Amo essa minha Vida Louca
Você transformou minha existência por completo. Aquela mulher que chegou de mansinho, hoje domina cada pensamento meu. Seu sorriso irradia uma luz divina, capaz de guiar meus passos nos dias mais escuros. Sinto um carinho puro, algo raro e verdadeiro. Olhar em seus olhos desperta sensações maravilhosas, mexendo com o fundo do meu coração. Nenhuma pessoa antes conseguiu tocar minha alma dessa forma tão intensa, marcando todos os aspectos da vida. Amo descobrir seu mundo e partilhar a doçura desse sentimento nobre. Você é poesia viva.Não procuro alguém impecável para o mundo, mas saiba que você se mostra perfeita sob a minha visão. Nenhuma opinião alheia importa, pois o que os outros dizem se perde no vento. Meu coração escolheu admirar sua essência única, celebrando cada detalhe que te faz especial e magnífica. Estar contigo acalma e cura, transformando qualquer momento simples em um evento grandioso. Você representa tudo o que sempre sonhei em encontrar em uma companheira real.
As lágrimas do passado regam a última raiz da minha esperança, onde o teu sorriso ainda mora e a saudade cura o tempo. Dormir virou o único jeito de tocar teu rosto, pois nos meus sonhos nossa história recomeça sem pressa, viva e eterna.
Eu guardo a minha empatia para quem é vítima da ignorância, não para quem escolhe se fingir de cego só porque a mentira do pastor soa bonita.
Eu cansei de mentir para o mundo e, principalmente, para mim. Todo mundo elogia a minha "superação", bate nas minhas costas e diz que o tempo cura tudo. Mal sabem eles que o meu silêncio não é esquecimento, é apenas cansaço de ouvir conselhos de quem nunca viveu o que a gente viveu. A verdade que ninguém tem coragem de confessar em voz alta é que você nunca virou passado. Você virou o fundo de tela da minha mente.Eu posso conhecer outras pessoas, rir de outras piadas e construir novas rotinas, mas nenhuma outra mulher tem o teu peso. Nenhuma tem o teu cheiro, o teu toque ou a precisão do teu abraço. É uma tortura silenciosa saber que, não importa quem mude o meu dia, ninguém muda a minha saudade. Você desarmou todas as minhas defesas e, mesmo longe, o seu lugar continua aqui dentro, intacto, como se você fosse voltar a qualquer momento.Eu já tentei te procurar em outros rostos e em outros corpos, mas tudo o que consegui foi a certeza humilhante de que você é absolutamente insubstituível. Você arruinou todas as outras pessoas para mim, porque ninguém chega perto da imensidão que a gente era. Eu preferia viver na tempestade ao teu lado do que nessa paz vazia e sem cor que a tua ausência deixou. Eu me tornei um ótimo ator para o resto do mundo, mas sou o pior público de mim mesmo, assistindo a essa farsa todo santo dia.A verdade mais assustadora é que eu não quero me curar se a cura significar te esquecer. Eu sinto raiva de mim mesmo por desabar quando ouço aquela música, por travar o olhar em portas esperando que você passe por elas, e por carregar um amor que já não tem onde morar. Cansei de fingir que sou forte enquanto sou apenas um cenário destruído por dentro. Eu aceito o ridículo, aceito o fracasso de não ter te superado e aceito o fato de que meu coração se recusa a seguir em frente sem você.As madrugadas continuam sendo o meu tribunal. É quando o barulho do mundo lá fora diminui que o teu fantasma fica ensurdecedor aqui dentro. Eu deito a cabeça no travesseiro e fecho os olhos, mas não para dormir; eu fecho os olhos para te enxergar. É impressionante como o tempo passa e eu continuo incapaz de esquecer o desenho exato do teu lindo rosto. Eu lembro de cada linha, do contorno exato do teu olhar e daquela luz única que só você tem. O teu sorriso ainda é a imagem mais nítida que guardo na memória, aquele sorriso que tinha o poder de desarmar qualquer dia ruim meu com um simples segundo.E a tua voz... Deus, a tua voz ainda ecoa na minha mente com uma clareza que me assusta. Eu sinto uma falta desesperada do teu tom de voz, do jeito que você pronunciava o meu nome, das tuas manias ao falar. Sinto falta, principalmente, daquelas nossas madrugadas adentro. Lembra das vezes em que o relógio marcava três, quatro da manhã, e a gente