonar quem você é para ser aceita.


E talvez essa seja uma das maiores formas de liberdade: caminhar em paz, mesmo quando existem olhos julgando, mãos apontando e pedras pelo caminho.


Porque quem conhece o próprio coração não precisa viver tentando convencer o mundo sobre quem é.

⁠Não vão te aplaudir pela sua caminhada, mas se você tropeçar no meio do caminho, vai ser lembrado disso até o final da sua vida.

sobre amar e ser livre.

A luz atravessa a janela sem pedir passagem.

O cheiro da chuva permanece no ar mesmo depois que o céu se abre. Uma música termina, mas, por algum motivo, continua acontecendo dentro de mim.

Talvez ela pertença a essa mesma categoria.

Não porque seja distante, mas porque existe nela alguma coisa que não pode ser alcançada pela matéria.

Eu posso conhecer seus hábitos, saber o que ela gosta, reconhecer sua voz em meio a outras, decorar suas pequenas manias. Posso conhecer os caminhos que ela percorre, os silêncios que prefere, as palavras que costuma escolher.

E, ainda assim, existe uma parte dela que permanece intocável.

Uma espécie de território sem mapa.

É justamente essa parte que mais me interessa.

Não aquilo que ela oferece ao mundo, mas aquilo que existe quando ninguém está olhando. A pessoa que permanece depois que todas as expectativas desaparecem. O pensamento que ela não diz. A versão dela que não precisa ser compreendida para continuar sendo verdadeira.

Talvez seja ali que ela realmente more.

Não em uma casa, nem em uma foto, nem nas lembranças que consigo organizar.

Mas naquele lugar estranho onde ela se tornou uma influência silenciosa sobre mim.

Ela não precisa estar perto para existir em mim.

E isso não tem nada de tristeza.

É quase o contrário.

Existe uma beleza imensa em descobrir que ela pode atravessar minha vida sem precisar ocupar todos os meus espaços. Como uma constelação, distante, impossível de tocar, mas capaz de mudar a maneira como atravesso a noite.

Talvez eu goste dela justamente porque nunca consigo terminar de entendê-la.

Existe alguma coisa muito bonita em não possuir a explicação completa de alguém.

O mistério não está naquilo que ela esconde.

Está naquilo que, mesmo quando revela, continua profundo.

E talvez seja esse o tipo de amor que eu aprendi a reconhecer nela, aquele que não tenta transformá-la em propriedade, certeza ou destino.

Um amor que olha para ela e pensa

eu não preciso ter todas as respostas para reconhecer o que isso significa.

Porque o que sinto por ela não pede conclusão.

Pede que, por alguns instantes, eu pare de tentar definir o que sinto e simplesmente permaneça diante daquilo.

Como quem observa o oceano sabendo que jamais poderá carregá-lo.

Ainda assim, entra na água.

Ainda assim, fica.

Talvez porque eu tenha entendido que o valor de certas coisas nunca esteve na possibilidade de possuí-las.

O céu não é menos bonito porque não posso guardá-lo.

A lua não me pertence porque a contemplo todas as noites.

E ela também não precisa ser minha para ser profundamente minha em algum lugar que a linguagem não alcança.

Existe uma parte dela que não é minha.

Nunca foi.

E talvez seja exatamente por isso que eu a ame tanto.

Porque não posso tocá-la.

Não posso prendê-la.

Não posso pedir que permaneça exatamente onde a encontrei.

Só posso reconhecê-la quando aparece.

Na maneira como ela existe.

Naquilo que ela desperta.

Na pequena alteração que acontece dentro de mim quando o mundo, por alguma coincidência, me devolve alguma coisa que lembra ela.

Talvez amar seja aprender essa delicadeza:

saber que ela é livre, e ainda assim escolhê-la.

Saber que ela pode ir, e ainda assim não transformar o amor em uma prisão.

Saber que não tenho o direito de possuir seus caminhos, seus pensamentos, seus silêncios ou qualquer parte dela que queira permanecer somente dela.

E talvez exista uma liberdade ainda maior em amar assim.

Não porque eu queira amá-la de longe.

Mas porque quero que, quando ela estiver perto, seja porque escolheu estar.

Quero sua presença sem precisar da sua obrigação.

Seu carinho sem precisar da sua promessa.

Sua permanência sem precisar segurá-la pelos braços.

Quero que ela possa continuar sendo inteira, mesmo quando estiver comigo.

Porque, no fim, talvez amar alguém seja justamente isso:

não tentar diminuir o tamanho do mundo dela para caber dentro do meu.

É olhar para ela sabendo que existe um universo inteiro acontecendo por trás dos seus olhos e, em vez de querer possuir esse universo, sentir admiração por poder conhecê-lo.

Algumas coisas foram feitas para permanecer conosco sem jamais permanecerem ao nosso alcance.

