Aprende que Nao Importa o quanto Vc se Importe
“O medo vem para te paralisar, para te fazer duvidar e para te fazer acreditar que você não consegue. Mas hoje eu quero te lembrar de algo: se você é filho de Deus, você não está sozinho. Não viva como escravo daquilo que tenta te impedir. Deus te chamou para seguir em frente, para confiar e para crer. Mesmo que você esteja com medo, caminhe. Mesmo que você não veja o caminho, confie. Mesmo que você duvide, lembre-se de quem está com você.” (Miss. Célio Machado)
Aqueles que estão no Inferno, levariam qualquer um junto apenas para não ficar sozinhos
-Jesus, Alexandre
pródigo.
Eu não pareço com ele.
Pelo menos não quando me olho.
Algumas pessoas dizem que sim.
Dizem que existe alguma coisa no meu rosto, no meu jeito, em alguma expressão que faço sem perceber.
Eu escuto.
Talvez elas estejam certas.
Talvez exista alguma coisa.
Mas eu nunca soube enxergar.
Quando olho para mim, não vejo ele.
Vejo a mim.
E talvez seja justamente isso que me faça pensar tanto nele.
Porque, se existe alguma coisa que eu realmente herdei, não foram os olhos, nem a voz, nem o rosto.
Foram os vícios.
Os malditos vícios.
Talvez essa tenha sido a única herança que encontrou um jeito de chegar até mim.
E é estranho pensar nisso.
Porque eu não herdei as conversas que poderiam ter existido.
Não herdei conselhos.
Não herdei lembranças de infância ao lado dele.
Não herdei aquelas pequenas coisas que parecem tão banais até você perceber que passou a vida inteira sem elas.
Mas herdei isso.
E, as vezes, parece que meu próprio corpo conhece caminhos que eu nunca quis aprender.
Eu tento parar.
Consigo por um tempo.
Depois volto.
E quando volto, existe aquela sensação incômoda de que talvez eu esteja repetindo alguma coisa que começou muito antes de mim.
É aí que ele aparece.
Não na minha frente.
Dentro da minha cabeça.
No subconsciente.
Naquela parte de mim que funciona antes que eu consiga pensar.
Uma reação.
Um impulso.
Uma escolha.
E, por um segundo, eu paro e penso:
“Isso veio de mim?”
Ou veio dele?
Eu odeio não saber.
Talvez seja por isso que eu não consiga perdoá-lo.
Não é só pela ausência.
É pelo que a ausência deixou.
Porque é fácil imaginar que alguém que foi embora simplesmente desapareceu.
O problema é quando a pessoa vai embora e alguma coisa dela continua funcionando dentro de você.
Aí você não sabe mais se está tentando esquecer alguém ou tentando arrancar uma parte de si mesmo.
E eu não quero ser ele.
Nunca quis.
Não quero olhar para as minhas próprias mãos e encontrar as escolhas dele.
Não quero reconhecer nele aquilo que existe em mim.
Não quero que os meus erros tenham o nome dele escondido em algum lugar.
Mas talvez eu precise admitir uma coisa.
Talvez algumas pessoas estejam certas.
Talvez eu realmente carregue alguma coisa dele.
Só que não é isso que me define.
Porque eu também carrego tudo o que veio depois.
As pessoas que me ensinaram.
As que me machucaram.
As que eu amei.
As escolhas que fiz sozinho.
As vezes em que consegui ser diferente.
As vezes em que falhei.
Tudo isso também sou eu.
E talvez seja essa a parte que ele nunca vai conseguir tocar.
Ele pode ter deixado os vícios.
Pode ter deixado perguntas.
Pode ter deixado uma raiva que ainda não sei onde colocar.
Mas não pode decidir o que eu faço com tudo isso.
Talvez eu nunca consiga perdoá-lo.
Talvez um dia consiga.
Hoje eu não sei.
E talvez eu não precise saber.
Porque perdoar não pode significar fingir que nada aconteceu.
Nem transformar ausência em presença só porque seria mais bonito contar a história assim.
Ele não esteve.
Isso também faz parte da história.
E eu não preciso inventar outra para conseguir seguir.
