Abismo
me jogando
pelo meu abismo
do meu penhasco
no meu despenhadeiro
no profundo do precipício
que eu sou
mergulhei de cabeça
literalmente
bati com ela no fundo
e de tão cabeça dura
me vi desmantelada
desmaiada
dentro de mim
custei acordar
fiquei em transe
desnorteada
despreparada
eu não tinha paraquedas
então me quebrei
minh'alma se chocou
meu espírito enlouqueceu
me abri com força
coloquei tudo pra fora
não era muita coisa
mas era o que sou agora
aproveitei e joguei
tanta coisa fora
tenho muito ainda pra jogar
e aos poucos me desfaço
me refaço
me entrelaço
me embaraço
caibo dentro de um abraço
fraterno
eterno
do meu anjo
obrigada por cuidar tão bem de mim
e ai de mim se não fosse voce
que tanto me socorre
me acode
me cobre com sua paz e luz
não sei se retorno
do ponto de partida
ou em outra vida
isso é com o Pai
de misericórdia
amor e caridade
Sua justiça não falha
nem tarda
é perfeita
certeira
no que tem que ser
obrigada por me amar
e me ensinar
o que é o amor(próprio)!!!
"Se alguém ler esse pensamento, leia com atenção... Nunca esqueça que alguém está em abismo sombrio. Onde ela usa uma máscara de sorrisos de dor e sofrimento, ouça ela com atenção. Ou poderá ser a última vez de ouvir sua voz"
#AFLIÇÃO
Quando o céu em pranto derrama tuas estrelas...
Em que céu ou abismo tarda?
Onde fazes tua morada?
Quem com correntes tão fortes e sutis prenderá teu coração?
O fogo que dentro de ti arde é um profundo e sincero amor?
Poderá dedicar-me um pouco de ti tirando-me o langor?
Nunca saberás o quanto me é importante...
Não tenho como medir e expressar meus sentimentos...
Se reprimo meus impulsos e desejos...
Afogo meus sonhos...
E choro nos leitos...
É porque sou fraco...
E a morte já fez morada em meu peito...
Rasgo as asas da vida...
E a eternidade confronto com alegria...
Não serás tu homem como eu?
Eu canto...
Eu bebo...
Eu danço...
Ah, sei que também me amas...
Como eu te amo...
Todos clamam na aflição...
E por ela juram gratidão...
A ti não clamo...
Só peço que me estenda a mão...
Ame-me agora então...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
Muda,
Medito
Acredito sonhar
Nem sei como.
Então escondo,
Solidão
Tristeza
Sem rumo
Abismo profundo
Pernas sem forças
Silêncio doloroso
Apaga minha mente
E o coração sente..
Sangra!
Lágrimas nascem em meu peito
Explodem em meus olhos
Molha minha boca...
Amarga.
Alma sensível
Aflita, magoada...
Alma sem esperança de vida...
Que morre aos poucos...
Alma que perdeu a luta,
Luta de viver!!
É preciso ter cuidado para não me perder no abismo dos olhos flechados em minha direção que me observam silenciosamente, na pintinha em seu nariz, nos cílios longos e espessos, nos dedos calejados que passeiam em mim, no cabelo macio e charmosamente bagunçado pela manhã, no beijo mentolado, na voz suave e melódica que soa em meus ouvidos causando um estranho calor no meu estômago, o tom que reverbera pela minha pele e faz com que todos os pelos do meu corpo se ericem em resposta.
E mesmo tomando todo cuidado do mundo, é impossível não se perder em Victor Hugo.
No abismo da alma, ecoa o pranto
Lágrimas silenciosas desenham o desengano,
Cada batida é um lamento, um encanto quebrado,
No vazio, o coração se perde, destroçado.
O amor, antes chama, agora cinza fria,
Resta o silêncio, o eco da agonia,
O peito vazio, um mar de saudade,
Navega na dor, na cruel tempestade.
"Lutando através do abismo de uma mente introspectiva e perdida
Uma vida de consciência deixada para trás nos corredores do tempo
Vivendo para sempre, neste ciclo de orgulho interno
Esperando por respostas para uma pergunta que não tem visão"
- Apathy
"Venha, vamos viajar além do
Abismo escuro do desconhecido
Buracos negros passando através da dimensão das almas
O abismo escuro do desconhecido"
- Dark Rift
Sorriso flor silvestre
Dádiva do lírios do vale
Abri o abismo da escuridão
Tudo vira movimento diário do amor.
Para atravessar o abismo, não se levam conhecidos e tão pouco amigos... Você será todos eles ao longo do percurso...
In, o eu fugindo do Eu
1905
A noite cai e junto com ela, a luz
O prenúncio da morte permeia,
Quem bate ao portão do abismo?
Quem nos trás essa mensagem de desgraça?
É o arauto da dor
Que chega ao crepuscular
A escuridão é seu manto
O vento gélido sul, o seu guia
As batidas dos corações soam como sinos
Olhares aterrorizados
O silêncio ensurdecedor
As coisas são o que são e não há mais jeito
Eterno é o nosso lamento
Eterno é o nosso arrependimento
POESIA : " ZOMBANDO DO ABISMO "
Eta lelê !!!
Vida fluxo vento súdito
Aos meus comandos andros,
Quer bem ou mal me quer,
Vamos dá um rolê pelos ciclos,
Na beira dos abismos, sim,
Deixe fora da vida; seus ismos,
Medos cretinos
E venha livre viver.
Sabe como tem que ser?
Sem destino, gurus ou amuletos
Que possam te proteger;
A liberdade é assim,
Responsabilidade pra quê?
Talvez Sim, se a ética e a moral
Que para mim são naturais, forem pra você;
Assim sendo, estrague sua vida como bem quiser, que no futuro seu passado não vai devolver por dejavu um afã.
O que devo esperar do
Condicionamento ao se reconhecer vazio?
Medo, barreiras e impedimentos, é fato,
rasos, frios zumbis humanos, coitados.
Não, não dá, adultos infantilizados,
Nem podem andar, quiçá
Descobrir por explorar a extensão do próprio quintal, do centro da no chão em que pisamos.
O inédito te assusta?
O novo te causa espanto?
Olhe para baixo, sente o quanto,
O quanto a liberdade é solidão, responsabilidade,
e, olhando dentro do abismo, como quem olha no olho da medusa, ouça ecoar da cratera, mas 100 medo : " Não leve a vida avera, 98% é invenção, 2% intuição, Buuuu, não há nada diante do ser."
Poeta Nilo Deyson Monteiro Pessanha
O essencial para ser grande é poder ver o bem no caminho mais pérfido, a luz no abismo mais escuro. E se engana quem acha que é ingenuidade ver o que há de melhor nas pessoas. Seja bondoso, e serás do tamanho do universo.
Até me espatifar
me lanço no abismo profundo que me habita
passarei rente aos penhascos rochosos de mim mesmo,
até me espatifar no chão do Amor que nunca vinga,
lá me farei semente e brotarei como espinhosa flor de sonhos que não são..
Que tarde tão triste... Parece que estou de frente a um abismo, e ele olha para mim, como dissera Nietzsche.
