Algodão

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Chuva, cisco de céu varrido
Pra debaixo dos tapetes de algodão
Voa em sentindo contrário
Sapateia pelas telhas
Escorrega pela tubulação
Tilinta algo que eu bem escuto
Diz que é transitório, passageiro
Mas garante que traz mudanças
Purifica o topo e encarde a base
Traz somente para baixo
Tudo aquilo que nunca precisou subir

⁠Você não é um bruto
Você é o que tem de mais sensível, que já vi
É como se fosse um algodão doce, que cai na água e logo se desfaz
Você se vestiu nessa armadura quase perfeita
De diamante
Mas até o elemento mais forte da natureza, que se estilhaça
Ao ser duramente lapidado
Ou simplesmente norteado
Ele se quebra
E sua armadura quando trinca
É em meu coração e alma, onde eles vão parar
E sempre que sou atingida, dói, e muito
E com isso vou morrendo aos poucos
Aliás, minha alma já se foi
E aqui no meu corpo
Jas o coração que ainda bate
Em uma casa que já não existe
Quando sua armadura em fim, você tirar
Eu não estarei mais aqui
Como de clichê
Poderá ir visitar meu túmulo
E cada vez que for
Leve uma lasca de diamante
E lapide minha mais linda memória, você.

"A vida é curta como um algodão doce na água".

Que seja doce como nuvens de algodão
Que seja belo como borboleta em flor
Que seja suave como brisa em folhas ao chão
Que seja amparo, consolo, alívio da dor
Que seja sincero como sorriso de criança
Que seja terno como carinho de vó
Que seja afeto, cuidado, esperança
Que seja abraço. um laço, nunca um nó
Que seja festivo como pássaros na janela
Que seja iluminado como chama de uma vela
Que seja amor como a música que ecoa do seu ser
Que sejamos nós todos, os outros, eu e você!

⁠A face pode ser de bravo, mas o coração é doce como o algodão doce.

⁠Que seu dia seja gracioso, que você leve penas e traga algodão, misturando fala e riso em seu trabalho.

⁠POEMA DA DESINTOXICAÇÃO

Foi olhando a pluma de algodão
que a luz acendeu meu coração
na manhã fria de verão
senti toda atração.

Atração por olhar para mim
e perceber que eu precisava mudar
na intenção de desintoxicar
o que tentei deixar aflorar.

Desintoxicar o olhar
é pensar na essência da vida
e deixar espalhar
para se sentir fortalecida.

⁠Na Fila do Algodão Doce

Esperei, como quem guarda o mundo,
Com olhos de criança, puro e profundo.
Um pedaço de tempo só pra nós dois,
Um instante onde nada fosse depois.

Mas a fila parou, o doce escapou,
E o que era espera virou amargor.
Vi o tempo levar o que era meu,
Como quem roubou o lugar que escolheu.

A raiva subiu, feroz, inclemente,
Um furacão que tomou minha mente.
Não foi só o atraso que me fez,
Mas o sonho quebrado da nossa alegria.

Agora, sozinho, tento entender
Que o amor também sabe perder.
Que em meio à fúria, há espaço pra ver
Que eu só quis você, e não sabia dizer.

Perdoe minha pressa, meu jeito menino,
Que espera demais no amor sem destino.
Ainda sou aquele na fila a sonhar,
Esperando o momento de te encontrar.

Quero que me entenda, não caia no esquecimento que flutua sobre algodão doce e que esquece de voltar para a Grécia.

Essa tal loucura sã

Fico a imaginar como seria voar,
entre nuvens de algodão;
Nas estrelas repousar sob um canto de ninar, conhecido por trovão;

De carona em alto mar com golfinhos mergulhar, mil tesouros encontrar numa antiga embarcação;
E no fundo desse mar bons amigos encontrar,
uma festa vamos dar para então comemorar a chegada do verão;

E quando a noite chegar, carneirinhos vou contar, e com eles vou brincar até no sono pegar;
Quando enfim o sol raiar, bem ligeira vou estar entre campos perfumados muitas flores ao meu lado, meu perfume a exalar;

Margaridas ou jasmim?
Beija-flor ou bem-ti-vi?
Fico aqui ou volto lá, para o mundo encarar?