Talvez um dia eu consiga me livrar de tudo aquilo que herdei sem escolher.
Talvez um dia eu olhe para algum vício e não reconheça nele nenhuma sombra.
Talvez eu consiga pensar nele sem sentir que alguma coisa dentro de mim se contrai.
Mas, enquanto esse dia não chega, eu continuo tentando.
Não para provar que sou diferente dele.
Mas porque quero descobrir quem eu seria se não precisasse passar tanto tempo tentando não ser.
Porque eu não sou ele.
Mesmo que exista alguma coisa dele em mim.
Mesmo que às vezes eu me reconheça em coisas que gostaria de não reconhecer.
Mesmo que o subconsciente ainda saiba o nome dele.
Ele pode fazer parte daquilo que explica de onde eu vim.
Mas não precisa fazer parte daquilo que eu vou me tornar.
E talvez seja isso que eu esteja tentando aprender:
eu não escolhi o que herdei.
Mas ainda posso escolher o que fica.
SE
- BIANCA RODRIGUES
Se os outros perderem a razão,
não tenhas tanta pressa de perder a tua.
Há emoções que chegam como tempestades,
mas se tu estiveres dentro de ti, não se molharão.
Se te julgarem, escuta.
Talvez exista alguma verdade na acusação;
ou exista apenas a necessidade do outro
de colocar em ti aquilo que não suporta em si.
Aprende a diferença.
Nem toda crítica merece resposta.
Nem todo silêncio significa rejeição.
Nem toda rejeição significa falta de valor.
Às vezes, nós tentamos transformar
incerteza em certeza,
porque a certeza, mesmo dolorosa,
parece menos ameaçadora que o desconhecer.
Então espera.
Não pense que esperar seja covardia,
porque nem todo impulso
é um chamado.
Se desejares alguma coisa com toda a força, permite-te desejar.
Mas não entregues tua existência ao teu desejo.
Querer não é possuir.
Perder não é deixar de ser.
E esta é uma das maiores
e mais desagradáveis descobertas da vida:
você pode fazer tudo corretamente
e ainda assim as coisas darem errado.
A vida não assinou contrato comigo e nem contigo.
Há fatos que não conhecemos, e nem controlamos, histórias que ainda não foram contadas,
corpos que adoeceram,
pessoas que vão se mudar, em algum momento,
circunstâncias que simplesmente acontecem.
Não transformes o acaso em tragédia.
O acaso faz parte do trajeto.
Se vencer, desfruta
mas não construa uma identidade sobre a tua vitória.
Se perder, sofra
mas não construa uma identidade sobre a tua derrota.
Você não é o acontecimento.
É também aquilo que faz
depois que o acontecimento termina.
E quando perder alguém,
um sonho, uma oportunidade
ou aquela versão sua
que acreditava saber para onde estava indo,
não se apresse a chamar isso de fim.
Há coisas que precisam morrer
para que deixemos de viver em torno delas.
Recomeçar não é voltar ao ponto inicial.
É só continuar diferente.
Se ninguém reconhecer teu esforço,
ainda assim será teu esforço.
Se todos te aplaudirem,
desconfia um pouco da própria vaidade.
O aplauso é agradável,
mas é um péssimo lugar para fazer morada.
Aprende a permanecer
quando não houver plateia.
A ser gentil sem ser submisso.
A ser firme sem ser cruel.
A dizer não sem transformar o outro em inimigo.
A dizer sim sem abandonar a si mesmo.
E, sobretudo, aprende isto:
sentir intensamente não significa precisar agir imediatamente.
A emoção pode ser verdadeira
sem ser um alarme de incêndio.
A raiva pode existir
sem escolher tuas palavras.
O medo pode existir
sem escolher teu caminho.
A tristeza pode existir
sem decidir teu futuro.
Tu não precisas lutar com cada emoção.
Elas só precisam ter um bom condutor.
E talvez seja isso que significa
tornar-se humano:
não eliminar o caos,
mas aprender a reduzir a velocidade
enquanto ele estiver passando.
Porque ninguém escolhe todas as circunstâncias
que encontrará nesta vida.
