Alague seu Coracao de Esperancas Fernando Pessoa
Eu compreendo o seu medo e a sia vontade de viver a vida de todas as formas possíveis, mas nunca vou conseguir entender, somos diferentes, eu nunca gostei do raso e você que experimentá-lo, admito é tentador, mas para mim o raso é muito pouco, eu sou apaixonada pela intensidade que habita em mim, eu estou preparada para viver o profundo e verdadeiro sentimento, eu almejo viver algo que me consuma com o amo puro e verdadeiro, então eu e você não estamos nas mesmas fases e nem vamos da certo assim, porque ambos já escolheram o que querem nesse momento e eu não vou esperar você mudar de ideia ou o seu amadurecimento, pois o mundo não acaba em você e o tempo passa em um piscar de olhos, pode demorar dias, semanas, meses ou até mesmo anos, mas eu vou encontrar a minha metade e pode até ser você, mas enquanto isso eu vou continuará viver ...
Você não consegue ver além do chão, porque você acha que as coisas só tem um lado, esse que o seu olho sujo vê. Você é exatamente igual a esses cinzentos todos que estão lá fora. A gente só consegue ver o que está dentro da gente. E você só consegue ver o sujo, o feio e o doente das coisas. Tudo isso está dentro de você, na sua mente, na sua cuca. Aqui. A sua cuca é que é feia, suja e doente. Nada é horrível, nada é maravilhoso. O seu olho daqui é que transforma tudo. O seu jeito de olhar. O que acontece é que você ainda não aprendeu a olhar
DOBRE
Peguei no meu coração
E pu-lo na minha mão
Olhei-o como quem olha
Grãos de areia ou uma folha.
Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;
Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
Fernando Pessoa, 1913
Prouvera aos deuses, meu coração triste, que o Destino tivesse um sentido! Prouvera antes ao Destino que os deuses o tivessem!
Diálogo com Fernando Pessoa.
Mote
Quanto do sal que há no mar
São lágrimas de Portugal?
Voltas
Pessoa li o teu versar
Da quantidade de sal
Que há nas águas do mar.
Um pouco era natural
Um pouco era lacrimejar.
Era dor, saudade e tal.
Quanto do sal que há no mar
São lágrimas de Portugal?
Porque é preciso lembrar
Do negro a chorar na nau.
Da viúva em pranto a fitar
Seu homem arrancado do local.
Podemos então concordar
Nesta questão crucial
Que nem todo o sal do mar
São lágrimas de Portugal.
Fernando é preciso falar
Do indígena tropical.
Que muito esteve a prantear
Por ser tratado tão mal.
Então se pode afirmar
De modo justo e imparcial
Muito pouco do sal do mar
São lágrimas de Portugal.
Felizes são os tolos que tropeçam e nem sabem onde tropeçaram! Não é, Fernando Pessoa? "Porque é que para ser feliz é preciso não saber?" Sofro porque sei o que é o sofrimento e o valor dele. Não que eu goste, mas o conhecimento me revela as ameaças que me escondem no inferno.
"A literatura é a melhor prova de que a vida não chega." nos diz Fernando Pessoa.
Será que poderíamos dizer mais alguma coisa?
Seria fingidor o poeta que se vale da literatura para se eternizar, já que a própria vida não é o suficiente?
Quem dera fôssemos tão fingidores quanto poetas
que dissimulássemos dores e alcançássemos leitores.
O homem é perene, faz parte do tempo - é temporal
a obra ultrapassa o tempo - é atemporal.
Fernando Pessoa é sempre presente
poeta fingidor nosso presente.
DESAPEGO ("A renúncia é a libertação. Não querer é poder." — Fernando Pessoa)
Zumbis são os que morreram de inveja. Várias vezes, voltaram para perseguir pessoas normais, porque eles querem muitos no inferno deles. Hoje, fui um dos mordidos de zumbi, tive sofrimentos mil, os quais me forçaram a agradecer pelo fim do dia em detrimento do amanhecer, e o sol olhando para todos o dia todo. Valorizei o fim da tarde, não o pôr-do-sol. Não vi o benefício! Restou-me só a certeza de que estou mais velho e acabado. As experiências foram desagradáveis, nada de proveitoso. E por cima de tudo, usando máscara ou focinheira, respirando mal: Co2 saindo e entrando novamente! Às vezes, eu compreendo por que muitas crianças e adolescentes não querem estudar, a cabeça dói de tanto consumirem "poluição"! E chego a pensar que são eles os sábios da história, são deles que devemos aprender, pois a alienação deles os faz felizes! Caem e nem sabem onde tropeçaram. A cegueira branca ainda não me atingiu por completo. Como eu queria não ver o que me aflige para não sentir a raiva dos zumbis! E outra, pelo menos são diferentes dos que pensam ser moralmente corretos. Quem se atreve chamar de burro os que são livres da sopa de letras e do cabresto dos letrados? Quem não nasceu para estudar, levante a mão! (Cifa
há uma vaga mágoa
no meu coração...
como que um som de água
numa solidão...
um som tênue de água...
Memoro o que, morto,
ainda vive em mim...
memoro-o, ansorto
num sonho sem fim,
estéril e absorto.
Será que me basta
esta vida em vão?
que nada se afasta
de sua solidão...
nem de mim me afasta
não sei. Sofro o acaso
da mágoa em meu ser...
cismo, há em mim o acaso
do que quis viver -
sempre só o acaso
Talvez uma vez em cada cem anos, uma pessoa pode ter sido arruinada por excesso de louvor, mas certamente que uma vez em cada minuto alguém morre por falta dele.
Sou como uma pessoa honesta, visto nunca ter sido assassinado, roubado, violado, a não ser em imaginação. Não seria honesto sem estes crimes.
Não se pode exigir que uma pessoa saiba tudo, mas que uma pessoa, sabendo de uma coisa, saiba de tudo.
É difícil para uma pessoa carregar com o sucesso; mas para os que lhe estão próximo ainda é mais difícil.
As pessoa se enganam quando dizem que a ópera já não é o que costumava ser. Ela é o que sempre foi - e este é o problema.
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