Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
18/11/2017
No sonho eu caminhava alguns passos, enquanto muito sangue saia de dentro de mim pela boca.
Cada passo, era sangue que não se podia medir, não era tosse. Simplesmente esguinchava de dentro da minha boca.
O chão estava alagado, todo vermelho, do sangue mais vermelho que eu já pude ver.
Talvez eu tivesse derramado já alguns copos de sangue, que meu corpo já não tinha forças pra ficar em pé.
Só lembro da minha mãe desesperada e pedindo ajuda para o meu pai.
Tudo o que ele iria fazer era ligar para o hospital.
E realmente ligou, mas foi tarde demais, eu perdia tanto sangue que só lembro de não conseguir respirar mais e caí ao chão.
Morri novamente no sonho.
A respiração era impossível. Fiquei sem fôlego, e finalmente dei adeus a vida.
Acordei sem entender nada novamente.
Depois dormi de novo, lembro que sonhei com a morte da minha avó, mãe da minha mãe.
Minha mãe ao receber a notícia, chorava muito.
Só sei que acordei novamente, e não consegui mais dormir porque já era dia.
Quantos pesadelos.
Parece filme de terror, ou conspiração demoníaca.
Mas, Deus está comigo.
Nada pode acontecer quando ele estiver sempre sendo meu guardião, e meu pai eterno.
Em 28 de julho de 2024, tive um colapso séptico que me levou a morte, mas consegui ressurgir.
3 cistos hemorrágicos, corpo em decomposição por dentro, apodrecendo de tanta inflamação.
A cirurgia de emergência me salvou, mas deixou muitas sequelas também.
Em pleno 2026, passei por outra cirurgia e estou me recuperando há 11 dias.
O meu corpo ainda pede socorro, mas estou á salva.
Nunca duvide dos recados dos seus sonhos.
Eu sempre soube que havia algo errado e nunca duvidei deles.
Cuide - se!! ❤️
Romanos 5:9
Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
“O sangue que satisfez a justiça de Deus é o mesmo sangue que nos garante a salvação”.
Marionetes de Sangue
Máscaras em cada rosto para mascarar fraquezas e sofrimentos.
Máscaras e fantasias de robôs.
Destroem os humanos
Cospem na humanidade
E premiam as máquinas de carne.
Comportamentos insensíveis premiados.
Escapismo hedonista,
Assasinos cruéis.
A Descoberta das Cordas
Mas mesmo assim complacentes.
Suas ações nunca foram totalmente livres!
Medo em cada olhar.
Marionetes!
Sensação de desorientação ao notar que fomos doutrinados.
Criadores das amarras sociais.
Desobedecer.
É assustador e doloroso.
Fomos enganados.
Polarização do tribunal.
Falta de nuance nas interações humanas.
Eu tenho nojo da sua visão de mundo binária e simplista!
A hostilidade cresce quando as pessoas se recusam a ouvir umas às outras.
É assustador e doloroso.
Corte a corda!
- Ramile Godon
Inferno Localizado
Nesta terra alguém chora sangue,
E ninguém se importa.
O choro e a agonia são provocados por vocês,
Ó demônios de carne!
Quem é o Satanás senão vocês?
Com esses olhos malignos e mentes perversas,
Com esses risos de hienas.
Quem são os inimigos se não os da mesma espécie?
Peso sobre a cabeça e as costas.
A agonia transborda.
Sua autonomia é vendida:
"Se submeta, eu te ajudarei!"
Isso é violação da própria alma.
Vocês pediram, não há escapatória?
Nessa prisão eles mantêm o controle,
Mas vocês não são inocentes.
Não parecem inocentes.
Deus tenha piedade de nós.
Que Deus amaria demônios que ele mesmo criou?
Que conversa é essa?
Tempo se esgotando.
Por que esperar tanto?
Você sabe, não sabe?!
Nesta terra alguém chora sangue,
E ninguém se importa.
