Amo a Mim Mesmo
Ainda que eu esteja só, terei a mim mesmo. E se algum dia nem a mim mesmo eu tiver, quem tem a mim, é Deus!
Estou vivendo um dilema novo em minha vida, observando o que há dentro de mim mesmo e confrontando o mundo exterior, o que dizem ser real. Parece até loucura, mas pode ser espiritual, é algo difícil de explicar, até mesmo de entender, pois me retraio dentro de meu ser, vivo as maiores aventuras, crio novos mundos, e neles, faço tudo acontecer... Estou dividido entre o que existe e o que talvez possa ser, é a imaginação tomando conta de mim, uma fuga da realidade sem fim. Manias de um poeta que tudo glamouriza, que vive e se esconde fazendo poesias, este sou eu, compartilhando com vocês este dilema de vida. Mas para não ficar totalmente fora desta confusa realidade, coloco em páginas toda a minha criatividade, pois deste modo, não serei retratado apenas como um maluco, uma pessoa desajustada, mas sim, como um simples poeta que se isolou dentro de uma história bem contada!
Às vezes falo sozinho e rio de mim mesmo, crio fatos malucos, digo coisas sem sentido, passo vergonha em alguns momentos, mas me finjo de desentendido, na minha inocência corriqueira, até me acho divertido, sou eu sem máscaras, sincero e descontraído, pois não sou um personagem que vive mentindo, dou valor a lealdade e tenho bons amigos, já passei dos 40 anos, mas conservo o meu espírito de menino... Mesmo triste e aborrecido, quando não estou só, faço questão de manter um largo sorriso, esta é a minha particularidade, é assim que eu vivo...
Catarse
Vezes você não vêm até mim, mesmo que o desejo de lhe escrever exista, como se fosse um amor que fora morar longe de mim, você vaga, e eu mal pudera dizer adeus, sem chances de uma catarse.
Vezes só me restam anseios, poesia.
A pouco falei a mim mesmo... Que andarei por aí a esmo... E junto poesia, canção e verso... Dizendo ao universo... Como é imenso o que sinto... E Deus sabe que não minto... Quando digo que te amo... E quando teu nome eu chamo... E este amor tão bonito... Eu elevo ao infinito... Quando bem alto eu grito.
Minha felicidade resume-se no amor que sinto por mim mesmo, Acordo sorrindo e feliz, diariamente feliz na minha rotina , vou dormir feliz!
Não permito que nada atinja o meu alto-astral, minha auto-estima.
Se as vezes choro, é de alegria, não dou espaço para tristeza, quando estou doente, sentindo até algumas dores, eu disfarço com meu sorriso e brincadeiras. O otimismo e a positividade são o meu porto seguro.
Problemas todos tem, só não podemos deixa-los que nos atinjam. Por tanto a vida é boa demais, mas muito curta, então temos que aprender a vive-la da melhor forma possível, antes que ela passe por nós como o vento. Assim também aprendemos o que é ser feliz, independente de qualquer outra coisa, viver e ser feliz mesmo que solitário.
O hábito de refletir sobre mim mesmo finalmente me fez perder o sentimento e quase a recordação de meus males; descobri, assim, por minha própria experiência, que a fonte da verdadeira felicidade está em nós e que não depende dos homens tornar realmente miserável aquele que sabe querer ser feliz.
Nunca medito ou sonho mais deliciosamente do que quando me esqueço de mim mesmo.
Quando eu deixar de honrar a mim mesmo, gostar de mim mesmo, e de me admirar pelo belo romance que tenho por mim. Eu não estarei mais aqui.
Quanto mais busco o conhecimento do Eterno, conheço a mim mesmo, e me coloco na posição de um ser criado, e compreendo a criatura finita e frágil diante da imensurabilidade, santidade, perfeição, sabedoria e poder indescritível do meu Criador.
Reflito em ti o que
existe em mim.
Nada além
de mim mesmo,
procurando
a mim próprio.
E por isso sempre
perdido na minha
Auto-Imagem ofuscada,
pelo desejo de ser
o que não sou.
Quando me encontrar
perder-me-ei no teu
Infinito Ser que transcende
meu limitado querer.
Por que tenho que oferecer o melhor de mim mesmo a Deus e ao próximo mais fragilizado? Porque Deus ofereceu a si mesmo por amor a mim.
Sou socialmente consciente, mas também preciso de tempo para mim mesmo para recarregar minhas energias.
Eu sou o reflexo de mim mesmo...
Fragmentos de sonhos...
Um espelho quebrado...
O que fui, o que não fui, tudo isso sou...
Um mosaico de erros e acertos, em movimento...
A vida me moldou, com mãos de vento...
E eu me dei conta, de que sou frágil e flexível...
Aceito as curvas, os altos e baixos...
E aprendo a dançar, com os pés descalços...
No alento da existência, eu me encontro...
Alma flutuante, entre engano e desengano...
Mas ainda assim, eu sinto,
Que há uma luz, que me guia e me sustenta...
A rir, desnudo de sonhos não realizados...
No cais de onde nunca parto...
Sandro Paschoal Nogueira
