Amizades Antigas

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O altruísmo é uma das chaves mais antigas e ao mesmo tempo mais esquecidas da evolução humana.
Não é apenas sobre ajudar o outro: é sobre expandir a própria consciência.
Toda vez que estendemos a mão, abrimos espaço dentro de nós.
Crescemos quando fazemos crescer.
Evoluímos quando enxergamos no outro a mesma luz que existe em nós.
No fim, o altruísmo não transforma só o mundo.
Transforma quem escolhe praticá-lo.

⁠Somos, de fato, feitos das estrelas. Nossos átomos foram forjados no interior de estrelas antigas que terminaram suas vidas em paroxismos espetaculares de explosões de supernovas que dispersaram esses átomos no espaço, onde se fundiram em novos sistemas solares com planetas, vida e seres sencientes capazes de tal conhecimento sublime e sabedoria moral.

Que as incertezas saibam me ensinar o que os caminhos ainda não disseram.
Que as dores antigas encontrem abrigo no tempo, e dele nasçam histórias bonitas.
Que a fé, essa força mansa que mora em mim, me lembre todos os dias que o impossível também floresce.
E que o desejo de ser feliz continue me chamando pra vida, com doçura, coragem e recomeços.


— Edna de Andrade

Tem pesos que a alma carrega
sem nem perceber de onde vieram.
Culpas antigas.
Dores que não nasceram na gente.
Responsabilidades que fomos abraçando
por amor, medo ou costume.
Mas chega uma hora
em que o coração pede descanso.
E soltar não é egoísmo.
É um jeito de dizer pra si mesma:
“eu também mereço viver com leveza.”
Tem recomeços que acontecem assim…
silenciosamente.
Quando a gente decide carregar
apenas o que cabe no próprio coração.


Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

“Nem todo pensamento é escolha consciente; muitos são ecos de vozes antigas que continuaram falando dentro de nós.”
Do livro A Terra Invisível — O Subconsciente que Escuta e, sem Julgamento, Faz Nascer Tudo o que Você Plantar, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Sou menos do que penso
e muito mais do que sinto.


As antigas versões de mim se diluíram
como tinta,
e da mesma água turva
nasce outra forma,
que também se desfaz,
infinitamente.


As sombras do que fui ainda moldam o que sou.
Talvez eu ainda esteja nascendo.
Talvez eu nunca termine.

-Lunafonia

"O corpo grita o que a boca cala. Às vezes a dor na nuca é o peso de carregar mágoas antigas e palavras mal resolvidas. Solte o que não é seu, relaxe os ombros e entenda: sua paz vale mais. 🕊️🌻✨"


@SerLucReflexoes

A queda dos grandes, nas histórias antigas, quase sempre começa pelo excesso de si. Reis que, ao se julgarem deuses, perdem o trono. Anjos que, ao desejarem ser a própria luz, caem nas trevas. Sábios que, ao se apaixonarem pelo próprio saber, afastam-se da sabedoria.

As Antigas Ruas de Pedras Lavadas


As antigas ruas de pedras,
as casas com cercas de ripas,
cobertas de rosas da roseira
que se alastrava
e se emendava com a da vizinha.


Colorindo.
Perfumando.
Um tempo que deixou saudade.


Na lembrança de um menino
que pensava como quem amava.
Inspirando versos.
Cresceu.
Tornou-se poeta.


Hoje ele vê
nas ruas antigas enfeitadas de roseiras
ruas de pedras lavadas
que ainda inspiram poemas.


Tempo de um tempo
onde ser criança
era viver a beleza encantadora da vida.


O menino cresceu
sem perder a essência.
Hoje é romancista. é poeta.


Marcio Melo

Foi mexer nas mensagens antigas e encontrou o que não queria... quem procura acha.

Conte os fragmentos que restaram de suas antigas versões e perceba: a geometria da sua força atual nasceu da recusa em se encaixar em espaços que não te pertencem.

Guardo meus sentimentos como quem guarda cartas antigas, amareladas pelo tempo, escondidas no fundo de uma gaveta.
Não porque não existam, mas porque nem sempre encontro coragem para entregá-las a alguém.
Aprendi cedo a sorrir quando doía, a responder "estou bem" quando a alma estava cansada.
Então escrevo.
Faço da poesia minha confissão, das metáforas meu abrigo, e dos versos a voz que raramente deixo sair.
Mas às vezes o coração se pergunta quanto tempo consegue carregar sozinho aquilo que nasceu para ser dividido.
— Helaine Machado

⁠Como ousa me prender em memórias tão antigas?
Um amor não superado, um adeus que nunca foi dado
A sua ausência é uma dor que não consigo curar
O seu amor permanece para sempre

De certa forma, é um peso a carregar
Pois queria ter me livrado de tudo isso
de todas essas memórias que não posso superar
de uma história gravada no meu coração

Eu procurei encontrar você em outras pessoas
Mas só piorou a situação
porque você foi o único que marcou a minha vida
e mostrou que do passado sempre irei lembrar

Abrir mão das antigas certezas cria o intervalo perfeito de presença, onde você deixa de ser quem era e começa, em silêncio, a se tornar quem veio para ser.

