Amor Eterno
YHWH, como podes me amar assim?
Como pode, ó Eterno, me amar sem medida,
Se minha alma é errante, ferida e perdida?
Conheces os passos que trêmulos dou,
E mesmo assim, és o farol que não apagou.
Sabes do peso do erro que carrego,
Das sombras em mim que eu mesmo renego.
Sabes que, diante da porta entreaberta,
Eu fugiria, de alma deserta.
E, ainda assim, me buscas no abismo,
Com ternura que anula meu ceticismo.
Seguras minhas mãos, tão fracas, trementes,
E me ergues em amor, pacífico e ardente.
Teu olhar me atravessa, desarma meu peito,
Como flecha certeira, acerta-me o leito.
Me encontro de joelhos, em pranto sincero,
Pois em Ti, ó Deus, o infinito eu espero.
Sabes que eu culparia Teu nome sagrado,
Pelo que nunca foi como havia sonhado.
Sabes que eu me fecharia em meu medo,
E calaria Tua voz com meu segredo.
Mas Tu, ó Amor, jamais Te retrais,
És chama que arde, mas nunca me desfaz.
És fogo que aquece, mas não me consome,
És a mão que estende, sem cobrar meu nome.
Como podes confiar no que é tão falho,
No coração que já não bate em trabalho?
Como podes, sabendo que eu caio e desisto,
Ser o porto seguro que nunca é omisso?
Leva-me, Deus, pra onde pertenço,
Pois longe de Ti, eu só me despenso.
Minha alma soluça ao sentir Teus olhos,
Que veem além dos meus destroços.
Eu corro depressa, de volta ao teu lar,
Pois sei que em Teus braços é o meu lugar.
E ao Te encontrar, aberto, acolhedor,
Sou quem Te esqueceu, mas Tu nunca, Senhor.
Eterno sentimento
Quero eu estar contigo
Nos teus dias que virão.
Eu não seria eu mesmo,
Só um menino em tuas mãos.
Leva-me aonde quer que seja
Desde que seja em teu coração,
Tu que estás comigo
Em minh’alma e coração.
Deixa no passado
Todo o meu passado ausente,
Seja eu presente em ti
Neste amor que em mim é tão presente.
Deixa que o tempo nos encontre
Neste amor sem começo e sem fim
Que se faz a cada instante
Em um eterno sentimento,
Edney Valentim Araújo
Eternamente
O teu sorriso
Já me é eterno
Em pensamentos...
Meu coração agora é só metade
Da metade desse amor
Que me faz completo em ti.
Eu que te quero em minha vida
Pra viver eternamente ti...
Edney Valentim Araújo
1994...
Encontrar
.
Seja o tempo testemunha
Deste eterno sentimento,
Onde dantes era eu
E agora somos nós...
.
No caminho de “Brás”...
“Pires” a razão e dê lugar à emoção,
Onde fica a minha vida
Sem razão pra despedida.
.
A mocinha é Maria
A quem por uma vida inteira eu amaria...
Se me quisesse em seu caminho
Com ela eu iria.
.
Onde posso procurar
Aquela que me pega sem tocar?
Procuro no meu coração
Onde sempre posso te encontrar.
.
Edney Valentim Araújo
Esperar não é perder tempo, é o fruto de uma escolha de quem prioriza o que é eterno e não o que é passageiro.
Vale a pena se sacrificar tanto por um paraíso eterno? A eternidade pode ser um peso maior que a morte, o descanso no vazio pode ser um conforto. Para sempre.
E o eterno poeta
Que se apagou pela sombra da escuridão
De amores à paixão da diária dieta
Surge com uma nova emoção
Para então fazer o bem à multidão.
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
Banhei-me em mar de esperança quando percebi que além de não ser eterno, nenhum mal se sobrepõe ao bem e nenhuma mentira é mais grandiosa que a verdade, e assim também incompatíveis, não eterno é o ódio, como é o amor.
Jurei que seria eterno, que iríamos envelhecer, sentar na varanda e ver os nossos netos.
Pensei que iríamos sair mais, sorrir de tudo e nos apaixonar uma pela outra todos os dias e que independente da situação estaríamos uma do lado da outra.
Jurei que jamais esse amor sairia de mim, que iria te amar até a minha morte.
E agora o sentimento mais inteso, puro e o que mais me fazia feliz está me matando, ainda estou cumprindo mais não sei por quanto tempo!
