Amor Coração
Coração de Ouro
Queria eu, conhecer o que esconde em seu coração, poder navegar nesse emaranhado de letras e rimas, aglomerados desde o seu tempo de menina.
O tempo passou muito de repente, a menina cresceu, virou adolescente, mesmo com a vaidade, formou personalidade e amadureceu.
A vida seguiu com naturalidade, a juventude chegou com a beleza e a formosura,
trazendo consigo, a sabedoria e a ternura.
Seu corpo foi tomando forma, não uma forma qualquer, mas a forma de um anjo , no corpo de uma mulher.
A anatomia se fez presente, utilizando os mais lindos traços, onde o escultor utilizou riscos, rabiscos e contornos especiais, onde hoje pouco se vê ou até mesmo não se vê mais.
Até mesmo a sua voz continua a mesma, parece uma escala de harmônica, sem semitonar, obedecendo os acordes, quando tem algo a pronunciar.
Du 23 / 01 / 2022
meu coração é meigo, doce e sem jeito daqueles que se apega já no primeiro beijo e se da errado sofre, grita e espernea como se tivesse uma história de uma vida inteira, no entanto só foi um momento sem comprometimento fugaz como o vento Isso é o que dar ser tão intenso!
Que triste vê-lo dizer que nunca conheceu alguém que fez seu coração bater mais forte,e já te digo que a gente sente um grande frenesi na alma,suas pernas ficam bambas, acaba falando aquilo que nao quer falar,fica meio abobalhada,parece que o coração vai sair do peito...que pena Wesley, é um sentimento maravilhoso. É tão intenso quanto a dor de perdê-lo, mas vale a pena, pior seria não ter amado.
Acho que o sofrimento do amor não correspondido vale para os dois ,caro Wesley.
Espero que ainda encontre esse amor mesmo que por breves momentos, "tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
(assim disse Fernando Pessoa ).
Boa noite, durma bem.
Marilene lira
Pare de reclamar
Que partiram seu coração.
Triste é viver,
Sem saber que tinha um.
Viva. Ame.
E morra feliz .
Quando não consigo abraçar beijar amar as pessoas que estão no meu coração.. eu até que arranjo tempo e faço isso tudo em pensamento....
Minas Gerais, meu coração
Minas Gerais, minha paixão
Sou mineiro com muito orgulho
E te transformo em Canção
Eu gostaria de tentar entender como funciona o cérebro dos fugazes, pois o coração não dá para entender
ELE TINHA CORAÇÃO.
"O Ferro que Aprendeu a Ser Homem"
O mundo, tantas vezes, mede a força de um pai pelo peso que ele suporta, pelo silêncio que mantém e pelas batalhas que trava sozinho. Muitos o chamam de “homem de ferro” — aquele que não chora, que não treme, que não se deixa abalar. Mas, por trás da armadura invisível que o tempo e a sociedade lhe impuseram, há um coração vivo, pulsando, sangrando e amando.
A infância de um pai morre lentamente para dar lugar a um vigilante eterno. Ele não pode se dar ao luxo da fraqueza porque acreditou, desde cedo, que o amor verdadeiro se prova na resistência. E no entanto, é justamente essa dureza aparente que esconde o maior dos segredos: a sensibilidade. Ele talvez não fale das noites em que ficou acordado ouvindo a respiração do filho doente, nem confesse o medo que sentiu ao ver a vida colocar nas mãos da família o peso das incertezas. Mas ele estava lá — como um farol em mar revolto, calado, mas firme.
A sociedade raramente autoriza o homem a demonstrar ternura sem antes cobri-lo de rótulos. Ainda assim, todo pai carrega no íntimo uma luta silenciosa contra essa sentença cultural. Porque ser pai é ser ferro por fora e carne viva por dentro; é entender que a fortaleza não é a ausência de fragilidade, mas a coragem de mantê-la em segredo para proteger quem ama.
Chega um dia em que os filhos crescem e começam a enxergar não o herói, mas o homem. E nesse instante entendem: não era o ferro que nos sustentava, era o coração que batia dentro dele. Um coração que, mesmo pesado de responsabilidades, escolheu amar sem pedir nada em troca. E talvez esse seja o maior legado que um pai pode deixar — ensinar, pelo exemplo, que a verdadeira força não está na rigidez, mas na capacidade de continuar amando, mesmo quando tudo ao redor pede endurecimento.
"Ele Tinha Coração – O Ferro que Partiu Vitorioso"
Em cada esquina da vida, há um pai que a sociedade não quis ver. Não estampou seu rosto nas manchetes, não lhe ofereceu medalhas nem reconhecimento. Chamaram-no de “homem de ferro” — não por ser frio, mas por aguentar calado o peso de mundos que só ele sabia carregar. Um pai assim veste, sem pedir, a armadura que o tempo e a cultura lhe impõem: “não chore, não reclame, não mostre medo”. Mas, sob essa couraça, pulsa um coração real, vibrante, que arde de amor.
A filosofia nos lembra que a verdadeira grandeza não se mede pelo poder de dominar, mas pela capacidade de servir. E no papel de pai, esse servir é silencioso, quase invisível. Ele não conta as vezes em que deixou de lado o próprio sonho para alimentar o sonho dos filhos; não revela o medo que o acompanhou nas madrugadas de incerteza; não espera retorno, apenas se coloca no caminho como muralha contra o inevitável.
Do ponto de vista sociológico, esses homens são frequentemente engolidos por uma narrativa injusta: a de que afeto e masculinidade caminham separados. E assim, escondem suas lágrimas, oferecendo apenas o lado forte, acreditando que proteger é também poupar o outro do peso de suas dores. No íntimo, porém, guardam lembranças de abraços breves, conversas apressadas, olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Psicologicamente, o pai que ama incondicionalmente constrói, sem alarde, o alicerce emocional da família. Mesmo ignorado — por orgulho juvenil, por ingratidão momentânea ou pela pressa do mundo — ele permanece. Porque para ele, amar não é negociar: é escolha diária, gratuita, inabalável.
