Amor não se Pede

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O tempo é silencioso. Devagar. Cruel.
Ele não te pede permissão para ir.
Mas por alguma razão você corre, sabendo que vai perder.

QUANDO A LUZ ENTRA PELA FRESTA


Às vezes, a vida nos pede apenas para parar e olhar para cima. Entre os galhos retorcidos, que carregam o peso do tempo e das estações, o sol encontra uma fresta para nos lembrar que a luz nunca desiste de atravessar — mesmo quando a alma, em letargia, flutua por entre as névoas da escuridão.
Lu Lena

Pessoas e palavras precisam serem vestidos com a roupa que a ocasião pede.


A vida pede pausa.
Não para parar,
mas para respirar mais fundo.
Olhar ao redor.
Sentir a beleza escondida
nas pequenas coisas.
E se o coração apressar o passo,
que seja para buscar o que acalma,
o que ilumina,
o que faz valer a caminhada.
O resto…
pode esperar.
— Edna de Andrade

Há momentos em que a vida pede coragem.


Coragem para sair do lugar onde a gente se acostumou a caber.
Coragem para parar de se diminuir.
Coragem para ocupar, com verdade, o espaço que Deus nos deu.


Talvez o sinal que você tanto esperava não venha de fora.


Talvez ele já esteja aí, no seu peito, inquietando, chamando, lembrando que ainda há muita vida para ser vivida.


Que você tenha coragem de se escolher.


E de florescer na direção daquilo que Deus sonhou para você.


— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

A chuva lá fora
não pede licença,
desmancha a pressa
em pura presença.
O dia é um hiato,
um café, um abrigo;
o céu cinza hoje
veio morar comigo.
No ritmo do teto,
o tempo se atrasa:
domingo é a chuva
batendo na casa.

Muda

A serpente não pede desculpa pela pele que largou.
Ela deixa no caminho, inteira, e segue.
Quem encontra acha que ela morreu ali.
Eu também deixei peles pelo caminho.
Algumas ainda têm meu nome, meu veneno.
Mas veneno na dose certa é remédio.
Aprendi a medir.
Não me procure na pele velha.

Babilônia raramente exige que você abandone Deus; ela apenas pede que Deus deixe de ser suficiente.

O mar é abrigo


O mar não pergunta nada.
Não exige explicações,
não pede promessas.
Eu chego cansada
e ele continua ali,
aberto, imenso,
sem se negar.
O mar acolhe até
quem chega quebrada,
com os pés feridos
e o peito cheio de nomes.
Não me diz para ficar,
não me diz para ir.
Ele apenas existe.
E às vezes isso basta:
um lugar que não foge,
que não se fecha,
que não me pede para ser outra.

Acontece.
E a vida não pede permissão.
Só segue.
Quem sente aprende a andar diferente.
Quem foge repete.

Arte não implora moldura.
Arte não pede parede.
Arte ocupa.

O tempo passa, sim.
E não pede licença.
Ele desgasta o toque,
apaga o costume,
e transforma presença
em lembrança mal resolvida.
A intimidade, que um dia foi abrigo,
vira território estranho —
onde dois corpos se reconhecem,
mas já não se encontram.
Porque o tempo, quando não é cuidado,
não cura…
ele afasta.

Eu me torno o que o meu coração pede, eu aceito, eu respiro fundo, eu sigo, eu me moldo, engulo a dor, eu só vou.

“Toda repetição dolorosa pede uma pergunta: quem em mim ainda observa a vida a partir da mesma ferida?”
Do livro O Observador Interior, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A verdadeira loucura talvez esteja em fingir sensatez quando a alma pede leveza.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“Toda criança em sofrimento pede, antes de um rótulo, uma presença capaz de escutar o que ela ainda não sabe dizer.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A criança em risco psíquico não pede apenas diagnóstico; pede tradução, sustentação e presença.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A criança psicótica não está perdida; ela pede uma forma de presença que a ajude a não desaparecer de si mesma.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A infância não pede pressa; pede presença.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“O corpo cansado não pede cobrança; pede escuta, repouso, alimento, respiração e retorno ao próprio centro.”
Do livro Medicina Tradicional Chinesa — História, Filosofia e Prática da Medicina do Imperador Amarelo, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.