- Ramile Godon
Descanso de Azul e Pedras
A noite as correntezas de azul e sangue escorrem das cachoeiras castanhas.
A luta contra o peso de um gigante de ferro que insiste em permanecer.
A lava é atirada em baldes para este derreter.
Mordidas e perfurações dos trituradores vermelhos e penetrantes.
Fugitiva, desvio e trajetos.
A ponta do termômetro que explode.
O limite dos montões de sombras em caos.
No colchão de madeira e pregos, fecha as pálpebras para seu trajeto.
- Ramile Godon
Alma de Cristo
"Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das Vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que eu me separe de Vós.
Do inimigo maligno defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
Mandai-me ir para Vós,
Para que Vos louve com os Vossos Santos
Pelos séculos dos séculos."
Ámen!
É gente indo
É gente vindo
É gente chegando
É gente partindo
É suor
É sangue
É vida
É fim
É recomeço...
Haredita Angel
25.12.15
Morena da pele de cuia
Tens sangue farrapo e tapuia
Na mistura de teu cerne
Teu olhar negro de noite
Por vezes afago, por vezes açoite
Que busco sem encontrar
Pra revelar o que sinto...
Meu desejo de lobo faminto
Em ti, encontra sossego
Minha alma de andarengo
Busca em ti repousar.
Vou te dar um perfume cor de sangue
Com cheiro vermelho
Frasco sem tampa de desejo
Que combina com seu espelho.
Separação
Se vai aos prantos
Prantos de sangue
Sangue de arrependimento
De mentiras em vao
Sem paz
Com amor garrado em rancor
Se arrepende de um dia ter sentido amor
Em falencia, triste vai sozinho
entra em sua casa
sente teu perfume
e tem lembranças do carinho
e do corpo nu na cama vazia
como sua falta me faz
me faz encher de odio
e diminuir minha paz
por favor, amor se vai
Vai!
nao volta
para casa, nao retorna
não volta nao ama
mas ainda assim te amo minha lua...
Sangue quente
Me aquece, suco rubro...
Da mais rubra fruta...
Frutifica em mim, alma latina....
Te enebrio com meu calor...
Soy caliente.
O cúmulo da vingança é:
Doar sangue para o seu maior inimigo, esperar até que ele se recupere da enfermidade e mandar o recado ao mesmo que tem um pouquinho de você dentro dele!
Uma lembrança
Lembro-me perfeitamente. Revoltado, o sangue quente borbulhava em minhas veias. Esvaziei meus bolsos, respirei fundo e saí. Deixei para trás tudo o que poderia crer ser precioso. Não havia caminho à trilhar, meu destino era incerto. Caminhava. Enquanto o fazia, pensava, principalmente sobre os motivos que me levaram a caminhar. A frustração me confundia. Não os encontrei. Mesmo assim, continuei.
No começo, apenas observava o mundo ao meu redor. Encontrava-me descobrindo inúmeros detalhes que sempre passavam despercebidos devido ao caos do dia-a-dia. Um olhar atento bastava para me corrigir. Caminhava sozinho, sempre pensando. Após horas, os pensamentos foram interrompidos por súbitos lapsos de sanidade mental. Me perguntava sobre o porquê de caminhar. Não os dava atenção, algo me movia a continuar, embora fosse essa razão desconhecida. Após dias, pesava sobre mim o castigo da fome. Pensava, agora, sobre as pessoas que tem fome. De onde elas tiram forças para continuar a caminhada? Maltratado, apenas continuava a andar, alimentando-me com restos encontrados durante a jornada. Alimentava-me também de esperança de chegar, embora local específico não era sequer imaginado. Andava. A dormência de meus pés era um lembrete constante do quanto havia caminhado. Incessante, ela se mantinha pronta a me desencorajar a qualquer minuto. Pensamentos me abateram: como fazem as pessoas cujos “pés dormentes” não as permitem andar como agora faço? Visto isso, redobrei a concentração e me mantive firme.
