Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Oração
Carlos Magno Maia Dias
Jesus! Conceda-me
o direito de saber
para que eu possa
transmitir o meu amor
e entender que você
me liberou nele.
Jesus! Compreenda
a minha angústia
de tentar purificar-me
através de permanente
doação,
sem ter ou produzir
dúvida ou frustração.
Jesus! Permita que
O meu anseio de crescimento
Seja uma passada segura
Para a evolução
E que ela seja tão vasta
Que atinja todos
Os meus semelhantes.
Jesus! Que o meu amor
Seja entendido
Como puro e partilhado
E totalmente praticado
Na medida exata da Sua Grandeza.
Jesus! Que eu seja
Sempre tão pequeno
Quanto a minha certeza,
Tão humilde
Quanto o meu desejo
E tão sincero
Quanto o meu amor.
.
APÓS A LUTA VEM A VITÓRIA – Salmo 30.5b
Pr. Abílio Carlos dos Santos
“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”
Primeiramente vamos falar sobre o choro. Quando vem a dor, derrota, solidão, tribulação, enfermidades, desemprego e mais uma série de coisas vem também o choro, não é mesmo!
Neste texto o salmista não fala em chorar de felicidade, e sim de tristeza. No momento da cura, da libertação, da benção sentimo-nos alegres e sorrimos. Após a luta vem a vitória. Oh, Glória!
Agora vamos falar sobre a noite. A noite apresenta muitas coisas boas e alegres. Neste pequeno texto o salmista nos apresenta a noite no sentido de sofrimentos, dores e lutas. Às vezes em pleno dia com o sol a brilhar, nós estamos sozinhos, olhamos para os lados, não temos ninguém para nos ajudar... É noite!
Noite... O tempo não passa. Estamos a sofrer, o momento é desesperador... Noite longa!
Finalmente vamos falar do raiar de um novo dia.
O Senhor Jesus disse em Mateus 5.4 – Os que choram serão consolados - Atravessamos a noite sofrendo e com os olhos secos e esbugalhados. Agora chegou o momento do raiar do dia. Que benção!
É hora de abrir os olhos. É hora de abrir o coração para Deus. É hora de chorar diante do Senhor. Nesta hora sentimo-nos como nada na presença do Senhor – I Pedro 5.7 - É a hora do raiar da manhã em nossa vida para a Glória de Deus.
O Senhor Jesus nos abraça...
É o momento da benção... É o momento da vitória.
Que Deus te abençoe ricamente em Cristo Jesus!
.
abilicusvidanova@ig.com.br
28 março 2009
Madrigal para Cecília Meireles
Cacaso
(Antônio Carlos Ferreira de Brito)
Quando na brisa dormias,
não teu leito, teu lugar,
eu indaguei-te, Cecília:
Que sabe o vento do mar?
Os anjos que enternecias
romperam liras ao mar.
Que sabem os anos, Cecília,
de tua rota lunar?
Muitas transas arredias,
um só extremo a chegar:
Teu nome sugere ilha,
teu canto:um longo mar.
Por onde as nuvens fundias
a face deixou de estar.
Vida tão curta, Cecília,
a barco tragando o mar.
Que céu escuro havia
há tanto por te espreitar?
Que alma se perderia
na noite de teu olhar?
Sabemos pouco, Cecília,
temos pouco a contar:
Tua doce ladainha,
a fria estrela polar
a tarde em funesta trilha,
a trilha por terminar
precipita a profecia:
Tão curta é a vida, Cecília,
tão longa a rota do mar.
Em te saber andorinha
cravei tua imagem no ar.
Estamos quites, Cecília,
Joguei a estátua no mar.
A face é mais sombria
quanto mais se ensimesmar:
Tão curta a vida, Cecília,
tão negra a rota do mar.
Que anjos e pedrarias
para erguer um altar?
Escuta o coral, Cecília:
O céu mandou te chamar.
Com tua doce ladainha
(vida curta, longo mar)
proclames a maravilha.
Rio, 1964.
