Amizades Antigas

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ATÉ A ÚLTIMA LUZ.
No claustro azul da noite silenciosa,
onde o tempo sepulta antigas eras,
a alma contempla as sombras austeras
da marcha humana, trágica e grandiosa.
E, entre ruínas da jornada dolorosa,
recolhe as vozes frágeis das quimeras;
mas vence os vendavais das primaveras
com a força imortal e misteriosa.
Não é a chama efêmera da aurora,
nem o fulgor que o mundo reverencia,
mas o lume interior que a dor aflora.
É a centelha da própria consciência,
que mesmo quando a existência se evapora,
persiste além da última aparência.
Marcelo Caetano Monteiro.

“A verdadeira alegria não faz ruído. Cresce em silêncio, como as árvores mais antigas da terra.”

⁠Sobrevivi ao pior para alcançar o melhor, cada queda, um sussurro das sombras antigas, cada vitória, um feixe de luz que rasga o agora, como aurora nascida depois da noite mais longa que vivi.

Há perfumes que lembram memórias antigas, segue-os, eles te levam ao essencial.

O corpo guarda um manual de guerras antigas. Lá estão listadas derrotas que ninguém lê, exceto eu. Cada cicatriz é uma frase do diário que o tempo esqueceu. Volto a esses capítulos com os dedos, procurando cura no toque. E descubro que a linguagem da cura é pequena: atenção e tempo.

O silêncio guarda verdades como cartas antigas que a pressa nunca se permite abrir.

As promessas antigas voltam como roupas apertadas. Tentam servir um corpo que não é mais o mesmo. Algumas chegam a machucar, outras, aquecem ainda. Aprendi a escolher quais vestir e quando renunciar. Despir-se também é forma de honestidade.

As mágoas antigas têm trilhas que lembram histórias de guerra. Passo com botas e tomo cuidado para não reabrir feridas. Algumas ainda sangram quando piso no lugar errado. Por isso caminho devagar e olho os pés. Aprendi a ser mestre em passos suaves.

Existem dores tão antigas que acabam confundindo-se com a própria identidade de quem as carrega.

Algumas verdades não libertam, apenas retiram o conforto das antigas mentiras.

AMIGOS DAS ANTIGAS


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


No terreiro da infância,
Tudo era simplicidade;
Cada amigo era um irmão,
Criado na lealdade.
Não havia interesse,
Só carinho e amizade.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Era bola, era peteca,
Era pipa pelo céu;
Carrinho de rolimã,
Sonho doce feito mel.
Quem caía logo via
Outro amigo ser fiel.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Na tarefa da escola,
Sempre havia união;
Um emprestava o caderno,
Outro dava explicação.
Se um não sabia a resposta,
Todos davam solução.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Também tinha em casa o jeito
De ajudar sem reclamar;
Varria o terreiro cedo,
Ia a água buscar.
Terminada a obrigação,
Já corria pra brincar.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Nos passeios de domingo,
Cada riso era canção;
Piquenique lá na praia,
Com farofa e emoção.
O mar lavava os pés,
E a amizade o coração.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Vieram os quinze anos,
Festa, encanto e emoção;
Vestido rodando ao vento,
Brilhava o salão.
Os amigos celebravam
Mais um sonho em construção.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Depois veio a formatura,
Conquista de cada irmão;
Abraços, fotos e risos,
Misturados à emoção.
O futuro abria portas
Para uma nova estação.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Cinquenta anos passaram
Como um sopro pelo ar;
Mas as velhas brincadeiras
Ainda fazem gargalhar.
Quando a turma se reencontra,
A infância volta a morar.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Nem só de festa viveu
Nossa bonita jornada;
Também houve despedidas
Na estrada iluminada.
Alguns partiram primeiro,
Deixando a saudade guardada.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Cada nome é uma lembrança,
Cada riso uma oração;
Quem partiu vive na história,
Na memória e no coração.
A amizade vence o tempo
E também a separação.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Se existe riqueza eterna
Que dinheiro não comprou,
É o abraço de um amigo
Que o destino conservou.
Deus abençoe essa amizade
Que o tempo nunca apagou.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.

