A Inteligencia Nao se Mede
Alfredo e Juca eram irmãos.
Alfredo não era de expressar seus afetos, os sentimentos pareciam estar guardados a sete chaves... (coração de manteiga, com capa de ferro).
Lembranças da infância, do lugarejo onde nasceram e cresceram, dos joelhos ralados com as corridas ladeira acima, tombos ladeira abaixo, no patinete de madeira e rodinhas de rolimã que fôra feito por seu pai.
A bola de couro e o caminhão de madeira presentes dos avós
Alfredo era apaixonado por futebol.
Juca gostava de carros e, os puxava fazendo som de motor com a boca...vrum..vrum...
Sua mãe os vestia iguaizinhos, parecerndo gêmeos. Estudavam na mesma escola, seguiam juntos todos os dias.
Juca era mais conversador... tinha mais amigos e fazia sucesso entre as meninas.
Em idade hábil não prestaram serviço militar.
Juca fez o curso técnico, conseguiu trabalho, e logo foi pai.
Alfredo fez faculdade, formou-se engenheiro e mais tarde casou.
Juca teve mais filhos que Alfredo.
Assim seguiram suas vidas, já não saiam mais juntos e os encontros...eram apenas nas festas familiares ou por motivo de doença.
Hoje, Juca se foi...as gavetas onde são guardados os álbuns de fotografias, passaram a ser puxadas com mais frequência...Alfredo se procura ao lado de Juca...saudades da infância, dos dias presentes,dos sentimentos, do amor sem ser dito, da boa lembrança!
Amanheceres
A luz do amanhecer já não fazia diferença para Olga, se não fosse o velho despertador de corda, presente de Camilo, (irmão mais velho). Olga vive entre crenças e caridades realizadas e na companhia do seu fiel escudeiro, o cãozinho Pipoca.
Nunca, nem um dia era igual ao outro.
Enquanto o apito da chaleira não avisa a fervura da água, Olga liga o rádio: as notícias não param...
O telefone toca (..trim...trim...trim..)...
Olga caminha até a sala para atendê-lo: "Alô?, Alô?: Quem fala?"
Do outro lado a voz rouca tesponde: sabe quem fala? Ao mesmo tempo responde, é Ava sua sobrinha. Alegrias, saudades expostas, assuntos em dia.
JULGADO PELO UNIVERSO
By: Harley Kernner
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Fiquei confuso quando percebi que o sol não tinha o mesmo brilho, a lua todas as noites desapareciam depois das dez, e só tinha estrelas do lado do norte, tudo isso me deixou confuso, caí ao chão com mãos e pernas atadas, e entrei em prantos.
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Foi aí então que percebi que eu estava sendo vigiado pelos planetas, preso por suspeita de amar demais uma menina, que nem mesmo o universo tinha conhecimento da sua existência. E ali estava eu julgado pelo universo, o sol era o advogado de acusação, a lua era o promotor de justiça, implacável, até acusou-me de ter perturbado os seus cochilos nos silêncios das madrugadas, e pior que ninguém quis advogar em meu favor.
Naquele momento eu estava sendo julgado, não porque eu era o único cara, negro, e analfabeto que escrevia poesia, mas sim, por escrever poesias a um amor que ainda não tinha sequer nascido, e as minhas palavras torturavam, os seus corações, como se todo o universo fosse humano.
Mas eu sabia que não era eu que escrevia, mas sim o meu próprio coração, que as escrevia para outro coração… E o meu silêncio foi para defender o meu coração, e para não sacrificar minha alma...
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E lá estava o universo no seu momento de silêncio analisando os meus passos de poeta, para descobrir de onde eu tirei tantas palavras lindas e loucas de amor, e se eu tinha invadido o dicionário de um coração alheio, ou se era eu, filho unigênito da solidão!
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E de repente eu quebrei o silêncio em minha própria defesa, e lhes perguntei: "se eu fosse julgado culpado, qual será a minha sentença?"
E o universo, respondeu-me: "não escreverá mais poesia, não poderá mais sonhar com um amor feminino, nem senti o seu perfume, e se não obedecer, então ficará preso em seu próprio coração, mas, se for inocentado, terás uma nova oportunidade para escrever uma segunda história de amor, agora com suas próprias palavras opacas e analfabetas, e a lei do universo te apresentará uma nova versão de MARIA ALICE, e você serás tu um arquiteto de poesias, os olhos dela será como uma biblioteca de lindas palavras singulares."
E disse-me mais:" Seu rosto, será para te uma nova aliança de inspirações, sua caneta terá tinta de respeito, e não usará folhas de papéis, mas escreverás em seu próprio coração, e entregará, para ela ler cada poesias, no silêncio da sua alma." Ainda que você escreva poesias, inspiradas nas curvas do corpo de um universo repleto de inocência, e amor, ou mesmo no brilho do seu olhar, e entre os seus lábios, você nunca esqueça de respeita-lha com a menina dos olhos de Deus.
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Essa será a sua segunda história, e estará disponível na luminosidade do universo, na galeria dos simples, como o único poeta leigo, que incomodou o universo, e o mesmo julgou-o por escrever lindos verbos, desconhecidos das gramáticas universais, e conquistando elogios da única estrela diurna com brilho permanente, e luz própria, "Maria Alice, sua estrela eterna.
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Harley Kernner
Arquitetura de Poesia
Escritor Particular
Poeta Sem Livros
O DESTINO
Se o destino bater a sua porta
Não pergunte para onde te levará...
Apenas siga-o
Se ele parece ser impossível
Não duvide da sua capacidade Apenas vivencie-o
Se existir obstáculos pelo caminho
Não tema em ultrapassá-los
Apenas não desista
Se a dúvida em segui-lo aparecer...
Não esqueça que o rio um dia volta para o mar
Que existe alguém que é justo e bom
Que nada acontece por um acaso
Sem que haja um motivo
Algo que se tenha que aprender
Quem sabe uma nova forma de amar...
Quem tem razão? A Palavra de Deus ou as institutas de Calvino?
Deus não só viu de antemão a queda do primeiro homem e nela a ruína de sua posteridade, mas também por seu próprio PRAZER a ordenou. CALVINO, João. Institutas da Religião Cristã. Livro III, cap. 23, Seção 7.
Salmos 5.4: Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.
Cuidado com as lideranças que só falam das suas necessidades materiais, mas não ensinam que suas necessidades espirituais são muito mais importantes. (Mateus 4.4; João 4.31-34; João 6.48-51).
Como uma igreja que não se move e que ainda cultua nomes dos séculos passados será relevante em um mundo em constante movimento?
