A Inteligencia Nao se Mede
Toc Toc Toc
— Quem é?
— A soberba.
— Mas uma hora dessas? Olha, não te cabe aqui...
— É que eu vim com o Medo. E deixa a porta aberta que a Queda já anunciou sua chegada.
Com a palavra,
Alice Coragem.
Pareço ingênuo, mas diante do meu campo de observação, nada escapa.
A vida não dá chances: não sou, estou!
E se faço parte do espectro da maldade que nela há, necessário se faz o policiamento e vigilância.
É saber o que você quer e pra onde quer ir e não abrir mãos de seus valores.
O problema do brasileiro não é apenas interpretação do texto, mas é a safadeza de achar que o outro carece de inteligência suficiente para entender as entrelinhas.
É uma espécie de autossabotação: enquanto a frase diz uma coisa, as palavras utilizadas expressam outra e a pessoa nem se dá conta.
Além da interpretação de texto, existe toda uma análise comportamental que não é capaz de ser sucumbida pela verdade implícita.
O corpo fala, as atitudes expressam e a fala engana, mas não se contradizem.
Até papagaio repete palavras, mas os animais não falam e a gente entende tudo com análise comportamental deles. E é sobre isso.
As palagras não se esgotam. Muitiplicam-se. E encontro solo fértil para plantar minhas insanidades lúcidas. Vagueio e minha escrita é pluma flutuando no ar. Todos os meus eu se encontram nesse instante. Não preciso buscar as palavras, elas brotam no misterioso caminho das ambiguidades. Posso falar do tempo, posso falar de amor. Nada se esgosta. Pelo contrário, tudo flui magicamente. Então escrevo porque tenho palavras na minha boca e emoção em meu ser. Eu que tanto amo vivo longe do amor em carne, porque meu amor é fluidez e não encontra sólido caminho de realização. Mas eu não me queixo. Deixo-me levar pelo dia como um carrossel. Vou girando como brincadeira de criança. A criença que nunca morreu em mim. Mas sei falar sério. E lanço filosofia metafísica transmutada de perguntas sem responta. Minhas palavras acompanham meus sentimentos. Se estou triste, meus versos escurecem. E a dor se transfigura como um sentimento universal. Mas hoje estou em paz, e posso fluir esse sentimento. Criar. Tirar de minhas entranhas palavras que desconhece e florecer um versos assim tão natural com o resplandecer de uma escrela. Hoje te amo. Amanhã já não sei mais. Se te amo no dia de hoje, desejo seu sorriso e seu peito aberto. Se não me corresponde, por uns instante entristes, mas logo me volto para o mistério de vida e trasnscendo o amor carnal em vagas palavras que alimento. Seu amor desperta em mim um alegria etéria, uma força magnética que me ergue. Mas se você já me esqueceu, nego-me a acreditar, se esse amor tão vivo vibra em mim. Escreverei a você mim poemas de amor, mesmo que talvez você não os leia. Então transmito para o universo o amor que é um sentimento compartilhado. O amor é sentimento puro, correoi o ódio em suas beiradas. Eu queria falar de vida metafísica, mas seu amor entrou em meu poema. Talvez nunca mais eu te veja, mas meu amor ficará como testemulho de algo belo que existiu. Admirido seu jeito sério, e sua seriedade me sorre e me enche de significado. Desejo ardente que não será realizado. Talvez o tempo amenize essa força com que te sinto. Você será lembrança. E eu continuarei a ser eternidade, se falo, e me ouçam. Para você guardei as melhores palavras. Mas você me responde através de enigmas. E eu queria sua pele aquecendo a minha. A vida é assim, podemos quer tudo que queremos, mas não podemos ter tudo que queremos. Então me resigno. Esse poema não era de amor. Você entrou por entre as frases e transformou o que pensei escrever. Mas sinto alívio se falo de você, porque o sinto e calo. A ninguém falo. Se você me encanta, encanta o mundo. Então te desejo inteiro cumprimindo suas obras de arte e de paz. Se um dia você me ler, sentirei grande satisfação. Ainda que haja grande distância de um beijo, que os lábios correm mundos diferentes. Você lerá e saberá que foi amado, gratuitamente amado. Difícil escrever poema de amor. Dá uma sensação de incompletide e banalidade. Eu escrevi sem rota. As palavras foram escritas quase que sozinha e agora colho ums declaração de amor. Mas esse amor, eu bem sei, nasce em mim e se esvai, na medida de sua incompletude. Agora acordarei serena e talvez não ame mais. E me entregarei ao momento presente, como um feixe de luz. Minha vida basta, é bem verdade. E se te amo é pelo prazer de divagar, mas o sentimento é honesto. Ame-me até o fim, que é o destino dos grandes amores. No final, o que restam são palavras. O amor perde o encanto e a mente questiona com pode ir por caminhos tão frágeis. O amanhã se demora. E prometo de intanste de agora te amar imensamente por hoje. Amanhã amarei o sol e a natureza. Entragarei-me a vida, que é muito mais ampla que o amor carnal. Mas por hoje eu te amo e desejo que você sinta aconchego em seu peito, sentimento único e que te transmito na humilde poltrona do meu quarto. Você para mim é a inspirição que me fez escrever essas palavras. Amanhã, talvez será nada. Sonhamos.
