Amo a Mim Mesmo
Acreditei, quando ninguém mais acreditava em mim, mesmo;
Portanto se digo que posso, as duvidas se calam...
Se ninguém comemorar por mim, me orgulharei por mim mesmo. Se ninguém me elogiar, acariciarei o meu próprio ego;
Nunca caberá a ninguém a me motivar. Mesmo porque só cabe a mim me amar;
Leio a mim mesmo a todos os dias
E nunca saio ileso diante da minha pequena evolução
E com certeza seria um imenso desperdício deixar essa vida sem ao menos me conhecer!
Ando cercado por mim mesmo.
Me vejo espreitando meu próprio Eu.
Tento me tirar do abismo, mas só faço me esquivar de mim.
Suspiro de amor, depois meneio a cabeça em rejeição.
Sou dono de muita coisa, menos da coisa-Eu.
Que eu me liberte de mim mesmo e dos meus maus desejos, que eu fique conectado a Ti Senhor todos os dias da minha vida, e que a força do senhor opere em mim para afogar o velho homem.
Minha alma chora bem alto e fico constrangido dentro de mim mesmo, mais de mil vezes toda vez que me deparo com as vitimas inocentes da sombra, crueldade e imbecilidade anti-humana proferida a vida por loucos e insanos que jamais deveriam ter nascidos. Pergunto sempre a natureza, nestes casos, até quando vai se permitir, errar.
Sorrio para mim mesmo todas as vezes que me atropelo pelo otimismo diante das palavras mudas egoístas que a vida por suas jornadas difíceis, não vai me dizer.
A caricatura de mim mesmo redesenho em personagens a cada passo. A vida é pouco séria para eu poder ser e ter uma só identidade.
Existo e inexisto dentro de mim mesmo mais de mil vezes pois sei como é infinito as vibrações dentro de meu conciso universo particular.
A verdade é que não consigo carregar ninguém nas minhas memórias, nem a mim mesmo, quanto mais você. Mas isso não significa que não te amo. Significa que me apaixono por você todos os dias e que, na intensidade e profundeza do teu olhar, me refaço no amor que em ti vem me ancorar.
Quanto mais busco o conhecimento do Eterno, conheço a mim mesmo, e me coloco na posição de um ser criado, e compreendo a criatura finita e frágil diante da imensurabilidade, santidade, perfeição, sabedoria e poder indescritível do meu Criador.
Expliquei-me aos que amava, mas não fui entendido. Então, expliquei-me a mim mesmo — e não me entendi. Olhei para o reflexo no espelho para ver quem eu era e, nos cacos quebrados, só enxergava fragmentos de uma alma ilegível. Olhei para a água do lago, e minha melancolia o perturbou: as ondas fugidias distorceram-me, reafirmando minha ausência no mundo. Então, expliquei-me à existência: ela me ignorou.
Como podem os ventos e a chuva tocar-me a pele? Como pode o sol, ao reluzir-me, criar sombra — se não sou nada e nem ninguém para nada e nem ninguém?
