Antigamente
O céu, o inferno e uma história
Antigamente
Éramos unha e carne;
Bebíamos tudo do mesmo copo,
Suores, lágrimas e um afável vinho;
Eras a totalidade de todas as coisas,
Eu era o teu universo
E todas as gravidades
Nos puxavam à nossa cama;
Palavras eram plumas que voavam,
Quando não se estavam a beijar;
Éramos provação e teoremas
E tu lias os meus poemas
Que eram todos para ti;
Rezávamos a Deus, que nos deu
O infinito, um lar e asas, e assim
Íamos em parelha à mercearia
Flutuando como passarinhos;
Era no tempo
Em que Deus respondia a orações
E prometia o céu e uma história.
Anos escarpados depois…
Somos garras que ferem carne;
Cada um tem o seu copo
Por onde bebe a retaliação do outro;
A totalidade de tudo o que éramos,
Esfumou-se no universo
E todas as gravidades
Nos afastam dos nossos centros;
Palavras são agora
De arremesso ou caladas;
Desaprendemos o perdão,
A paciência, a cumplicidade e a beijar;
Somos pétalas caídas de uma flor
De um poema que cheira a bafio;
Já não há mercearias nem passarinhos,
Só corvos, a depenarem-se uns aos outros,
Como nós.
Ainda rezamos, mas em vão!
Deus desistiu, como nós, de ambos.
'DEMÔNIOS'
Antigamente, os demônios ditavam o destino dos homens. Eram maus ou bons. Tinham poderes sobrenaturais. Hoje, seriam os super-heróis do século XXI. Ou talvez seres pérfidos. Ditavam as regras do jogo. Conheci um amigo que dissera que já tinha indo, segundo ele, próximo ao inferno. Quando era ainda um feto, sua mãe havia apresentado-lhe a uma legião de demônios. Imaginei nesse momento, sua mãe lhe segurando nas mãos como oferenda e logo abaixo, milhares deles. Veio-me à mente uma foto do Nazismo, onde centenas de soldados prestavam honrarias a Adolf Hitler.
Ele me dissera que sempre conversara com os sobrenaturais. Pedia coisas que desejava e sempre conseguira tudo com certa serenidade. Um dia tranquilo como tantos outros, quando ele adormecera no seu local de trabalho em hora de almoço, um Anjo aparecera dizendo que iria levar-lhe para uma viagem ao Inferno. Não propriamente, mas aos Jardins do Inferno. Sem cerimônia, o Anjo tomou-o pelo braço, e os dois seguiram velozmente rumo ao seu destino. O vento era tanto que, afirmando ele, os olhos dificilmente abrira pelo intenso vento na face. Lembrei-me de um filme onde um super-herói, dava seguidas voltas em torno da terra com tamanha velocidade.
Chegando ao local propriamente dito, ele pôde ver tamanha violência. Pessoas lamentavam-se. Pediam a morte e ela estava ausente. Os espíritos eram encarregados de prestar os mais horrendos castigos às almas que ali estavam. Açoites seguido de gritos. Dilacerações e sofrimentos faziam um retrato repugnante. Uma mulher pedia com suplício para passar-lhe para o outro lado, pois não aguentava mais tamanho pesar. Ele vira alguns conhecidos, mas, durante todo esse percurso que fizera, não dera uma palavra. Permanecera atônito. As palavras não saíam. Petrificado estivera durante esses minutos que se passaram. Nos instantes finais ao contemplar, no que nós chamamos, loucura, o Anjo lhe avisara que era hora de voltar. Em poucos segundos, ele acordara sufocado. A experiência que tivera iria guardar para o resto da vida.
