Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
A síntese de O Cristo Nu pode ser entendida como uma narrativa poética que aproxima a figura de Cristo da realidade cotidiana e social contemporânea.
Síntese
O poema apresenta Cristo despindo-se da glória divina para caminhar entre os homens, tornando-se humano e próximo dos marginalizados. Ele é visto nos trabalhadores comuns, nos diaristas, catadores, ambulantes e nos que carregam cruzes invisíveis. O texto denuncia as injustiças sociais, comparando o sofrimento moderno às imagens bíblicas da Paixão: boletos como chicotes, preços como lanças, mercado como calvário.
As “trinta moedas de pratas” simbolizam a corrupção e a ganância que ainda vendem destinos e silenciam vidas. Cristo chora junto aos Lázaros de hoje — os pobres, os esquecidos, os que dormem sob marquises e disputam restos. Ao mesmo tempo, o poema afirma que não virá salvador externo: cada pessoa é chamada a ser “seu próprio Cristo”, a assumir compaixão, esperança e resistência.
A ressurreição é apresentada como experiência diária, nos gestos simples e na sobrevivência diante da violência. O legado do Cristo nu é a força da humanidade que, mesmo abatida, renasce todos os dias.
Em resumo, O Cristo Nu é um manifesto poético que une espiritualidade, crítica social e filosofia existencial, mostrando que o divino se revela no humano e que a redenção se dá na luta cotidiana pela dignidade e pela esperança.
O Cristo Nu
I – Abertura e cotidiano
Olhai, olhai os pássaros em seus voos misteriosos,
Olhai as flores em seu desabrochar livre.
Vede os lírios nos verdes campos: se vestem tão belos e trazem os aromas pela manhã, espalhando perfumes pelo ar.
Portanto, eu aqui, ao olhar com clareza, avisto: quão formosos são, assim como a alma dos que labutam suas lutas diárias.
Pois, se a alma brilha sob o peso do fardo,
o homem exala em si a rara fragrância da nobreza — o aroma sagrado de quem constrói o mundo.
E quando o Verbo habitou entre nós, revelou-se: Ele, o filho do carpinteiro,
moldou como artífice a madeira e os pregos que o sistema, um dia, usaria contra Ele.
Assim como o construtor de hoje, que ergue o prédio onde jamais terá morada,
Ele se ajusta agora em meio a rostos cansados, a operários e à multidão das ruas.
São os cristos diários, batendo ponto em fábricas e escritórios, sob as luzes das lanchonetes e o óleo das mecânicas.
Cristos na diarista, nos postos, no catador de lixo, no vendedor de água e nos trens com seus ambulantes.
Almas de mão de obra erguidas para construir presentes e futuros,
nos alojamentos distantes e no suor do asfalto.
Eis o corpo: o vigor entregue às máquinas e aos balcões.
Eis o sangue: o fluido que move a economia do cansaço.
O sagrado se transmuta no suor das batalhas, onde cada gota de lágrima é o vinho de uma nova aliança com a vida.
A simplicidade resiste ao ego insano.
Resta um Cristo nu, de braços abertos,
folheando páginas do tempo e da história.
Moedas ainda compram vidas; esperança ainda se esconde nos cantos da alma.
II – O Cristo que desceu patamares
Um Cristo que desceu patamares:
primeiro, despiu-se de sua glória celestial
e caminhou entre os homens;
depois, desceu da cruz para mostrar o caminho —
não de forma divina, mas humana —
o caminho da compaixão, da esperança,
da expiação que se revela no cotidiano.
III – O Cristo chora
Periférico caminha pelas ruas,
a compartilhar o pão vivo da esperança
com os largados nos corredores de hospitais,
com os espremidos nos ônibus e trens
das manhãs de segunda-feira.
São os Lázaros de agora:
os que dormem sob marquises,
disputam restos com ratos nas ruas,
caminham como almas perdidas,
envoltos em sua dura realidade ambígua,
carregando cruzes sem nome,
à espera de um milagre que não vem.
Seu Getsemani é o travesseiro nas noites traiçoeiras.
O traidor que o vende por trinta moedas
é a cegueira diante do enredo criado.
Sua Via Crucis é feita de congestionamentos,
lotações e filas intermináveis.
Um Cristo que não sorri, não reclama;
guarda uma vaga esperança de dias melhores, mesmo desajeitado na cruz.
Uma cruz herdada, uma cruz que nasceu com ele.
Sem saber, grita ao Pai:
“Perdoe, eles não sabem o que fazem.”
Num desses dias, o Cristo calou-se e começou a chorar,
não pelo amigo Lázaro, mas pelo leite azedo que puseram à mesa.
Ali, não teve o bom vinho; fizeram do leite, coalhada.
A esponja de vinagre veio em forma de luz cortada pelo dinheiro que faltou.
Houve quem, como o centurião,
agarrando-se ao seu manto escarlate, surtou;
mas aqui, o manto é a pele no sol a sol,
e o escarlate é o suor e o sangue deixado.
Houve um certo Cirineu que se juntou para arrastar o madeiro,
simpatizando com seu choro e sua dor.
IV – As moedas de pratas
Trinta moedas de pratas
ainda vendem destinos,
ainda compram silêncios,
ainda pesam na balança da injustiça.
São vendidas por um sistema caótico,
num banquete de ganância, prepotência e luxúrias,
onde vidas se tornam mercadorias
e esperanças se desfazem em pó.
V – O Cristo político-social
Eu vi meu Cristo sorrir quando chegaram
com pão e leite frescos, e no mesmo instante soou algo estranho na TV:
falavam dos dois ladrões — o capitalismo à direita, o socialismo à esquerda.
