Amor não se Pede
Aos 40, a Vida Pede Espaço Novo.
Quando se chega aos 40, a metade já passou,
E alguns despertam, notam: o tempo voou.
Sonhos antigos já não cabem mais,
Como roupas guardadas que não servem jamais.
O guarda-roupa da vida, cheio e amontoado,
Pede uma faxina, um olhar mais centrado.
É hora de abrir espaço, tirar o que ficou,
Deixar só o que importa, o que ainda ecoou.
Desapegar do que não usamos mais,
Dos planos que o tempo levou para trás.
E com as gavetas da alma mais leves então,
Vestir novos sonhos… que caibam no coração.
Minha maior força é estar onde a vida pede urgência: na defesa e proteção de crianças, adolescentes e mulheres. Já colaborei com o TMJ UNICEF, faço parte da Rede Mulheres do Brasil e atuo no Mapa do Acolhimento, oferecendo escuta, acolhimento e orientação a mulheres em situação de violência. É nessa missão que encontro meu verdadeiro lugar.
Nem sempre se trata de seguir o que a mente pede. Às vezes, a verdadeira essência da vida está nas pequenas gentilezas que nosso espírito ainda não aprendeu a valorizar. Não perca a chance de ser gentil, de demonstrar amor e de honrar as pessoas que estão ao seu redor. Lembre-se também daqueles que te amam, mas que estão distantes, não por vontade própria, mas por razões que talvez sua mente nem consiga compreender. Cada ato de bondade pode fazer uma diferença significativa na vida de alguém, e, ao cultivar essa generosidade, enriquecemos não apenas a vida dos outros, mas a nossa própria jornada.
O café não avisa quando começa a esfriar.
Não reclama, não insiste, não pede atenção — apenas muda, em silêncio. A fumaça some, o aroma enfraquece, e quando percebemos, já não é o mesmo.
Assim também acontece na vida.
Relacionamentos não acabam de repente — esfriam.
Sonhos não morrem de uma vez — perdem o calor aos poucos.
Presenças constantes tornam-se ausências discretas.
Nada faz escândalo. Apenas se transforma.
O problema não é o tempo, é o descuido.
O café só esfria quando deixamos de segurá-lo.
Afetos precisam de presença.
Amizades, de cuidado.
Amores, de intenção.
Porque tudo o que não é cultivado perde o calor.
E, mesmo que seja reaquecido, nunca volta a ser exatamente como antes.
Por isso, antes que esfrie:
segure a xícara.
Cuide do que ainda está quente.
Ás vezes, a vida pede que a gente desmonte quem foi, pra reencontrar quem ainda pode ser.Velhas versões morrem.Outras nascem no silêncio. Seguimos, mesmo sem saber como, mesmo sem saber escolher.
Porque viver é isso, cair, levantar, reinventar, e continuar acreditando.
No fim, aquele brilho antigo nunca se apagou. Ele só espera ser lembrado.
O que você faz hoje pesa amanhã
Não é falta de tempo, é decisão
Relógio corre, não pede perdão
Quem vacila hoje, paga na mão - música hoje pesa amanhã do dj gato amarelo
Em cada canto um olhar
Em cada olhar um canto
Um novo sorriso pede passagem
Uma passagem pede um novo sorriso
É a saudade pedindo bênção para voltar.
O vazio é espelho e reflete o que evitamos e, por isso, sempre volta.
Não pede fuga, pede coragem.
Pede que seja habitado sem que nos percamos.
Ele surge quando o ruído cessa, quando as distrações deixam de sustentar, quando o excesso falha em preencher o que é essencial.
O vazio é espelho. Devolve perguntas adiadas, faltas íntimas, desejos ainda sem nome.
Por isso insiste. Não aceita anestesia. Não se dissolve em distrações, não se cala com barulho, não se resolve por atalhos emocionais. Tudo o que é ignorado cobra presença.
É preciso habitá-lo sem desaparecer. Permanecer inteiro quando nada apoia. Sustentar-se quando as certezas caem. Reconhecer que não saber também é um lugar legítimo.
Quem aprende a habitar o vazio deixa de temer e descobre que ali não mora o fim, mas o início de algo mais honesto, mais real. Porque só depois do vazio é possível escolher, não por carência, mas por verdade.
E então o vazio já não afasta.
Ele revela.
Nem toda saudade pede retorno!
Algumas só confirmam que você precisa seguiu em frente.
Atte.
Cleide 🙋🏽♀️
Uma borboleta entrou na minha casa
como quem não pede licença,
mas traz recado.
Veio leve…
pousou no silêncio da sala
e, sem dizer palavra,
falou direto com a minha alma.
Talvez não fosse só asa e cor.
Talvez fosse transformação
batendo à minha porta,
me lembrando que o casulo
não é prisão —
é preparo.
No espiritual, ela sussurra:
“Ciclos se encerram.”
No emocional, ela abraça:
“Você sobreviveu.”