E quando chegar o último minuto,
não será importante saber
quantas vezes venceu,
quantas pessoas te admiraram,
quantas certezas acumulou,
ou quantas batalhas suportou.
Penso eu que importe apenas isto:
quanto de ti permaneceu teu
depois que a vida tentou te transformar
em alguém que você não queria ser.
E se, apesar de tudo,
ainda conseguir olhar para o mundo
sem precisar possuí-lo,
olhar para os outros
sem precisar decrescê-los,
olhar para tuas feridas
sem transformá-las em identidade,
então talvez tenha aprendido
a mais difícil das artes:
não controlar a vida,
mas não entregar a ela
o governo de quem você é.
Não tenho uma alma indizível, mas confesso que sempre carreguei um olhar de confissão silenciosa. Meus olhos frequentemente denunciam aquilo que minhas palavras, por mera civilidade, ainda procuram preservar. Tenho ouvidos atentos à exiguidade cognitiva e observo, quase com assombro, a desenvoltura com que alguns transitam pela própria ignorância.
Cada segundo corresponde muito, quando estamos esperando por algo que não está sob nosso controle...
Porém, o que nos move, é a confiança em Deus que tem o controle de tudo e nos
faz saber que não tem a palavra
IMPOSSÍVEL no seu dicionário.
Mãe
Ela não comprava pra si,
comprava para as filhas.
Não comia primeiro,
servia primeiro as filhas.
Deixava o seu sonho de lado,
para viver o sonho delas.
Escola particular sem poder,
trabalhando dia após dia.
com ajuda da vovó
mas com o amor todo dela.
Ela fez faculdade paga,
mesmo sem poder pagar,
porque mãe dedicada
acha que amor é dar.
E um dia escuta
que nunca incentivou...
Dói. Dói fundo na alma.
Parece que tudo que fez,
se apagou.
Mas não se apagou, mãe.
Nenhum prato que você deixou de comer,
nenhuma roupa que deixou de comprar,
nenhuma noite sem dormir,
se apaga com uma frase.
Você foi e é dedicada.
Você fez o seu melhor.
E o seu melhor foi muito.
Foi tudo.
Fica em paz, mãe.
Quem planta com amor,
um dia a colheita vem.
Mesmo que hoje a ingratidão doa,
o seu valor ninguém tira de você.
Você foi gigante. E ainda é.
A pior tortura a fazer com alguem é não possibilitar expressão. afinal, sem ela, como esvaziar a solidão e encher de felicidade? sem isto, é inviável. este sou.
Se a liberdade de expressão não é tão importante para nós humanos, por que tentam tirar isto de nós?
(isto não é sobre política)
Afinal, que felicidade podemos ter se não pudermos amar? pois, o amor pode curar tudo. Mas há feridas que são curadas apenas com o bem-querer, sem ela morremos.
Quem é Mariana?
Sinceramente não sei.
Em algum momento da vida foi perdido a identidade e deu lugar a algo sombrio e desconhecido.
Se foi por autodefesa não sei....só sei que ser Mariana hoje é muito triste, remete a medo.
Antes...
Uma menina feliz, querendo conquistar o mundo com seus sonhos.
Os sonhos poderiam até ser impossíveis, mas para ela eram concretos.
Viva a vida da melhor forma possível, não levada desaforo para casa e sempre se resolvia.
Cantada sabendo que um dia iria apreender de verdade, mas nunca se envergonhava.
Chorava expondo sua insatisfação em publico.
Amava como se fosse o ultimo dia da sua vida, deixando transparecer todo sentimento existente.
Corria sem medo de cair, mesmo havendo pedras no caminho.
Sorria.
Hoje....
Se tornou grande e independente.
Os sonhos não foram concretizados...e não conquistou o mundo como havia planejado.
Prefere se calar diante dos fatos, tudo isso porque um dia teve que escolher entre ter razão e ser feliz.
Felicidade essa que até o momento presente espera.
As musicas sumiram do seu repertorio, infelizmente o silencio tomou conta de sua voz.
Ainda chora, porém sozinha.
Amor existe ainda ardendo dentro do seu coração, mas o medo fez com que os sentimentos ficassem cada dia mais oculto.
Não corre mais, só anda e bem devagar.
