Amor em Silêncio
Durante uma discussão e acusações é mais fácil enfrentar um leão do que ficar em silencio, esse controle tem que ser acrescido pelo Espírito de Deus através do conhecimento e posição, “FILHO (a) DE DEUS!
ANTES DO ÚLTIMO
Que estros fugitivos me deixou aqui
No silêncio... e a mim não mais veio
Ilhando a trova sem frescor e asseio
Que me falta, e que por ele me perdi
Em que seda de lacuna me envolvi
Se hoje parece um sonetar alheio
Com palavras sem zelo, sem freio
E, em qual da imaginação remordi
Achei que fosse meu o teu prazer
E que no versejar eu fosse te ter
Eternamente, e você... de saída!
Partiste, bem antes do último verso
E o soneto na imensidão submerso
E a emoção numa saudade perdida...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/10/2020, 14’22” – Triângulo Mineiro
Muitas são às vezes, em que choro em silêncio, pela ignorância e a incapacidade de muitos, em perceber a dor do outro.
O meu silêncio diz mais do que declarações gritadas entre estações. Meu bem, sou tudo que sou para ti e não quero ser mais do que aquilo que seja sobre o sentir. Não leve a mal eu dedicar tanto a um outro alguém, carrego também o amor por mim. Aliás, por me amar, te amo, e isso define tudo.
Olha o céu
Abre a janela e vê o sol
Que no silêncio de estar só
Irradia o quarto teu
Olha o céu
Abre a porta e vê a lua
Que à noite clareia a rua
E ilumina o sonho teu
Olha o céu
Que as estrelas estão lá
E o universo é só teu
Olha o céu
Que o futuro então virá
Nesse mundo meu e teu
Menino sol:
Eu sou tão obscuro, já me acostumei com tudo isso, gosto da noite, do silêncio, da minha voz mansa, gosto de preto, é que tons claros nunca me agradaram, sento no pico mas alto de meu bairro pra contemplar a lua, sua forma, a vastidão negra em torno dela, o modo como as estrelas parecem seus súditos... e assim fui eu, menino lua por muito tempo, aliás meus pensamentos só viviam pra lá da lua. Aí me veio você, como brilhantes e luminosos raios de sol depois de uma longa tempestade. Com sua energia contagiante, sua voz forte sempre em alto e bom tom, seu jeito hiperativo emanando vigor, florescendo tudo a sua volta, despertando aqui dentro vida. Esse sorriso foi como se fosse aquela luz no fim do túnel, que percorri a muito tempo á procura. Menino sol, com aquele abraço quente, com aqueles raios que me beijam a pele aquecendo tudo aqui dentro, fazendo sorrir minha melanina, derretendo o gelo da confiança que havia perdido nas pessoas, nos sentimentos que diziam sentir... e nossa senhora, foi lindo ver a colisão de sentimentos do sol e a lua, que a muito tempo pararam de se admirar e se abraçaram.
Ao meu sol particular
É na madrugada no silêncio ensurdecedor, que mostramos todas as coisas que escondemos dentro de nós.
Escrevo porque já transbordei de silêncio. Escrevo porque não posso te dizer o que gostaria. Escrevo porque você não merece, mas me causa uma saudade extrema. Escrevo porque poderia citar por páginas o porquê escrevo, mas não me convém. Desbordei de vazio a semana inteira, mais que uma semana, talvez uma vida. A certeza de ter um coração vago pode ser libertador, mas pra mim já se tornou agonizante. Tem um espaço enorme que parece que ninguém preenche, não sei se você me entende. Esse recinto que me refiro, que era teu, sabe? Ele é tão complicado, tão difícil encontrar uma candidata à altura para ocupá-lo, mas é óbvio que você não valorizou isso. Você de todas as pessoas, você que eu achei que ficaria. Você, que por um breve momento, achei que fosse me fazer muito feliz. Mas a vida segue, e o vazio que supostamente seria leve, é mais pesado do que consigo descrever. Não queria falar mais sobre isso, não queria mais que você se visse em cada linha minha, mas não consigo não escrever sobre amar você, nem sobre como sua ausência de amor me machuca. Só queria me encontrar em alguma dessas esquinas onde me moldei pra ser o que você queria que eu fosse. Só queria me completar pra não me sentir vazio. Só queria não precisar de você. Só queria que você precisasse de mim.
Se algum dia, estiver triste, desconsolado, na fossa,
peça ao céu um pouco de Silêncio e procure conversar com a noite.
Faça de cada ilusão uma saudade ,
Ignore essa amargura,
e faça dela uma sombra fútil
más lembre - se . .
Haverá sempre um amanhã para hoje.
Amar-te baixinho em silencio profundo quero a calmaria do mar sem ondas, o barulho surdo abissal, o movimento da lua visto da terra quando estou na minha rede, a fumaça do supersônico a mil duzentos e vinte e quatro kilometros por hora. Todos afinados com diapasão em lá sendo interrompidos pelas batidas do meu coração em dó maior quando te ver.
