Alento
Oh, tu que buscas sabedoria e alento nas letras que o tempo não apaga, escuta o brado deste humilde mestre e amante das palavras eternas: perscruta tua história, mas jamais permita que tua alma se aparte da literatura. Pois é nos pergaminhos e nos versos que jaz o lume da resistência e o ímpeto da revolução. Através das palavras, ergue-se o espírito à luta e ao saber, como lanças invisíveis contra as sombras do esquecimento. Lê, pois, tua história e tua literatura, e nelas encontra o fio que tece a força e o entendimento.
Busco, agora, uma pausa para um alento, uma esperança.
Quero crer que é possível a felicidade, ainda que passageira.
Olho para longe, até onde a vista alcança,
Procuro a alegria p'ra companheira.
Mas tantos montes, infinitas montanhas
Me anuviam a visão,
Criam ilusões, artimanhas,
De que ser feliz não é possível, não.
Mas eu, teimosa e arrogante
Fecho e abro os olhos repetidamente,
Buscando ver ainda mais adiante
Do que permite minha descrente mente.
Tento ver com a alma, esta guardiã,
Tão mais profunda que a mente,
Mas a busca parece ser vã,
Mas não desisto, oh, mente inclemente!
Aí procuro lá, bem no fundo da alma,
Nas lembranças da alegria de outrora,
Aquele sensação de paz, de calma,
Aquela consciência de que pra tudo tem uma hora.
Respiro fundo, ouço com atenção,
O som do vento, o cheiro da noite que chegou,
Tão piedosa, sem nenhum sermão,
Me acolhe assim, me recebe como sou.
Me enveredo por suas entranhas,
Me torno parte dela e, logo cedo,
Me misturo também ao dia, sem barganhas,
É isso, este é o enredo.
Percebo, então, que sou parte, não o todo,
Desta complexa existência.
Mas há beleza sim, sem engodo,
Em pertencer, sem ser toda a essência.
E neste argumento, enxergo finalmente
Que não posso mudar o imutável
Só posso me amoldar a ele, meramente,
Aconchegar-me, fazê-lo aceitável.
Então a esperança poderá renascer da humildade,
Da crença de que para nada servirá a tristeza,
De que, já que cheguei aqui nesta solenidade,
Vou fazer o meu discurso, com certeza.
Divino Deus, clamo por Ti, clamo pelo universo,
E lanço no alento a minha prece, num verso.
Que minha voz ecoe aos sete mares, nas montanhas e vales,
Nos rios que correm livres, em brumas e cristais.
Oh, Senhor dos céus, ouve meu clamor profundo,
Traga para mim aquele que deixou-me neste mundo.
Percorro terras distantes, grito ao infinito vasto,
Onde está meu amor, meu coração em descompasso?
Minha alma perdida vaga, em busca do perdido,
Divino, peço-te, escuta meu rogo sentido.
Que o vento leve a mensagem, que o céu possa ouvir,
E que minha voz encontre quem me fez sorrir.
Nos segredos da noite, na luz do alvorecer,
Traga-me de volta, aquele que me fez viver.
De montanhas a vales, aos mares e ao rio,
Elevando a Ti, meu grito, meu eterno brio.
Que a força divina una nossos destinos dispersos,
E que, na imensidão do cosmos, achemos os versos.
Pois meu coração clama, num eco de amor,
Divino, traga-me aquele que é meu verdadeiro ardor.
Todo esforço
Toda superação,
Nada mais é, que um alento,
Um prêmio de consolação.
Somos fadados ao fracasso
Vivemos por ilusão
Alimentamos o ego
Enquanto imploramos perdão.
Ao final a dor vai vencer
As lágrimas, testemunharão,
E aquele esforço medonho
Valeu... mas foi tudo em vão.
Que o tempo me dite a direção
A distância não pode ser alento
De que vale o bater do coração
Se o mesmo não tem um acalento
Deus é o nosso único alento, mas é também o terror supremo: a coisa de que mais necessitamos e aquela da qual mais desejamos fugir. Ele é o nosso único aliado possível, e nos tornarmos seus inimigos.
Soneto a Railene
Renova-se minh’alma em vosso vulto,
Ó luz formosa, olhar de doce alento,
Que, sendo simples, torna-se absoluto
E em mim derrama amor e encantamento.
Vossa morena tez, qual ouro oculto,
É chama que consome o pensamento;
Vosso corpo gentil, tão livre e culto,
É meu desejo e meu contentamento.
Se é vedado o amor que vos dedico,
Não há, porém, poder que o desfaleça,
Pois nele encontro o lume e o perigo.
Railene, vós sois minha fortaleza,
E ainda que me falte o bem mais rico,
Basta-me a vossa voz por natureza.
O amor é alento né?
Naqueles dias de tormento...
Onde a tempestade por vezes demora a cessar...
O tempo vai passando, grossas gotas de chuva ainda perduram em mim...
Mas o amor é alento né?
Vai chegando com esse jeitinho tímido que faz meu coração pulsar...
De alegria.
Por saber que eu tenho onde repousar...
É...
No teu peito me refugio.
Descanso.
No teu amor confio.
O amor é alento né?
Nos dias ensolarados onde tudo é poesia e riso...
Onde vejo gentileza em cara emburrada.
Delicadeza numa flor amassada.
Na verdade, não há tempo ruim né?
Quando o amor é esperança que faz sorrir juntos dois corações que anseiam nessa vida um no outro música dançar toda a intensidade que deságua e faz transbordar...
