Alma Inquieta
A!!!!
O sol brilha lá fora, e na alma...
A!!! e o amor ,sei lá e tão inquietante,
quando se quer ser o ar que o outro respira.
E não adianta, nos tornamos reféns não
do outro mais de nós mesmos.
A festa já acabou
É carnaval,
E a minha alma pula, inquieta,
Sem paz.
É carnaval,
E as alegrias só restaram nos carros alegóricos,
Nos enfeites brilhantes,
Nos comas alcoólicos.
É carnaval,
E as alegrias só ficaram
Nos instantes, efêmeros,
Intervalos
De dor.
É carnaval,
E a banda passa,
E a vida passa,
Diante dos seus olhos.
Acabou-se o carnaval,
E só restaram os confetes,
No chão.
CONTENTAS
Contentas... Mas que enfado perturba
A alma inquieta? Que dor esta serva
Que ao peito aperta, e pouco se eleva
A fé, casta, vibrante tal o som duma tuba
É o banzé! Que palpita como uma turba
Nos devaneios, e os sonhos de mim leva
Do meu seio, e vão, desenhando treva
Assim aos luzidos pensamentos deturba
Aquietes, com o juízo nu, no travesseiro
Solto as quimeras... e ei-las, aligeirar
Nos caminhos da serenidade por inteiro
Alegra-te na concórdia doce e macia
Da vida, leve, com o desejo de amar
O bom hálito do prazer subleva o dia!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
23 de agosto de 2019
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
CHORO OCULTO
Se me escorre bochornal pesar
Da alma inquietada e tão sofrida
Parece-me afliges querendo voar
Dos lamentos desta copiosa vida
E a minha triste cisma dolorida
Em lágrimas opacas põe a rolar
Nas tristuras e do silêncio saída
Não esquecida, insiste em pisar
E fico, cabisbaixo, olhando o vago
No peito o gosto pálido e amargo
E minha emoção duma cor marfim
Assim, eu choro, um choro velado
Ninguém os vê brotar de tão calado
Ninguém os vê arando dentro de mim!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
29, agosto de 2019
Cerrado goiano
Estado da alma inquieta .., corresponde talvez a incerteza de um Talvez ...(Falar de Saudade sem falar de Você "ImpossíveL" 💭
Eu aprendi que, sim, há um tesouro na dor. Ela é chata, deixa a alma inquieta, faz o coração e a cabeça doer, mas é capaz de proporcionar tanto aprendizado. Ela é capaz de despertar aquele amor próprio que estava dormindo, aquela coragem para seguir adiante e deixar um passado ruim para trás. Ela é uma pedra no sapato, mas acredite em mim, também é uma ótima professora. Depende de como a enxergamos.”
Inquietações
que moram nos porões da alma...
Lugar de conhecimento de poucos,
talvez, nem nós mesmos os conheçamos
mas, é lá que estão as dores não partilhadas,
os amores não vividos, as incertezas atrozes...
Lá também estão a força e a determinação
para superar os temores
e, o entendimento de nossa natureza,
simplesmente humana!
Cika Parolin
Uma alma inquieta,
Talvez não a de um poeta.
Uma pessoa incerta,
Que nunca acerta.
Uma mente brilhante,
Igual a vidro, não diamante!
Que essa chuva lave a nossa alma e purifique o nosso coração, que leve nossas inquietações para algum lugar distante e que o AMOR esteja sempre presente nas nossas escolhas! Amém!
A ESPERA
Estou inquieta
Minha alma cinzenta redemoinha
dentro de mim...
Sinto frio
Sinto tristezas
Sinto vazios
Sinto " Solidões" sem fim...
Por onde andará a minha paz?
Aquela quietude que invocava risos?
Em que parte de mim perdi meus sonhos?
Hoje tudo é tão sem cor
Saudades não sei de quê
Um cair imenso
Um sofrer intenso
Um vagar impreciso...
Um abismo negro me traga
Dentro desse abismo, outro abismo!
Em minhas costas, garras afiadas
Arrancam pele
Sangra
A dor é inerte
Não a sinto mais
Não sinto nada.
Não. Sinto sim...
