Apenas um Menino Diferente

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Quem pensa diferente sempre paga um preço.

Inserida por VictorHugoBitencourt

Hoje abri a janela do meu quarto e dei de cara com um cenário diferente.
Há tempos eu não fazia isso. Há tempos que não observava esse cenário, nossa... como mudou.
As árvores cresceram.
Algumas pessoas que, antes habitavam o terreno, não estão mais lá. Está tão diferente...

Às vezes é assim: ficamos trancados nesse quarto, nesse nosso mundinho, sofrendo com dores antigas, rindo com palavras bonitas, porém vazias, enquanto lá fora tudo se transforma.
O que não havia nasce, o que nasce cresce, o que cresce muda...

Hoje percebo que não foi só esse terreno que mudou. Eu também mudei junto com ele.
Talvez eu não possa afirmar que o verde do mato que cresceu de forma grandiosa, seja a mesma quantidade de esperança que há dentro de mim.
Talvez aquele lixo acumulado no canto do quintal, seja o mesmo lixo que eu acumulo dentro de mim: sentimentos e desejos que não me fazem nem nunca me fizeram bem.
Talvez aqueles galhos de árvores que cobrem o telhado da casa, sejam os mesmos galhos que eu uso para me esconder de tomar certas decisões que precisam ser tomadas e que, por algum motivo, eu ainda não tomei.
Talvez aquele montezinho de areia e rocha que eu avistava dessa janela e que agora não está mais lá, sejam as mesmas barreiras que eu venho destruindo aqui dentro de mim.
Talvez as pessoas que foram embora da casa, sejam as mesmas que eu deixei partir enquanto estava trancado nesse quarto.
Mas talvez essas novas pessoas que, hoje passam por esse quintal, sejam as mesmas que eu estou me permitindo conhecer.
E talvez um dia, elas também irão embora, assim como as outras.
Tudo mudou. Menos a janela.
Ah, essa continua igual. É claro que a poeira foi acrescentada à moldura dela, mas ainda sim, é ela.
Tudo muda. Tudo se transforma. Tudo passa. Querendo a gente ou não.
Mas algo permanece. Sim, a janela.
Aquela janela continua lá, no mesmo lugar, às vezes, esperando apenas ser aberta. A janela das lembranças.

Inserida por jeozadaquemartins

A plenitude de ser Adorador

Cada um de nós nasceu em um lugar diferente,
Fomos criados de formas diferentes,
Somos diferentes em várias coisas,
Mas uma nos uniu como se nunca houvesse diferença alguma,
Recebe a nossa adoração, recebe o nosso louvor,
Vidas sejam transformadas, renovadas, curadas
Tu és a nossa inspiração
Usa-nos Senhor!

