Amor em Silêncio
EU AMO BAR +18
No silêncio da noite aguardo cansado em um bar a madrugada fria é solitária ,
Com uma boa roupa é um maço de cigarro não fico com raiva do bêbado que esta do meu lado ,
Meus pensamentos me consola é me mata a cada trago de cigarro , entre uma é outra é mais outra dose de whisky eu me lembro de amigos é amores do passado , o bêbado aproxima de mim com sua roupa toda suja é rasgada é me pede um trago de cigarro ,
Escuto várias histórias que não paguei para escutar ,
No fim da noite não sei se igual a ele vou estar , é sera se outra pessoa vai me escutar ? No fundo eu amo estar em pe no balcão de um bar !
Prefiro ler a poesia feita pelo o poeta Antes de me embriagar , me disponho a te complementar é dizer eu amo beber em um bar .
Por caio oliva EU AMO BAR +18
Mesmo com meu silêncio... Você consegue me decifrar.
E, isto me encanta...
Te amo.
(Alessandra Alcântara)
O silêncio do eu te amo II
Há um silêncio que pesa,
um intervalo vazio onde antes cabia o mundo,
onde antes repousavam as palavras doces
como um abrigo onde o coração se aquietava.
O “eu te amo” era certeza, era solo,
ditas sem hesitação, no toque mais leve,
nas despedidas sem drama, na rotina de existir,
como quem respira sem pensar.
Agora, apenas o silêncio se estende,
imenso e frio, como uma noite sem estrelas,
e o vazio, antes inimaginável, se instala
na ausência daquela voz que já foi casa.
Por um tempo, o peito espera, teimoso,
acreditando que o som familiar voltará,
que a falta é breve, que logo se ouvirá
o eco de um amor ainda em espera.
Mas os dias passam, o eco não vem,
e a vida, em sua crueza, ensina
que os "eu te amo" também morrem em silêncio,
que o tempo desbota até o que parecia eterno.
E aceitamos, a contragosto, o vazio deixado,
a voz que se cala e não retorna mais,
como uma despedida que nunca foi dita
e permanece, sussurrada, na alma.
Amo a chuva, a tempestade, o frio. Mas também sou completamente apaixonada pelo silêncio e a calmaria.
´PERGUNTO-TE
Se falo que te amo,
dizes que eu minto,
Te querer eu posso?
-Não sei, te exibes muito.
Que faço então?
-Podes deixar de mentir
e de te exibires.
Fala direto com o meu
coração.
E depois?
-Ama-me no silêncio das noites,
no calor dos dias, entre os meus
braços fica, beija-me muito, assim
como fala que o fazes.
Faz então.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Amo o silêncio da madrugada...Assim, posso silenciar a minha barulhenta mente... Refletir, me encontrar e me escutar...pois, a "guerra cotidiana" me desloca. Nesta onda de adaptação social...não consigo o silêncio que a madrugada me traz ...
Eu me aceito do jeito que sou
e me amo e vivo cheia de sonhos.
Não sou de fazer barulho
para incomodar a ninguém ,
Gosto de silêncio a dizer besteira
e respeito a todos,
cada um a sua maneira.
— Eu não
Eu não sei falar " eu te amo " tão fácil assim .
Eu não sei concordar com tudo .
Eu não sou tão ríspido .
Eu não sou tão conivente .
Eu não ando no breu o silêncio a espera.
Eu não sou tão frígido .
Eu não sou o que você projetou .
Eu não sou a perfeita pessoa que você sempre procurou .
Eu não sou .
Nada por aqui, nada por ali.
Se amo o silêncio,
então por que, quando você cala, meu coração não vem a sorrir?
Percebi que amo o silêncio..Não o silêncio total..mas aquele silêncio onde só se ouve o canto dos pássaros, o sussurrar do vento! No silêncio é onde eu encontro meu eu..Onde converso comigo...Onde reconheço minhas fraquezas e minha força. Eu descobri que amo o silêncio porque amo esse encontro ...essas conversas internas.
O som do silêncio
Amo o som que o silêncio da minha própria companhia faz.
É um som que não precisa de palavras, não exige respostas, não impõe presenças.
É o som de estar em paz comigo, de me reconhecer sem pressa, sem máscaras, sem obrigação de ser algo para alguém.
Nesse silêncio, descubro nuances do que sinto e do que sou.
Escuto pensamentos que costumo silenciar, percebo emoções que ignorava.
É um espaço onde posso existir sem me explicar.
Onde não preciso ser forte o tempo todo, nem estar certo, nem ser compreendido.
É no silêncio da minha própria companhia que entendo o valor de estar comigo.
Não como fuga do mundo, mas como reencontro.
É ali que respiro de verdade. Que me acolho.
É ali que o barulho de fora perde a força — e o que resta é essencial.
Esse silêncio tem som.
Um som calmo, denso, honesto.
E aprendi a amá-lo. Porque é ali, nesse som quase invisível,
que me sinto inteiro.
SEM UMA PRESENÇA
Não tenho a quem recitar os meus versos
Dos devaneios, medos, do poetar de amor
Com emoção, sensação, de rumos diversos
Colocando sentido e sentimento ao dispor
No silêncio, sem um olhar pra permanecer
Logo, a solidão poeta e o poeta na solidão
Declama os seus versos para o amanhecer
Tentando poetizar a prosa sem interação
É triste a quem não ter os versos para ler
A cada momento o ledor sem comparecer
E no tormento a imensidão da indiferença
Então, o instante é de companhia distante
E o poema fingindo ser um acompanhante
Quando, a poesia é fira sem uma presença
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 outubro, 2022, 19’25” – Araguari, MG
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