Amigo Mala
Nunca imaginei como seria uma sardinha enlatada, neste momento eu sei, é só entrar 5 mala cheia num carro...
Meu lar é a estrada, minha moradia cabe dentro de uma mala, a esperança é o que embala e o futuro está a uma passada.
Nunca chame um político corrupto de cachorro. Pois se vc colocar uma mala com milhões de reais e 400 gramas de carne, com certeza o cachorro só vai querer matar a fome.
►Filho De Minas
De Minas Gerais para Goiás
Na mala, recordações da mãe e do pai
Várias pessoas lendo seus jornais
E do lado de fora, campos rurais
As paisagens entram e saem
Os olhos lacrimejam pela saudade do café da tarde
Os amigos e amigas que deixará para trás
Despedindo do pão de queijo e dos festivais
Das mineiras se suas belezas naturais.
O relógio do seu avô, que já não mais funciona
Mas ele serve muito bem como uma bela lembrança
Em um guardanapo, embrulhado, uma broa e um recado de abraços
O coração apertado, temendo o novo mundo
Medo, sozinho, com os chinelos sujos
Porém, com a simplicidade de poucos,
E o sonho de muitos.
Em retrato, guarda o sorriso de Fátima
O espírito de liderança de Ana, feito Átila
Sem mencionar a bela Larissa e sua pele branca
Sentirá falta também dos conselhos da dona Antônia
Mas se lembrará de todas elas ao olhar a imagem da Santa,
Que fora dada pela tia Ângela.
A palha de seu chapéu lhe serve como distração
Ao sair da estação, roupas belas esbanjam em sua visão
Não seria fácil viver na cidade, com pessoa de outra classe.
Pobre Pedro, filho de um simples lavrador
Teu pai era um bom senhor, era trabalhador
Mas Pedro? Coitado, frágil, porém sonhador.
A BÊNÇÃO
Quando eu era bem menina,
Minha vó vinha me visitar,
Trazia na mala dela,
Brinquedos e balas de canela.
Minha vó vinha de longe,
Mais de hora de viagem,
Ela vinha olhando a paisagem,
Esperando logo chegar,
Para a saudade matar.
Assim que Vovó chegava,
Na porta assobiava,
E quando eu a escutava,
Corria e lhe abraçava.
Saudades eu carrego comigo,
Saudades do seu sorriso,
Saudades da sua voz rouca,
E do seu jeito de dizer sem falar,
Que me amava
E sempre iria me amar.
Não é que eu sou mala ou o que queiram me chamar e julgar. É que eu não consigo dar moral para o pouco, quero sempre mais e cobro isso para o bem da humanidade.
Ela saiu assim de mansinho, pé por pé, sem fazer barulho, colocou na mala seus sonhos e foi realizá-los. Ela não quis acordar aqueles que sempre dizem que ela não conseguirá. Desses, ela nem precisa se despedir.
É melhor encher a mala de ilusões
e de sonhos impossíveis,
mas sem esquecer a coragem,
vou precisar dela para partir.
É preciso quebrar barreiras
e tudo o que incomoda.
do meu poema - Diga ao espelho
Fechando a mala...
Não quero nada teu,
tua mala, pesa demais.
Eu só quero o que é meu,
minha bagagem é tão pouca
bem fácil de carregar
e se perder,
alguém devolve,
não há nada ali
que possa interressar.
Algumas roupas,
um batom
e um perfume de lavandas.
Vou levar uma caneta
para escrever meus dias
e borracha
para apagar alguns rabiscos
que ainda insistem
em marcar presença,
mesmo quase apagados.
Levo meu livro de poesias,
mas este,
carrego no coração.
Juntos,
me acompanham também,
meu violão desafinado,
abraços, beijos
e bons desejos
que fui recebendo,
ao longo destes anos.
