Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Quero tudo devagar
Porque se meu tempo está pra acabar
Que eu o aproveite
Como deleite
De pouco passar
E que eu deixe a rapidez para os novos
Que não percebem
O que bebem
O que sentem
O que mentem
Que andam a navegar
Em terra solta
Quero tudo devagar
Porque se o fim chegar
Que seu intervalo seja passear
Pelas estrelas
Pela lua
Pela sabedoria
Quero tudo devagar
Porque a pressa de passar Se transformou
E se saúde faltou
Nada releva
Tudo se enerva
E uma brecada
Se dá em cada arrancar
Mostrando que a felicidade é devagar
E se dá somente
Na fortaleza do amar..
30.12.17
Se eu pudesse voltar no tempo e pudesse escolher em que momento viver, voltaria a ser uma criança para poder recomeçar tudo do zero.
Já ouviu aquele
dizer: O TEMPO É O SENHOR
REMÉDIO PARA CURA DOS Problemas?
TEMPO NO TEMPO & DEUS ACIMA DE TUDO! BOA TARDE!
"Não existe sucesso pautado em mentiras que perdure por muito tempo! Assumir as mentiras talvez seja o melhor caminho a seguir, porque um dia, a verdade real irá aparecer! É melhor assumir as próprias mentiras para construir uma nova vida, antes que outrem as revelem e tornem a reconstrução ainda mais difícil!"
Nada a fazer: O tempo flui; a vida passa; os aniversários chegam e as marcas no corpo são em nós gravadas, sendo o fiel espelho das lembranças e histórias que vivemos.
esses dias de tédio
em que se tem tempo –
tempo só se arranja quando
não se tem
quando sobra desse jeito
a gente repete os assuntos
o ônibus chega rápido
e os trajetos ficam curtos
– de repente
readaptar-se à própria casa
como foi lá? bom
rever os gigantes, os mínimos
dedicar a eles igual dose
de carinho ou indiferença
usar as roupas que ficaram
meses dobradas no armário
com cheiro de sachê
nessas tardes sem compromisso
esticadas com rolo de macarrão
tudo é longo
nada dura
Sofrer pra que? Bote na sua cabeça que com um tempo você esquece. Quer uma dica? Pense nas pessoas anteriores que você sofreu e esqueceu.
Vida.
Qual seria o sentido de vivermos, passarmos um tempo relativamente grande com consciência, desfrutando das belezas da vida e, depois disso tudo, apenas acabar do nada. Por que? seria muita crueldade, não? Afinal, estamos aqui mas não fomos nós que escolhemos estar aqui na verdade. Nem nada, não escolhemos absolutamente nada e não dos deram explicação também. Apenas fomos ''jogados'' aqui e vivemos. Lógico que ao decorrer da vida começamos a refletir mais, ou deveríamos, sobre a vida em si, se tem um sentido, como será depois, etc.
E também paro para pensar o porquê, o porquê de que a vida teria que ter sentido. Creio que não conseguiremos comprovar isso aqui. O engraçado ( ou desesperador) é que vamos ou comprovar ou ....... Na verdade se a gente não comprovar, não vamos poder nem ter a chance de não comprovar, pois estaremos mortos e se morrermos não podermos comprovar nada, pois quer dizer que não existe nada além. É algo muito louco de se pensar, mas importante.
LEVÍSSIMA
Leve... Levíssima leve
Leve a culpa breve
do bonde do tempo,
da linha que alínea e arrepia,
pegue e leve-me como for
avia! Avia... Espia a passagem
sem motor ou engrenagem
sem amor, sem calor.
Leve se for leve... Leve
a flor as pétalas do caminho
a poeira o pó dos paralelepípedos
os tipos e aerotipos múltiplos
os bullyings e seus insultos
os vultos do futuro caduco
os brutos... Marrucos malucos
e os eunucos da esperança,
judeus da dor...
O fungo dos frutos... E a
corda bamba, de uma criança.
Antonio Montes
Batidas do tempo
Tentei fechar os olhos, adormecer,
Tua presença distante, fustiga
Beijando-me com saudade
Distante de tudo, transborda o amor
Abraços que sentimos
Sem nos tocarmos
Beijos que trocamos
No pensamento
Em sintonia, perdidos
Na dimensão do tempo
Planos que fazemos, extasiados
Que espera para acontecer
O âmago sente...
Como um doce sonho
Acalentado no coração
Amo-te apesar da distancia
Para isso jamais terá Adeus.
Embora sejamos, partidas...
A Cada dia...pelo tempo...
Mas nunca do coração teu.
Este já vive e pulsa dentro do meu
Como as batidas do relógio
Que cada vez mais perto marca
A hora do abraço teu.
