A Verdade de cada um Pirandello
Chegará um momento da vida, que saberás quem são as pessoas que lhe querem bem de verdade, pois as atitudes falarão por elas.
Você quer a liberdade? Você meio que já é livre dentro do quanto é possível para um ser humano.
Ninguém é inteiramente livre, a não ser que a pessoa viva para o amor.
Talvez aqueles medos que ele tinha fossem frutos de um grande receio a se apegar a uma falsa verdade.
Talvez a sua coragem se baseava em uma grande esperança de um despertar por completo, uma acensão de viver, uma desmistificação do mistério, uma certa busca por perfeição e assim unificar-se com o todo. Mas . . . a própria ideia de perfeição em sua concepção era cheia de defeitos!!!
Como poderia algo ser perfeito?!?!?!
Como poderia existir de fato um arquétipo de perfeição?!?!?!
E se existir, para onde iria ele após essa conquista?!?!?!
Não haveria mais o que saber, o que buscar, o que fazer. . .
Se tudo estivesse descoberto diante dele onde estariam os desafios?!?!?! E seus sentidos agora teriam algum sentido?!?!?!
A verdade e a mentira, são como um caminho que chegaram em um mesmo local, a diferença é que, na "verdade" esse caminho traçado será uma reta e você chegará mais rápido e com menos chance de acidentes, e a na "mentira" você não estará somente em uma linha reta, mais sim em algumas ruas paralelas também, fazendo com que se atrase para o local desejado e com mais chance de acidentes.
ROSA, ESPINHO E RAIZ
Rosa, teu nome é um verso antigo que o tempo não soube decifrar. Teu corpo, um mapa de cansaços dobrados em silêncio. Cada ruga, um caminho que não escolheste. Os dias te escorrem pelos dedos como areia grossa, e ainda assim, seguras o peso do mundo nas costas curvadas. Erraste como quem planta em terra seca, mas regaste com lágrimas o que a vida insistiu em queimar. Nada muda, mãe. Os anos passam e te deixam a mesma dor, só que mais quieta, mais funda, como um copo quebrado colado com saliva...
Os teus filhos - esses estranhos de teu próprio sangue - não veem que o desprezo é uma faca sem cabo: fere as mãos de quem a segura. Eles não sabem, Rosa, que um dia a solidão baterá à porta deles também, e trará o mesmo sabor amargo que tu engoles há décadas. Choras às escondidas, esfregando no avental manchado as lágrimas que ninguém merece ver. O espelho já não te devolve o rosto que um dia foi jardim; agora só mostra os espinhos que cresceram por dentro, enquanto teu sorriso murcha devagar, como flor esquecida no vaso...
Mas oh, mãe ferida, tua raiz ainda segura a terra. Mesmo quando o vento sopra forte e os frutos caem podres aos teus pés. Há uma luz trêmula em ti que nenhum abandono apagou. Talvez porque o amor, quando é de mãe, seja o único fogo que queima sem consumir. Rosa, eu te vejo. Se os outros não olham, eu escrevo teu nome na parede escura desta história. Não serás apenas a que sofreu. Serás a que resiste, mesmo quando o mundo te diz que já não há razão. E no teu peito partido, lateja um verso que ninguém ouviu: Eu era forte, e ninguém perguntou...
"Quando um cristão é verdadeiramente apaixonado por Cristo, naturalmente ele sente o desejo de ir à igreja para cultuá-lo".
Anderson Silva
A busca do saber não pode ser apenas por um ponto de verdade que se entenda como doutrina religiosa, imutável das verdades, mas para todo o saber um contínuo de discussões.
A verdade de um povo é assim, exaurida as tentativas de coloca-la em xeque passa a ser então a orientado daquele momento. E assim sucessivamente até que surja outra verdade que a substitua.
Renunciar... é sufocar com os olhos rasos d´água um sofrimento atroz, e a tanta mágoa, poder dar as nuances da ventura; é conseguir introverter o pranto e transformá-lo em mavioso canto, dando à lágrima a forma da ternura. Renunciar... é calcar toda angústia dentro da alma, aparentar tranquilidade e calma, desditoso, fazer feliz alguém; é transbordar, ingenuamente, a vida num sorriso e dar de si tudo o que for preciso dessa alegria que não mais se tem. Renunciar... é ir vibrando num desejo louco de ganhar um pouquinho, ainda que pouco, quase nada e de tudo o que se quis. É trancar os soluços na garganta, e a si próprio dizer: "gargalha, canta, para que o mundo pense que és feliz". Renunciar... é resistir, sereno e sem queixume a uma ausência que o tédio, é dor, voz da saudade, família, cachorros, vozes da saudade que uivam solidão. É percorrer tão ásperos caminhos, transformando em mil rosas e espinhos, abrindo a toda gente o coração. Renunciar... é pressentir uma canção dolente, das que chegam à alma, de repente, e extasiado, não pode falar. É sentir nessa doce linha a tristeza mesclar-se com alegria, num amargo prazer de recordar. Renunciar... É colorir, de inúmeras matizes os sorrisos que escondem as cicatrizes, no mais fundo recôndito do ser. É agradecer, a cada instante, a inabalável fé, a fé constante, que nos dá tanta força para viver... Renunciar...
Numa revoada de andorinhas um pardal jamais estaria entre elas. E, num bando de gaivotas uma águia não voaria na mesma direção. É preciso ousadia para romper a crença do "rebanho social". Onde é dita regras para maioria seguir. Mude de rota para ser livre e feliz de verdade.
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