A Folha de Outono
Folhas
Apesar de secas
Ondulam ao ritmo do vento.
A chegada do outono
Indica a passagem da estação.
Acumuladas no chão
Deixam o destino de quem passa
Um tapete infinito
Na cor pálida
Cor do outono
Cor da tua pele.
Os olhos fingem aurora,
mas por dentro é sempre outono.
Há folhas caindo em silêncio,
lembranças que o tempo não consola.
Fragmentos de Mim
Marcio Melo
Somos fragmentos de vida,
folhas soltas no outono.
Caindo pouco a pouco,
levadas pelo vento que o tempo soprou.
Secas ao tocar o chão,
amareladas, sem cor.
Cada uma se desfaz em silêncio,
sem deixar rastro do que foi.
O tempo amarelou cada dia,
cada ano que assentou na terra.
E hoje não sobra vestígio
da vida que um dia fui.
Uma xícara de café e folhas soltas ao vento;
Uma rosa, um chalé, outono e relento...
Dê sua mão: vamos buscar a paz que perdemos.
Deitei meu cansaço no chão do tempo,
onde o outono levou o que já não era vida.
Cada folha caída contava um pedaço meu,
histórias que o vento não quis mais guardar.
Helaine Machado
Na primavera me fiz flor
No inverno me fiz cobertor
No verão me fiz alegria
No outono me fiz folha nova
Nas quatro estações te fiz amor!
Tudo por causa de você!
☆Haredita Angel
Folhas caindo...
Inverno chegando...
Outono sorrindo...
Primavera florindo...
Verão...amores que se vão!
Haredita Angel
15.07.25
Acumulo saudade
Num curto espaço de tempo.
Sou terra escondida embaixo
das folhas de outono - úmida.
Se compare a uma árvore no outono, que mesmo seca, sem folhas, sem frutos, ela permanece firme com a certeza de que a primavera há de chegar!
Lagrimas.
Enquanto as folhas das arvores caiem no outono e nascem
no iverno ... as nossas vidas mudam em uma estaçao e se fortalecem na outra!
Em meio às folhas de outono, nasceu o nosso amor. Amor escrito em versos, na sombra das árvores, que cantam ao som das folhas sendo levadas pelo vento. Amor, eu desenhei meus sonhos no brilho dos teus olhos, e você tão docemente me estendeu a mão e levou-me para o lugar onde vivem as estrelas que nos iluminam até mesmo nas manhãs.
De que serve o outono?
Lá se vão as folhas!
Aproveite também esse outono,
deixe voar tudo de ruim que houve,
deixe secar suas mágoas,
deixe o vento quebrar e soltar de você,
seus desafetos.
É tempo de guardar energia
para então deixar cair ao vento, suas folhas secas,
para que elas fertilizem o solo,
para que elas conservem a umidade,
pois será época de chuva fraca agora.
Pois lá vem o inverno...
com o seu ar frio e seco,
que destruiriam as folhas,
por mais lindas que fossem.
A falta de chuva, o chão seco,
deixariam as raízes fracas,
matando de dentro para fora,
por mais forte que fosse seu tronco.
É hora de cortar os excessos,
cortar aquele galho que pesa,
deixar só os galhos úteis expostos,
nenhuma folha.
Quanto menos atrito com o vento frio e forte, melhor!
É hora de deixar bonita e forte, a terra,
lá na raiz, onde ninguém vê...
para então, quando chegar a primavera,
logo nas primeiras chuvas,
tudo novo rebrotar mais lindo,
colorido intenso,
forte,
imponente,
radiante...
Quero outono
não outrora,
quero o novo,
quero agora.
A Folha
Como uma folha que se movimenta junto a brisa do outono, o suave som de se alinhar ao encontro dos ventos, delineando formas diferentes ao montante se faz.
Algumas não se aguentam e ao esforço de um sopro se desprendem da vida conjunta, se deixa voar ao incerto, ao inseguro, apenas se deixa. Cair e caindo ao chão , ao mar, ao húmido.
Se encontra ao novo, e com o novo o passar do tempo ela se perde sua vivacidade em suas cores vibrantes, dando lugar as cores frias sem vidas de um ressecar até se deteriorar.
A folha no entanto cultiva cada momento de seu desprender, como se tudo aquilo vivido fosse experimentado com toda sua essência.
Deixar ser folha ao viver.
Seja-vos pois prudentes feito o outono, que renova sempre as folhas e flores, antes de
cada inverno e imponente primavera, afim de saudar a chegada da belíssima e fulgurante estação do verão.
Nossa vida no mundo é como as folhas nas árvores. Brilham na primavera e despencam secas no outono. E as árvores seguem altaneiras reproduzindo folhas novas, assim, como o mundo, permanece impávido e colosso. A nossa vida e a vida das folhas só brilham uma única vez. E, se nós e as folhas, deixarmos ficar um vazio, esse não nos pertence mais.
No outono é sempre igual
As folhas caem no quintal
Só não cai o meu amor
Pois não tem jeito, é imortal
