Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
500 Anos de Luis Vaz de Camões
Lisboa 23/06/2025
Emanuel Bruno Andrade
Canto Sexto
Revelações do segundo tomo Lusiadas.
Entre linhas do além
Provem de mim para si
A procura do ouro da viagem
Corro por um percuso assim
Do desdem a espreita
O sublime fogo que arde em mim
Num velho caos a procura de ordem
Elementos que respiro
Do divino
Suspiro
Daquilo que esta vazio
Repremido pelo frio
Assoitado pelas correntes
Partes da terra submersas
Pelas tempestades
Esculpidas por gigantes
Rompendo a terra com tsunami
Olho a água
H2O o arch que vi
Da filosofia da origem da vida
Por Tales Mileto
Procuro o Homero
Descubro que me perco
Na procuro do Mito
Irado pelo corpo
Por nāo saber da Atlantida
Nem saber da letra
Descrita a algum tempo
Por um cometa
Sapato preto
Para ocalice com uma Deusa
Vou a Plutāo Neptuno
Na minha astroligia
Logica do meu entendimento
Năo percebo a sombra
Filha formosa de meu eu
Naquela madrugada perdeu
O olhar cristalino
Castigo do oculto
Vou passar o Atlantico
Para o outro lado
Para ver o recebimento
De Marte
Reparte o pensamento
Refletido e induzido
Em toda parte
Pelo vulto ou o fluido
Do invisivel da frequencia
De delonga oratoria
Num patamar almejado
Por respirar o ar que respiro
Oiço e sinto
Reflexo do vivido
Tormento cumprido
Pelo socorro de um cupido
Sono no tumulto
Ando a pairar
Para poisar no relvado
Para choro acordar
Desperto uma duzia
Poder de Santa Luzia
Lusitana
Entre damas gentis
É o que prediz a escrita
Das suas famas
Os grandes construtores da História de Angola como Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Uanhenga Xitu - também foram ignorados e subestimados antes de serem reconhecidos como mestres.
Portanto, nenhuma grande obra nasce no aplauso. Ela nasce no silêncio, na dor e na paciência.
A vida realmente é uma caixa de surpresas, a minha esposa Maria de Fatima de Andrade Pereira partiu no dia 20 de Julho de 2021 para a eternidade fiquei viuvo. Não está sendo fácil viver a nova vida que todos apregoam a qual deverei seguir. Não consigo esquecer, sempre me lembro dela nos lugares que vou, ao amanhecer, ao anoitecer, não está sendo fácil. Os amigos de boa vontade dizem que devo levantar a cabeça e seguir adiante. A pergunta é: Para onde, fazer o que? Fatima era mais jovem que eu 10 anos e nunca passou pela minha cabeça ir ao seu sepultamento. Foi terrivel.
Anônimo e João Paulo Andrade Gonçalo
Me inspirei quando ri de seu nome, realmente, você pode gostar de Jesus Cristo, então eu não poderia ofender, mas o que seria ofensa? O que seria realidade? Temos que nos encaixar, em patamares, onde cada um de nós escreve sua história.
Saudades da minha Terrinha
Gonçalves Dias foi o primeiro,
Oswald de Andrade o segundo, e eu fui o terceiro.
Minha terra tem carnauba
Onde canta os pardais
Os pássaros daqui
São os pombos e os pardais de lá
Minha terra tem pouco ouro
Mas o povo tem muito amor
Quando nasce vive por lá
Depois que cresce vem pra cá
Vem querendo trabalhar
Trabalhando dia e noite
Para a vida sustentar
Descansando quando dá
Os índios: tupis, tabajaras, tupinambás e tapuias,
São os pioneiros da minha terra
Olho d'agua da Cruz era o povoado
Carnaubal dos Estágios era o distrito
Da cidade de São Benedito
Hoje a cidade se chama Carnaubal
Uma grade saudade aperta no peito
Das minhas raízes tenho saudades
Senhor eu te peço por favor
Que não me deixe morrer
Sem minha família visitar
Que mora lá no estado do Ceará.
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-Furtado Brunno-
Rio de Janeiro, 07 de Setembro 2016
