A Inteligencia Nao se Mede

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Aqueles que se recusam a serem chamados à razão, são intolerantes; aqueles que não conseguem, são idiotas; e aqueles que não ousam, são escravos.

Lord Byron
BYRON, L., "Childe Harold's pilgrimage: A Romaunt", Charles Griffin, 1826

Um dia a gente acorda, os livros nos acordam, um anjo nos acorda, e somos avisados: não adianta mais olhar para trás. É ir em frente ou nada.

O laço de fita

Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.

Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.

Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.

E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!

Meu Deusl As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.

Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.

Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.

Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepital
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.

Castro Alves
ALVES, C., Espumas Flutuantes, 1870

E se eu não for um super-herói? E se eu for o vilão?

O mais terrível não é termos nosso coração partido (pois corações foram feitos para serem partidos), mas sim transformar nossos corações em pedra.

Oscar Wilde
De Profundis (1905).

Nota: Trecho adaptado do original, que diz: "O mais terrível não é que ela [a vida na prisão] consiga partir os nossos corações – os corações foram feitos para serem partidos – mas que os transforme em pedra."

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Imenso amor? Imenso amor, paixão violenta (...), acrescentando que talvez a definição já não coubesse bem ao atual sentimento da pessoa. Agora era uma adoração quieta e calada.

Machado de Assis
Quincas Borba (1891).

Eu gosto do sabor intenso das coisas desmedidas. Tudo que é bom, que eu viva em exagero! Mas não é que eu queira morrer de um jeito fulgás. O que eu quero é viver em êxtase!

Não nos vemos se não nos saímos de nós.

Eu sou uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono.

Fernanda Mello

Nota: Trecho da crônica "A favor de gente de verdade" publicada por Fernanda Mello no seu site oficial a 19/08/2008

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Sem Deus, o universo não é explicável satisfatoriamente.

Não há nada tão inútil quanto fazer eficientemente o que não deveria ser feito.

Peter Drucker
Managing for Business Effectiveness. Harvard Business Review, Massachusetts, maio, 1963.

Nota: Trecho de artigo publicado na revista "Harvard Business Review" em maio de 1963.

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Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

(...)

Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.

Cecília Meireles

Nota: Trecho de "Canção de Outono" Link

Começa por ti

Tua natureza divina não foi feita para ser aprisionada à sombra do sofrimento, fora do alcance de Deus, e sim para expandir, crescer, para assim, reencontrar sua real função.
És a flecha que tem por destino ser arremessada ao tronco do conhecimento e, se forças em direção contrária, cais em depressão, por negares ao teu ser a tua real necessidade que é a de estares livre, presente na tua realidade divina. Deves saber que as coisas não precisam acontecer nesta ordem.
Tens a opção em escolher novamente, sempre que sentires a ausência do teu coração em tuas decisões, ou seja, a ausência da paz de espírito.
Volta, recolhe teu ser no silêncio que habita
tua morada, e lá, começa por ti.
O que queres que não podes ter?
Nesta frase tão curta, reside todo o emaranhado de fios que te sufocam a cada dia.
Começa por ti e em ti.
Aprende a conhecer tuas reais necessidades
e começa por elas.
Uma a uma, purificando teu ser do sofrimento que tens te causado por todo este tempo.
Desacredita da tua má sorte e põe tua atenção, teu coração no conhecimento que está dentro de ti, em silêncio, a esperar-te para dar-te a paz,
a certeza de quem és.

Para cultivar a sabedoria, é preciso força interior. Sem crescimento interno, é difícil conquistar a autoconfiança e a coragem necessárias. Sem elas, nossa vida se complica. O impossível torna-se possível com a força de vontade.

O débil, acovardado, indeciso e servil não conhece, nem pode conhecer o generoso impulso que guia aquele que confia em si mesmo, e cujo prazer não é de ter conseguido a vitória, se não de sentir capaz de conquistá-la.

Abandonar o paraíso é a única forma
de não esquecê-lo.

Aliás – descubro eu agora – eu também não faço a menor falta, e até o que escrevo um outro escreveria.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Aquele que aprende, mas não pensa, está perdido. Aquele que pensa, mas não aprende, está em grande perigo

Podemos oferecer um presente, mas não podemos obrigar ninguém a aceitá-lo.

A Jornada

Não importa o quanto você pergunte, o quanto você busque, o quanto você procure, o quanto você conheça - você nunca terá todas as respostas.

Mas acredite: isso é muito bom. Seria muito tedioso um mundo sem descontentamento.

Portanto, agradeça tudo que te descontenta e te intriga, porque isto é que dá graça à vida!

E nesta vida nada existe e nada importa mais que este único momento que você está vivendo.

Não existe passado, não existe futuro, não existem perguntas, não existem respostas.

A única coisa que existe é o aqui e o agora!

Se você não está satisfeito com isso, use essa insatisfação a teu favor e nade incansavelmente até morrer na praia.

No final você verá que a graça de tudo não está na praia, mas no caminho que você percorreu para chegar até ela.

Aquele amor poderia ter me matado
Como mata centenas de mulheres por aí

Certos amores não passam
De uma bomba a ser desativada a tempo

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Poesia Reunida. Porto Alegre: L&PM, 1999.