Natal
No silêncio das palavras, na ternura que aquece meu coração, nessa noite de natal minha amiga estrela sabe que você é especial, e prometeu-me, que na noite de natal quando o vento te soprar será os meus braços a te abraçar, e quando os seus olhos para o céu olhar e as estrelas brilhar, serei eu a te contemplar, e quando o sol raiar serei eu a te beijar.
Dá próxima vez que
alguém for te dizer
que te ama, peça
silêncio e diga ao
pé do ouvido:
- Eu quero apenas
você aqui pra sempre!
ENFADA DANÇA
Oh, meu melancólico sofrimento
Por que no silêncio recomeças
Ritmando o árduo sentimento
Numa agitada dança, as pressas
Eu vago sozinho pelo lamento
Na solidão, que queres?... Peças!
No dia, na noite, és só firmamento
Assim, sem que nada te impeças
Tu danças ao amuo do vento
Ao relento, trazendo o medo
E o pranto. Oh doce fomento
Um enredo... sou desesperança
Vago só e errante neste lajedo
E tu me leva nesta enfada dança
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13/12/2019, cerrado goiano
SOFRÊNCIA
Nu, o meu lamento pranteia na solidão
Na minha dor o silêncio me comprime
E, em suspiro visceral que me oprime
A boca saudosa de teu beijo, só ilusão
Nessa tortura aflitiva do meu coração
O desejo de outrora não mais inanime
Uma realidade, o que já foi tão sublime
Faz-me arrepiar em amarga sensação
Em melancolias de dessabores infinitos
E minh’alma vozeando em frêmitos gritos
Rompe a exaustão do dia, em um frenesi
E o tempo alonga as horas, lentamente
Escreve a sofrência já no cerrado poente
Num soneto jeremiado, e chorado por ti...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/12/2019, 17’14” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Solitário.
No silêncio da noite
Eu sinto a dor
Desse pavor
A dor de amar
A dor de zelar
A dor da saudade
Saudade no peito
Eu tento matar
Mas aqui você não está
O corpo está
Mas você não está
O que devo falar?
Se eu falar
Eu sei que que vou me machucar
Melhor me calar
Sinto sua falta.
NOITE: ARDOR E MELANCOLIA.
Olho em volta pelas ruas aonde ando,
Ouço o silêncio que vem junto com o medo
De encontrar o desespero, de ouvir um grito
Ou ecoar um berro ou escutar tiros de balas
Noite cruel, malina, traz consigo seus estragos.
Ah, negra amarga!
Auspiciosa e voraz
Não baila mais a minha lida
Companheira de tantas outras datas
Agora, fadigo nos fiéis compromissos da vida.
Que saudade de ti, menina...
Lembro de nossa amizade,
Quanta cumplicidade, alegrias, dores e amores.
Carregas comigo um laço que teimas em não desfazer
Porque como a ti, sou negra, obscura, estranha, cruel, malina,
Doce, meiga, afável, bela, serena, acolhedora e encantadora.
Amada escuridade,
Não aguento mais este cativeiro de livros, pdfs e artigos;
Preciso de ti, do teu consolo, do teu abraço, do teu corpo;
Corpo esse que me blinda de romance e longas histórias;
Por isso te quero novamente em minha vida!
Somos mais que amigas...
Pelos locais que encosto, buscando abrigos, sorrisos,
Vejo que tens outros amantes, felizes, e assim,
Embebeda-nos com teus contos, mentiras,
E cheiro fétido de cerveja passada no chão,
Junto a baganas de cigarros mal tragados.
Eu queria poder me separar de ti,
Não te ver mais, não te desejar,
Mas tudo que sei, nesses últimos dias,
É pensar, quão bom seria estar de preto
Sem me preocupar com as horas.
E assim, vou seguindo meus dias...
Imaginando o momento que andarei por tuas ruas,
Dobrarei tuas esquinas, beberei do teu mel,
Sem me preocupar com o fel da ressaca no dia seguinte,
Somente por te amar, por não conseguir te esquecer,
Por te ansiar nesta dura rotina.
Não desista de mim! Espere!
Pois em breve meu corpo vagará por ti,
Desfrutando de cada néctar que emana do teu existir
E continuarei a persistir até que meus dias findem
Ou que haja um significado existencial pra não te querer,
Madrasta noite,
Me tens em ti...
Mesmo levando minha santidade...
Meu resguardo espiritual...
Minh´alma à perdição....
Sou tua refém,
Sem saber como fazer...
Sentindo o enorme amor...
Sem capacidade de administrá-lo...
Sempre acabo me entregando a ti...
O que fazer
Pra não mais
Querer-te assim,
Diante da mania,
Chona, concubina, amada?!
Noite traíra, dissimulada, ácida, pacata, gentil e amiga...
Santa Suellen.