E surgia o terceiro, chamado Barrabás:
um mecanismo chamado governo,
eloquente e audaz, prometendo o céu
já que o paraíso não tinha dado certo.
O pão nosso é a labuta do cotidiano,
o templo se ergue no seio da família,
e o sagrado é a força motriz de quem tece dias melhores.
Meu Cristo Nu habita em cada alma que expia sua existência em dias tempestivos;
pois o sagrado não ocupa palácios majestosos, nem habita catedrais de pedra,
vindo Ele de uma manjedoura para brilhar na resiliência de quem não se dobra ao fardo
e na resistência de quem sustenta o mundo com as próprias mãos.
O cálice deste Cristo é o sistema corrompido, entre ternos, carros de luxo e vida boa.
O chicote que o açoita são os boletos diários e impostos extravagantes.
As carnes continuam rasgadas, sem esforço,
pelo braço forte da indiferença.
VI – O Cristo interior
A lança transpassada
é o anúncio na alta dos preços,
e o mercado é o calvário.
Não virá salvador algum
para fazer o que só você pode fazer.
Tu és o teu próprio Cristo.
O Divino já disse:
“Vós sois deuses.”
E, por isso, como pequenos cristos,
somos levados — dia após dia — cativos,
como ovelhas ao matadouro,
como cordeiros mudos ao abate.
VII – Paixão e ressurreição cotidiana
A Paixão de Cristo são os regalos dos passeios;
o piquenique no parque da esquina,
o vão das coisas ditas nos olhares cheios de ternura,
nos momentos simples.
A ressurreição é o mote diário,
equilíbrio entre estar vivo ou morto nas trevas da violência.
Num domingo qualquer verei o Cristo descansar.
O dia é dele.
E sagrou-se senhor do seu dia.
Um dia tranquilo, movido a cheiro de mirra e aloés:
a fragrância final de quem, enfim, cumpriu sua jornada.
Todos os dias nascem novos cristos.
E quando eu me for, matarão esses novos cristos que vieram à terra.
Só não matarão o legado do Cristo nu.
Nossa ressurreição é diária dentro deste ciclo.
Autor: Israel Soler
Desistir de ser feliz porque passou por uma frustração, é como desistir de dormir porque teve um pesadelo
O homem por sua natureza buscou ser sempre predominante, e dominador. Na evolução ele perdeu sua capacidade de ser. Se perdeu no medo da capacidade da mulher ser livre no pensar,e no agir. Nunca encontrei alguém que não se sinta inseguro; encontrei pessoas que mentem pelo simples prazer da paixão pelo desconhecido, ou pela insegurança que se fez em seu coração. O ciúme é a porta do medo da insegurança. E a insegurança leva os homens descontrole emocial e promove o caos.
O dia que se inicia é um segredo à ser revelado, mas se acordas com um coração como de uma criança, não será mais um segredo... Será uma caixinha de surpresa que sempre coisa boa tem!
Ser fiel às suas ideias, ser fiel aos seus compromissos assumidos são questões inegociáveis para homens de caráter forte.
Pequena flor, sereia do meu cais
Tenho a paz de ser só seu
Estou indo agora
Dói muito essa saudade
E agora?
Sou todo amor do mundo
É difícil de de entender
Para ser eficaz, o trabalhador do conhecimento deve, em primeiro lugar, fazer as coisas certas acontecerem.
Em meio ao mar revolto da existência, há corações que aprendem a ser ilha — firmes, serenos e banhados por uma paz que nenhuma tempestade alcança.
SONHO DE SER LIVRE
BY: Harley Kernner
A mulher quer ser livre como o Céu!
Toda mulher sonha em voar —
além das asas que o olhar pode ver,
carrega expectativas, sonhos de luar,
busca o caminho que só ela saberá trilhar.
Segue o coração, sem receio nem temor,
pois ser livre é ter voz para falar,
ser ouvida, sem calar seu amor,
é escolher o que o peito almeja encontrar.
Ser livre não é ter tudo ao alcance da mão,
mas ter o que verdadeiramente se quer;
é sonhar com força, sem fronteira nem chão, e coragem para realizar o que a alma saudou.
Ser livre é ser mãe, se esse for o seu desejo,
é escolher o rumo, sem deixar que ninguém impeça;
é viver sem máscaras, com todo o seu jeito,
ser feliz com quem se é — essa é a grande graça.
A mulher quer liberdade no Amor!
Na união, a mulher quer ser livre também,
caminhar junto, mas não perder seu ser;
encontrar o equilíbrio entre dois corações que se amam,
entre a individualidade e o vínculo a tecer.
Respeito e confiança são as chaves douradas
para uma vida em comum, cheia de luz;
dois seres distintos, com caminhos desenhados,
cada um com sua essência, seu próprio brilho a brilhar e seduzir.
Apoiar-se mutuamente é o segredo do amor que cresce,
sem limites, sem correntes que prendam o passo;
comunicação aberta é a base que se fortalece,
sem máscaras, sem medos que possam amassar o laço.
Independência e união, lado a lado caminhando,
um amor que é forte é aquele que liberta;
pois na liberdade mútua, o coração encontra o seu canto,
e a mulher brilha, completa e serena.
REFLEXÕES DO DIA:
"À toda mulher — que carrega o mundo no peito e o céu nos olhos, que faz da liberdade a sua maior beleza."
" Ser livre não é viver na solidão, mas ter suas asas libertas.
A liberdade saudável nunca descarta o respeito e o amor mútuo."
Receba flores…
Seja luz nas trevas da vida…
Tenha fé…
Tudo tem uma razão de ser…
O tempo é o remédio da alma…
Apenas siga amando…
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