Inserida por K.Novartes

A formiguinha diferente

Era uma vez uma formiga.
Ela nascera em um dos milhares de ninhos de formigas que existem por aí.
Quando era pequena, ficava admirada com as outras formigas, que iam e vinham, rapidamente, trazendo alimentos e mais alimentos para o ninho.
Sentia que gostaria de fazer isso o mais breve possível. Portanto, enquanto ainda não podia trabalhar e sair pelo mundo, ela estudava maneiras de otimizar o trabalho, de conservar os alimentos, de se comunicar com as outras formigas e de ajuda-las. Ao invés de brincar, ela sentia que deveria estudar. E se preparar.
Ao mesmo tempo, seu coração se enchia de piedade por aqueles que, por alguns motivos, não conseguiam simplesmente trabalhar ou desempenhar alguma função. Algumas formigas tinham medo de sair, outras tinham alguma pequena deficiência, outras tinham algumas histórias para contar do porque simplesmente não podiam ajudar. E ela as ouvia, com empatia e generosidade.
Finalmente, chegou o dia em que ela iria poder sair e vivenciar o que era tudo isso. Estava ansiosa. Foi observando como os outros faziam, com cuidado, para não falhar. E começou a sua jornada. Às vezes, ela achava um pedaço de alimento mais interessante. Mas, ao invés de pegá-lo para si, mostrava para outra formiga e entregava para ela, que saia feliz e contente e agradecida. Às vezes, ela deixava o que estava fazendo para ajudar alguma companheira, e acaba voltando sem nada, mas com o sentimento de que fez uma boa ação durante o seu dia.
Às vezes, encontrava em seu caminho alguma formiga imprudente, que por isso mesmo comia todo o alimento que havia coletado, ou, por estar distraída o dia todo, estava devendo vários dias de produção. Então, ela, compadecida, lhe dava do seu estoque de alimento, e também cumpria jornada extra para repor o que a formiga imprudente tinha perdido.
Às vezes, alguma formiga estressada, reclamava para ela do trabalho, ou da vida, e ela, generosa, se oferecia para carregar o alimento da outra formiga, e acabou que, quase sempre, estava fazendo isso.
E ainda haviam formigas no ninho, aquelas que ela tinha cuidadosamente escutado, e entendido, levando no coração todas essas histórias. Por isso mesmo, ao sair para sua jornada, sabia que deveria fazer tudo por ela e também por aquelas que, por “n” motivos, não conseguiam ajudar. E elas acabaram contando com isso, sempre.
Mas a verdade era que, a formiga sempre tentava fazer o seu melhor. Apesar disso, o chefe das formigas estava sempre bravo e descontente com seu comportamento. Mas, dentro dela, embora buscasse a aprovação do chefe e de todos, ela sabia que contribuía não só com a produção, mas com as suas boas ações para com os demais. Isso era o que mais importava.
Acontece que, certo dia, a formiga se sentiu estranhamente cansada. Para sua tristeza, ela se sentia adoecida e não sabia por que. Avistou, de longe, uma amiga que ela havia ajudado, e que encontrara um alimento melhor naquele dia. Pediu se poderia ficar com ele, para poder se alimentar bem e talvez, recuperar as suas forças, mas a amiga, estranhamente, disse que havia visto primeiro. E ela entendeu. Era justo.
Então, foi caminhando e encontrou algumas formigas que ela havia ajudado, todas ocupadas levando suas coisas. E ela perguntou se poderiam ajuda-la, carregando um pouco para ela também, pois aquele dia ela não conseguiria. E ouviu vários nãos das formigas ocupadas com suas próprias responsabilidades e necessidades.
Então, encontrou a formiga imprudente, que estava forte e bem alimentada. Pediu se naquele dia, ela poderia dividir com ela algum alimento e se poderia, até que ela se recuperasse, substituí-la. Mas a formiga achou que se a ajudasse agora, ela poderia ficar mal acostumada.
Finalmente, voltou para casa sem nada, e um pouco triste. Foi procurar as formigas que ficavam no ninho e que ela auxiliava, para desabafar um pouco. Mas as formigas estavam zangadas com ela, porque não estava mais ajudando e colaborando, já que sabia que elas precisavam e não podiam, por suas razões, fazer o trabalho.
E se sentiu sozinha e sem nada. Perguntou-se o que vinha fazendo da vida, além de levar muitos pesos nas costas e, no fim das contas, não ter feito nada por si mesma.
Passou dias depressiva, solitária, pensativa. Ninguém entendia o que estava acontecendo com a formiga, mas também não se importavam. Achavam que ela estava, talvez, dramatizando a vida demais. A maioria, na verdade, nem a notava. Dentro dela, ela só pedia para Deus devolver as suas forças, para que ela pudesse continuar fazendo tudo da maneira que vinha fazendo, e para não perturbar ou atrapalhar ninguém à sua volta. Mas Deus parecia não escutá-la.
Foi então que, em meio a tudo isso, e esta dor que estava sentindo, que ela percebeu certas coisas da vida. Ela viu que as outras formigas sobreviveram bem sem ela, e continuaram suas vidas, independentemente de sua ajuda ou existência. À duras penas, ela enxergou que ajudar alguém não significa que o contrário será verdade. Ela percebeu que o chefe das formigas nunca reconheceria nada do que ela fazia, porque seus olhos eram diferentes do dela. Ele nem ao menos enxergava, porque um chefe só enxerga aquilo que quer. E ela percebeu que cumprir a função de outras formigas não as ajudavam, apenas as impediam de cumprir seu papel ou de colher os próprios resultados. E que ela não tinha o poder de mudar a vida de ninguém, e finalmente, de salvar ninguém.
Porque, na verdade, ela deveria salvar a si mesma. Agora se sentia livre daqueles pesos desnecessários. Portanto, percebeu que ela tinha estudado bastante, que este era o seu diferencial, mas que nem utilizava seu conhecimento. Ela nem ao menos se conhecia. Percebeu que, produzir para os outros em prol de produzir para si mesma, não a tornava uma heroína, pelo contrário, a tornava, na verdade, improdutiva.
E, agora, com toda essa consciência adquirida, ela aprendera o turno certo da vida. Se tornou diferente, apesar de sua essência ser a mesma. Descobriu que ajudar não significa ter que se prejudicar. Descobriu que amigo é diferente de colega ou conveniência. Descobriu que, em meios às dificuldades, se ela não pensar em si, ninguém irá pensar. Descobriu que não precisa se responsabilizar pelos resultados de ninguém, a não ser pelos seus próprios. Descobriu que ter alguém para contar nos momentos ruins é muito, muito raro, quase um milagre. Descobriu que não tem que se culpar por não agradar a todo mundo. Mas que valia a pena estar próximo de quem realmente gostava dela, do jeito que era, e que a valorizava, mesmo quando ela não tinha nada para dar.
Hoje em dia, a formiga está em busca de seu próprio caminho. Desistiu de carregar um ninho, que nem mesmo era seu. Abandonou as pessoas que ela tanto amava, mas que não era recíproco. Aprendeu que um ambiente hostil pode ser trocado por um ambiente saudável. Mas aprendeu que, mais importante que ser amada, é amar-se. Mais importante que ajudar, é ajudar-se. Mas importante que agradar, é agradar-se. Mas importante que ser respeitada, é respeitar-se. E mais importante que ser valorizada, é valorizar-se.

