Alma Humana
A alma humana apresenta suas nuances; a mesma voz que canta suavemente as vezes grita desafinada, as mãos que consolam podem ser mãos que aprisionam em circunstâncias distintas. Como a flor e seus espinhos que encontramos no caminho, onde o observador se detém na beleza, pois pode se ferir ao tocá-la sem o devido cuidado.
É a magia na imperfeição, é a contemplação da evolução, é a certeza da lapidação interna ocorrendo em cada ser; em mim, no plebeu, na princesa, no espinho, na flor e em você.
A depressão é um câncer na alma humana. Não há cura só controle através da oração a quem a Luz procura.
Nenhuma culpa devora a alma humana quando a mesma está disposta a buscar a redenção. A reparação chega em doses homeopáticas.
A melodia musical não é uma exclusividade da raça humana talvez pertença a alma do planeta: canto dos pássaros, do galo, das baleias-azuis, das cigarras, o uivo cromático do lobo, o coaxar rítmico dos sapos e o relinchar dos equinos.
O amor e o ópio da alma. inflamando os sentidos e matando a razão humana em total desfavor ao próprio ser.
Alie-se à nobreza. Busque a nobreza da alma humana, a nobreza do caráter. "A virtude é o primeiro título de nobreza"; é velho isso, foi dito por Molière, há mtos anos, mas ainda está valendo, e, agora , mais do que nunca.
A complexidade da alma humana me deixa admirada mesmo não a observando por completo.
Em sonetos, poesias e poemas, encontro-a em sua forma mais pura.
É instigante como alguns seres conseguem utilizar tão bem desse instrumento chamado linguagem.
Assim, me sinto mais próxima da complexidade que tanto me causa curiosidade.
"O Chamado da Centelha"
Desde o princípio dos tempos, a alma humana carrega uma inquietação silenciosa — um anseio por algo que o mundo material não pode oferecer. Essa sede não é de prazer, de posses ou de poder, mas de lembrança. Pois esquecemos quem realmente somos.
Segundo os antigos gnósticos, vivemos num mundo ilusório, forjado por um demiurgo — uma inteligência inferior que, embora poderosa, está cega à plenitude do Espírito. Este mundo, com suas regras, dores e ciclos repetitivos, é uma prisão feita de matéria e esquecimento. Aqui, nossa essência divina — a centelha do Pleroma, do Todo — foi aprisionada em corpos de carne e moldada por crenças limitantes.
Mas dentro de cada ser humano, ainda brilha essa centelha. É ela que sussurra em meio ao caos. É ela que nos leva a questionar o sentido da vida, a não aceitar o sofrimento como destino, e a buscar — ainda que sem saber — o retorno à Origem.
O Gnosticismo não nos convida a crer cegamente, mas a conhecer. A gnose é um despertar interior, uma revelação íntima que rompe os véus da ilusão. Quando buscamos dentro, além dos dogmas, além das formas, encontramos aquilo que é eterno: a verdade viva, que estava oculta em nós desde antes do tempo.
Conhecer a si mesmo é lembrar-se de Deus — não o deus deste mundo, mas o Deus verdadeiro, sem nome, sem forma, além de toda dualidade.
E quando despertamos, deixamos de ser peças no tabuleiro. Tornamo-nos filhos do Alto, conscientes da missão de libertar nossa luz e ajudar outros a fazerem o mesmo.
Pois o caminho da gnose é solitário, mas não é egoísta. O verdadeiro iniciado não se eleva para fugir do mundo, mas para transfigurá-lo — com compaixão, consciência e verdade.
E então, ao reencontrar a Luz que jamais nos abandonou, compreendemos: nunca estivemos realmente perdidos. Apenas adormecidos.
Todos nós queremos atingir a alma humana, como bem disse Aristóteles, e para isso, precisamos compreender a alma humana. Isso significa que queremos afetar e influenciar as pessoas de certa forma, e para isso precisamos nos submeter a também ser afetados e influenciados pelas outras pessoas. Essa é a única razão pela qual nos relacionamos, por que queremos passar algo, e também receber algo. A natureza humana é feita disso, de uma troca constante. Ninguém pode encontrar alguém sem levar consigo um pouco dela, e deixar com ela um pouco de si. Eis a beleza de sermos quem somos, portadores da natureza humana.
"A bondade amorosa é a assinatura de Deus na alma humana; ao agir com compaixão, trazemos o céu à Terra."
"" Diga que ama sempre
mas não diga o tanto
porquanto amar é o sumo da alma humana
que mesmo numa desumana forma de vivenciar o amor
saberá sempre distingui-lo
diga que ama sempre e contente proclama que amar é bom
tão bom quanto doce preferido
como beijo escondido, camafeu
diga que ama
e aos céus confesse seu bendito amor
numa oração singela de quem é fera
mas sabe plantar uma flor
diga que ama e até amanhã ame um pouco mais
aliás, de amor estamos necessitados
tanto e quanto tudo
puder apenas ser
amor...""
A graça preveniente antecede a capacidade de resposta humana a fim de preparar a alma para o ouvir eficaz da palavra redentora. Esta graça precedente trás as pessoas para mais perto de Deus, diminui sua cegueira á provisão divina, fortalece sua vontade para aceitar a verdade revelada, e possibilita o arrependimento. Somente quando os pecadores são assistidos pela graça preveniente, eles podem começar a render os seus corações á cooperação com formas subsequentes da graça. Thomas Oden – Teólogo Metodista.