Os bancos controlam o poder, substituindo as antigas monarquias. Enquanto mantiverem esse domínio, a miséria não terá fim. Os banqueiros e grandes empresários preferem a desigualdade, pois ela garante sua riqueza e o sustento de uma classe trabalhadora submissa. Eles manipulam os políticos para servir aos seus próprios interesses, enquanto a política se transforma em um jogo de aparências. A verdadeira solução para a pobreza não virá enquanto os bancos continuarem controlando o sistema econômico e as decisões políticas.

Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.

O Encontro dos Contrastes.


Ele era o silêncio das bibliotecas antigas, O cheiro de papel velho e o peso do que foi escrito.
Um verso pausado, uma nota que hesita,
Vivendo no rastro do que é finito e restrito.
Ela era o eco das praças lotadas, O vento que bagunça o cabelo e a alma.
Um riso solto em esquinas geladas,
A pressa que ignora o convite da calma.
A Geometria do Destino
Não havia lógica no mapa que os guiava,
Pois um buscava o norte, o outro a imensidão.
Mas o destino, esse artesão que não errava,
Tinha planos traçados na palma da mão.
- Distintas? Como o fogo e o sereno.
- Opostas? Como o abismo e o luar.
- Destinadas? Como o rio, ainda pequeno,
Que não conhece outro caminho senão o mar.
A União dos Avessos
Quando se olharam, o tempo perdeu a medida,
As arestas se moldaram em perfeito encaixe.
Ele deu a ela o porto, a raiz, a guarida;
Ela deu a ele o voo, sem que ele baixasse.
Pois almas diferentes não buscam o igual,
Buscam o que falta, o que completa o desenho.
E no abraço que funde o mortal e o imortal,
Descobrem que o amor é o seu único empenho.
"Duas metades que não se parecem, mas que, ao se tocarem, finalmente se reconhecem."

As bruxas


As bruxas são almas antigas na Terra, praticantes da magia, defensoras da verdade e da igualdade, protetoras da verdadeira natureza humana, desprovidas de preconceitos e normas.


Ser bruxa é não depender de uma religião, viver com boa intenção e ser guiada pela intuição.


Há muito tempo se fala que somos seguidoras do diabo. Isso foi inventado pela Igreja para poder oferecer a salvação de sua própria criação e, assim, tomar o lugar de um ser que naturalmente sabia o que fazer em qualquer situação, de emergência ou não.


Pare para pensar antes de julgar...


Por que uma mulher que vive em paz com as plantinhas e os animais iria atacar um bom rapaz?


Vivemos a vida com muito amor porque sabemos o que ela representa e não enfrentamos quem ainda não está pronto para entender o que é viver.


Não gostamos de controlar. O bacana é auxiliar no caminho da evolução, sem imposição.


A autoconfiança vive com a gente, que sabe o que sente, sem sofrer influência de quem ainda não entendeu que só se ensina aquilo que já se viveu.


Bruxas são seres evoluídos que conseguem captar bons fluidos e jamais perderiam seu precioso tempo tramando contra alguém. Porém, sabemos que o universo é regido por leis que se cumprem por si mesmas, e é ele que vai se encarregar de colocar cada coisa em seu lugar.

As antigas do Sorriso Maroto matam, mas as do Jorge & Mateus te enterram vivo.

Perder o encanto por suas antigas alegrias, provavelmente seja o início do seu óbito interior.

O Direito precisa tolerar experimentações controladas quando as antigas soluções deixam de funcionar.

Se algum dia estas palavras parecerem antigas, talvez tenham cumprido sua finalidade: pertencer ao tempo sem pertencer inteiramente a ele.

Quando novos problemas encontram respostas antigas, insistir no mesmo método pode transformar a tradição da solução em permanência do próprio problema.