E, ainda assim, eu escolho olhar.

Escolho sentir.

Escolho ficar alguns segundos a mais diante dela, diante de tudo aquilo que não posso segurar.

Porque, no fim, talvez o que realmente permanece nunca seja aquilo que consigo possuir.

Seja aquilo que, mesmo depois de partir de todos os lugares possíveis, continua existindo em mim.

E talvez amar e ser livre seja exatamente isso

eu não preciso prender ela para querer que fique.

Não preciso chamá-la de minha para saber o quanto ela significa para mim.

Não preciso ter posse sobre nada que exista nela para reconhecer que, entre tantas coisas que a vida poderia ter colocado diante dos meus olhos, foi ela quem conseguiu permanecer dentro deles.

E talvez seja essa a forma mais bonita que encontrei de amá-la:

deixando a porta aberta,

não porque eu queira que ela vá,

mas porque quero que ela saiba que, se ficar,

será livre para ficar.

A maior prisão do século XXI é a estabilidade de um bom salário. Quem quer ser lenda precisa aprender a ser dono da infraestrutura.

A coisa mais difícil na vida, não é ser pobreou rico, crente ou incrédulo, ter amigos ou não. Difícil mesmo é ser VERDADEIRO em situações que comprometem os interesses pessoais.
(F. Meirinho)

Tem tanto pavor de ser visto como ingênuo que constrói uma muralha de grosseria, machucando os outros para nunca demonstrar a própria vulnerabilidade.

Acha que ser solidário é abrir brecha para ser passado para trás, então prefere destruir quem se aproxima a arriscar um ato de generosidade.

GRANDEZA


Crescer e ser pequeno...
A dimensão dos maiores...
Podres de veneno...
Glória d'alguns senhores...
D'alma sedenta...
Sempre os piores...
Destroem sem piedade...
Outros, doutros valores...
São o mal apodrecendo...
Os melhores dias de sol...
Se escondem em sombras...
De liberdade inventada...
Vivida de ódio como sabor...
Destruindo homens...
Que de serem pequenos...
São grandes ou o que for...
Sem mágoas, mas com vaidade...
Loucos,sem piedade...
Nos anulam ,sorrindo...
Mas um dia, fracos e sem poder...
Vão sentir a grandeza da pequenez...
Das marcas do mal sem piedade e dor...
Ou quem sabe...Jamais ...ou !!!! talvez...


António José Ferreira

O mundo me ofertou carro e dinheiro,
mas eu não quis,
é um saco ser carregado
e de que adianta eu ter tanto na minha casa,
se meu irmão não tem nada?
Quanta gente passando fome nesse planeta,
então prefiro aqui na Terra,
falar da mata e sua beleza,
prefiro apenas ser poeta...
Não ligo para luxo
e isso magoou o mundo!

Eles não matam você por ser fascista. Eles chamam você de fascista para poder te matar.