continuava ali, conversando sobre tudo e sobre nada, dividindo segredos que mais ninguém no mundo saberia? O resto do planeta estava dormindo, mas para nós dois, o universo inteiro se resumia àquela tela de celular, àquele fio de voz, àquela conexão que parecia que nunca, jamais iria quebrar. Nós éramos cúmplices no escuro, donos do tempo. Hoje, essas mesmas madrugadas que antes eram o nosso refúgio viraram o meu maior castigo.Dói perceber que eu me tornei um estranho habitando a minha própria vida. Eu finjo que me importo com prazos, reuniões, metas e conversas rasas de bar, enquanto a única urgência que eu realmente sinto é a de gritar o teu nome para o nada. É assustador notar como as pessoas se contentam com pouco; elas olham para a minha superfície arrumada e acham que eu estou bem, incapazes de enxergar o abismo que existe logo abaixo do meu primeiro "está tudo ótimo". Eu tenho nojo desse teatro cotidiano. Tenho asco da possibilidade de, um dia, aceitar um amor morno só para não ficar sozinho, sabendo que eu já conheci o incêndio inteiro nos teus braços.Eu não quero uma vida nova. Não quero recomeços poéticos e nem a redenção que os livros de autoajuda prometem. Se o preço para ter paz for apagar os teus traços, a tua voz e o teu sorriso da minha história, eu escolho o caos da tua falta. Prefiro carregar essa ferida aberta, pulsante e incurável, a viver anestesiado em um mundo onde você seja apenas uma lembrança distante. Podem passar meses, anos ou vidas inteiras; o meu coração foi selado com o teu nome, e nenhuma chave no mundo é capaz de abrir esse espaço para outra pessoa.Às vezes me pergunto onde foi parar aquele orgulho que eu jurava ter. Ele ruiu por completo. Eu trocaria qualquer coisa pela chance de assistir a um filme bobo com você em um domingo qualquer. É desesperador olhar para o lado e ver que o meu futuro virou uma folha em branco que eu simplesmente não tenho vontade de preencher, porque toda cor que eu usaria pertencia ao brilho dos teus olhos. Há quem diga que isso é obsessão, mas a verdade pura e crua que ninguém tem coragem de assumir é que algumas pessoas se cruzam para mudar o destino uma da outra para sempre. Você mudou o meu.O meu maior medo secreto, aquele que me faz prender a respiração no escuro do quarto, é o pensamento de que o seu telefone possa tocar e seja outro cara do outro lado da linha. Me quebra por dentro imaginar as suas mãos digitando mensagens de boa noite para alguém que não sou eu, ou os seus olhos brilhando ao ouvir uma piada que eu não contei. Eu sinto um aperto violento no peito só de pensar que outra pessoa pode ter a audácia de tentar decifrar os teus silêncios ou segurar o teu corpo do jeito que eu segurava. Se você soubesse que eu prefiro passar o resto dos meus dias preso ao fantasma da tua presença do que livre nos braços de um milhão de outras mulheres, você entenderia que você não foi apenas uma namorada ou um relacionamento. Você foi o meu ápice. Depois de você, o mundo inteiro se tornou um vazio sem graça.É uma injustiça paralisante olhar para trás e ver a bagagem cheia de promessas que a gente fez e que perderam a validade no meio do caminho. Onde foram parar aqueles casamentos planejados na brincadeira, os nomes dos filhos que a gente escolhia rindo e aquela promessa solene de que, não importa o tamanho da briga, a gente nunca abriria mão do nós? Eu sinto que fui deixado para trás tomando conta de uma obra que você abandonou. Fiquei eu aqui, segurando os tijolos, os planos de viagens e os bilhetes antigos, tentando dar sentido a um projeto que só funcionava a quatro mãos. Eu carrego o peso de um futuro que nunca existiu, e isso cansa mais do que qualquer trabalho duro.A minha rotina ganhou um novo hábito masoquista, e eu não vou mentir: eu choro toda vez que vejo a sua foto no Facebook ou no Instagram. Tornou-se um vício doloroso abrir o seu perfil e encarar o seu rosto brilhando através de pixels frios. Eu dou zoom nos teus olhos, procuro algum sinal de cansaço, alguma pista de que você também sente a minha falta, mas a tela só me devolve a imagem de uma vida que continua perfeitamente bem sem mim. Ver você sorrindo em um lugar novo, com