Passado alguns minutos, lembrei-me de uma prima que tivera uma vida normal até aos dezessete anos. Após, foi diagnosticada com Esquizofrenia. Ela fala com, o que ela diz ser, pessoas. Alguns dizem que ela tem sexto sentido. Irrita-se com facilidade e não gosta da aproximação de pessoas. Lembrei-me também da complexidade do nosso Centro Nervoso. Das pessoas que sofrem de depressão. Da capacidade de criarmos tanto o desejável quanto o indesejável. Lembrei-me também de uma pergunta que me intriga durante muito tempo: somos criações divina ou a religião com seu céu, inferno, paraíso, diabos, demônios e Deuses são criações do homem?
como eram as mulheres antigamente
Eram discretas, exalavam expectativa, através gestos suaves, deixando escapar leve sexualidade;
Durante o dia eram mulheres do lar: Mães , educadoras, Maria, Fátima, Raimunda, mas a noite se transformavam em flores perfumadas para seus amores.
Ah, que saudades desses amores, Rose, Railda, Clemilda, se entregavam intensamente aos relacionamentos, ao amor e a paixão.
Antigamente eu tinha um teatro: bonecos de pano presos por cordões pulavam minha cama controlados por meus dedos. Riam, choravam e até sofriam porque eu lhes dava movimento e alma. E, aos olhos de todos, eu era um grande artista. Aplaudiam-me. Um dia, não sei como explicar, dei alma demais a uma boneca miudinha que puxou os cordões de baixo para cima e passou a guiar meus instintos, meu cérebro. Com o tempo, empolgou também a minha alma. Hoje, no teatro da vida, sou um boneco de carne e osso controlado por uma boneca de sete aninhos que dirige agora minha vontade e já já a própria vida.
Antigamente, eu tinha um teatro de marionetes. Bonequinhos de pano, presos por cordões, dançavam e pulavam na minha cama, controlados por meus dedos. Eram bonecos de pano, mas riam, choravam e até sofriam porque eu lhes dava movimento e alma. E, aos olhos de todos, passava por ser um grande artista. Aplaudiam-me. Um dia, não sei como explicar, dei alma demais a uma boneca miudinha e ela passou a cantar, chorar e rir por si mesma. E fez mais, puxou os cordões de baixo para cima, guiando primeiro, meus dedos, depois, meus olhos, e, finalmente, meu cérebro. Com o tempo, empolgou também, a minha alma. Hoje, no teatro da vida, sou um boneco de carne e osso, controlado por uma boneca miúda que dirige minha vontade e a própria vida
Educação de Antigamente vs. Educação Atual: Reflexões sobre Extremismos
A educação dos filhos ao longo dos tempos tem passado por transformações drásticas, refletindo mudanças culturais, sociais. Em épocas passadas, a disciplina muitas vezes se manifestava de forma rigorosa e punitiva, com muitos pais acreditando que a severidade era sinônimo de educação eficaz. Castigos físicos eram considerados métodos aceitáveis para corrigir comportamentos e impor respeito. Essa abordagem, ainda que muitas vezes bem-intencionada, ignorava os impactos emocionais e psicológicos que tais práticas poderiam causar nas crianças, resultando em traumas duradouros e relacionamentos familiares marcados pelo medo e pela obediência forçada.
Por outro lado, a educação atual tem experimentado um extremo oposto. Em uma tentativa de evitar os erros do passado e promover um ambiente de carinho e respeito, muitos pais têm adotado uma postura excessivamente permissiva, onde as crianças recebem tudo o que desejam e são pouco confrontadas com limites e responsabilidades. Este método, embora nascido de uma intenção de criar um ambiente positivo e acolhedor, pode levar a outra série de desafios. Crianças que crescem sem conhecer limites claros ou sem a responsabilidade de suas ações podem desenvolver um senso distorcido de autoridade, responsabilidade e empatia
Tanto a disciplina severa quanto a permissividade excessiva carregam suas próprias armadilhas. O desafio contemporâneo é encontrar um equilíbrio que valorize o respeito mútuo, a disciplina positiva e a responsabilidade compartilhada. É importante que os pais estabeleçam limites claros e consistentes, mas que também expliquem o porquê dessas regras e ajam como modelos de comportamento. A educação não deve ser sobre controle ou servidão, mas sobre guiar e nutrir as crianças para que se tornem adultos conscientes, empáticos e responsáveis.