Cacaso (Antônio Carlos Ferreira de Brito) nasceu em Uberaba (MG), no dia 13 de março de 1944. Com grande talento para o desenho, já aos 12 anos ganhou página inteira de jornal por causa de suas caricaturas de políticos. Antes dos 20 anos veio a poesia, através de letras de sambas que colocava em músicas de amigos como Elton Medeiros e Maurício Tapajós. Seu primeiro livro, "A palavra cerzida", foi lançado em 1967. Seguiram-se "Grupo escolar" (1974), "Beijo na boca" (1975), "Segunda classe" (1975), "Na corda bamba" (1978) e "Mar de mineiro (1982). Seus livros não só o revelaram uma das mais combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura e desbunde, como ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente, amigos como Francisco Alvim, Helena Buarque de Hollanda, Ana Cristina Cezar, Charles, Chacal, Geraldinho Carneiro, Zuca Sardhan e outros. No campo da música, os amigos/parceiros se multiplicavam na mesma proporção: Edu Lobo, Tom Jobim, Sueli Costa, Cláudio Nucci, Novelli, Nelson Angelo, Joyce, Toninho Horta, Francis Hime, Sivuca, João Donato e muitos mais. Em 1985 veio a antologia publicada pela Editora Brasiliense, "Beijo na boca e outros poemas". Em 1987, no dia 27 de dezembro, o Cacaso é que foi embora. Um jornal escreveu: "Poesia rápida como a vida".
Em 2002 é lançado o livro "Lero-Lero", com suas obras completas.
O poema acima foi extraído do livro "Lero-lero", Viveiros de Castro Editora (7Letras) - Rio de Janeiro e Cosac & Naif - São Paulo, 2002, pág. 189.
MINHA FLOR MENINA, FLOR MULHER!!
(poema feito, por sugestão do amigo Carlos Martinez, do Grupo Flores & Canções).
Flor que se faz criança,
Ao surgimento de um botão,
Ganhando vida e esperança,
Ganhando formas e padrão.
Vai se abrindo lentamente,
Tornando-se adolescente,
Ganhando da natureza,
Todo o perfume e beleza.
E chegando à juventude,
Com toda sua elegância,
Viçosa em plena saúde,
Com trejeitos da infância.
A inocência se fez mulher,
De pecados e perdões,
Pois esteja onde estiver,
Arrebata os corações.
E na sua perenidade,
Tornam-se ainda mais lindas,
Minhas Azaleias queridas,
Me fazem a felicidade,
Dando cores à minha vida.
Mas quando vão se murchando,
Na hora da despedida,
Deixa meu coração suspirando,
Minha saudade, sentida.
Foi-se a menina flor,
Inocente botão criança,
Flor mulher e sem pecado,
Levando o meu coração,
Deixando doces lembranças,
De muito amor e paixão.
A propósito de “Três pontos ex... citados”, peça de Carlos Alberto Sousa
Acabei de ler (reler, para ser exato) “Três pontos ex... citados”, texto de Carlos Alberto Sousa, em que ele apresenta uma peça de tese ou conceitual.
Eu gostei à primeira leitura do texto, que já vou chamar de literário, porque se revela desprovido dos elementos cênicos, como palco, música, luz e figurinos. O teatro, propriamente dito, remete ao espetáculo, à representação no palco. A rigor, teríamos o texto (literatura) e sua apresentação no palco (espetáculo). Segundo Aristóteles.
Mas, voltando à peça, o autor coloca em discussão algumas questões há muito conhecidas de nós, quais sejam, o fideísmo, o ateísmo e a luta de classes. Ele inclui também, com muita competência, elementos pop – o tráfico, o rock, o sincretismo religioso – e elementos metateatrais – o fazer artístico em debate.
Numa peça breve, composta por oito atos brevíssimos, Carlos Alberto narra uma história bastante interessante, em que os personagens são dirigidos por um diretor manipulador e ávido de messianismo. Enfim, um Brecht às direitas.
A trama – envolvendo o elenco (os “bíblicos” Paulo, Davi e Sara, especialmente) e o diretor – trata de uma tragédia (com a presença dos elementos clássicos, inclusive o recurso do chamado “deus ex machina”, consubstanciado pela presença da Bailarina). Isso fortalece o argumento de que estamos diante de um texto literário que, ainda segundo Aristóteles, precede e se sobrepõe à montagem teatral, ao espetáculo. (Por isso, o cinema nunca será literário!)