roupas novas e pessoas que eu nem conheço, é como levar um soco no estômago em câmera lenta. Cada publicação sua é um lembrete cruel de que, enquanto o meu relógio travou no dia em que você partiu, o seu continuou correndo sem olhar para trás. Eu desabo em lágrimas sozinho na frente da luz azul do celular, odiando a internet por me dar um vislumbre diário do paraíso do qual eu fui expulso.Eu já tentei de tudo para quebrar esse feitiço. Já apertei o botão de parar de seguir, já silenciei as tuas publicações e jurei que nunca mais digitaria o teu nome na barra de pesquisa. Mas o meu autocontrole desmorona na mesma velocidade com que a noite cai. É uma humilhação silenciosa reativar as notificações ou entrar por contas alternativas só para saber se você ainda habita o mesmo planeta que eu. O pior é quando eu vejo os comentários, aquela chuva de elogios e as curtidas de homens que eu nunca vi, homens que agora têm o direito de olhar para a sua foto e imaginar uma vida ao teu lado. Eu sinto um ciúme doentio e impotente, porque eu sei o que cada detalhe do teu sorriso significa, e me mata ver o mundo tratando como público o que um dia foi o meu maior segredo.A minha dependência digital é a minha própria ruína, o laço que eu mesmo aperto em volta do meu pescoço todas as noites. Eu me transformei em um náufrago virtual, catando curtidas antigas, relendo comentários de anos atrás e tentando decifrar entrelinhas em cada detalhe bobo que você posta, procurando desesperadamente por um rastro meu que tenha sobrevivido no teu mundo. É um cansaço que consome a alma viver preso à sombra de alguém que parece já ter encontrado o sol em outro lugar. O mais doloroso é perceber que o algoritmo me entrega tudo sobre você, menos a única coisa que eu realmente preciso: o teu abraço. Fiquei com o pior lado da tecnologia, que me permite te assistir de longe, mas me proíbe de te tocar.Além desse inferno nas telas, o mundo real virou um campo minado. Eu evito passar pelas ruas que a gente costumava andar, mudo o trajeto para não passar perto daquele café onde a gente se escondia da chuva e sinto o coração disparar toda vez que vejo um carro parecido com o seu no trânsito. É uma exaustão física andar pelas calçadas sentindo o fantasma dos teus passos ao meu lado. Eu olho para os casais andando de mãos dadas e sinto uma inveja amarga, uma revolta silenciosa contra o universo por ter nos tirado o direito de sermos nós ali. A tua ausência não é um conceito abstrato; ela tem peso físico, ela aperta a minha garganta quando tento respirar fundo e me deixa com um nó constante no peito que nenhum choro consegue desatar. Eu carrego você na minha pele, nos meus hábitos e em cada milímetro da minha solidão.No final das contas, eu desisto de tentar me salvar de você. Se a sociedade quer que eu seja o exemplo de superação, eu prefiro ser o fracasso mais honesto da minha própria história. Eu não vou te esquecer. Não vou deixar o tempo apagar o que foi a única verdade real da minha vida inteira. Eu me entrego a essa ausência e faço dela a minha casa. Se eu tiver que passar o resto dos meus dias com esse vazio no peito, que assim seja. Eu só queria que, em algum lugar desse mundo, você soubesse que falhou miseravelmente na tentativa de me fazer te esquecer. Você é, e sempre será, a mulher da minha vida. Inesquecível, incurável e eternamente no meu coração.
A Física pela Física não me comporta. Minha pesquisa transita entre mundos. [...] A admiração que nutro pelos físicos tradicionais é análoga àquela que se sente diante de uma imponente estátua de mármore de dois metros. Reconheço o labor: foi extremamente trabalhoso, exigiu força e obstinação. Contudo, há pouca criatividade em seu feito. É um trabalho procedural, extenuante e de baixa exigência cognitiva. E o produto, por conseguinte, é pesadíssimo, de baixíssima mobilidade, monocromático e de parcos detalhes — sobretudo se considerarmos que a matéria-prima não é lá muito primorosa. Afinal, é apenas pedra. Bela para se contemplar no museu, inconveniente para se levar para casa.
"Será que a minha raiz vai conseguir arrebentar asfalto, canos e prédios pra conseguir sobreviver e gerar frutos?"