Veio dizer que o peso não é eterno,
que a dor não é morada,
que o inverno não impede
a primavera de acontecer.
Entrou como sinal,
como visita invisível de esperança,
como quem diz:
— Você já não é quem era.
E isso é milagre.
A borboleta foi embora.
Mas deixou em mim
asas que eu ainda estou aprendendo a abrir. 🦋
A vida é um sopro que pede ternura.
Tão leve, tão breve, tão frágil: a vida não suporta durezas em excesso.
A ternura é a forma de viver sem quebrar o encanto desse sopro delicado.
SALVEM MARIA
A valsa ao som do piano perdeu a cor.
Um gemido ecoa na sala,
Pede socorro e grita uma dor.
Dor, tal qual um retrato violado,
De ver que se inocenta um monstro, um desalmado,
Dor de viver a sombra, de morrer num estalo.
A vida que foi trocada pelo medo, pela insegurança.
Trocaram a divina pela matança.
E numa arte, numa poesia,
Se faz necessário um grito de agonia.
Salvem Maria!
A morte a acompanha,
Um choro de dor, um hematoma no braço,
Uma marca de ajuda, um pedido de socorro que é ignorado.
Será que aos sons do inferno, se ouve a súplica de uma mulher?
Salvem Maria dos perigos dos homens de fé!
A cada nascimento feminino,
Há uma dádiva em canção.
Mas quando uma raiz podre encontra impulso, a melodia termina num caixão.
Pobre coração, há perigo no amor!
Nessa civilização, onde se grita pecados, se encobre sua dor.
Batam o martelo, batam preces no tambor!
Salvem Maria e acusem os culpados;
Há sangue na rua, mas há uma faísca que irá incendiar,
Não faremos silêncio enquanto Maria não for ouvida sem precisar gritar.
A vida tem esse jeito silencioso de continuar. Ela não pede grandes acontecimentos, nem anuncia sua beleza em voz alta. Ela persiste no que é pequeno: no cuidado discreto, no gesto que quase passa despercebido, na rotina que, mesmo simples, sustenta tudo.
É naquele instante quieto do dia — quando o tempo desacelera, o café ainda exala seu calor e o peito encontra um respiro — que a gente percebe: existe paz, mesmo que breve. E às vezes, isso basta.
Crescemos acreditando que a felicidade precisa ser grandiosa, visível, quase extraordinária. Como se ela só existisse nos grandes marcos da vida. Mas, com o tempo, algo muda. A gente começa a entender que esses momentos intensos são raros — e que o que eles trazem muitas vezes é euforia, celebração… não exatamente felicidade.
A felicidade, talvez, seja outra coisa. Mais sutil. Mais constante. Ela se esconde nos intervalos, nas pausas, nos detalhes que não fazem alarde. Está no cotidiano que segue, no simples que permanece, no que continua mesmo quando tudo parece difícil.
Ser feliz nem sempre é natural — às vezes é decisão. É insistir, mesmo cansado. É dar um passo leve quando tudo pesa. É acreditar, todos os dias, que ainda há beleza possível, mesmo em meio às imperfeições da vida.
Existe coragem em não endurecer. Em continuar sensível num mundo que muitas vezes pede o contrário. Em escolher sentir por inteiro, sem aceitar metades — nem de sentimentos, nem de afeto, nem de presença. É abrir espaço apenas para o que é verdadeiro, para o que encontra morada inteira dentro de nós.
E junto disso, cultivar esperança. Não aquela distante e grandiosa, mas a que nasce nas coisas simples: no cheiro de um café feito com calma, num abraço sincero, numa risada inesperada. É acreditar que o amor, mesmo discreto e imperfeito, ainda encontra caminhos para florescer.
Sonhar grande continua sendo bonito. Mas talvez o segredo esteja em não esquecer que a vida acontece, de verdade, nas pequenas coisas. Permitir-se ser feliz é justamente isso: acolher o que é leve, reconhecer o que é bom, mesmo que silencioso.
Porque existe uma força rara em quem escolhe viver com o coração aberto — leve, mas inteiro. Esta força que me abastece para seguir em frente e ser feliz.
O descanso não é a ausência de trabalho, mas a presença de si mesmo. Quem pede permissão ao mundo para parar revela que ainda é escravo da utilidade alheia. A verdadeira soberania consiste em saber fechar os olhos no meio do mercado e declarar que a sua paz vale mais do que qualquer urgência fabricada.
Num dia frio,
o mundo pede silêncio.
E entre páginas abertas,
o tempo desacelera.
Lá fora, o vento atravessa ruas,
carrega pressas, distrações,
mas aqui dentro,
tudo encontra um ritmo mais lento,
quase como um segredo bem guardado.
E é nesse instante simples,
entre o frio e o abrigo,
que a vida se revela;
sem esforço:
como uma melodia suave ao fundo,
dessas que a gente nem percebe,
mas sente,
e sabe que é exatamente ali
que mora o sentido.