Já tive a oportunidade de assistir, no Teatro Municipal de Cabo Frio, a uma performance de autoria de Carlos Alberto, a qual me deixou muito impressionado com o talento com que ele havia conduzido o texto e dosado a densidade temática. Com “Três pontos ex... citados”, não é diferente.
Aliás, mesmo quando faz versos, meu confrade e amigo Carlos Alberto deixa transparecer seu lado dramaturgo. Isso – em vez de restrição – é um elogio. Aristóteles, de novo, não me deixa mentir.
Mais que impressionado com a peça filosófica “Três pontos ex... citados” que acabo de reler, já me vejo torcendo pela montagem dela. Gostaria muito de ver (o verbo apropriado é “interagir”) Paulo, Sara e Davi no palco. Pois, ao contrário do filósofo grego, tenho certeza de que será unir o útil ao agradável. Com perdão do lugar-comum.
Me desculpa Van Gogh, mas ela é a obra de arte mais linda que eu já vi... me Desculpa Carlos Drummond de Andrade mais as palavras dela são o poema mais lindo que eu já ouvi, me desculpa Deus mais essa foi a criança mais linda que o senhor já fez, e Obrigado a mim mesmo por te aceitado, receber essa benção que me deixou apaixonado sem palavras sem atitude um pouco sem jeito, mais que culpa eu tenho o olha dela parece Saturno ou o por do sol que quando aparece, faz com que todos fique feliz, e denovo eu vou me pergunta? Que culpa eu tenho você é mais do que eu posso compreender.
Percepção
Carlos Nery
Você já pensou se um dia
A nossa Terra se cansasse
De ter estado sob a gente
E ela toda tremesse, numa
Ameaça iminente?
Então, para onde iriam
O ciúme, o egoísmo e a inveja
Que ora à Terra nos prende?
Será que evitariam que nós
Caíssemos dela?
Ou iriam com a gente
Para o fim ou outra era?
Se você não vê
o seu valor,
acabará com alguém
que também não vê
Antonio Carlos Machado
@machado_ac
Se precisar de mim,
nem pense
em me procurar,
me procure sem pensar!
Antonio Carlos Machado
@machado_ac
Há pessoas tão superlativas
que encontram soluções demais
para problemas de menos.
Antonio Carlos Machado
@machado_ac
Queimando como Fogo - Brito, Carlos
Me enganei nos próprios erros,
Me joguei desse enorme morro,
E a partir de hoje estou queimando nesse fogo.
De toda mágoa que cometi,
De todo amigo que trair.
De frases e frases,
De poemas e poemas,
De sorrisos falsos,
De mentiras que vivi,
Percebi que só eu mesmo sabia e escolhi mentir,
Fechando meus olhos pra tudo que já senti.
As fumaças do cigarro,
Misturadas com meu choro amargo,
Remoendo dores do passado,
Criaram não só uma, mas vários versos decorados.
De frases que viraram mentiras,
De coisas que nem mesmo sentia.
Na minha vista só existia uma neblina,
Mas não importa o que dizia,
Um dia iria me salvar.
Fechei meus olhos pra tudo,
Hoje, cego e mudo,
Obrigado a viver no escuro,
Me contentando a entrar no túmulo,
Com esse álcool puro,
E esse tabaco “sujo”,
Olhando para meu último cinza e triste luar.
Como diz Roberto Carlos "se chorei ou se sorrir, o importante é que emoções eu vivi". E vivi com intensidade, vivi com paixão, acompanhei lado a lado, do início ao fim o desfile, não fiquei sentada na arquibancada olhando de longe a vida passar.
Enfim o fruto
Carlos Nery
G ratificante, um filho depois de tanta dor;
Ú nico e belo exemplar do ser pensante;
S emente germinada, dia após dia, pelo amor
T angível dos pais expectantes.
A rcos que , ao céu, lançam a flexa primogênita,
V alorizando, com a fé, a força do Arqueiro.
O remos, que seja feliz, ao Senhor Onipotente!
Cintile
Carlos Nery
C intile, brilhe, resplandeça
I nternamente a sua luz e,
N ‘alma harmonizada, estabeleça
T eus objetivos. Com Jesus
I ndicando-te o caminho,
A gicante-se, não há o que temer!