Desejo.
Vontade.
Certeza...
De que somos par, lar, lugar de paz mesmo se houver novamente os tormentos...
Mas espia...
Sente o vento levar esses tormentos.
Sente o sol trazer a leveza desses momentos onde minhas mãos se encaixam nas suas, onde meu olhar encontra o seu, onde meus lábios versam doces versos e melodia nos seus ...
Contigo eu danço.
Contigo contemplo o sol se pôr.
Contigo eu sou amor.
E se for dor, não tem problema.
Eu não tenho medo.
Porque o amor é alento né?
Meu melhor momento...
Porque quando amanhece lá fora, estou amanhecendo ao som do mar, do teu riso, do vento...
Que sopra baixinho...
O amor é alento.
E vocês são poesia e canção que faz o amor vir de outros tempos...
Não!
Não se espante...
O amor nasce, renasce mas nunca morre.
É eterno.
É enlevo.
Da alma que vibra com outra alma todo o amor que faz desse tempo o nosso mais bonito momento...
É poético despertar sabendo que lá fora amanhece...
Enquanto nos seus braços estou sendo amada ao som de pequeno pássaro que canta que não é em vão esperar o amor que nunca se esvai com o tempo, mas permanece em nós por muito tempo...
O amor é alento né?
Nos seu abraço Amor, eu me perco no tempo...
Fisioterapeuta, é gota d’água na esperança
Alento no horizonte da confiança
Aquele que transmuta a dor em pétalas de rosa
Traz ao movimento a fidelidade preciosa
Põe a lua a repousa nas noites em claro
Ousa nos limites, é amparo
Mãos que escrevem evolução
Profissional da saúde, Doutores da superação!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13 outubro, cerrado goiano
Nós Somos Assim -
Sonhamos voar mas tememos cair!
É preciso coragem. Alento sem fim ...
O vazio, a miragem que é preciso sentir,
faz-nos fugir, nós somos assim!
E há dor e vazio em cada voar!
Mas é no vazio que a Vida diz "SIM" ...
Chorar e sofrer é aprender a amar,
fugimos da dor, nós somos assim!
Destino e coragem é saber de onde vim!
Mas vimos de onde?! Tememos saber!
Fugimos da Vida, nós somos assim!
E o que sei eu de mim?!...
Vivo escrevendo, ganhando a perder,
fugindo da vida, nós somos assim!
se quisesse Deus
que a lágrima
fosse para nós um alento,
não teria posto o sal
dando gosto ao sofrimento.
❣️AMOR ❣️
O Amor cura tudo!
Dá um novo alento!
Traz novo ânimo e devagarzinho ganhamos força para mais um passo...
E de passo em passo, conseguimos transpor essa Jornada!
A Amizade é um Lindo Laço de compreensão e aceitação entre os Seres!
Somos Seres Únicos , Singulares!
Cada qual com suas características, suas vontades, suas manias , suas singularidades!
E, é nesta diversidade , que vemos com que Riqueza de detalhes Deus se manifesta em cada um de nós!
Como Deus é Maravilhoso!
A vida é Maravilhosa!
Energia Criadora e Transformadora!
Nos Restaura!
Nos Renova!
E, promove encontros entre irmãos, dando a nós, a possibilidade de reconhecer Deus dentro de cada Ser!
❣️ *Namastê!* ❣️
"No final o bem vencerá!"
Esta é minha filosofia de vida; É onde busco alento e conforto em minhas batalhas existências
Por um momento, o encanto, esteve, lado a lado, com o alento; por um instante, o longe, tão distante, se transformou em perto, bem acessível; por um tempo, apenas, breve nuance, o sonho se tornou realidade.
Quando eu for grande outra vez.
Não vou perder o alento.
Aqui mesmo eu vos digo.
Vou agarrar o tempo.
Nada será igual
ao até agora vivido.
Serei um "CR7"
Ou um Messi, aguerrido!
EC.
Só uma palavra
Ou duas
Uma mão
Um estou aqui
Qualquer coisa
Um pequeno alento
Uma leve brisa
Só uma palavra
Deu certo
Posso te ajudar
Só palavras
Letras juntas
Como as que já disse
Estou aqui
Mas nada
Mais nada
Dias vão
Em vão e assim se vai
ALENTO
“Hay dias” que perco a poesia!
Ao ver o “triunfo das nulidades”,
As inverdades da hipocrisia,
A demagogia das servilidades,
E peço para a vida: - Alivia!
Vejo adoradores de genocidas,
Torturadores de verdades,
Carrascos das fraternidades,
Apoiadores de infanticidas,
E peço para a vida: - Abrevia!
Procuro a esperança, aflito!
Nos olhos de uma criança
Curumim, negra ou branca
E, com temperança, reflito:
- Preciso tentar mais um dia.
Sérgio Antunes de Freitas
Janeiro de 2023
Unidos em oração
Meu Deus tantas provações
Estamos unidos em oração
Suplicando alento abrigo
Seus filhos estão desiludidos.
Vejo tanta destruição na terra
As catástrofes só aumentam
DEUS socorre teus filhos
Dessa triste situação.
Tantos desenganos e lamentos
Tudo está um grande tormento
Meu coração chega doer ao ver
Tantas mortes e sofrimentos.
Meu Deus aqui eu uno minha fé
Juntos com meus irmãos em oração
Acalente os corações e der condições
Pra se erguerem e continuar a jornada.
Meire Perola Santos ©
- Relacionados
- Frases de Alento
