Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Entre o fim e o início.
Percorri todos os meus lugares de estar,
Para me perder em tuas promessas, afagos, e fuga.
Não que te quisesse até algum final, enganoso e infiel.
Muito mais por acreditar na magia dos finais infelizes,
Nos inícios remarcados por incertezas, aventuras e eu.
Respostas cruéis de quase nada do que pergunto,
Guardo sempre como não experiência para tudo renovar.
Jaak Bosmans 11-03-09
Dia da poesia
Que pena
Um dia dedicado à poesia.
Que se perdeu entre a vaidade
De ser poeta.
Poesia não há que ter poetas
Existe pela forma bela e simples
De tudo que é.
Poeta morre poesia não.
Dia permitido para se ver e escutar
Versos que inventamos ser nossos
Que se fez antes mesmo de existir
Por simples razão de ter sido a primeira Criação.
Que pena.
Um dia que se esquece a poesia
Para o poeta se exaltar em si mesmo
Pelos versos que apenas colheu.
Ai de mim!
Jaak Bosmans 14-03-09
Olhar feito canção ...
Com seu sorriso de menino travesso,
Entre meus sonhos brincou
Me fez de abrigo todo seu sentir
E de minha vida toda, meu amor...
E hoje diante de você, todo meu pensar,
colorido de flores, arco-íris e amores...
Viram rima de poesias,
feito melodia que me ouve...
Assisto seu olhar feito canção
que acalenta minh'alma,
Faz o amanhecer em seu sorriso
e traduz o sol de todo um verão...
Na vida tudo passa em um pisca de olhos.
quantas coisas você já disse entre um pisca e outro?
frases filosóficas ficam eternizadas.
Mais simples palavras, marcam de verdade nossas vidas
Talvez a diferença entre nós seja: a força de nossos pensamentos ou apenas a vontade de querermos realizá-los
no meu chão de estrela caiada
eu danço bailo na vida poema
pelas nuvens entre as luas
no entrelaçar da vida
Entre belos verdes mares, florestas azuis e verdes.
Existe sempre um deserto cheio de água esperando que você caia do céu.
--->P.A.I.X.Ã.O.C.E.R.E.B.R.A.L<---
Descer. Entre as fantasias esquecidas
Desejos enterrados. Insanidade celestial
Temer as monotonias adormecidas
Privação narcótica, especial
Doses insensitivas. Vodkas.
Paixão infecciosa, Anafrodita
Alienação mental, dores psicológicas
Falta de anestesia hermafrodita
Cápsulas, conhaques, cocaínas
Meu preferido efeito colateral...
Calmante venoso, morfinas,
Um segundo letal
Lenta comemoração carnal
Apatia, pele fria, incolor
Minha obsessão marginal
Inércia carente dos corpos, torpor.
Soneto da perdição
Ando entre aqueles
que desdenham a luz do dia
O som de meus passos
ecoa ao longo de lúgrebes becos .
Ao fundo ouve-se
o grunhido de almas amarguradas
as quais pouco importa o que lhes reserva o destino
e pouco menos o outrora.
Forçam um bucólico sorriso
Ao repousar sua carcaça num canto qualquer
Ao lado de minúsculo poço de ilusão
E entre perdas e desleixos
Ando a procura de um canto
Para tentar te esquecer...
A diferença entre o prudente e o imprudente, é que o prudente age pela razão e o imprudente pela emoção.
Geração exonerada
Na distinção entre um sorriso e uma lágrima
Pende para o absurdo desejo da catástrofe
Uma pavorosa mania não mais possível
De ser expressa por meio de gestos calculados
Os movimentos, seqüencialmente imperceptíveis,
Protegem o esquecimento que tomará conta da sua alma
Descarnada, desnuda, etérea, imaterial
Dilacerada e agredida como cada milímetro da sua ossada
Escondes este peso em um jazigo distante
Onde apenas olhares mortos te alcançam
Colabora com a terra que fornece a colheita
Da qual tanto te beneficiaste em vida
Colha agora a raiz, e deixa o fruto para os que restam
Contentas-te com a jaula em que te encerras
Sem praguejar contra o fardo que te aflige
O teu rastro, em breve, será apagado
Para que as novas gerações sejam mais belas e ternas
Menos hipócrita, sujismunda, atávica e apática
Como as guardas, os punhos, os corações e as lanças
Dessa tacanha representação da realidade humana
Bernardo Almeida
ETERNO
Entre uma flor colhida e outra ofertada
o inexprimível nada
ETERNO
Tra un fiore colto e l'altro donato
l'inesprimibile nulla
Sacrifício da esp'rança o inseto entre os florões do roseiral, co'o alfinete 'I am busy' penetro o verde-brando dorso, e qual dela os cabelos no ombro abertos tremem as asas do mortal.
Entre a cidade e o mar
Da minha cidade ao mar,
vai a orla pitoresca
do grande Pinhal do Rei;
onde o verde do horizonte
geometricamente é cortado
por estradas e aceiros
de 'stratégico traçado.
Tem aromas de gostar:
cheira a sal e camarinhas,
a resina ou a medronhos;
cheira a madeira também.
A água brota nas fontes
e um ribeiro tranquilo
deslisa, calmo, para o mar.
Enquanto nos parques de merendas
há convívio e há lazer.
E na hora do crepúsculo
a luz coada desenha
figuras de sombra, irreais...
RELIGIÃO 2.0
"Tão cedo acorda, ela corre aos jornais. Desliza os dedos entre as páginas, encontra o que procura, seu signo. Se decepciona. - Não vai ser hoje... - Deixa o jornal, retorna à cama e debaixo dela, recolhe uma tigela, que em seguida, carrega consigo até o banheiro. Na tigela, pétalas, aromas, ervas, água. Despe-se e despeja-a aos poucos pelo corpo - Isto, tem que ser em jejum. - pensa - senão, pode falhar.
Em sua casa, insensos, crucifixos, oração colada à porta da geladeira, a Santa Ceia pendurada ante a mesa do jantar, ensinamentos budistas permeiam as anotações de sua agenda, balas para Cosme e Damião."
A religião 2.0 é assim, flexível. Você se serve mediante a ocasião. Se o pastor diz que Jesus é a cura de todos os males, inclusive a solidão, então você pode ficar com o que disse o horóscopo do dia, "abra a janela da oportunidade, um novo amor lhe ronda". Melhor assim. E quanto a dinheiro? Quando ele vem, agradece a Santo Expedito. Se não vier, fique com as lições budistas e desapegue-se. Na religião 2.0, os Deuses coexistem e você não os serve, serve-se deles, feito um farto buffet. Vale tudo, as linhas rígidas que cada crença exigia, na religião 2.0, se entrelaçam.Não é maravilhoso? Fique à vontade.
