Amor Coração
Eu sou um poeta, coração
Você é minha inspiração
Ver sua beleza é admiração
Como uma obra de arte, fascinação
Nem Da Vinci faria algo de uma simulação
Essa moldura que você é uma perfeição.
Certas palavras, suaves como brisa,
Sussurram segredos ao coração atento.
Olhares falam, mesmo em silêncio,
Histórias que só a alma ouve, sem lamento.
Momentos surgem, eternos em sua essência,
Fazem o mundo lá fora parecer distante.
Gestos simples, porém cheios de eloquência,
Guiam-nos, como estrelas em noite constante.
Toques que tremem, alma em vibração,
Como sinfonia tocando no peito.
Detalhes sutis, da pura emoção,
Revelam seres especiais, perfeitos.
Você, presença rara e querida,
Deixa rastros de luz em nossa jornada.
Bela lembrança, eterna na vida,
Tesouro guardado, memória abençoada.
Nos caminhos do coração, ele será sempre amado, enfrentando tempestades e celebrando os dias ensolarados.
Abrigo do Coração
A vida passa, não devolve
As mãos que um dia nos tocaram,
As palavras que o vento levou
E os olhares que se apagaram.
Não volta o abraço apertado,
Nem o riso que ecoou distante,
Mas cada lágrima e cada sorriso
Ficam guardados em um instante.
Nas dobras do tempo que voa,
No coração, um canto escondido,
Levamos conosco as lembranças
De tudo o que foi vivido.
E mesmo que o caminho mude,
Mesmo que o tempo corra em vão,
Há um lugar que nunca se perde:
O eterno abrigo do coração.
Eu queria ter o poder de conquistar teu coração todos os dias, como se fosse a primeira vez, para que, dia após dia, eu pudesse merecer estar ao teu lado.
Canções ao vento do tempo
Escrevi canções com o coração sangrando,
num tempo em que ele era sol nos meus dias.
Agora leio versos que o tempo desfez,
e me pergunto por que a estrada virou bruma.
Ficaram as notas, os ecos, os refrões,
mas ele...
foi embora como poeira no horizonte.
Talvez nem saiba que vive em cada estrofe.
Choro sozinho, como a chuva na varanda,
mas lembro do riso, do jeito de amar o mundo.
Ele era lindo —
não só no rosto, mas na alma que dançava.
Essa canção é confissão e altar,
é onda do mar que quebrou em mim.
Homem feito de céu e sal,
de estrela-do-mar e alvorada.
Ele era arte sem moldura,
jazz tocado por deuses errantes,
riqueza rara colhida em jardins de sonho.
E eu?
Fiquei com a beleza que restou:
a lembrança, o verso,
e o dom de ter amado alguém assim.
Quando a cabeça está nas nuvens, o nosso coração fica ensolarado e as vezes chove através dos nossos olhos.
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Mateus 22.37: Respondeu-lhe Jesus: AMARÁS ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Quando você muda a direção do seu AMOR, você muda a direção da sua vida.
Meus erros não apagam o propósito que Deus plantou em mim. Ele sabe que meu coração deseja servir, amar e transformar vidas.
Quem tem Deus no coração não precisa do pecado para ser feliz, pois aqueles que seguem o evangelho de Cristo com vigor não vive no pecado.
Toda noite oro pedindo para que meu coração um dia lhe alcance e traga você de volta. Permitasse ser amado, dê uma chance para nós. Para sempre irei te esperar B, um dia haverá um tempo para eu e você.
Se você tem uma pessoa que ama guarde bem no seu coração
Pois mesmo que um dia ela vá embora de sua vida
Sempre permanecerá em seu bem mais precioso
Queria ser o silêncio para entender o que fala teu coração nos momentos que vc não se expressa verbalmente.❤❤
O mais importante de tudo é a essência que ezalou em nosso coração, essa ninguém e nem o tempo apagará.❤
Há momentos em que a vida se torna um fardo tão pesado que o coração transborda em silêncio, e o outro, ao nosso lado, clama por algo além das palavras: clama por escuta, por acolhimento. Quando nos deparamos com a dor alheia, é um convite não para a solução imediata, não para o julgamento rápido, mas para a presença. Muitas vezes, o maior ato de amor que podemos oferecer é simplesmente estar ali, ouvir sem pressa, abraçar sem questionar, permitir que o outro sinta plenamente, sem interromper com opiniões ou conselhos impensados. A dor do outro é única, e, por mais que pensemos entender, jamais seremos capazes de medi-la com precisão.
Nosso erro, muitas vezes, está em julgar aquilo que não vivemos, em acreditar que somos senhores da razão, e que nossas soluções são universais. Esquecemos que cada alma é um mundo, e o que para nós parece pequeno, para o outro pode ser um abismo. Respeitar o sofrimento do próximo é, antes de tudo, um ato de humildade. Não cabe a nós decidir o peso do que o outro carrega, mas sim oferecer um ombro firme, um abraço acolhedor, e a paciência necessária para que o outro se sinta ouvido. Mesmo quando as palavras se tornam amargas, mesmo quando o desespero transborda em queixas contra a própria vida, devemos lembrar que o acolhimento não está nas respostas que damos, mas na escuta que oferecemos.
Assim como Jó, que enfrentou sua própria dor, seu luto e seu questionamento diante da vida e do Criador, todos nós, em algum momento, nos tornamos aquela pessoa à beira do abismo, buscando sentido no caos. E assim como os amigos de Jó, que o acompanharam em seu silêncio, há momentos em que nossas palavras se tornam desnecessárias. O que resta é a presença. A escuta atenta e compassiva, sem julgamentos. Pois a dor, como a vida, segue seus próprios caminhos, e o que o outro mais precisa, em seus momentos de vulnerabilidade, não é a certeza da razão, mas a certeza de que não está só.
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