Agora

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Se você ama alguém, fale agora.

Agora não tem jeito, virei poeta!

Ah, meu Deus! Agora todos querem declamar meus versos. A solidão de certo; A poesia me achou.

Não espere as flores crescerem para acariciá-las, comece a sussurrar baixinho agora; eu as amo.

Não espere o mar encher, brinque no raso, a vida é agora.

Ah, meu Deus, acho que virei poeta, pois só quero, agora, noites de lua cheia.

Não espere as flores crescerem para acariciá-las; comece a acariciá-las agora.

Ah, meu Deus! Por onde ela anda agora, será que ela está como eu, numa saudade só.

Agora quero é movimento, ventania,
o rumor das folhas quebrando o silêncio,
a estrada abrindo seus braços de poeira,
o coração desaprendendo o medo.

Viva o agora! Viva-o já!
Amanhã!? Bem, amanhã...
posso ser displicente
ser diferente
ou talvez eu me reinvente...
mudando pra sempre...
afinal, já falei... sou consistente
e vivo o presente...
e cada dia é diferente... concorda?


Viva o agora! Viva-o já,
antes que o instante se dissolva
na esquina invisível do tempo,
antes que o sonho se esconda
sob a poeira dos dias.


Amanhã? Bem, amanhã
posso ser displicente,
posso ser diferente,
ou talvez me reinvente,
mudando para sempre,
como quem troca de pele
sem deixar de ser semente.


Afinal, já falei: sou consistente,
feito rio que segue adiante,
mas guarda nas margens
a memória de cada nascente.
Vivo o presente —
este milagre breve,
esta chama que arde
entre o que fui e o que serei.


E quando penso ter partido,
quando o passado parece distante
e o futuro se abre, gigante,
há uma voz, terna e persistente,
que atravessa o silêncio,
me alcança de repente,
e ainda insiste
em me chamar pelo nome.


Então eu paro.
Respiro.
Escuto.


Porque talvez viver seja isso:
não fugir do tempo,
mas abraçá-lo no instante exato
em que ele passa —
e, por um segundo,
também me abraça.

Viva o agora! Viva-o já,
antes que o instante se dissolva
na esquina invisível do tempo,
antes que o sonho se esconda
sob a poeira dos dias.

Fui renovar minha CNH e tive que fazer um novo RG.

Fui tirar o RG e agora descobri que preciso de uma nova certidão de nascimento.

Tô com medo de ir ao cartório e me pedirem pra nascer de novo só pra conseguir esse documento.

Onde o Agora Nos Encontra


Somos a prova de que dois corpos podem ocupar o mesmo espaço,
mesmo antes de se tocarem.
Porque existem encontros
que acontecem primeiro na alma,
antes de qualquer abraço,
antes de qualquer palavra.


Deixa eu te contar uma história.
Mas não a que todos conhecem.
Quero contar aquela que escondi entre sorrisos,
a que aprendeu a sobreviver em silêncio,
a que colecionou partidas
e, ainda assim, nunca deixou de acreditar nos reencontros.


Passei tanto tempo tentando traduzir o que sinto
que me perdi entre rascunhos.
Escrevi versos na esperança
de que eles encontrassem você
antes da minha coragem.
Queria que cada palavra dissesse
o que meus olhos sempre esconderam.


Mas a vida tem esse estranho costume
de vestir as verdades com a roupa da dúvida.
Às vezes,
o que é,
não parece ser.
E o que parece tão distante
é exatamente o que mora mais perto do peito.


Quero entender você.
Não apenas o que você diz,
mas aquilo que o silêncio insiste em guardar.
Quero conhecer os seus medos,
as tempestades que ninguém viu,
os sonhos que você enterrou
por medo de acreditar neles outra vez.


Diz...
o que você esconde nessas entrelinhas?
Quantas palavras morreram
antes de alcançar seus lábios?
Quantos sentimentos aprenderam
a respirar em segredo?


E nós...
por que temos tanto medo de viver o agora?
Quem foi que nos convenceu
de que sentir era perigoso?
Quem nos ensinou
a esperar o momento perfeito,
se a vida nunca prometeu perfeição,
apenas oportunidades?


Talvez o tempo
não queira que sejamos eternos.
Talvez ele só queira
que sejamos verdadeiros.


Então deixa-me entender você.
Sem armaduras.
Sem desculpas.
Sem a necessidade de parecer forte o tempo todo.
Porque até as estrelas
precisam da escuridão para mostrar que existem.


E me diga...


O que você faria
se me visse na sua frente agora?


Talvez não dissesse nada.
Talvez o silêncio fosse a resposta mais bonita.
Talvez nossos olhos escrevessem
o poema que minhas mãos nunca conseguiram terminar.


Ou talvez descobríssemos,
na simplicidade de um único instante,
que o destino nunca quis que fôssemos perfeitos.


Quis apenas que tivéssemos coragem
de viver aquilo que sempre escrevemos
nas entrelinhas do coração.

Eu
que fiz
de ti
um mundo pequeno:
Agora não
posso mais trafegar.

"O depois é um lugar que nunca habitamos; a vida sempre nos encontra no agora."

Quero movimento


Agora quero é movimento, ventania,
o rumor das folhas quebrando o silêncio,
a estrada abrindo seus braços de poeira,
o coração desaprendendo o medo.


Chega de monotonia,
de dias dobrados na mesma gaveta,
de sonhos esperando a hora perfeita
para nascerem — e nunca nascendo.


Quero o sal de mares desconhecidos,
a vertigem das pontes,
o riso solto contra o rosto,
a chuva lavando antigas promessas.


Que venham os ventos,
mesmo que desarrumem meus cabelos,
mesmo que levem retratos, certezas,
nomes que já não cabem em mim.


Quero passos, faíscas, horizontes,
a vida pulsando sem pedir licença,
o instante aceso como estrela cadente,
a coragem de seguir seu clarão.


Se o mundo é vasto,
não serei pequena por medo da distância.
Abrirei as janelas,
deixarei entrar o impossível,
e caminharei —
não para fugir de quem fui,
mas para encontrar quem ainda posso ser.

Outro dia
Nada é eterno
Lá fora o escuro
E agora só chove
Molha a roupa do varal
E tanto faz
Não chega a ser tão mal assim
Essa noite está tão morna
Nada excede
Tudo em seu lugar
Distante, como sempre foi
O tempo parece eterno
Mas só o que dura pra sempre
É sua lenta passagem
Correndo eternamente
Numa viagem sem volta
A chuva caindo do Céu
A noite sem sentido
O ruído do vento
E o sentido do tempo é pra frente
Nada é eterno
Tudo passa eternamente
A gente é que não vê.

Edson Ricardo Paiva.

mata se
agora

A vida me trouxe o ontem como exemplo, o hoje para viver com atenção ao agora, e o amanhã para entende que absolutamente tudo, valeu a pena.

O baluarte deste poema não denota versos vãos; Patrícia,
anda, é agora,
nosso filho tá pra nascer.
Eu lhe amo e sou meio insano
como o metal
que nada pode deter; O que mais gosto de ti
é quando me faz carícias
e fere o fogo
de chão
sem piso.
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