Cada era possui suas particularidades e desafios. Os extremos educacionais, seja na forma de disciplina rígida ou permissividade exacerbada, demonstram que nenhum método é eficaz sem a presença de amor, respeito e entendimento mútuo. O verdadeiro objetivo da educação deve ser preparar os filhos para enfrentarem o mundo com resiliência, compaixão e sabedoria.
Lembrar do passado e entender o presente nos ajuda a criar um futuro onde a educação seja um processo contínuo de crescimento e aprendizado, para pais e filhos.
Antigamente as músicas balançavam a mente e o coração; hoje elas só conseguem, no maximo, sacudir o traseiro.
A saudade nada mais é
do que a ausência
do que se tinha antigamente.
É a falta do que estava aqui
e não foi visto...
Seguir em frente
é o caminho mais certo
para todos os saudosistas.
Confie, que lá na frente,
certamente,
boas novas surgirão!
Será que a humanidade está vendo, o que se passa no sentido de nossa privacidade? Antigamente tínhamos uma privacidade normal! Isso até nos servia de defesa e proteção! Em caso de processo jurídico! Não havia câmaras de vigilância! Agora tudo é filmado. Desde videos em telemóveis a câmaras nos polícias! Não há nenhuma privacidade, somos sempre filmados em tudo! Estamos e somos escravos das câmeras!As câmeras estão aí!
HelderDuarte
"Até que a morte nos separe." Antigamente era mais fácil dizer isso. Havia mais disposição para ver o tempo passar, menos pressa, porque as distâncias eram maiores. Quanto menor a distância, maior é a pressa e a ansiedade de chegar.
Antigamente quando alguém me criticava, eu ficava até doente porque eu queria agradar todo mundo...hoje mudei, aprendi a olhar os frutos de quem está me criticando. São bons ou ruins? O que eles fazem? E então percebo que os que me elogiam tem um legado, tem mais história, tem frutos bons que alimentam à muitos. Então sigo mais convicta de que estou no caminho certo.
Até há pouco tempo "antigamente" era muito tempo para trás, hoje chamam pouco tempo de antigamente. Se o tempo não está passando rápido demais, pode ser que as pessoas estejam envelhecendo antes do tempo, ou então fui eu quem parou no tempo.
Antigamente, no tempo das guerras, quando os Reis tomavam territórios inimigos, era-lhes - sobre os sub-julgados -, cobrado tributo. O tributo era uma taxa IMPOSTA, para que o Rei da localidade dominada, ainda pudesse, sobre lá, governar. Todavia, efetivamente, quem era o verdadeiro dono da localidade era o Rei DOMINADOR.
É dito que Satanás é " o deus deste século". Também é dito que "do Senhor é a terra é tudo que há nela".
Resta sabermos, quanto é que O Diabo paga a Deus para se manter no Poder!
De quanto e o que é, esse tributo?
🤔
Antigamente, os casamentos eram mais tradicionais e menos influenciados pela tecnologia, uma vez que não havia internet.
Aprendemos com o passado a não repetirmos os mesmos erros de antigamente e acessando as nossas memórias resilientes, também encontraremos soluções. Porque no passado existem erros e acertos, cabe a nós, decidirmos o que queremos de nós mesmos. Se desejarmos crescer e progredir, usaremos o nosso passado com sabedoria, sem desprezar o presente, no qual estamos semeando nosso futuro. O passado é tão importante, que o futuro só acontece se existir o passado. Então sejamos sábios ao contemplarmos o nosso passado, presente e futuro. Retiremos de nosso histórico as mais belas lições que nos ajudarão a construir no presente um sólido futuro, melhorando assim os nossos aspectos físicos, psíquicos e sociais.
