Agora foi o fim do nosso Amor
O ouro brilha à porta larga,
Mas seu fim é cinza e brasa amarga.
Já o estreito é trilha esquecida,
Mas guarda em si a eterna vida.
A quem se curva ao próprio anseio,
Resta o vazio, o frio, o medo.
Mas quem se rende à voz do Eterno,
Bebe da graça, livra-se do inferno.
O Umbral Invertido
Há um véu que se ergue no fim da ladeira,
tecido de névoa, bordado em madeira.
Ali onde os olhos já não têm abrigo,
a morte se curva — e retorna contigo.
Não vem como faca, nem sombra de açoite,
mas como um regresso ao ventre da noite.
Um porto sem nome, um espelho sem rosto,
um vinho ancestral sorvido com gosto.
O corpo se cala, mas algo persiste:
um traço, um sopro, um rumor que resiste.
E tudo que foste — promessa e engano —
recolhe-se ao pó do primeiro arcano.
A morte é um caminho que volta ao princípio,
um sino que ecoa num templo fictício.
Não leva, devolve; não cessa, transborda,
abrindo no nada uma porta sem corda.
E os que partem, dizem, não vão tão distantes —
permanecem na alma em forma de instantes.
São brisa que sonda o mundo adormecido,
são nome esquecido num canto contido.
Morrer é despir-se da forma do vento,
e ser o que sempre se foi por dentro.
É ter, no silêncio, um berço escondido —
é mais que um fim: é um umbral invertido.
De tudo que se ergue enquanto se vive, nada perdura mais que a memória deixada. E se o fim é certo, que reste ao menos o bem que fizemos florescer.
A inquietação feminina pesa sobre os homens dedicados, que travam uma batalha sem fim para satisfazê-las, enquanto os indiferentes seguem leves, alheios a esse fardo.
" A MORRER "
Durante o tempo todo já sabia
que ao fim, na apoteose, o seu enredo
não mais teria encanto e nem segredo
restando só manter a fantasia!
Fez de confete o anseio seu, o medo,
e a serpentina envolta na magia
foi toda essa paixão que lhe envolvia
que, bem sabia, acabaria cedo.
Mas desfilou seu sonho na avenida
completamente tendo, a alma, cingida
a congelar, o tempo, um só instante…
Viveu intensamente o seu momento
com todo o ardor real do sentimento
como a morrer pra tudo o mais restante.
A Arte de amar
Te amar é um caminho sem fim,
Meus lábios, sentem o sabor dos teus
Ainda que não estejas aqui,
Sinto seu corpo junto ao meu.
Ao Imaginar o toque de suas mãos,
Bate mais forte meu coração
És o amor que ecoa nessa paixão ,
Amor, Sem fantasia; sem ilusão.
Que nossos corpos se encontrem,
seus carinhos em mim, adentrem.
Unidos, nossos corpos se aqueçam,
Com amor nossos corpos permaneçam.
No teu amor encontrei esconderijo,
Em teu corpo encontrei meu abrigo .
A grande arte de amar na doce calma,
É não deixar o sentimento, navegar
Em sua alma .
Maria Francisca Leite
E talvez a pergunta que reste, no fim de tudo, seja simples — mas profunda:
“Como posso cuidar de mim enquanto sinto tanto?”
Porque não se trata de deixar de sentir.
Se trata de aprender a ser abrigo para aquilo que, dentro de mim, transborda.
E se for pra amar, que seja com verdade.
E se for pra doer, que me ensine.
Mas que, acima de tudo, eu nunca mais ache que ser quem sou é demais.
Quando nascemos a única certeza que temos é que um dia tudo terá fim, outras certezas na vida temos com o tempo. O meu medo é de não ter tempo para ter certeza de quem eu sou, de quem eu irei me tornar.
Se Eu Vivesse Para Sempre
Acredito que existe algo poético no fim.
Existe algo poético no que tem fim.
Os momentos são valiosos — e você realmente dá valor a eles porque, um dia, não terá mais a oportunidade de vivê-los novamente.
Se os momentos mais simples da vida fossem eternos — eternidade mesmo — talvez não fossem valorizados.
Se você fosse viver para toda a eternidade, por que daria valor a algo tão simples, se ao longo de tantos anos reviveria esses momentos mais e mais vezes?
Momentos simples e confortantes, muitas vezes, não damos o devido valor.
Porque, com certeza, 60 ou 70 anos parece tempo demais.
As pessoas esquecem que tudo tem um fim.
Mas, quando finalmente percebem o quanto esses momentos são valiosos — se percebem — a vida se torna mais agradável.
Triste deve ser para aqueles que só percebem o quanto eram felizes com as pequenas coisas depois que já não são mais capazes de viver aquela vida.
Quando você percebe que não só a sua vida tem um fim, mas também os momentos, os dias, os anos —
e que nunca mais vai ter a oportunidade de voltar atrás,
porque já passou —
você começa a fazer valer a pena.
A vida vale a pena.
Seus sonhos valem a pena.
Os pequenos momentos começam a valer a pena.
Porque sim, você viverá esses momentos para sempre —
dentro do seu para sempre.
Então não —
se eu pudesse, não viveria para toda a eternidade.
Eu tenho meu lugar agora.
E um propósito.
Pachamama
Quero amar a natureza
Aprecisar sua delicadeza.
Quero ver o sol no fim da tarde
E sentir a energia do ar na minha pele.
A vida é boa,
Intenções sinceras,
Eras de um amor diferente.
Agradeço por olhar com o coração e sentir com a alma
Os abraços que o mundo dá na gente.
17/08/2024 (em SP)
Deus não diz que será nosso Deus se fizermos isto ou aquilo. Mas Ele diz que porá fim à inimizade, que será nosso Deus e que, em Cristo, nos concederá todas as coisas. A aliança da graça pode permanecer a mesma ao longo dos séculos porque depende inteiramente de Deus e porque Deus é o Imutável e o Fiel
uma luz no fim do túnel,
esperança de um dia incrível.
o meu novo eu vai surgir,
agora sim, só pertenço a mim.
hoje, o céu ganha um novo querubim.
tempos de glória.
adeus, sociedade escória.
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