Amor entre Almas
Entre uma nota e outra estão implícitas tantas lágrimas de alegria, tantos choros de despedida, tantos sonhos de conquistas.
Quando ouço dedilhar aquela música ao luar nem sei o que fazer, porque não quero e não vou chorar.
Posso então dizer que é o orvalho no olhar, mas é lembranças, lembranças de amar, de amar...
Toque outra vez, toque de novo, toque o velho, toque no novo que eu traduzo estas notas e escrevo nova letra na música nada lenta deste tempo que não perdoa, não esquece e só, só voa.
Pousa agora, pousa na partitura, pousa nas cordas, pousa na lua, mas pousa agora e descansa, num ritmo mais lento, para eu abraçar teu sentimento e você deitar no meu ombro e dançar todos os sorrisos, toda as lembranças.
Não para de tocar, repete o estribilho tantas vezes que puder, vá dedilhando nestas cordas para que a música amarre todo o tempo num só instante, num só momento que dure para sempre, porque é isto que a música faz.
Entre todas escolhi você, porque nos teus olhinhos, óh mocinha linda, eu enxergo uma felicidade sem limites
Misantrópico
Eu até entendo os motivos dessa falta de harmonia entre você e eu. Talvez sejam nossos signos ou talvez sejam apenas a vida mesmo, brincando conosco e fazendo esses joguinhos toscos onde quem vence é quem mais perde. Eu nunca me tornei sábio o bastante pra dizer-lhe que sou totalmente seu, e como somos orgulhosos demais pra algo tão desnaturado como viver, eu acabei me tornando uma rocha e você que sempre foi livre por natureza, se tornou a água. Hoje talvez teremos sol a nosso favor e se conseguirmos reverter essa situação, teremos o universo.
Existe uma imensa distância
entre os teus olhos e os meus
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Vem de longe, do mais distante mar, um frio que gela as mãos. Dele emerge impossibilidades que trespassa os ossos e transcende tudo o que conheço. Teus tons chegam-me raros e não colorem todas as minhas células. Dentro, uma noite, um vazio, um vácuo sentido que ninguém preenche. E essa parte ondeada e monocromática chega a doer.
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Faz-me falta
tuas pestanas nas minhas
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Quero o raiar das tuas cores pintando os meus sonhos
e o pulsar do teu coração juntinho ao meu
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Quero-te, amor,
nos dias e nas noites
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teu oceano
inteiro!
Entre. A porta continua aberta. Invada meu eu, surpreenda-me. Venha, trás contigo o teu calor, trás um pedaço do teu mundo. Entre, sem pedir licença, apenas entre. Soletre teus passos, sussurre teus atos. Entre, como sempre e como nunca, venha. Entre e fique, seja a calmaria e o tormento do meu interior. Entre e permaneça, se sobrar algo ainda, me ame, me teça!
Eternidade
Acolha-me amado na tumba fria onde habitas
Desnude a face desfigurada entre pálidos véus
Deixa-me ficar abraçada ao teu inerte corpo
Liberte-me de vez deste infernal mundo louco
Preciso-te hoje percebo na minha alma perdida
Desfalecida na essência desde a trágica despedida
Amargas lembranças de vidas em desencontros
Perdidas nas expressas vias destoadas de pontos
Misturo-me às trevas testemunhas do momento
Impotente sinto-me diante da fome dos vermes
Destruidores implacáveis a cobrir tua alva derme
Arrebata-me de vez para o cinza de teu sepulcro
Buscarei na dor do umbral acender tardia chama
Luz nas contas do rosário, lágrimas de quem ama.
Entre a razão e a emoção.
Só posso dizer que poucos possuem controle suficiente para agir emocionalmente com racionalidade.
Nós somos o SAL da terra e LUZ do mundo...Portanto não entre nessa de "agora eu fiquei doce", Porque a coisa pode " AZEDAR " para o seu lado, viu?
Entre o reino de Deus que devemos buscar e o acréscimo de todas as coisas (tão sonhado por muitos) há uma palavrinha que há muito tem sido negligenciada: JUSTIÇA.
ñ quero q a distançia entre noix almenta
se um dia vc fala q eu foi só um sonho eu quero...
Q esse sonho seja eterno!
Pq entre agente é um amor Verdadeiro e ñ um qualquer.
Assim como a areia se esvai entre os dedos, corre o tempo entre os dias... O que preciso mesmo é viver o presente, reconhecê-lo como oportunidade de transformação. O futuro... Quando menos percebemos ele chega.
Há um momento de paz e
acordo entre ganhos e derrotas.
Um momento...
O papel , a poesia e eu.
Dono das vontades ,
mas não das palavras.
Dono do momento ,
mas não da inspiração.
Crio fases.
Fase de sentar ,
sussurrar no silêncio ,
nascer livre no traço de
livres ações.
Pintar o retrato que o verso pedir.
Criar o contexto que de mim quer sair.
As rimas eu deixo para depois ,
mas a inspiração é constante
e invade os meu pulmões.
Libero o ar em forma de poesia.
Ficar sem ela é um apelo de agonia
e por livre ser nas fases de cada dia.
Liberdade é uma porta sem chave e com nossos limites fazemos pontes entre nossas chaves ou em portas desconhecidas
La libertad es una puerta sin llave con nuestros límites y crea puentes entre las llaves en las puertas o desconocidos
E hoje ao ver você passar por mim, e a vida entre nós, percebo o quanto a sua presença já não mais "causa", virou "coisa" e coisa meu bem, eu desconsidero.
A grande diferença entre eu e você é que você precisa se agarrar em algo que seja capaz de te dar segurança. Alívio aos pés cansados. Alívio a mente distorcida. Alívio à vida. Alívio ao coração desolado. Alívios. Eu sou diferente. Eu desconfio de todo e qualquer caminho certinho demais. Eu aperto o passo, corro se for preciso. Às vezes até ultrapasso meus limites, mas não desisto. Eu jamais serei uma mulher de me contentar com alívios imediatos. Não há como me fazer mal se não me causa de alguma forma. Tem que causar. Tem que deixar marcas. Tem que confundir. Tem que me tirar os pés do chão. Alguém só me leva pra sua vida, se eu respirar vida por todos os poros de minha pele.
Diante das esperas da vida deve haver algo que me faça livre. Entre os dedos que batem apressados sobre a mesa esperando a porta se abrir. Os dedos no telefone esperando ele tocar. Os dedos a boca em busca de refúgio consolador da angústia devastadora que consome. Dedos que viram páginas de livros apressados tentando espantar o tédio. Dedos que apertam o controle da TV em níveis frenéticos. Os dedos perdidos em escritas enfurecidas. Dedos que se ocupam, de todas as formas possíveis. Estar a espera é estar presa. Presa entre dedos, presa em laços invisíveis monocromáticos. E eu espero o dia em que a espera me faça livre. Deve haver um acordo, onde o (des)compasso dos dedos esteja condizente com o compasso quase-certo do coração.
Muito de mim ainda permanece submerso,
adormecido entre sonhos não realizados e planos não concluídos.
Muito de mim ainda pacientemente espera,
perdido entre o que fui, o que sou e o que me foi permitido ser.
Muito de mim me é incompreensível, inesperado, indizível.
Muito de mim pensa, calcula, pondera, racionaliza
e muito é reativo, instintivo, urgente e incontido.
Muito de mim nem me pertence.
É sonho, fuga, força, fraqueza,medo e esperança.
Muito de mim nem sou eu...
By Iva
03/2013
A diferença entre o Artista e o Policial é que o Artista enquadra Pinturas, o Policial enquadra Pessoas, elas ficam Quadradas