O suor escorria pela minha face, já há muito tempo suja pela terra do asfalto e longo período sem práticas de higiene convencionais. Minha cabeça se mantia erguida. Com meu olhos ligeiramente abertos, tentava me guiar através das miragens impostas por um Sol inclemente. O sal os fazia arder, mantendo-me cego. Imaginava: como podem as pessoas caminhar sem enxergar? Descobri razão pela qual caminhar: chegar. Esperava saber onde.A chuva caía. Lavava meu corpo e alma. As vestes, agora molhadas, pesavam. Tanto quanto minha consciência, por ter partido de forma tão inesperada, tal como a tempestade que me surpreendia. Olhava para o céu e apenas me entregava à sua fúria. Me sentia rejuvenescido, com espírito renovado. Sensação como nunca antes havia sentido. Questionei-me: como podem as pessoas viver e nem sequer apreciar esses pequenos momentos? Pensei em meu lar. Um turbilhão de rostos conhecidos, momentos vividos e erros, como nunca ter apreciado a chuva. Parti, em meios as poças: essas, de lágrimas. A exaustão por fim me venceu. Pernas trêmulas, cabeça pesada e respiração falha. Uma simples distração: fui ao chão. Cogitava como teria sido se, desde o princípio, tivesse lá permanecido, não caminhado. Estático no chão frio, mal conseguia me mover. Movimentava-se apenas minha mente. Ao fechar os olhos por completo, um filme era visto. Imaginava se estaria morrendo. Me dei conta de que não seria possível: eu já estava morto. Morto por dentro. Sempre obedecendo à rotina, aos caprichos dos que me rodeavam. A revolta tentou se manifestar, mas toda vontade já havia sido minada de meu ser. O sono foi longo, mas pareceu curto.Ao acordar, uma surpresa: uma mão. Estendida diante de mim, oferecia-me alimento e conforto. Sendo carregado, lembro-me de me sentir como um fantoche, em um teatro. O que, de fato, eu era. Deitado em uma cama confortável, descansei. Ao acordar, um banho e uma refeição. Logo dirigi a palavra à pessoa que ao meu lado estava, queria saber que circunstâncias a levaram a me ajudar. Disse-me que viu em mim mais que um corpo estirado ao solo, mas uma alma carente de ajuda. Completou por dizer que nada além de suas possibilidades havia feito: nada que uma pessoas de bem faria por outra de valor equivalente. Não me cobrou a breve estadia, nem os alimentos. Desejou-me boa sorte, na viagem que chamou de “vida”. As lágrimas voltaram. Mas dessa vez eram diferentes. Só pude agradecer e partir, diferentemente de como no começo de minha viagem. Ao sair daquela humilde casa, refleti: como podem as pessoas não crer na bondade, na compaixão? Senti-me envergonhado pelos meus momentos de revolta, normalmente associados a assuntos esdrúxulos. Por fim, acordei. Tudo não passou de um sonho, embora extremamente real. Mas, embora fantasia, meus pensamentos permaneceram intactos em minha memória. Tudo o que pensei, chorei e senti: toda a jornada. Nada pude fazer a não ser ajoelhar e agradecer. Ser grato por descobrir que há muito a ser observado além de uma primeira impressão, grato por não sofrer devido a fome, por ser capaz de me mover com minha próprias pernas, de ver com meus próprios olhos, de saber que os pequenos momentos da vida fazem dela tão fascinante e grato por ter aprendido a acreditar nas pessoas.Desde o começo, a chegada sempre foi a largada e o que me movia era fé: em um mundo onde as pessoas pudessem ser agradecidas pela grande dádiva da vida que possuem.
Digamos que o sangue corre nas veia e a inspiração no coração, se o coração ñ anda bem a inspiração ñ vem.
Se escrevesse um poema neste instante, escreveria uma árvore. Deixaria meu sangue circular em sua seiva, e os pássaros fazerem ninho com palavras de paina.
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