Tenho muito pra viver, bons lugares conhecer;
Que loucura vão achar, posso mesmo louca estar,
mas aqui é meu lugar,
aqui ei de ficar.

OS IPÊS


Eles todos floridos
Quem olha se encanta
Parecem algodão doce
Com trajes coloridos.


Enfeitando ruas e calçadas
São os belíssimos ipês
Espalhando perfumes
Pelas madrugadas.


E quando amanhece o dia
Com sua linda floração
Parece uma tela pintada
Com as cores da poesia.


Irá Rodrigues.

Dois tipos de pessoas

Observando um ancião,
com seus cabelos de algodão,
vi uma boa ocasião
para uma bela reflexão...
vivemos numa grande guerra social
cujo lema principal
não é matar nem morrer,
é tão somente sobreviver.
Há dois tipos de pessoas
que pela luta da vida concorrem,
num paradoxo do mundo moderno,
o primeiro é a dos "jovens"
o segundo a dos "velhos".
Nossos velhos estão se acabando,
nossos jovens estamos perdendo,
a violência está aumentando
e a sociedade continua sofrendo.
Nosso futuro está comprometido,
a juventude em decadência,
enquanto os moços estão diminuídos
os velhos são vencedores da sobrevivência.
o jovem não deseja
tornar-se velho prematuramente,
coisa que mais anseia
é aproveitar a vida naturalmente.
O jovem luta para viver,
O velho vive caminhando e lutando.
Da velhice o jovem tenta se esquecer,
da juventude o velho está se lembrando.
Viver é necessário por vários motivos,
por isso, o jovem sonha com seus objetivos,
histórias tristes ou felizes que nos comovem,
que falam de um mundo mais externo,
o objetivo dos velhos é ser sempre jovem
e dos jovens de morrer de velho.

LEVEZA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Agora sou de algodão;
já fui de aço,
mas o peso do passo
me afundava
no próprio chão.

As ondas vem, as ondas vão...
O céu é azul, com as nuvens de algodão.
E se amanhã chover, na chuva vou sapatear.
Porque tanto o sol, como a chuva, vão passar.

O que posso te dizer neste dia tão especial?
Você é o algodão doce da minha vida, você
é a alegria de um dia frio e nublado. Você é
o amigo perfeito que todo mundo quer por
perto, ter a sua amizade foi o maior presente
que ganhei da vida. Jamais deixe que a vida te
roube o brilho do teu sorriso, e a pureza da tua
linda e bela amizade.

Sobre quem tem sentimentos, somos algodão doce em meio à tempestade.

Sobras da paixão


Quadros são pintados em telas de vidro, de poeira e de algodão,


No detalhe do pincel cores vibrantes e ricas são expostas no quadro de algodão, na estação de verão e da primavera,


No reflexo integro e saudoso dos momentos singulares a exposição de outono foi pincelada e muito aplaudida no quadro de vidro, porém no final faltou brilho,


Então, chegou o inverno, e o que parecia gritar sem vida na tela foi ganhando forma, as gotas de lágrimas que caiam do pincel pousavam como neve densa tomando conta da imagem,


Nas sobras da paixão, o pincel foi se desfazendo aos poucos transformando o quadro na poeira do esquecimento.

Algodão doce




É estranho tocar as nuvens e sentir o seu doce na ponta dos dedos,


O cheiro e os formatos dão uma sensação de insanidade, pois são insaciáveis,


Não sei se entre estas nuvens me pareço um anjo ou um consumidor frenético.

Não é aconselhável que mãos ensanguentadas cuidem de plantações de algodão ⁠

Céu de algodão,
café na mão.
O mundo lá fora em câmera lenta,
enquanto a paz aqui dentro se sustenta.
Sem pressa de ser,
só o prazer de agradecer.