Apenas um toque profundo e macio
Uma promessa, talvez, de libertação
Aquela que um dia virá
Na vida, minha única sorte
Gélida
Bálsamo de esquecimento
Alívio
Mão doce
Piedosa
Minha querida
Esperada amiga morte
De tudo que nunca foi, o fim
Leveza do ser
Alheamento total
de mim.
CAÇADOR
Alma inquieta que busca conquistas
Insensata busca a conhecer novos corpos
Cede incabível de fontes intocáveis
Movido pelo desafio de se saciar
Atinge o alvo sem piedade ou dó
Lábaro prazeres noturnos trazem fogueiras
Vividas brasas nas luzes do amanhecer
Manjar dos deuses a se deliciar
Vou (voo) com a poesia...
(Nilo Ribeiro)
Hoje não sei me definir,
minha alma está inquieta,
às vezes quero deitar e dormir,
às vezes quero estar em festa
uma sensação confusa,
uma sensação de medo,
uma sensação intrusa,
uma sensação de zelo
deixo a poesia expressar,
vou a favor do vento,
não sei quando voltar,
vou a favor do tempo
hoje quero ser conduzida,
para um lugar qualquer,
quero minha alma à deriva,
me sentir liberta e mulher
fecho os olhos e sigo,
sem ter medo, nem temor,
sinto que Deus está comigo,
sinto que isto é amor
minha música eu ouço,
meu espirito em verve,
água mornano dorso,
arrepio na pele
a paz me domina,
a serenidade me envolve,
sou a inocente menina,
sou a mulher que resolve
sou toda sentimento,
sou tudo o que eu quero,
sou a dança e o movimento,
sou a valsa e o bolero
sou a mulher inteira,
sou a mulher completa,
sou a mulher companheira,
sou a mulher poeta
uma sensação gostosa,
uma sensação do bem,
sou uma mulher maravilhosa,
sou muito amada também
agradeço poesia,
por trazer tranquilidade,
agradeço pela companhia,
agradeço pela felicidade...
Marraro
Minha alma inquieta
por breve momento arrefeceu.
Deu lugar ao ouvido de poeta.
E em meio a um verde óbvio
Ainda se surpreende
Com coloridos hibiscos salpicados pela areia.
Seu corpo e o meu
Mansamente desacelerando em redes amarelas.
Mais regular
Que as batidas do coração
Só mesmo o barulho do mar.
Indo...
Vindo....
Sábio e devagar.....
A saudade é um sintoma na alma, que provoca uma inquietação relevante, causada pela vontade de reviver algo que experimentamos no passado, sentimentos que foram fortes o suficientes para deixar reflexos inapagáveis em nossas emoções, marcas que nem o tempo conseguirá eliminá-las de nossas memórias.
Sou uma mulher, com alma de criança inquieta,
Sou o acaso das coisas, sou o "não ter sentido",
Sou ignorancia pura e inteligência viva, uma mistura incoerente de tudo e nada,
Sou a liberdade trancafiada em um corpo semi vivo que teima em desabrochar,
Porém meu eu é desbotado demais pra que eu possa despertar.
Existência
Sentimentos me inquietam a alma
Pensamentos me povoam a mente
Sensações me aguçam o corpo
Atitudes me tornam existente.
Penso em ti
Perco o sono
Queima me a carne
Inquieta me a alma ...
Tudo me agita
O mar que açoita os corais
Os ventos nos coqueirais
O cão moribundo que uiva nas ruas. ..
Desejo com ardor a tua presença
Meu coração pena em saudades
Quem me dera, agora, ser tua!
E enquanto as horas rastejam, lentas
Busco palavras para exprimir no poema
Toda loucura desta paixão que por ti confesso.
Elisa Salles
Direitos reservados
OS SESSENTA (soneto)
Os sessenta anos duma alma inquieta
Cabelos brancos, a face vivida, poente
Os olhos no qual se trova inteiramente
Bagatelas, onde mora a emoção poeta
Um sonhador de sentimento profeta
De palavras que falam, inda inocente
Versos que do peito saem de repente
Docemente, em uma parição secreta
Uma determinação tão só, tão largada
Que o silêncio urge, no invento venta
A sorrir, e ou a chorar, lhe é camarada
E se na parada se senta, pouco tenta
Aquieta, numa má sorte da derrocada.
São os encantos de se ter os sessenta...