Eu carrego uma mala cheia de roupa suja e pouco ou nada já me surpreende, me conformei e aprendi a lidar com a realidade sem mais me iludir
Pois somos poetas de nossa própria criação. O despertar da mala de cada um de nós vem com ascendente de um fogaréu que aos poucos vai se expondo!
Mala da Alma .
Fazer a mala muitas vezes
leva tempo .
E preciso tirar e retirar muitas coisas ,
mas como saber o que podemos retirar e o que não vai fazer falta
na viajem que escolhermos como próximo destino .
Destino, sim , destino precisa de muitas peças .
Vamos encontrar peças que nos serão levadas por toda eternidade .
Outras que não serão tão necessárias .
Mas é preciso saber escolher , para não passar frio na viajem .
De preferência escolha o melhor para colocar na mala .
Opiniões são sempre bem vindas , amigos á esse não pode faltar
e a melhor bússola caso nos percamos no caminho .
Não esqueça de levar a lua , sim a lua ela e cumplice na viajem .
Clareia pensamentos , refaz almas sem esperança , torna a vida dos apaixonados uma céu enluarado .
Eu falei de estrela , verdade não podemos deixar de fora as estrelas da mala .
Aquelas estrelas especiais que nunca morrem , se colidir com um asteroide pode ser fatal .
Mas tem as fechaduras da mala , você vai querer guardar a chave ou jogar a chave fora .
Caso pense em jogar , chame o sol nada melhor do que ele para dizer em que estação da vida você vai precisar parar .
Vou levar na mala da alma , um coração sim um coração você já viajou para algum lugar sem emoção .
Precisa ter sempre um coração na mala da alma , ele pode até dar um pouco de trabalho , mas com um bom tango ou uma salsa .
Tudo volta ao normal , leve temperos na mala da alma .
Eu indico muita sedução , aquela sedução que dura uma noite inteira
se quiser repetir abra a mala da alma , faça tudo novamente .
Quantas vezes seu corpo achar necessário mas tempere a mala da alma .
Não viaje nesta vida sem ter completado sua mala da alma com tudo que é necessário para uma longa viajem , faça paradas apreciei cada etapa do caminho .
Afinal vai que você precise fazer novamente o mesmo roteiro .
D.A.
Autora : Gislene Pascutti .
E todo ano é assim: quando ele chega a gente já sabe que teremos festas, e das boas!
Ele chega malandro, só no sapatinho e com aquela cara de quem sabe que demorou pácas. Mas é um bom sujeito, sangue bom e a gente perdoa.
Perdoa pois sabemos que ele vem mais pra se despedir do que pra ficar. E quando vai, deixa uma saudades daquela, uma sensação de quero mais, de ficaporfavor!
Ele chega no final anunciando que daqui à pouquinho tem gente nova no pedaço, e bate aquele saudosismo , aquela sensação de missão cumprida ou de uma nova chance... Porque Dezembro é assim mesmo: este carinha vestido de purpurina, com jeitão de festa, mas ao mesmo tempo um velhinho pronto pra partir desta pra outra, cheio de fé e esperanças.
E a gente então comemora, que é pra ter motivos de sobra pra querer que ano que vem ele volte de novo!
O amor pegou a mala e resolveu viajar.
Foi para Maracangalha de chapéu de palha.
O amor trabalhou incansavelmente e já estava com as férias atrasadas.
O amor antes de pegar o carro e ver se Anália queria ir junto para Maracangalha, decidiu parar em Itapoã para beber água de coco e ouvir o mar.
Mar esse que por sinal aconselhou: se Anália não quiser ir, vá só!
E não é que o amor foi?!
O amor entrou no carro, ligou o som, fechou a porta e pegou a estrada.
O amor não se estressou com o engarrafamento, nem com o calor e muito menos com a pessoa que passou xingando sua genitora.
O amor foi viajar livre das dividas, das cobranças e do remorso de ter sido largado por Anália.
O amor colocou protetor solar e foi se bronzear, afinal a palidez resultou na insatisfação.