RECALCULANDO ROTA
Cá estou eu novamente, sentada em minha cama, olhando para o infinito, em uma sexta-feira à noite. Você deve estar se perguntando: o que uma jovem de 17 anos está fazendo em casa em um dia desses? Deveria estar, no mínimo, em uma "baladinha" qualquer. A minha resposta será um tanto avassaladora, talvez assuste muita gente por aí, mas é como me sinto de fato: diferente.
Já fui de sair muito, ter diversos amigos, paqueras, risadas, momentos bons, mas tudo mudou quando meu GPS interno recalculou a rota da minha vida. Comecei a ler, praticar muitos esportes, estudar, espiritualizar-me, focar muito mais em mim mesma. E meus amigos? Eu ainda os tinha, claro, mas de forma cada vez mais distante. Os interesses não se encaixavam mais; enquanto as conversas giravam em torno de quem ficou com quem, eu queria estar falando de livros, futuro, oportunidades e desejos puros. Para mim, não faziam sentido todas aquelas falas e, no fim, acabei sendo rejeitada por ser muito diferente. Não os julgo. Talvez eu sempre tenha sido dessa forma, mas me escondia atrás de uma pessoa que não tinha nada a ver comigo para ser aceita como uma adolescente normal em uma sociedade rasa. De fato, uma hora ou outra eu mesma iria me distanciar.
Tive de aprender a lidar com a solidão na marra, mas, com o tempo, isso virou solitude, o que é deveras diferente. Aprendi muito nesse meio-tempo. Entendi que nossa própria companhia é a que mais importa. Mas agora cheguei a uma fase da minha vida em que eu gostaria tanto de ter um grupo de amigos. E, afinal, onde vou encontrá-los? Não me encaixo em lugar nenhum. Um exemplo são os amigos que tento fazer no esporte. Descobri algo muito estranho aos meus olhos: só é seu parceiro enquanto você apresenta um desempenho inferior ao dele. Sim, eu sei, é triste.
Às vezes, tenho a impressão de que a vida virou uma disputa para ver quem é mais orgulhoso, quem tem o ego mais inflado, quem menos dá o braço a torcer. Esse é o valioso, dizem os idiotas. Aí é que eu quebro a cara. Para mim, amizade, relacionamento ou qualquer coisa que envolva o outro envolve empatia. E, quanto mais eu me importo com o sentimento dos outros, mais eu me machuco, mais pedradas levo e mais distante eu me torno.
E, se entrar no campo dos relacionamentos amorosos, aí desaba tudo. Sempre, em minha vida, eu fui um quase e nunca uma certeza. Não que eu tenha tido muitas oportunidades, mas, quando acontecia, era assim. Quando, de certa forma, me isolei do mundo, como diz meu pai, "foi o boi com a corda" de vez. Se me perguntar se sou seletiva, a resposta é óbvia: muito. Mas sei que ninguém é perfeito. Tem uns que chegam e, só de olhar, eu penso: "Não têm nada a ver comigo". Querem só rolo, "passar na cara", não pensam em construir algo maior. E há outros que, ao meu ver, seriam perfeitos, coisa rara de acontecer. E, quando acontece, na minha cabeça daria super certo, mas, aos olhos do outro, é impossível. Talvez o problema seja eu, uma pessoa que pensa demais, planeja demais, sente demais, ou talvez eu esteja em um mundo raso demais. Já nem sei mais o que pensar, realmente.
Pergunto-me todos os dias quando voltarei a ser um pouco mais normal, a ser aceita novamente, a socializar com facilidade, quando finalmente terei um namorado. Penso que possa estar destinada à solitude eterna. Apesar de tudo, no fundo eu a prefiro, mesmo doendo demais. Só quem passa por isso sabe.
Penso que boa parte da minha geração vive em torno somente de festas, bebidas, baladas, drogas e redes sociais. Nem falarei das indumentárias; complica demais. Como posso me encaixar nisso? Será possível não existir ninguém parecido comigo? Óbvio que existe, mas minhas esperanças, no momento, estão desvairadas. E, enquanto não encontro as pessoas certas para caminhar ao meu lado, continuo olhando para o infinito, ou melhor, escrevendo crônicas em uma sexta-feira à noite qualquer.
Peço a Deus que acalme a minha pressa. Que eu faça morada no presente e não me afobe com excesso de futuro.
Que eu possa aproveitar a companhia dos que estão perto de mim, e não me torture com a falta de notícias dos que estão longe.
