Ainda mais te Amarei na Morte
Há cinza dentro de mim...
Um espaço, um vazio não suprido, um tempo ainda não concebido!
Há um encontro não marcado, uma espera latente...
A tarde passou, mais um dia se foi, uma página a mais dos dias...
Renovo a saudade do não vivido...
A melancolia da alma.
O meu olhar lança-se para novos voos, enquanto meus pés permanecem no chão.
(Ou sob os telhados de Paris).
Ainda sou aquele moço que andava a pé pelo meu bairro carregando as caixas de som Ciclotron para fazer os cultos ao ar livre.
Só as ideias diferentes que abrem a mente da gente.
As ideias têm que mudar, o mundo ainda está em evolução.
Mas que merda! Se nada der certo, então vamos aos amigos, eles talvez não nos entendam, mas ainda serão os amigos.
Neste meu cantar
que parece ser livre,
ainda sinto as cicatrizes
nas cordas vocais...
Neste meu andar
que começa a ser prisioneiro,
já sinto os calos doerem
em diversos locais
Mas neste meu modo lento de versejar
eu caminho com as palavras
para qualquer lugar...
mel - ((*_*))
Lhe chamei na janela a noite, e você veio, nem sabia quem eu era e ainda assim apareceu, tão linda, seus olhos tiravam suspiros até da lua no céu, uma pena ser louca, a ponto de ouvir do vento alguém chamar seu nome, e ver do outro lado o seu velho amigo imaginario. Eu só existo na tua cabeça, minha amada, é tudo que eu sou... uma ilusão, uma fantasia lúcida, seu sonho e pesadelo... e ainda assim, não me ignoras quando te chamo.
O tempo
Ainda que eu viva cem anos, não serão suficientes
Para eu aprender a razão do meu ser.
Mesmo que passe uma vida inteira em busca de um sonho
Mesmo assim, ficaria surpresa, que, ao chegar lá bem no final,
Nada fosse encontrado, nem sonhos, nem paredes
Nem uma flor sequer. Só um vazio constante
Daqueles que perfura a alma com tanta quietude
Que arremessa para longe qualquer possibilidade
De aceitação ou de recusa de si mesmo.
É como dor que não cessa, mas que dela precisamos
Para nos sentirmos vivos, inteiros, mesmo que no momento
Estejamos em cacos.
Dilacera esse maldito tempo, pois ele mesmo dá o tempo de criar e recriar
De nascer e de morrer, de ter e de perder, como uma efêmera estação
Que passa para dar lugar a outra que se inicia.
Ou ainda como a noite que termina e o sol nasce no horizonte, que este pode ser aqui
Ou acolá, depende das horas e do lugar.
Porém continuo sem tempo, de viver, de amar
Porque perco tempo em não estar em lugar algum pelo simples fato de não existir.
Se aos 15 anos tivéssemos a sabedoria que adquirimos aos 30, certamente teríamos uma vida ainda melhor.
Quando os homens avaliam uns aos outros no papel de homens, ainda buscam as mesmas virtudes de que precisariam para guardar o perímetro. Eles são suscetíveis e sentem admiração por aquelas qualidades que tornam os homens úteis e confiáveis numa emergência. Eles sempre desempenharam um papel à parte, e ainda julgam uns aos outros de acordo com as exigências daquele papel de guardião numa gangue em luta para sobreviver ao avanço do destino. E todas as coisas especificamente relacionadas a ser um homem — não meramente uma pessoa — têm a ver com esse papel.
"É de sorte do ser humano existir em meio a tanta dor; ainda que não compreenda o próprio amor e a sua razão, no tempo".
Acorda, venha olhar o sol
Não é o mesmo de antigamente
Mas o brilho que ainda existe nos dá força para vencer.
Lute e corra atrás de tudo que lhe faz bem.
REFLETIR
Nacos
de sol
ainda
douram
a cidade...
os dedos
do outono
alisam
as rugas
do entardecer -
e o refletir
do poeta
voa
para
a imensidade!...
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