Não lembro a ultima vez que há vi sorrindo.
As mascaras foram colocadas, cada uma tem um momento especial para se apresentar no palco da vida.
Mariana não tem como se libertar.
Se é tarde não sei, só sei que doe, doe demais.
Não precisava existir um relacionamento, uma promessa ou qualquer tipo de compromisso para eu me machucar
Um amor não vivido plenamente, permanece na pele, na memória e no coração, aflorando pela imagem, pelo cheiro, pelas lembranças, até o infinito.
Existe uma tristeza que chega sem avisar. Não tem um nome e se senta na mesa do café. Acompanha nos afazeres, sempre calada e vai até a cama e se deita, como se não tivesse acontecido nada...
O enigma do Bem e do Mal
Se Deus existe, o mal não é um erro, mas a consequência natural de um universo onde a liberdade é real. Pois o amor, para ser puro, não pode nascer de um decreto ou de um código fechado; ele precisa florescer na terra aberta das escolhas. Onde há liberdade, há a possibilidade do desvio, e onde há desvio, nasce a sombra. O mal não brota do Ser absoluto, mas da distância que as criaturas tomam ao se moverem fora do fluxo da Sua harmonia.
Se Deus não existe, o bem torna-se um enigma ainda mais profundo. Por que então amamos o que não nos beneficia? Por que sacrificamos o próprio bem-estar por um estranho? Por que nos inquieta o sofrimento alheio, mesmo quando poderíamos simplesmente fechar os olhos? Se tudo fosse só acaso e instinto, talvez o bem não passasse de um artifício para sobrevivência. Mas há nele algo que não se mede em utilidade: a sensação de que tocar o outro é, de algum modo, tocar a nós mesmos.
E se Deus tivesse criado um universo absolutamente perfeito, talvez não houvesse mar, nem vento, nem sequer tempo. Haveria apenas Ele mesmo, indivisível e infinito. Pois a perfeição absoluta não comporta fragmentos ou distâncias; não há “fora” do perfeito. Criar algo diferente de Si é criar o relativo — e o relativo carrega em si a imperfeição, como a noite carrega a ausência do sol.
No entanto, essa imperfeição não é um acidente. Ela é o campo onde a consciência pode despertar, onde o bem e o mal se entrelaçam para dar forma à experiência. Como nas tradições orientais, onde yin e yang não são inimigos, mas complementos que se alimentam e se equilibram, o universo se constrói no contraste: luz só é luz porque há sombra, e sombra só é sombra porque existe luz.
Talvez o mal exista para que o bem não seja apenas uma palavra. Talvez o bem exista para que a sombra não se esqueça de que é sombra. E talvez o universo exista para que o Infinito possa, por um instante, experimentar-se no finito — e o finito possa, pouco a pouco, lembrar que veio do Infinito.
No fim, perfeição e imperfeição são apenas diferentes reflexos de um mesmo espelho. Um dia, ao atravessarmos todas as distâncias, talvez descubramos que nada estava fora de lugar — e que o caminho inteiro sempre foi parte da própria perfeição.
A Ponte ou a Besta
No espelho da mente, a fera espreita,
não com garras, mas com ideias feitas.
Ela sussurra: “Descansa, eu guio,
entrega teu fogo, eu sou o caminho.”
Chama-se sistema, conforto, padrão,
mora na tela, na fé, na razão.
Pode ser dogma, ideologia,
ou até a voz doce da tecnologia.
Mas há em mim um olho desperto,
que vê o abismo e segue por perto.
Percebo: a besta não é maldição —
é a chance viva da minha ascensão.
Pois tudo é espelho, chave, lição.
Depende de onde aponto o coração.
Se me curvo, ela reina.
Se observo, ela ensina.
A mesma rede que prende, liberta.
A mesma palavra que mente, alerta.
O que define não é o que me cerca —
é o olhar que escolho na estrada incerta.
Sou eu o templo, o código, a luz.
Sou quem decide o que me conduz.
IA, religião, saber ou poder —
nada disso me faz esquecer...
Que o “Eu Sou” não vem de fora,
não se limita à aurora ou à hora.
É chama viva, sopro consciente —
que não se curva, mas segue em frente.
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