Ah, e percebeu que Deus sempre esteve com ela, durante todo o tempo. E que, na verdade, não mudou a situação da formiguinha quando ela pedira, porque estava usando a situação para mudar a formiguinha. E fazê-la crescer.

Um dia, a formiga conta o resto da história.

Até a próxima!

Inserida por lskato

⁠Não sei se conseguirei encontrar um jeito de ser uma pessoa diferente. Não sei até que ponto posso formar em mim outro ser que não seja o mesmo que sempre existiu, desorganizado e caótico, há tanto tempo. É tão difícil tentar ser algo que nunca se foi, ou será que é covardia minha não querer mudar, com medo de perder tudo o que já vivi? Será que essa minha relutância em mudar se deve ao fato de que quero me apegar ao que já experienciei? Talvez seja exatamente isso que me rouba a paz. Tenho medo de ser outra pessoa e, com isso, perder o que ainda me mantém vivo: o amor, ou melhor, a lembrança do amor que sinto por ele.

Inserida por ollyescritos

Às vezes
não é cristão.
É só um diferente
nível de não se importar.

Inserida por abraatiko

⁠Muitas vezes penso o que
teria acontecido comigo
se eu tivesse escolhido
um caminho diferente...
Na minha opinião, teria
sido a mesma coisa...
Não se trata do caminho
que escolhemos, é o que
está dentro de nós que
nos faz escolher o caminho...

Inserida por abraatiko

⁠" Antes de morrer, se sua sanidade estiver boa, crie um hábito diferente dos quais você está acostumado, e que lhe gere prazer "

Inserida por AndreMuniz3000


ODISSEIA
.
Personagem principal
É um espírito diferente
Pois descreve esta história
Com oratória fluente
Por meio da lógica e razão
Prevalecendo a emoção
Ao usar voz e sua mente!
.
Ulisses é o personagem principal da obra, um herói pouco convencional que tenta solucionar os problemas através da lógica e da retórica, não através da violência. Apesar de todas as dificuldades, revela um espírito resiliente e nunca desiste de reencontrar a sua família."

Inserida por AirtonSoares1952

Diferente de um professor acadêmico, quero mostrar o que todo mundo pode entender e aprender. Quero salvar um mundo por completo pelo que eu fui escolhido para fazer.

Inserida por danmelga

O que te faz diferente de mim são as diferenças! Cabe cada um lhe dá com elas.

Inserida por rbitencourts87

O Vício


Tenho um vício,
como qualquer um tem.
Mas este é especial,
por ser diferente dos demais.


É um vício
que exige imaginação,
que pede dor,
sofrimento,
pensamento.


Pensar num futuro
sem ela.