Agora, o amor tira férias. E pouco importa a companhia de Anália.
Hoje, o amor se faz completo, sem dependência, sem cobrança e sofrimento.
O amor se impôs e Anália sofreu em casa. Solitária.
O amor tirou férias.
Anália sofreu com o saudosismo.
Mas, se bem me lembro, o amor tinha convidado Anália; mas, ela preferiu a liberdade.
Liberdade essa que foi usada como libertinagem.
O amor cansou de dar sem receber.
O amor juntou os honorários e tirou férias a longo prazo.
Anália se arrependeu.
Mas, querida, agora já era tarde!
O amor se foi e largou o emprego como estagiário.
Quer dizer, escravo.
A mala dos segredos desconhecida
Autor: LCF
1
Era uma vez um sujeito;
( Cuja a identidade não se conhecia;
E a personalidade jamais se temia; )
De nada tinha perfeito.
2
Andava com uma mala;
O que estaria no seu interior?
Seria um presente? Bolor?
Andava ela por uma sala.
3
Era esquisito;
Escondia algo valioso;
Algo precioso;
O que escondia era, também, bonito.
4
Toda a gente olhava;
Ele não prestava atenção;
Possuía um brasão;
E toda a gente o apreciava.
5
Seria esse brasão;
Que o sujeito escondia?
Ninguém sabia;
Ficavam na humilhação.
6
Intrometidos que eram;
E a mala era um mistério;
Correu-se um hemisfério;
Nada obtiveram.
7
Descobriu-se apenas uma coisa de novo;
A mala lá dentro tinha;
Uma pequena estrelinha;
Estrelinha que mudaria o povo.
8
As pessoas ficavam curiosas;
Para nada alcançar;
Aquela pequena estrelinha do mar;
Possuía qualidades maravilhosas.
9
E a mala desconhecida;
Permaneceu assim;
Eu dizia sim;
À mala continuar desconhecida.
Pequena,
joga tudo pro alto. Acorda amanhã e faz uma mala, uma mochila. Ou, melhor, nem dorme essa noite. Espera a vizinhança se aquietar e sai de fininho. Deixa a porta encostada pra não fazer barulho com a chave nem com o trinco. Vem com seus pés de veludo até a esquina. Te espero. Carro ligado, motor funcionando e o ronco vai se confundir com o que deixou no quarto sozinho. Larga tudo.
Te peço isso num impulso louco apaixonado, mas com a frieza de quem pensou até não poder mais. Pesei muita coisa também. A sua, minha, nossa alegria. Coloquei do outro lado a tristeza que ele sentirá se acordar e encontrar o lado esquerdo vazio. Eu já sei faz tempo o lado que você gosta de dormir. Juro que me pus no lugar dele e não resisti ao fazer este pedido. Lutei muito contra o egoísmo de querer ter você só pra mim.
Mas não é desse jeito que funciona?
Eu sei que você não quer mais essa sua vida. Vive falando que agora o teu destino é comigo e que quer construir algo nosso. Deixa a janela entreaberta, faz uma corda fugitiva com lençóis amarrados. Escapada hollywoodiana em plena madrugada carioca. Rapel da janela do teu quarto pra escalada dos meus braços. E não esquece de deixar um bilhete pra ele. Joga tudo pro alto. Larga o que eu chamo aqui de “tudo”, mas você vive me repetindo que é nada. Que não há mais nada.
Se essa carta chegou até você é porque existe quem acredite e apóie essa nossa loucura. Esse nosso amor. Nascido do olhar, confirmado nos beijos. Talvez levando apenas a culpa de você já estar com alguém. Entretanto, há tempo para concretizar nós dois, Pequena. Quando se ama nunca é tarde. Vem, te peço, e me mostra que tudo aquilo que fala pra mim é verdade.
Essa não é nossa última chance, mas é a chance. Pra quê prolongar?
Joga pro alto o que você não quer mais e agarra a gente de vez.
(Gustavo Lacombe)