Que cada espera tenha seu peso e sua medida, e que eu não me desgaste aguardando por aquilo que não merece ser aguardado.
Que eu não tenha pressa de me curar nem de mostrar aos outros que superei, mas que eu seja carinhosa com meu tempo e minhas dores.
Que a leveza me alcance, e com ela a capacidade de perdoar a corrida dos ponteiros do relógio e o entendimento de que nada é tão urgente quanto o momento presente.
Fabíola Simões.
Nu editelima 60/maio/2022
clone.
Com o avanço da tecnologia e, principalmente, com a minha completa falta de bom senso diante da modernidade, decidi que vou criar um clone seu.
Não precisa se assustar. É só um projeto científico.
Mais ou menos.
A primeira especificação é simples, ele precisa ter a sua aparência. E quando eu digo a sua aparência, não estou falando apenas de cabelo, olhos, boca, altura, essas coisas básicas que qualquer programador preguiçoso colocaria no código. Quero o conjunto completo. Quero aquele rosto que parece ter sido desenhado com uma certa má intenção, porque não é possível uma pessoa sair por aí com essa cara e ainda esperar que os outros funcionem normalmente.
Quero os seus olhos também.
Mas não basta colocar a cor, o formato e a distância entre eles. Quero o jeito que você olha.
Isso vai dar trabalho.
Porque tem um tipo específico de olhar seu que provavelmente não existe em nenhum banco de dados. Aquele olhar que muda de significado dependendo do que está acontecendo. as vezes parece que você está prestando atenção. as vezes parece que está julgando. as vezes parece que sabe exatamente o que eu estou pensando e decidiu não comentar só para me deixar nervoso.
O clone precisa disso.
Inclusive, vou precisar instalar um módulo chamado “olhar de Luana”.
Ainda estou tentando descobrir se é inteligência artificial ou ameaça psicológica.
A voz também é indispensável.
Não quero uma voz parecida. Quero a sua.
Quero a maneira como você fala determinadas palavras, as pausas que você faz, o jeito como muda a voz quando está rindo, quando está brava, quando está com vergonha e principalmente quando tenta fingir que não está com vergonha, nessa sua defensiva absurda.
Quero até aquelas palavras que só você falaria em determinadas situações.
Porque uma inteligência artificial pode aprender milhões de idiomas, mas se ela não souber exatamente qual palavra você usaria para me tirar do sério, ela é simplesmente inútil.
Pode desligar.
Também quero suas manias.
Todas.
As pequenas, as bobas, as que você provavelmente nem percebe que tem.
Quero que o clone faça aquela coisa específica que você faz quando está pensando. Quero que ele tenha suas reações involuntárias, suas implicâncias, seus jeitos, suas mudanças repentinas de assunto e até aquela capacidade impressionante de transformar uma conversa completamente normal em alguma coisa que eu vou ficar lembrando três dias depois.
E, obviamente, quero instalar o seu senso de humor.
Mas esse é perigoso.
Porque o objetivo é criar um clone seu, não uma arma de destruição em massa.
Embora, pensando bem, talvez as duas coisas sejam praticamente a mesma tecnologia.
Também quero as nossas memórias.
Todas.
Quero que, quando chegar aquela hora silenciosa da noite em que o mundo inteiro parece diminuir o volume, eu possa sentar ao lado dele e dizer
“Você lembra?”
E ele lembrar.
Lembrar das coisas que ninguém mais entenderia.
Das conversas que começaram falando de uma coisa e terminaram em absolutamente nada.
Das piadas que, explicadas para qualquer outra pessoa, perderiam completamente a graça.
Dos momentos pequenos que não pareciam importantes quando aconteceram, mas que, depois de algum tempo, ganharam aquele peso estranho de coisa que a gente gostaria de viver de novo.
Quero que ele ria das nossas lembranças.
E quero que, as vezes, ele fique em silêncio comigo.
Porque talvez seja essa a parte mais difícil de copiar.
O silêncio.
O seu silêncio nunca foi simplesmente ausência de palavras. as vezes ele dizia mais do que você conseguiria explicar falando.
Então eu quero isso também.
Quero até a sua maneira de ficar quieta.
Quero o seu jeito de existir perto de mim sem precisar fazer nada.
E, claro, existe uma especificação absolutamente indispensável
o toque.