Às vezes, ser feliz parece uma roupa apertada em mim. Não é que eu não queira — só não me serve do mesmo jeito que serve nos outros.
Brinquedo na Prateleira
Ele não puxou minha corda
quando me devolveu à prateleira.
me devolveu depois de uma sucessão de pequenos naufrágios.
Ah, você precisava ver
quando ele me escolheu pela primeira vez.
O brilho febril nos olhos,
o desejo tonto,
a vergonha em pedir,
o orgulho pueril de quem compra
o brinquedo mais caro
com o pouco dinheiro que lhe resta.
Ele não puxou minha corda ao me devolver.
Mas puxou ao me tirar da caixa,
ao me apresentar o seu mundo torto,
ao me levar para casa
e me usar como alívio
para os seus dias cinzentos.
Quando ele puxava minha corda,
lá estava eu:
risonha, leve, palhaça,
encantava, distraía, seduzia, amava.
As palavras que escapavam de mim
já não eram gravações de fábrica,
eram preces, eram carne,
eram pedaços do meu peito.
E assim, entre uma brincadeira e outra,
fui deixando de ser boneca,
fui virando companhia.
Mas logo depois da segunda vez,
em que eu brinquei com ele,
veio a troca.
Outro modelo. Outro encanto.
Novidade de prateleira.
Quando eu precisei que ele fosse meu Ken,
não havia mais palavras doces.
Fui esquecida num canto empoeirado
do seu quarto,
da sua mente,
da sua vontade.
Eu, que um dia
iluminei seus olhos e embriaguei seus sentidos,
fui reduzida a objeto obsoleto.
Não mais capaz de entreter,
não mais digna de afeto.
Aliás — digna sim.
Digna da atenção burocrática,
daquela que se dá no fim do dia,
por obrigação,
quando não há mais coração,
quando já se esqueceu o motivo,
quando só resta o hábito.
Ele me devolveu à prateleira
porque eu não era mais útil.
E qual a serventia de um brinquedo quebrado?
Brinquedos não esperam amor de volta.
Servem.
São usados.
E descartados
quando já não entregam resultado.
Havia outra.
Mais próxima, mais promissora, mais acessível.
E o brinquedo que um dia lhe valeu cada centavo,
foi devolvido à estante.
No instante em que eu mais precisei
que ele puxasse minha corda,
brincasse comigo,
me amasse — como um dia fingiu,
ele me largou.
Suja.
Queimada.
Esmagada.
A mercadoria esquecida
na última fileira
da loja de suas memórias.
Há uma dor em sentir dor
Por algo que você não buscou.
Por algo que você não escolheu.
Por algo para o qual te convidaram a estar.
Eu aceitei.
Mas eu nunca pedi para estar aqui.
Nunca pedi para estar em lugar nenhum.
Somente aceitei.
E isso não quer dizer
que não amei cada segundo.
Que não me entreguei por inteiro.
Mas não, nunca pedi para estar aqui.
Eu aceitei.
E fiquei.
Até que você, aos poucos,
usou os silêncios,
os intervalos,
os espaços.
Fez acontecer sem aviso.
Sem coragem.
E eu, mais uma vez,
aceitei.
O tempo pode tanto fortalecer quanto enfraquecer vínculos. Assim, o que não era nada demais pode passar a ser importante e o que era importante pode passar a não ser nada demais. Por isso, seja qual for o desfecho, ele será apenas consequência do nosso comportamento durante o tempo.
Aos apartidários da amigocracia, o sucesso não é celebração — é a arte de sobreviver onde mérito é exceção.
Na verdade não sei o que te dizer, mas preciso te dizer que tudo no final Deus vais fazer, de uma forma ou outra Deus vai, podes crer!
"Dor que o tempo não levou"
Às vezes meu coração pesa,
sem que ninguém veja o quanto.
É saudade, é pressa
de voltar ao que era um encanto.
Sinto a falta de um gesto, um olhar,
um amor que não ficou.
Sobra arrependimento no ar,
a dor que o tempo não levou.
Mas eu escrevo pra não calar,
pra o silêncio não me vencer.
pra esconder as feridas que o tempo deixou.
T.Lauren
Bom dia!
Sabe, os segundos diários de felicidade possuem o gosto da eternidade. Felicidade não é uma questão de quantidade, mas de qualidade.
Onde Nasce o Amanhã
Você não precisa ter todas as respostas,
nem saber o caminho inteiro.
Basta dar um passo, só um
o resto vem, ligeiro ou derradeiro.
Há beleza em não saber,
em se perder por um instante,
pois é no tropeço, no silêncio,
que a alma se torna gigante.
O que hoje dói, amanhã ensina.
O que agora parece fim,
pode ser só a dobra do começo
que ainda pulsa dentro de mim.
Respira, Espera, Confia,
A vida não falha em surpreender.
Onde tudo parece vazio,
é ali que o sol volta a nascer.
Ninguém nasce bom. Só estou me esforçando para ser bom para não me arrepender.