K.B
O Evangelho é um eterno romance. Para gostar desse enredo fascinante, basta querer saber mais sobre a dimensão do Amor de Deus.
Toda medalha e condecoração, que não trás consigo o eterno compromisso moral de multiplicar exemplos, do bem e do bom, pelo qual foi outorgado, não vale nada, é em si mais um pedacinho de pano colorido e de metal enfeitado.
A vida é um eterno renascer, a cada arvore que tomba mais uma florzinha desabrocha. Não necessariamente com a mesma idade e intensidade mas que medida assertiva tem a vida para profetizar a importância do que acontece.
O Eterno Retorno
No pequeno vilarejo de Hanamura, no Japão, vivia Aiko, uma jovem de olhar sereno e coração cheio de esperança. Aos 19 anos, ela se apaixonou por Hiroshi, um jovem pescador que, apesar da vida simples, sonhava com um futuro melhor para os dois.
O amor entre eles floresceu como as cerejeiras na primavera. Juraram estar juntos para sempre, mas o destino tinha outros planos. O Japão entrava em guerra e Hiroshi foi convocado para lutar. Na despedida, sob a luz do entardecer, ele segurou as mãos dela e prometeu:
Espere por mim, Aiko. Voltarei para você, nem que leve uma vida inteira.
Os anos passaram. Cartas deixaram de chegar. Os vizinhos sussurravam que Hiroshi jamais voltaria, que Aiko deveria seguir em frente. Mas ela não desistiu. A cada primavera, sentava-se no mesmo banco onde ele se despediu e observava o horizonte, esperando seu amado.
Décadas se passaram, e Aiko envelheceu, mas seu coração permaneceu jovem no amor. Mesmo quando a guerra acabou e os anos trouxeram mudanças, ela nunca aceitou que Hiroshi estivesse perdido. Seu amor era eterno, algo que nem o tempo nem a distância poderiam apagar.
Foi apenas 54 anos depois, em um outono silencioso, que a verdade chegou. Um veterano de guerra trouxe-lhe um diário antigo, encontrado entre pertences abandonados em um hospital militar. Era de Hiroshi. As últimas palavras escritas eram para ela:
Aiko, meu coração sempre pertenceu a você. Se o destino não permitir nosso reencontro nesta vida, nos veremos na eternidade.
Aiko fechou os olhos e sorriu. Ela sempre soube. O amor verdadeiro nunca desaparece. Ele apenas espera, pacientemente, pelo seu reencontro.
E naquela mesma noite, enquanto as folhas caíam das árvores, o espírito de Aiko finalmente partiu, livre, para encontrar seu amado além do tempo.
Neste vasto universo, uma força se criou,
Um sentimento eterno, em minha alma ficou.
Expressar esse amor, às vezes tão profundo,
É querer amar e lutar para se sentir no mundo.
Nas estrelas brilhantes e naquela lua tão linda que vimos na imensidão do céu,
A força que nos move é um elo que chamamos de conexão
No pulsar do coração, no brilho do olhar,
O amor se revela, é fácil de encontrar.
Mesmo sem entender o que se passa em seu ser,
Acredito que já amas em várias formas de amar. Deixe o sentimento fluir, apenas o deixe viver.
Pois amar é uma dádiva, é uma graça especial,
Que une almas e corações em um laço sem igual.
Então me permita estar em seu caminho, mesmo que a distância nesse infinito mar,
E ame com toda força, sem medo de se entregar.
Pois o amor é a resposta, é a essência da vida,
Pois a alma que ama sempre encontrará guarida.
"" A grandiosidade de meus objetivos me transformam, de um mero vencedor em um eterno lutador. Meu foco é a conquista, meu objetivo é a vitória, meu destino é lutar sempre, ainda que a luta seja contra o que se encontra dentro de mim...""
Há um brilho dourado
majestoso sob a mira de um eterno deus
há cânticos
sobre as sombras de um lago
brotam mares e luares
há auto amor nas suas mãos
mas sinceras despedidas
libertarão correntes
que bailarão e seguirão sempre
os céus sabem
o agora e o que fazer?
se és a luz
que meus olhos vigiam
seguem
longe da plena escuridão
depois da tarde
enquanto a noite não chegar
viver ou morrer
é ter a sorte de sempre ...
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