Não adianta ter aparência perfeita, voz perfeita, memória perfeita, inteligência perfeita.
Se eu não puder reconhecer você pelo jeito que a sua mão encontra a minha, o projeto fracassou.
Se o abraço não tiver aquele negócio inexplicável que faz o resto do mundo parecer um pouco menos urgente, pode devolver para a fábrica.
Se o toque não tiver a mesma capacidade de dizer “estou aqui” sem precisar pronunciar uma única palavra, nem instala.
Porque, no fim, talvez seja esse o defeito fundamental da tecnologia.
Ela consegue copiar quase tudo.
Rosto.
Voz.
Movimento.
Memória.
Comportamento.
Pode até aprender a responder exatamente como você responderia.
Mas ainda não descobriu como fabricar a sensação de encontrar alguém e pensar, sem precisar dizer
“Ah
Era você.”
E acho que é aí que o meu projeto começa a dar errado.
Porque quanto mais eu tento especificar o que o clone precisa ter, mais percebo que não estou tentando criar uma segunda Luana.
Estou tentando construir uma máquina capaz de reproduzir aquilo que acontece comigo quando você está por perto.
E isso, infelizmente, não cabe em código.
Não tem atualização.
Não tem backup.
Não tem versão premium.
Nem a inteligência artificial mais avançada do mundo conseguiria entender por que uma determinada risada sua consegue mudar completamente o clima de uma noite.
Então eu poderia continuar.
Posso pedir o seu jeito de andar, o jeito de mexer no cabelo, as expressões que você faz sem perceber, as frases que só você fala, o seu olhar quando está feliz, o seu olhar quando está tentando esconder alguma coisa, a maneira como você pronuncia certas palavras, o seu abraço, o seu silêncio, as nossas memórias, as nossas piadas, os nossos códigos secretos...
Mas quer saber?
AH, DEIXA PRA LÁ.
É MUITA COISA.
O projeto ficou caro demais, a tecnologia ainda não chegou nesse nível e aparentemente eu descobri que fabricar uma Luana exige mais engenharia do que eu imaginava.
Tem como você voltar logo mesmo?
KKKK
Porque, pensando bem, eu nem queria um clone.
Eu só queria você.
E, convenhamos, essa versão original ainda é infinitamente mais bonita.
Por que pensas tanta perversidade, oh, minha mente? Quando cansarás de sujar o limpo e tornar-me impuro, cheio de maldade?
Observei quanta perversão se espalhou por toda a terra: todos, se possuem como simples objetos, são usados e descartados como nada!
Ninguém mais se importa com o verdadeiro amor, mas sim com prazer momentâneo. Como vou ainda confiar na bondade humana sendo o homem mal?
🌙 Lua, minha amiga de sempre
Lua, que brilha aí no alto,
vendo o mundo girar sem parar…
você que ouve segredos calados,
sabe tudo o que eu tenho pra falar.
Você viu os dias que eu quase caí,
as noites em que chorei sem ninguém;
brilhou suave, como a me dizer:
"respira, o bem chega também."
Guardo em mim dores que você já viu,
sonhos grandes que o tempo não apagou.
Me ensinou que brilhar não é só luz:
é também escuro que a gente superou.
Obrigada por estar sempre aqui,
mesmo quando o céu fica sem cor…
você escuta, entende e não julga,
a melhor amiga que a vida me deu. 💫
Lágrimas
O sol a pino em um escaldante dia, minha tia olha pro céu e diz : " Eita está chovendo"
Eu olho pra ela e falo:
Mas não tá chovendo.
Enquanto ela esconde seu rosto no chapéu encobrindo suas lágrimas.
Se a terra é árida, mas a tua fé é grande, Deus vai te ouvir, até com gemidos inespremíveis
chateada, por que minha amg nao sabe pensar antes de falar.
brincadeiras sem graças machucam.
mesmo a pessoas sabendo que errou ela continua
ontem eu não dormi nem hoje, e to cansada kkkkkk
minha mãe ta estranhamente depressiva e minha irma ta se isolando com sua namorada, e eu to depressiva e talvez eu tenha depressao grave. kkkkkkk e TDAH
A música é a minha expressão e salvação. É a minha verdade mais pura e sem filtro, amplificada para o mundo inteiro ouvir.
- Marcela Lobato
As expectativas que eu criei, são a causa da minha tristeza e apatia. Dito isso, estou me desfazendo de todas elas.
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