E chega o momento inevitável da partida vitoriosa. Não vitoriosa pela ausência de derrotas, mas pela dignidade de ter amado até o último instante. É quando o silêncio da casa revela o som de sua presença na memória, e os que um dia não o perceberam como deviam descobrem, com atraso doloroso, que todo aquele “ferro” era apenas a casca de um coração que sempre bateu por eles. Nesse dia, o mundo perde um homem, mas ganha a lição eterna de que a grandeza não precisa de testemunhas para existir.
SOBRE O PESO INTERIOR QUE SE REVELA AO CORAÇÃO SENSÍVEL.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano: 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há momentos em que a alma, fatigada de suportar o rumor do mundo, recolhe-se como quem se abriga de uma tempestade invisível. Não é fuga, mas necessidade íntima. Sinto então que tudo em mim se torna excessivamente vívido, como se cada pensamento tivesse adquirido uma respiração própria, e cada sensação, uma gravidade que me curva o espírito. Não sofro por algo definido. Sofro porque sinto demais.
Nesse estado, o mundo não se afasta, mas se aproxima com intensidade quase insuportável. As coisas mais simples assumem um peso desmedido. Um gesto, uma lembrança, um silêncio bastam para abrir abismos interiores. Não é a dor que domina, mas uma espécie de lucidez ardente, que torna impossível a leveza. Como se o coração tivesse aprendido a ver além do véu das aparências e, ao fazê-lo, descobrisse que tudo o que vive está condenado à transitoriedade.
Há uma estranha doçura nesse sofrimento. Ele não clama por socorro, nem deseja ser extinto. Antes, quer ser compreendido. É como se a alma, consciente de sua própria fragilidade, recusasse a superficialidade do consolo fácil. A melancolia torna-se então uma forma de fidelidade a si mesmo, uma recusa silenciosa a trair a profundidade do sentir.
Sinto que, nesse estado, o tempo perde seu curso habitual. As horas deixam de avançar e passam a pesar. Cada instante carrega uma densidade que oprime e, ao mesmo tempo, enobrece. Há algo de sagrado nessa demora, como se a existência exigisse contemplação antes de qualquer movimento. Não se trata de inércia, mas de um recolhimento que prepara o espírito para suportar o mundo com mais verdade.
E assim permaneço, não por escolha deliberada, mas porque minha natureza assim o exige. Há almas que se expandem no ruído, e outras que só florescem no silêncio. A minha pertence a estas últimas. Carrego comigo a consciência de que viver, para alguns, é sentir demais e suportar esse excesso com dignidade silenciosa.
Se há dor, ela é também a prova de que algo em mim ainda pulsa com intensidade. E talvez seja isso que nos distingue dos que passam incólumes pela existência. Sentir profundamente é uma forma de fidelidade à própria essência. E mesmo que esse sentir me conduza à solidão, aceito-a como quem aceita um destino inevitável, pois nela reside a verdade mais íntima do meu ser.
Fragmento Perdido de um Coração em Ruína.
“Se desejas matar-me, não poupes tua ansiedade.
Deixa que ela escorra, lancinante, como um punhal ansioso por minha alma.
Faze com que meu sonho escarlate percorra tua memória, tão santa quanto sepulcral, se nela eu houver de permanecer, mesmo que morto.
Pois te digo: melhor me é morrer em teu pensamento
do que viver sem o teu desejo.
E se meu sangue imaginado tingir a lembrança que guardas de mim,
que assim seja.
Nada mais terrível suporta meu espírito
do que desaparecer sem deixar em ti uma sombra,
um tremor, um eco,
um lampejo que seja de minha dor.”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
HINO DA LUZ SERENA.
" Luz que desce mansa sobre o coração.
Clareia o passo. Acalma a aflição.
No silêncio antigo do ser interior.
Renasce a esperança. Cessa o temor."
“Luz que ensina sem nunca ferir.
Mostra o caminho de servir e seguir.
Une as vozes num mesmo sentir.
Faz do amor a razão de existir.”
“Luz fiel que não passa e nem some.
Guarda a alma. Sustém o nome.
Mesmo na noite mais densa e cruel.
Permanece viva. Justa. E fiel. ao infeliz que a abandone. "
“ Vem luz, vem e nos conduza em paz.
Hoje e sempre. Como outrora e jamais.
Pois é quando o espírito aprende a confiar.
É a luz que permanece e ensina a caminhar.”
Uma alma ressuscitada pelo encontro do olhar certo, como se o coração adormecido finalmente despertasse para pulsar em ritmo de vida. Essa é a força do amor verdadeiro: trazer à luz aquilo que estava perdido nas sombras.
A maior força mora no silêncio das batalhas invisíveis, guerras travadas na sombra do coração, onde o grito se converte em segredo guardado, e o triunfo, quão um pássaro alado, que insiste e entoa suave e eterno,
planando oculto entre as folhas do tempo, feito um conto antigo sussurrado pelo vento.
As lagrimas salgadas caem no rosto, o coraçao apertado querendo rasgar se, o ferimento feito com palavras sao apenas lamentaçoes de que minha alma esta desamparada, quao solitario estou!
Sou como o vento que nao tem destino, sou o vazio, sou o silencio da tristeza, sou o esquecimento da alegria, sou o desprezo do nascimento, sou cinza das chamas, sou a dor, sou a lagrima, sou o sofrimento!
Nao ha quem ouça minha exclamaçao?!
O quem dera eu nao existisse, nao me lamentaria, pois eu seria o nada.
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