Jardim de Pragas Antigas


Era uma quinta feira normal, fui pra escola como sempre, sentei-me em minha carteira e esperei a aula começar. Tudo estava ocorrendo normal como todos os dias, conversas sem pausa, professores pedindo por respeito e alunos que não fechavam a boca por nada. Até que chegou a aula de sociologia, a professora estava lecionando sobre cultura, e entre uma palavra e outra trouxe o exemplo do carnaval, uma cultura muito forte no Brasil. Quando que do nada percebi os diversos comentários horríveis: ‘O povo que vai pro carnaval deve ir pro inferno’, ‘esse povo da Bahia, que cultua a macumba, é do demônio’. Isso e muito mais foi o que alguns meninos falaram. O clima ficou pesado, senti como se tivesse caído uma tempestade em cima de mim, a umbanda faz parte de mim, e escutar aquilo colocou-me no tão temido inferno que eles acreditam.


Fiquei pensando naqueles meninos, esses atos não são de agora, remetem ao passado, são como ervas daninhas em um jardim florido, mas que apesar de destruir todos os diferentes à sua volta, tem raízes profundas, tão fundas que remetem ao descobrimento das terras que conhecemos hoje. São plantas tão bem estruturadas que não são mortas com qualquer veneno, a cada novo ser que nasce nesse jardim, ele é brutalmente infectado, fazendo-o proferir a mesma praga de seus antecessores. Aqueles que não são contaminados, sofrem com essa praga, combatem-na com toda a sua força, são pessoas que ainda acreditam na salvação desse canteiro. Esses novos seres que nascem, são os únicos que podem acabar com o padrão de contaminação, já que estas plantas jovens têm seus caules mais puros e se olhassem para outro lado, poderiam se agarrar em vegetações firmes, assim seriam livres dessas ervas daninhas.


O silêncio ecoava pelos corredores, era uma quietude que doía e ao mesmo tempo ardia na alma, tudo aquilo estava sem controle, nenhuma palavra vinha para acalmar aquela tempestade, e nem se quer uma tentativa de segurar aquelas pragas. Tudo estava já danificado, eu teria de ser forte, já que ninguém estava lá para arrancar as ervas daninhas. Mas mesmo que calassem-nas, não adiantava mais, raízes profundas não morrem com o corte do caule, devem ser tratadas em essência.


Quando bateu o sinal para finalmente ir para casa, fechei a mochila e fui caminhando para casa. O peso da mochila era gigante, o silêncio amedrontador da escola misturado com todas aquelas ervas daninhas ao meu redor, e aquela tempestade imensa em cima da minha cabeça. Refleti o caminho todo, não sou como eles, pensei, e é isso que importa. Enquanto mergulham em águas turbulentas, eu vivo a minha fé, e caminho por jardins límpidos. Claro, tenho muita vontade de curar suas pragas, mas não sou capaz, só eles próprios podem acabar com um padrão imposto em seu interior. Só sei de uma coisa, algum dia a própria terra em que estão plantadas, cobrará o preço, o inverno chega e só fica quem é verdadeiro e saudável por dentro.

“A volta do Brasil ao terceiro mundo é algo bem planejado e executado por forças antigas e poderosas.”

Nós imperfeitos, encontro perfeito


Não cheguei inteiro, confesso,
trouxe rachaduras antigas no peito,
silêncios que aprenderam a gritar sozinhos e um coração que já apanhou tentando amar.
Você também não veio ilesa, mas quando nossos cacos se tocaram,
não cortaram — se reconheceram.


Foi no tropeço que o destino sorriu,
porque não foi perfeição que nos uniu, foi a coragem de permanecer mesmo frágeis.
Entre erros, aprendemos o ritmo do outro, e no desalinho dos dias descobrimos que o encaixe mora
justamente onde falta um pedaço.


Te amar não apagou meus abismos,
mas me ensinou a atravessá-los com luz.
Te amar não curou tudo,
mas deu sentido às dores que ficaram.
Porque quando você fica,
até o caos aprende a descansar
e o medo perde a voz.


Talvez amar seja isso:
não gostar apenas do que é bonito,
mas escolher o que é real, todos os dias, mesmo quando dói.
Dizem que nem tudo que gosta é amor, não acha?

Carrego trincas feitas de promessas antigas, mas foi teu riso que me ensinou a brilhar de novo.

Meu coração


Meu peito já foi casa cheia de ecos,
vozes antigas que o tempo não levou, mas desde que você tocou meu silêncio, até o vazio aprendeu
o que é amor.


Você chegou como quem não promete, mas fica…
sem pedir explicação,
e nesse espaço onde antes era ausência, plantou presença
dentro do meu coração.


Te amar não foi cura imediata,
foi processo lento, quase imperceptível, como luz entrando
por frestas pequenas,
até tornar o escuro algo impossível.


Se um dia eu fui feito de nada por dentro, hoje transbordo o que você construiu, porque onde antes só havia vazio, agora existe um “nós”… que nunca existiu.

Apagar fotos antigas,
é deletar memórias sem
utilidade pra vida.