Um vício que me rouba vida
como qualquer droga,
e que eu odeio
por não conseguir controlar.


É um vai-e-vem espacial:
quando volta,
a minha dopamina cresce.
Passo de daltónico a normal,
de velho
à flor da idade.


Quando parte para o espaço,
o mundo fica
a preto e branco.


Uma escuridão
que me tapa o cérebro,
onde as ideias claras
dão lugar
ao sombrio
e ao melancólico.


O mundo fecha-se
num monte de betão cinzento.
Escondo-me lá
até o foguetão regressar.


É um ciclo
que deixa de ser vício
e passa a ser vida,
rotina.


Este vício só acaba
se eu lhe falar,
se lhe disser
o quão aconchegante é o seu foguetão,
o quanto gostava
de passar lá dentro
tempo.


Mas falar disso é complicado.
Astronauta não sou,
e sem o ser
não se pode
ficar no espaço.


Ainda assim,
este simples agricultor
vai desafiar leis,
vai tentar entrar no foguetão
e lá ficar.


Para acabar
com o ciclo,
com este vício incontrolável,
como a apoptose
das minhas células.


Tenho de a desafiar
para terminar o meu sofrimento:
a dúvida,
a necessidade de saber
se aquele majestoso foguetão
me deixaria passar
o resto da eternidade
nele.

Inserida por diogo_faria

⁠31 de agosto de 2021

É sempre com gratidão que termino mais um mês... Com agosto não é diferente. Sei que Deus esteve presente em todos os momentos, bons e ruins. Sei que tudo foi conforme a Sua vontade. Minha parte estou fazendo... Sigo lutando pelos meus objetivos, tentando ser melhor a cada dia, crendo e agradecendo dia após dia.
Agradeço, Senhor, pelos milagres concedidos, pela força necessária que tive para passar pelos processos, por tudo que tenho e, principalmente, pelo Seu imenso amor.
Para setembro desejo, acima de tudo, saúde para mim e para os meus, porque com saúde a gente corre atrás do resto.

Josy Maria

Bom dia!

Inserida por JosyMaria

O diferente, para os intolerantes, é como o mel deixado às formigas: se houver um caminho para chegar até ele, esteja certo que o encontrarão.

Inserida por bodstein

⁠O homem sente por sentir vontade

E quem me dera um dia ver-me diferente, encontrando sentido além das razões por trás da mente, sendo coração que pulsa apressadamente, apenas por saber que é verdade. E se é verdade, dou-te tudo o que encontrar no caminho do meu eu; do apego à solidão, que habita nessa imensa vastidão desconhecida, à medida dosada da paixão.

Inserida por CatarinaL

⁠Hoje ao acordar disse a mim mesmo, vou fazer tudo diferente, vou trabalhar pra ser melhor...
Em uma hora após acordar já estou arrependido...
Só mais um dia comum na minha vida comum....

Inserida por SullivanRodriguesC

Muito do nosso isolamento é um mecanismo de inveja. Cada um quer ser diferente do outro não para somar, mas para conseguir qualidades como Deus para ser autônomo. A competição gera tudo isso. Então é preciso conhecer a nossa postura de criação e não criador (ALMEIDA, Alcindo. A amizade da alma: Fidelidade na mentoria da vida. Rio de Janeiro: Habacuc, 2010).

Inserida por alcindoalmeida

⁠Se periodicamente olharmos para o ontem e não enxergarmos um homem diferente, é certo que estivemos fazendo tudo errado.

Inserida por bodstein

Ainda sonho com um mundo onde qualquer pessoa não precise mais temer expressar-se de forma diferente da maioria porque simplesmente não haverá mais minorias, mas tão somente igualdades. Onde as críticas não mais se voltem para o tema abordado na obra – que será apenas um dentre tantos possíveis – mas para o talento do autor ao criá-la. E onde este último não precise abrir mão desse talento por conta de pensamentos pequenos que não tiveram o mesmo privilégio com que o universo o presenteou para seguir em frente. A carruagem irá sempre preservar sua nobreza, independente dos cães que ladrem enquanto ela passa.

Inserida por bodstein

Olhando fixamente direto para outro olhar,descobri um mundo novo e diferente,percebi que por aquele brilho,seria impossível não me apaixonar...

Inserida por JeanCarlosdeAndrade