O AMOR NÃO PRECISA SER ETERNO PARA TER SIDO INFINITO

Não amamos porque acreditamos que será eterno; amamos porque, enquanto existe, é verdadeiro. Talvez tenhamos passado tempo demais confundindo amor com permanência, como se somente aquilo que chega até o fim pudesse provar que um dia foi verdadeiro. Mas a vida não funciona assim. Há coisas que duram uma existência inteira e nunca chegam a tocar profundamente a alma, enquanto outras atravessam nossa história por alguns anos, alguns meses, às vezes por um único instante, e deixam dentro de nós uma eternidade.
O tempo mede a duração das coisas, mas não mede a profundidade delas.
Um abraço pode durar segundos e permanecer conosco durante décadas. Uma conversa pode acontecer numa tarde qualquer e mudar para sempre a maneira como enxergamos o mundo. Uma pessoa pode caminhar ao nosso lado apenas durante uma parte da estrada e, mesmo depois de partir, continuar existindo na pessoa que nos tornamos.
Talvez esse seja um dos grandes equívocos humanos: acreditar que o fim de alguma coisa invalida tudo aquilo que veio antes.
Não invalida.
Uma história que terminou não necessariamente foi uma mentira.
Um amor que acabou não necessariamente deixou de ter sido amor.
Uma presença que se transformou em ausência não apaga os dias em que foi companhia.
E uma despedida jamais possui o poder de voltar ao passado e destruir aquilo que foi verdadeiro.
Somos nós que, feridos pelo fim, às vezes tentamos reescrever o começo.
Dizemos: “Se terminou, então nunca valeu a pena.”
Mas talvez tenha valido justamente porque aconteceu.
Talvez o valor de uma experiência não esteja na promessa de permanecer, mas na capacidade de nos transformar enquanto permanece.
A própria vida nos ensina isso o tempo inteiro.
Nenhum pôr do sol permanece no horizonte para provar que foi bonito.
Nenhuma primavera exige eternidade para justificar suas flores.
Nenhuma música precisa tocar para sempre para nos emocionar.
E nós mesmos somos passageiros.
Como poderíamos exigir eternidade justamente daquilo que nasce entre seres feitos de tempo?
Amar, portanto, talvez seja um dos atos mais conscientes de coragem.
É olhar para alguém e, mesmo sem possuir qualquer garantia sobre o amanhã, escolher dizer: hoje estou aqui.
Não porque sei quanto tempo teremos.
Não porque tenho certeza de que nada mudará.
Mas porque aquilo que sinto neste momento é verdadeiro.
E talvez seja isso que torne o amor tão assustador e tão belo.
Quem ama verdadeiramente aceita, mesmo sem perceber, a possibilidade da perda.
Aceita que um dia o abraço poderá faltar.
Que a cadeira poderá ficar vazia.
Que a voz poderá sobreviver apenas na memória.
Que certos lugares poderão doer porque alguém já esteve ali.
Mas ainda assim escolhe amar.
Porque viver tentando evitar toda futura saudade seria também evitar todas as grandes presenças.
E então chegamos ao paradoxo mais bonito do amor:
aquilo que não conseguimos conservar para sempre pode permanecer para sempre dentro de nós.
Há pessoas que partiram e continuam participando de nossas decisões.
Há amores que terminaram e ainda vivem na delicadeza que aprendemos com eles.
Há mãos que já não podemos tocar, mas que continuam, de alguma maneira inexplicável, segurando partes de nossa história.
Talvez a eternidade do amor nunca tenha significado duração.
Talvez signifique consequência.
Signifique poder dizer: “Depois de você, alguma coisa em mim nunca mais voltou a ser como antes.”
Isso é permanecer.
Porque algumas pessoas não ficam em nossas vidas.
Ficam em nós.
E talvez seja por isso que não devemos perguntar apenas quanto tempo um amor durou.
Devemos perguntar o que ele fez conosco enquanto existiu.
Se nos ensinou ternura.
Se nos tornou mais humanos.
Se nos fez conhecer uma parte de nós mesmos que desconhecíamos.
Se houve verdade naquele abraço, naquela espera, naquele cuidado, naquele simples desejo de que o outro estivesse bem.
Se houve, então aconteceu.
Foi real.
Foi nosso.
E nenhum calendário poderá diminuir isso.
Um dia tudo aquilo que hoje seguramos terá que ser solto. Essa é uma das poucas certezas que a existência nos oferece.
Mas até esse dia chegar, temos uma escolha:
podemos passar a vida com medo de perder ou podemos ter coragem de viver profundamente aquilo que ainda temos.
Eu prefiro acreditar na segunda possibilidade.
Porque talvez, no final, a vida não nos pergunte quanto conseguimos conservar.
Talvez apenas nos pergunte:
“Enquanto esteve em suas mãos, você soube amar?”
E se pudermos responder que sim, talvez finalmente compreendamos:
o amor não fracassou porque terminou.
O amor cumpriu sua existência porque, enquanto esteve ali, foi verdadeiro.

Trabalhar de sol a sol para ver o fruto do próprio suor ser tragado pela corrupção é a maior injustiça que um cidadão honesto pode enfrentar.

Ver o suor do trabalhador honesto ser transformado na maldade de quem só pensa em si mesmo rasga a alma e revela a pior face da desumanidade.

A sede cega pelo poder transforma o ser humano em um monstro capaz de destruir o próximo apenas para subir um degrau a mais.

Nem toda dor precisa impedir a nossa felicidade.


Até mesmo uma profunda dor pode ser quebrada quando encontramos um verdadeiro amor.


Até mesmo o amor precisa das dores.
E as dores, para se curarem, necessitam de amor.


Quando olhamos para as marcas da vida, pensamos em nossa história.


E percebemos que as maiores lições que carregamos não estão nos livros escritos nem nas frases prontas.


Porque a nossa felicidade é vivenciada um dia após o outro.


E, então, percebemos que as dores também valem a pena, para que o amor possa ser, a cada dia, mais conquistado.

A aparência nunca deve ser julgada nem interpretada pela expressão de um rosto.
Aquele que julga reflete, sem perceber, as próprias palavras como um espelho: diante da sua face, elas revelam o peso do seu próprio coração.
A história de uma pessoa não está na capa de um livro. Ela é vivida e deixa seus rastros gravados nas páginas da vida.

Sonhei um dia ser, hoje descobri ser o que sempre sonhei...

Grandiosidade silenciosa é aquela que não precisa de holofotes para ser justa.

Um dia a responsabilidade de ser irresponsável cobra seu preço

Paz, é o que todos querem, querem durante a guerra para poder ter glória, glória de ser, ser amor, transmitir alegria e comer a paciência sem mais ingredientes, apenas dor, tristeza, resiliência, resistência, fé e esperança como água.